HISTÓRIA DO G.R.E.S. MOCIDADE DE VICENTE DE CARVALHO
A rapaziada que participava de blocos carnavalescos em Vicente de Carvalho, resolveu dotar a localidade de uma escola de samba, e procurou a Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro, inscrevendo a agremiação, para disputar o Acesso.
FICHA TECNICA
CARNAVAL 2005 - SINOPSE DO
ENREDO " DA
LENDA A HISTÓRIA DE ITAGUAI "
Itaguaí, rio da água
amarela, origem da língua tupi, começou a existir
no meado do século XVII. Sua colonização começou
com os índios da ilha Jaguaramenon, atraídos pelo
governo Martim de Sá.
Logo após a fixação dos indígenas nestas
terras, chegaram os missionários, entre eles: Nobrega, Cruz
e outros.
Para sede da aldeia, escolheram o morro denominado “Cabeça
Seca”, onde lançaram as bases da futura povoação.
Erguendo uma igreja onde residiam e catequizavam os índios.
Os jesuítas permaneceram nestas terras até 1718 quando
se mudaram para as terras da “Fazenda Santas Cruz”,
levando com eles todos os habitantes da antiga povoação.
Esta área hoje é a sede de Itaguaí.
Tão logo chegaram ao novo local, os índios começaram,
sob a orientação dos religiosos, a construção
de um novo templo, dedicado a devoção de São
Francisco Xavier, hoje ainda resplandece a mesma devoção.
Havia a necessidade de escolher o chefe da tribo e de sua companheira.
Após longas provas de bravura e lutas foi proclamados vencedor
o índio mais forte e audaz chamado Quiva e escolhida a índia
mais bela e jovem, chamada Laiá.
Após a cerimônia, Quiva e Laiá, ausentaram-se
da tribo durante 11(onze) sois e 11 (onze) luas, percorrendo as
terras, que lhes haviam sido doadas.
No retorno de Quiva e Laiá para a aldeia, foram recebidos
com grandes festejos. Laiá narrou as peripécias da
longa viagem, quando uma sentinela anunciou, que homens brancos
maus, estavam invadindo a aldeia.
Pela primeira vez Quiva, lança o seu grito de guerra “Itaguaí!!!”
Reuniram-se todos os guerreiros e partem ao encontro dos invasores
travando-se um feroz combate às margens do rio Itaguaí,
durante 2 (dois) dias.
Os invasores sentindo que seriam derrotados batem em retirada até
a Fazenda Santa Cruz, que foi submetida ao cerco indígena.
Com a chegada de um emissário da tribo, comunicando que Laiá
estava à morte. Quiva levanta o cerco e regressa a aldeia
de Y-tinga, onde de fato encontra Laiá desmaiada.
Quiva ordena ao pajé (sacerdote curandeiro), que salve Laiá.
O pajé falou “Laia está envenenada” e
para salvá-la é preciso que um índio ou índia
beba o sangue de Laiá misturado a uma erva, após ter
bebido, deverá dar para Laiá o sangue com outra erva.
Laiá ficará boa, mas quem beber o seu sangue morrerá.
Quiva se apresenta e se prepara para o sacrifício e assim
morre o herói. Daí a minutos Laiá desperta,
sabendo de tudo que acontecera, abraça o seu amado, despede-se
de todos, e foge para a mata. Todos querem detê-la, mas o
pajé intervém dizendo “deixem Laiá cumprir
o seu destino”.
Pela manhã quando o sol surgia no horizonte todos os indígenas
gritavam “Laiá esta morta”. O pajé falou
pela última vez: morto Quiva, morta Laiá, não
mais existirá a tribo dos Y-tingas. Brancos maus invadirão,
destroçarão tudo, matarão a todos. Só
daqui a muitos sóis muitas luas, será contadas a história
da tribo. Os índios sentiram que o pajé estava profetizando,
atemorizados dispersaram-se pelas matas.
No combate de Quiva com os invasores, fica ferido um indiozinho
de 10 (dez) anos de idade, que recolhido, tratado e educado pela
família “Souto Maior Rondon” recebeu o nome de:
José Pires Tavares.
A aldeia prosperava a olhos vistos, quando começaram a circular
rumores de que o pessoal da Fazenda Santa Cruz tramava trucidar
os habitantes da aldeia.
José Pires Tavares, já aos trinta anos de idade, casado
com uma índia, tendo uma filha resolveu aceitar a luta, embarcou
rumo a Portugal.
Recebido no Paço-Real conseguiu da rainha Dona Maria I, uma
carta de proteção aos índios da aldeia de Y-tinga
em Itaguaí.
Na ausência de José Pires Tavares, cumprira-se à
profecia do pajé. Achavam-se índios em torno da capela
da aldeia, quando de surpresa surgiram os homens da Fazenda Santa
Cruz acompanhados de força policial.
Nada respeitaram os bárbaros invasores nem idade e nem sexo.
Índios foram amarrados embarcados em canoas e jogados na
praia de Mangaratiba.
Quando José Pires Tavares, regressou de Portugal, nada mais
encontrou, nem amigos e nem família. Profundamente abalado
pela injustiça deixou-se morrer de tristeza. Assim foi extinta
a tribo dos Y-tingas.
Com o passar dos tempos, a localidade prosperou por ser o ponto
de passagem preferido pelos viajantes, que se dirigiam as terras
de Minas Gerais e São Paulo (caminho do ouro). Paravam para
dar água aos cavalos no chafariz da cidade.
Em agosto de 1822 D Pedro I pernoitou em Itaguaí, quando
de sua viagem a São Paulo, onde alem de visitar a Marquesa
de Santos, proclamaria a Independência do Brasil.
Em 1880, já prosperava a vida rural e comercial exportando
café, farinha, açúcar e água ardente,
contribuindo de maneira acentuada para a introdução
do elemento negro na mão de obra.
Foi inaugurada em Itaguaí a primeira fábrica de tecidos
de seda do Brasil, sendo seu diretor o comendador “Cardoso”
que possuía armazéns e um navio chamado “ Delfina”
, explorava o canal que ele mesmo construiu para facilitar o transporte
que até então era feito por animais.
Itaguaí com a ajuda da mão dos negros, índios,
caboclos e alguns imigrantes como: Japoneses e alemães, no
plantio e nas colheitas, tornou a cidade a maior produtora de milho,
laranja e banana do Brasil.
Entre os vultos notáveis, nasceram e outros passaram períodos
de suas infâncias em Itaguaí: Conde de Itaguaí,
Marechal Olímpio da Silva, Almirante Barão de Teffé,
Luiz Murat, Quintino Bocaiúva, Francisco Braga, Bidu Saião
(cantora Lírica) e etc.
Cidade privilegiada pela natureza, com rios cachoeiras e cascatas,
flora, fauna e floresta Atlântica.
Auto-suficiente em saúde educação, premiado
pela UNESCO: modelo padrão de educação.
Pioneira no campo industrial, através da NUCLEP, será
a primeira empresa brasileira a construir casco de plataforma de
petróleo, a P-51. O desafio é grande, porem animador.
Hoje ostenta um porto, que em breve será o maior da América
Latina.
Itaguaí surge no cenário nacional imponente rica e
bela. Terra de homens heróicos, berço de homens históricos
da terra de Teffé.
G.R.E.S. MOCIDADE UNIDA DE VICENTE CARVALHO
SEDE: AVENIDA MARTIN LUTHER KING JUNIOR, 5309 -
VICENTE CARVALHO
FUNDAÇÃO: 07/02/1988
Tel.: 021(xx)3477-2978 / 021(xx)2470-3953
CORES: VERDE E BRANCO
ENREDO: " DA LENDA A HISTÓRIA DE ITAGUAI
"
PRESIDENTE: ALTAMIRO DUARTE MOREIRA (BIA)
CARNAVALESCO: RODRIGO BONAN
BARRACÃO: RUA SANTO CRISTO S/N - SANTO
CRISTO
DIRETOR DE CARNAVAL: MARCELO BARBOSA
VIEIRA
AUTOR DO ENREDO: AD. MOREIRA
AUTOR DO SAMBA ENREDO: SANDRO, RENATO, MICA e ANDERSON
INTÉRPRETE DO SAMBA: RENATO,
GORDINHO, ADILSINHO e NININHO
FIGURINISTA: RODRIGO SIQUEIRA
DIRETOR DE BARRACÃO: JACINTO FERREIRA DA
SILVA
DIRETOR DE HARMONIA: JORGE BOSSA NOVA
DIRETOR DE BATERIA: JOSÉ AUGUSTO DOS SANTOS
RESP. ALA DAS BAIANAS: ALADIR GOMES DOS SANTOS
RESP. ALA DAS CRIANÇAS: ZENILDA FEITOSA
DO ROSÁRIO
RESP. GALERIA VELHA GUARDA: HAROLDO DUARTE
MOREIRA
RESP. COMISSÃO DE FRENTE: MARQUINHO
PRIMEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: MÁRCIO
LEVI ALVES DA SILVA e LUANA PEREIRA BASTOS
SEGUNDO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: PAULO
CESAR DE SOUZA JUNIOR e SIMONE TEIXEIRA VIEIRA DOS SANTOS
TERCEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
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