HISTÓRIA DO G.R.E.S. PARAÍSO DO TUIUTI

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Paraíso do Tuiuti não é uma escola jovem, pois foi fundado em 5 de abril de 1954, tendo hoje, portanto, 48 anos de existência. Nascida da fusão de duas escolas um pouco mais antigas, a Unidos do Tuiuti, de cores Azul e Branco e fundada em 1933 e a Escola de Samba Paraíso das Baianas, fundada em 1940, das quais herdou as suas cores Azul e Amarelo.

A Escola de Samba Unidos do Tuiuti foi fundada em 1933, no alto do morro, constando entre seus fundadores os nomes de Sizeno, Sete Coroas, João Estácio, Murilo Aragão, Orlando, Carlindoca, João Hilário, Augusto Badoca, Dona Sebastiana, Amélia Russa, Mãe Aragões e Zeba. Trazia como cores originais o Rosa e Azul mas logo mudadas para o Azul e Branco. Parou de desfilar no ano de 1939 pelo faleci- mento de seu líder Pedro Matinada. Retornou aos desfiles em 1949 e o fez até a sua última apresentação no carnaval de 1954. A Escola de Samba Paraíso das Baianas foi fundada em 1940, no sopé do Morro do Tuiuti, muito provavelmente para preencher a lacuna deixada pela ausência da Unidos do Tuiuti. Dentre os seus fundadores constam os nomes de Pedro Feneno, Duca, João Hilário, Manezinho Sal, João Birão, Zequinha, Neu, Álvaro, Albino e Dona Umba. Deixou de desfilar no ano de 1943 e somente retornou aos desfiles no ano de 1951 e o fez até o carnaval de 1953.

As negociações para o nascimento da escola de Samba Paraíso do Tuiuti foram iniciadas ainda no ano de 1952, mas foi apenas no ano de 1954, quando as duas escolas desfilaram pela última vez que surgiu, precisamente no dia 05 de Abril de 1954 o GRÊMIO RECREATIVO ESCOLA DE SAMBA PARAÍSO DO TUIUTI.
Constam como fundadores os nomes de: Augusto Pirulito, Joaquim, Araquem, Armando, Murilo Aragão, Zeba, Orlando, José Orelhinha, Alcides Fornalha, Pedro Feneno, Duca, Zequinha, Álvaro, Conceição e Felícia. Efetivamente até o início dos Anos 80 o Paraíso do Tuiuti destacou-se timi- damente no cenário do Samba Carioca, entretanto com a chegada da carnavalesca Maria Augusta a escola viveu um grande momento de destaque e euforia, chegando a um glorioso campeonato e um lugar no Grupo de Acesso A.
O Paraíso do Tuiuti é uma escola eminentemente comunitária. Seus componentes, moradores do morro do Tuiuti e adjacências, em São Cristóvão, têm na agremiação uma de suas poucas opções de lazer. Por isso o papel desempenhado pela escola transcende em muito o mero desfile de carnaval. Não tendo um patrono, fenômeno típico das grandes escolas, que conferem e prestígio a quem delas se aproxima, o Paraíso do Tuiuti apenas pode contar com a pequena subvenção oficial e o auxilio de amigos e parceiros, muitos deles estabilizados na própria comunidade, para fazer frente aos altos gastos que o carnaval nos nossos dias exige.
E a fórmula deu certo: nos últimos anos a escola não parou de crescer e fortalecer-se, até que, no Grupo A no carnaval de 2000, com o enredo " Um Monarca na Fuzarca ", do carnavalesco Paulo Menezes sagrou-se vice-campeã, adquirindo o direito de desfilar no ano de 2001 no Seleto Grupo Especial. Com o enredo " Um Mouro no Quilombo, Isso a História Registra " do carnavalesco Paulo Menezes, a escola abriu os desfile do Grupo Especial e fez muito bonito. Apesar de rebaixada para o Grupo de Acesso A, a escola conseguiu a simpatia do público e recebeu os aplausos da crítica especializada que em sua quase totalidade considerou injustíssimo a colocação consignada pelo corpo de julgadores.
Mas se tem uma coisa que o povo do Tuiuti aprendeu foi não se deixar abater por injustiças e interpéries. E chega para o carnaval de 2002 apre- sentando o enredo: " Arlindo, Arlequins e Querubins: um Carnaval no Paraíso " do Carnavalesco Paulo Menezes e novamente demonstra ao Carnaval Carioca sua determinação em apresentar grandes carnavais. Termina empatada com a co-irmã Leão de Nova Iguaçu em terceiro lugar mas cai para a quarta colo- cação no desempate no quesito Samba Enredo. Esta é a razão por que sua atual diretoria, composta por um grupo de jovens, em sua grande maioria, moradores do morro do Tuiuti, com média de idade em torno dos 38 anos, capitaneados pelo nosso ex Mestre de Bateria Renato Ribeiro Marins. o popular Mestre Thor.

FICHA TECNICA

CARNAVAL 2006 - SINOPSE DO ENREDO

"O IMPERADOR MORAVA ALI, DO OUTRO LADO DO TUIUTI"

São Cristóvão é um bairro com alma imperial. Aqui, podemos sentir ainda hoje esse espírito de ontem , de passado grandioso e aristocrático. Em largas avenidas, casarões parecem abrir-se para que entrem carruagens com damas da Corte voltando de seus passeios diários.

História que se inicia com a doação das sesmarias de São Cristóvão aos padres jesuítas, pelo então governador geral Estácio de Sá, que exploravam as terras acumulando poder e riquezas.

A partir da expulsão dos jesuítas no Brasil essas terras foram divididas em diversas propriedades com características de quintas e chácaras. Uma delas adquiridas pelo rico comerciante Elias Antônio Lopes. Com a chegada da família Real ao Brasil, Elias doou a sua propriedade a D.João transformando-a em residência do Monarca. Começa aí toda a realeza do bairro.

O imenso jardim que cerca o Palácio, seu gramado verde que acolhe famílias com seus farnéis de piquenique, prática comum até hoje, as árvores centenárias estão lá, como testemunhas silenciosas que agitam ao vento, o mesmo vento que arrancou perucas de duques e marquesas que chegavam para as festas e audiências nos salões imperiais, donde emanava o poder e as questões que comandavam esse imenso belo país dividido em províncias quase sempre nas mãos dos seguidores fiéis do Imperador.

Ah, e a paixão? Em sua casa, a Marquesa de Santos, a adorada Titila, esperava por seu grande amor, evocando o romantismo libertino de D.Pedro I, casado com a imperatriz Leopoldina, amor proibido que afrontava o convencionalismo da Corte.

Passado, tradição, aristocracia, mas nunca a acomodação retrógrada. Sempre em mudanças constantes. Neste bairro de contrastes é possível ver dali, das janelas do Palácio, a casa que mudaria por diversas vezes a história da região. De casa da Marquesa à residência do Barão de Mauá, símbolo de ousadia, progresso empresarial, onde a burguesia capitalista, baseada em monopólios, confabulava a respeito dos interesses financeiros e comerciais, minando a estrutura do poder escravagista, trazendo à região inúmeros progressos: os bondes, os carris, as fábricas, companhias nacionais, os curtumes e até as feiras no Campo de São Cristóvão.

Vindos no “pau-de-arara”, desembarca no Campo de São Cristóvão toda a riqueza cultural do Brasil, Jardim das Delícias regionais: carne de sol, queijo de coalho, boas pingas, rapadura, fumos; feira do chamego ritualizado no forró, que se dança agarradinho, anjos e demônios no “bate-coxas”.

Feira da saudade da terra árida, inóspita, mas presente e relembrada após uma semana de árdua lida. Pedacinho da terra natal, improvisado debaixo do céu azul de lonas. Nada menos imperial e mais plebeu, nada mais povo, mais gostoso.

São Cristóvão tem mais. Andando por suas ruas vemos os contrastes remanescentes até hoje. Grandes casarões transformados em bares, restaurantes pensões e lojas de comércio. Coincidência ou não, é o santo padroeiro dos condutores, e é no bairro que se concentra o maior comércio de autopeças e automóveis do Rio. Donde terá surgido essa aproximação entre o divino e o comércio? Coincidência ou providência?

Ao andar pelos arredores graças aos Pedros I e II, as culturas, as artes, as ciências valorizam nosso bairro. Colégios conceituados, os mais disputados em tempos atrás pela burguesia da Guanabara. Centros de Arte, Museu de Astronomia e Ciências e Observatório Nacional. Este que aproxima o nosso bairro das estrelas, de onde se pode observar o maravilhoso e inigualável céu do Brasil.

E domingo? Domingo é dia de Quinta! Andar por suas alamedas, empinar pipa, comer algodão doce, jogar bola – reviver nossa porção criança, aquela que procuramos preservar a qualquer preço – tudo isso, nos jardins da realeza. E a Quinta ainda reserva o Jardim Zoológico! A bicharada orgulhosa se exibe aos visitantes – tudo nos evoca, pelos sentidos, tempos idos, excursões com a turma do colégio, os passeios com a família e parentes.

Se a pelada acabou nos gramados do Rei, é porque está na hora do jogo ficar sério. Clubes de regata e futebol do nosso bairro conquistam títulos e glórias em gramados mundo afora.

Se a realeza se foi, ficaram tesouros de sua época. Que São Cristóvão possa nos abençoar e conduzir nessa viagem pela Avenida. Nossa Escola saúda o povo e pede passagem exaltando as belezas do Bairro Imperial.

Somos imperiais porque o Rei morava ali, do outro lado do TUIUTI!

Sandro Carvalho

G.R.E.S. PARAÍSO DO TUIUTI

SEDE: RUA FIGUEIRA DE MELO 33- CAMPO DE SÃO CRISTOVÃO

Tel.: 9725-1569

CORES: AZUL E AMARELO

ENREDO: O IMPERADOR MORAVA ALI, DO OUTRO LADO DO TUIUTI

PRESIDENTE: RENATO RIBEIRO MARINS "THOR"

CARNAVALESCO: MARCOS JANUÁRIO E MARCELO ANDRADE

BARRACÃO: RUA ALMIRANTE MARIATH, 105 - SÃO CRISTOVÃO

DIRETOR DE CARNAVAL:

AUTOR DO ENREDO: A ESCOLA

AUTOR DO SAMBA ENREDO: Du Pagode / Fábio Malafaia / J. Junior / Diogo Rosa / Marcelo Pagodeiro

INTÉRPRETE DO SAMBA: Serginho Gama

VEJA A LETRA DO SAMBA ENREDO

FIGURINISTA: MARCOS JANUÁRIO E MARCELO ANDRADE

DIRETOR DE BARRACÃO: JORGE HONORATO

DIRETOR DE HARMONIA: MARY

DIRETOR DE BATERIA: RICARDINHO

RESP. ALA DAS BAIANAS: TIA ANA

RESP. ALA DAS CRIANÇAS: ALESSANDRA

RESP. GALERIA VELHA GUARDA: Sr. ARAGÃO E TIA NELINHA

RESP. COMISSÃO DE FRENTE: Renatinha

PRIMEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: PAULO CÉSAR e SIMONE PEREIRA

SEGUNDO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: ANDERSON e ROBERTA

TERCEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: LEONARDO JORGE e LUDIMILA

Símbolo:  
 
   
 
CARNAVAL 2006