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HISTÓRIA DO G.R.E.S.
TRADIÇÃO
Em 1984, um grupo
de dissidentes da Portela fundou a Portela Tradição, que teria como símbolo
a águia, o mesmo da escola de origem. No entanto, a Portela conseguiu
impedir na Justiça que a nova agremiação usasse o seu nome e o seu símbolo.
A mudança do nome foi facilmente resolvida e no dia primeiro de outubro
daquele ano a escola de samba, fundada por Nésio Nascimento (filho do
saudoso Natal da Portela), Léa, Odiléia, Tureca, Mazinho, João Nogueira
e Paulo Pinheiro, passou a se chamar apenas G.R.E.S Tradição. A adesão
de figuras importantes como Paulo Tavares, Mauro Tinoco, Sérgio Aiub,
César Augusto Ferreira, Vera Lúcia Correa, Jorge Paes Leme, Tia Vicentina
(irmã de Natal), Marlene (filha de Nozinho) e Vilma Nascimento (a eterna
porta-bandeira, também conhecida como Cisne da Passarela) valorizaram
ainda mais o quadro de diretoria da Caçulinha Guerreira, apelido da Tradição
no mundo do samba.
Já a escolha de um novo símbolo foi mais complicada: faltavam poucos dias
para o carnaval e águia já estava pronta no barracão. Não havia tempo
pra confeccionar um outro adereço. A solução tinha que ser imediata. Foi
então que surgiu a idéia que agradou a todos da diretoria da agremiação.
E da águia se fez o condor. Semelhantes nas suas aparências foram necessárias
poucas modificações até o dia do desfile.
Nos primeiros carnavais da Tradição um grupo de artistas plásticos formados
por Maria Augusta, João Resende, Rosa Magalhães, Lícia Lacerda, Paulinho
Espírito Santo, Edmundo Braga e Viriato Ferreira assumiu o Departamento
de Carnaval da escola e trabalhou em conjunto até o carnaval de 1988.
Durante os primeiros cinco anos de existência da agremiação a dupla Paulo
César Pinheiro e João Nogueira assinou, imbatível, a autoria dos sambas
de enredo. Somente para o carnaval de 1990 foi criada a ala de compositores,
dando início à disputa de samba de enredo na Tradição.
FICHA TECNICA
CARNAVAL 2006 - SINOPSE DO ENREDO
ENREDO: “BAHIA DE TODOS OS
DEUSES ”.
JUSTIFICATIVA DO
ENREDO
Falar da Bahia é falar
do Brasil.
É lembrar de onde tudo começou, do porto seguro encontrado
quando chegaram da Europa os descobridores.
Falar da Bahia é faça de afoxé, capoeira, maculele,
das baianas e do Bonfim.
É ter certeza de que os olhos vão brilhar com todas as belezas
naturais, que o coração vai pular, que a vida vai ser mais
feliz.
Falar da Bahia é falar de história, de modernidade, de Tradição.
É acreditar nas histórias contadas, nas crenças,
nas mandigas, nos orixás.
Falar da Bahia é falar de Carnaval.
É a certeza do Axé do cheiro da felicidade e alegria, aconchego
hospitaleiro do povo baiano.
APRESENTAÇÃO
É com muito axé que a Tradição apresenta,
como seu enredo para Carnaval de 2006, o tema “Bahia de todos os
Deuses”, imortalizado pelo G.R.E.S. Salgueiro, em 1969. Naquela
ocasião, a Escola tijucana conquistou o campeonato contrariando,
sob talentos artísticos de Arlindo Rodrigues e Fernando Pamplona,
a superstição de que falar da Bahia não dava sorte.
Sua apresentação eternizou nas mentes e corações
de todos os apaixonados pelo Carnaval, as imagens do mais belo Estado
nordestino. Exatamente como a Tradição pretende fazer no
século XXI.
INTRODUÇÃO
Em nossa apresentação,
a história da Bahia, suas riquezas, suas riquezas, suas belezas,
seus costumes e suas lendas, será apresentada de forma contemporânea,
provando que o tempo passa, mas, mais, e mais, se sente a força
e a importância cultural da Bahia na formação do Brasil.
A Tradição se sente orgulhosa em reeditar a bela composição
de Noel Rosa e Bala, que marcou a história do Carnaval.
SINOPSE DO ENREDO
Conta a lenda que no começo do mundo, uma grande ave de plumas
brancas partiu de muito longe e, depois de voar dias e noites sem parar,
alcançou o litoral de uma imensa terra onde, exausta pela jornada,
caiu morta.
Suas longas e alvas asas, abertas no solo, transformaram-se em belas praias
brancas. No lugar onde o coração bateu na terra, abriu-se
uma grande e profunda depressão, que as águas do mar invadiram,
sendo suas margens fecundadas pelo sangue da ave lendária.
Assim, acreditavam os tupinambás, senhores primitivos da terra,
teria nascido Kirimuri, a vasta baia de águas negras e os recôncavos,
que o europeu, ao aportar nesta terra, no descobrimento, batizou de Bahia
de Todos os Santos.
Este paraíso cercado de belezas naturais, berço do nosso
Brasil.
Tirados, de sua terra, os negros africanos trouxeram uma única,
porém rica bagagem nos navios negreiros: sua fé. A história
da baianidade, com seus ritmos, crenças e mitos e a reedição
existencial do povo africano. Jejês e Nagôs, primeiros representantes
dos povos da África que aportaram no Brasil, tiveram de buscar
meios e maneiras para reconstruir, com toda dificuldade dos escravizados,
sua religião no novo mundo. Terra abençoada pelos deuses,
tão rica em minerais.
Os orixás, mitos e atabaques encontraram solo fértil na
Bahia e se enraizaram, espalhando por todo o Brasil, as suas raízes,
unindo definitivamente africanos e brasileiros.
Pródiga em belezas naturais e minerais a Bahia também foi
abençoada por uma terra fértil e um mar misterioso com seus
corais e arrecifes. A mãe natureza foi generosa, dotando esta terra
de recursos capazes de oferecer ao país muitas riquezas.
Cacau, carnaúba, jacarandá, petróleo e tanto minerais...
Ao agregar os sabores dos índios, dos portugueses e dos negros,
a culinária baiana firmou-se, ao longo dos tempos, como uma das
mais ricas, diversificadas e saborosas do mundo. O toque apimentado, em
cada prato, resultado da união do azeite de dendê, da pimenta
malagueta e do leite de coco, presentes nos principais pratos da região,
transmitem a alegria da gente baiana a quem prova suas iguarias.
Este festival de sabores esta também presente nas chamadas comidas
de santo do Candomblé. O acarajé e o araba são duas
das especialidades sempre presentes nos tabuleiros das baianas. Também
o caruru e o vatapá são famosos na culinária. Dos
ingredientes essenciais, o azeite de dendê, esta ligado a um orixá
que advinha o futuro, chamado Ifá cujo fetiche é o fruto
de dendezeiro. É preciso “ter dedo” para fazer um prato
baiano.
O dedo é o elemento que permite as cozinheiras colocar a quantidade
exata de tempero, medir o tempo certo, tocando com o coração
o preparo dos pratos. E na ladeira do Bonfim, vestidas de branco “o
povo santo” lavam as escadas da igreja do Senhor do Bonfim mistura-se
o sagrado profano e o profano.
Com os pés no chão, iaos louvam seus orixás. Capoeristas
desafiam a gravidade e exibem seu talento. Tudo isso temperado pelas saborosas
iguarias da região na famosa festa do Largo.
Salva a Bahia.
Olorum Modupé axé olafim.
G.R.E.S. TRADIÇÃO
SEDE: ESTRADA INTENDENTE MAGALHÃES,
160 - CAMPINHO
BARRACÃO: Pça Dinah de
Queiroz, s/n
Tel.: 3833-4611 / 3833-4612 (fax)
CORES: AZULl TURQUESA E ROYAL, BRANCO, OURO
E PRATA
ENREDO: BAHIA DE TODOS OS DEUSES (REEDITADO
O ENREDO DO ACADÊMICOS DO SALGUEIRO - 1969
PRESIDENTE: NESIO NASCIMENTO
CARNAVALESCO: COMISSÃO DE CARNAVAL
BARRACÃO: Pça. Dinah de
Queiroz, s/no - LEOPOLDINA
DIRETOR DE CARNAVAL: Mazinho
AUTOR DO ENREDO: ARLINDO RODRIGUES E
FERNANDO PAMPLONA
AUTOR DO SAMBA ENREDO: Bala e Manuel
Rosa
INTÉRPRETE DO SAMBA: Igor Viana
VEJA
A LETRA DO SAMBA ENREDO
FIGURINISTA:
DIRETOR DE BARRACÃO: Nilson Mello
DIRETOR DE HARMONIA: Ney Nascimento
DIRETOR DE BATERIA: Mestre Dacopê
RESP. ALA DAS BAIANAS: DILCEIA
RESP. ALA DAS CRIANÇAS: WLADMIR
RESP. GALERIA VELHA GUARDA: NÃO
POSSUIMOS VELHA GUARDA
RESP. COMISSÃO DE FRENTE:
PRIMEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:FABRÍCIO
E DANIELLE NASCIMENTO
SEGUNDO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
E CAMILLA NASCIMENTO
TERCEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
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