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HISTÓRIA DO G.R.E.S.
UNIDOS DO JACAREZINHO
FUNDAÇAO:16/06/1966
Na década de 40 D. Andreza Moreira da Silva foi morar no MORRO DO JACAREZINHO, e funda, em 28 de Março de 1946, a UNIDOS DO MORRO AZUL, que posteriormente se juntou à UNIDOS DO JACARÉ, surgindo a UNIDOS DO JACAREZINHO. Ney Gaspar, Josué da Silva, José Victor Barcelos, Antônio Barbosa, Ernani Pinto, Hélio Fábio dos Santos, entre outros, são os fundadores. Dona Andreza era líder no morro e foi uma das primeiras mulheres a assumir a Presidência de Escola de Samba e também Fundadora da União da Escola de Samba.
A Escola está localizada na Av. Suburbana 2.233, Vieira Fazenda, um dos maiores contingentes da cidade, e no BAIRRO DO JACARÉ, o segundo Parque Industrial do Rio. Ney Gaspar e Newton Cordeiro Propuseram as cores da Escola, Rosa e Branco.
Em 1998, a Unidos do Jacarezinho foi a única escola do grupo B que conseguiu o máximo em pontuação, 180 pontos, ficando em 1º lugar, conquistou assim o direito de desfilar em 1999 no grupo A, no sábado de carnaval no Sambódromo. Será a 2ª escola a desfilar na passarela do samba. Caso consiga se classificar entre as 2 primeiras, terá o direito a no ano 2000 desfilar entre as grandes escolas do grupo especial.
FICHA TECNICA
CARNAVAL 2006 - SINOPSE DO ENREDO
" JACAREZINHO GUERREIRO MOSTRA
QUE A ÁFRICA É AQUI !""
Apresentação:
A África é o centro dos
sentimentos do mundo. A nossa terra dos sonhos, nossa terra natal espiritual.
Há um mundo em cada ser humano que é a África. Todos
a temos dentro de nós. A África das lendas, das cores brilhantes,
da sabedoria, da adivinhação, da surpresa e em quatro dimensões
e épocas, a África da fé, da paciência, da
resistência, de um profundo conhecimento dos caminhos da natureza
e dos ciclos secretos do destino.
O Presidente Lula foi na África
pedir desculpas pela escravidão. Não precisava. Somos o
resultado da miscigenação das raças, somos um país
que tem na intolerância sua marca registrada. Existe o racismo,
mas isso tem mais a ver com a educação do que com a cultura
do país. Isso é uma carga extra que os negros carregam historicamente
nas costas. Não devemos cultuar esse passado mas sim o lado bom
desta história. Nas origens do futebol brasileiro, uma história
deliciosa, dizia-se que quando começou a ser jogado no Brasil,
era por brancos. Não havia os esquemas de jogo, as posições
dos jogadores, nem as especialidades. Quando os negros começaram
a jogar, sempre que havia um choque entre jogadores, os juízes
apitavam as faltas contra os negros. Percebendo essa dificuldade, eles
não seguiam mais com a bola em linha reta para o gol, mas contornando
aqui, girando ali, catimbando acolá. Assim nasceu o drible. E com
o drible, o futebol campeão do mundo. O momento sublime em que
o esporte se transforma em arte. Da dificuldade brotou o talento. Foi
assim com a culinária, assim com a música, assim com o esporte,
com as artes em geral. Os negros são a cultura de nosso país.
É essa África que importa,
do seu nascer do sol, sua luminosidade, seu brilho e sua beleza. Somente
vemos o que queremos ver. E somente quando vemos mais uma vez, é
que os detalhes se revelam a nós. A África está aguardando
há séculos para ser descoberta pelos olhos do amor de um
amante. Não há visão verdadeira sem amor. Para que
a humanidade comece a conhecer a felicidade nesta Terra, temos de aprender
a amar a África em nós.
A África certamente ficaria mais
feliz com um sincero "muito obrigado", que celebrasse a inspiração,
a criatividade e reconhecesse sua contribuição para nosso
futuro.
Justificativa:
A nossa África, o primeiro continente
a ver o homem caminhar ereto, o próprio berço da humanidade,
merece no início do novo milênio, todas as atenções.
A África que nos une é aquela que pacientemente recaptura
sua memória, uma memória com feridas infligidas pelas experiências
dolorosas, onde milhões de jovens, no auge da juventude, foram
arrebatados de sua terra natal e postos à extrema força
sob as mais terríveis condições. Mas além
da tragédia, a África que nos une é um continente
cuja memória é feita da resistência à opressão.
É essa capacidade de resistir usando todas as armas possíveis
— as armas da luta política, da luta armada, as expressões
artísticas e literárias — que possibilitou vencer
o colonialismo e o abominável sistema do apartheid.
Nas tradições folclóricas
africanas vemos que é uma cultura que inventa alternativas para
subverter os desejos de seus opressores de submeter sob seu poder, um
povo nobre de reis , rainhas, cortes e deuses. No Brasil há uma
África na construção e na reconstrução
de idéias em todos os setores da cultura, a partir dessa rica herança.
Objetivo Geral:
É essa África diversa e
pluralista que se quer exaltar para fazer valer a voz do povo africano,
que seja ouvida forte e clara no concerto das nações e para
reafirmar essa renascença africana que desponta em 2005.
Por essa renascença, a África
está construindo um novo nacionalismo fundado no pan-africanismo.
O pan-africanismo é uma ideologia que propõe a união
de África como forma de potenciar a voz do continente no contexto
internacional. Queremos aqui, contribuir com a renascença africana,
onde jovens e mulheres, são cientes de que o destino está
em suas próprias mãos e ninguém construirá
uma África em seu lugar. A renascença africana busca enaltecer
a herança cultural africana que fincou raízes por toda a
humanidade, como forma de elevar sua auto-estima e conscientizar sobre
seu valor, principalmente no Brasil, com o intuito de clamar por esse
povo berço da humanidade histórica que continua sofrendo
com os interesses mundiais e aqui chamamos a atenção para
as heranças culturais deixadas no Brasil por este povo.
Objetivo específico:
Nos meados do século 18, o tráfico
de escravos para as Américas afetou tudo dramaticamente na África
Ocidental, foram reorganizados escravos Yorùbás que desciam
para o Brasil, onde ainda hoje podem ser achados elementos marcantes na
cultura deste povo como por exemplo à culinária, a dança,
a música e a religião. As matrizes africanas que contribuíram
para moldar nossa cultura, a religião e a música são
aqui examinadas. A presença de elementos culturais, religiosos
e musicais provenientes da África é marcante na nossa história,
isso que vale exaltar.
Esta é a forma de nossa Escola
de Samba Unidos do Jacarezinho, guerreira, exaltar o lado bom desta história
triste destes filhos brasileiros da África na emancipação
das terras brasileiras.
Sinopse:
A África é o centro dos
sentimentos do mundo, a nossa terra natal espiritual. O primeiro continente
a ver o homem caminhar ereto, o próprio berço da humanidade
que nós exaltamos. O sincretismo religioso africano faz um registro
deste berço da terra, através do mito da criação
do homem, no qual Oxalá , o mais elevado dos deuses yorubás,
é o dono da argila e da criação, onde molda os seres
humanos no barro, povoando o mundo e ensinando-os como cultuar os Orixás,
construindo a cidade sagrada de Ilé Ifé, onde ao seu redor
o mundo começou a ser criado.
A África é aquela que recaptura
sua memória, desde quando o comércio de escravos foi sistematizado,
onde milhões de jovens, no auge da juventude, foram arrebatados
de sua terra natal e postos à extrema força sob as mais
terríveis condições. Os negros que conseguiam fugir
da escravidão, se refugiavam em locais bem escondidos e fortificados
no meio das matas. Eram os quilombos, que buscavam a liberdade e uma vida
com dignidade, resgatando a cultura, reavivando as tradições,
crenças e costumes. Hoje, o Quilombo do Jacarezinho que finca raízes
na avenida, assim como seus antepassados, também luta pela sobrevivência,
faz arte, cultua sua fé e representa um foco de resistência
cultural. Os habitantes dos quilombos de ontem e hoje, alimentavam a mente,
o corpo e espírito, O mesmo povo que festejava e faziam oferendas
aos Deuses, através da música e dança - aqueles que
antes caçavam e pescavam na África - aqui também
praticavam a agricultura e desenvolviam oficinas para a fabricação
de instrumentos de trabalho. É este o segredo que explica a resistência
dos quilombos durante vários séculos.
Um dos grandes símbolos dessas
manifestações na África é a Rainha Nzingha
que ocupa uma posição de destaque na galeria de heroínas
negras. Nzinga é cultuada como a heroína angolana, devido
à sua destreza política e força bélica, na
resistência à ocupação dos portugueses do território
angolano e conseqüente tráfico de escravos. Nzingha foi inspiração
no Brasil de Zumbi, o maior líder do Quilombo dos Palmares. A luta
contra os negros de Palmares durou por volta de cinco anos; contudo, apesar
de todo o empenho e determinação dos negros chefiados por
Zumbi, eles, por fim, foram derrotados. Contemporâneos de Nzingha
e Zumbi, nós do Quilombo do Jacarezinho, queremos demonstrar que
a história tem seu lado bom, que é a herança cultural
em todos os sentidos, bem precioso na formação da identidade
social, que vale exaltar.
A música brasileira estrutura-se
a partir de duas básicas matrizes africanas, que são a espinha
dorsal de nossos ritmos. Uma proveniente das civilizações
iorubanas que molda, principalmente, a música religiosa afro-brasileira
em seu passado mais remoto com os estilos dela decorrentes e outra proveniente
das civilizações conguesa que tem no samba sua face mais
exposta. Responsáveis pela introdução, no continente
americano de instrumentos musicais, como a cuíca, o berimbau, o
ganzá e o reco-reco, o povo Bantu, em seu sincretismo, deu origem
a maior parte dos folguedos de rua até hoje brincados nos períodos
de festas populares. A Congada seria a raiz dos maracatus, dos ranchos
de reis (depois carnavalescos) e das escolas de samba, que está
ligado a danças típicas tribais do continente, que vieram
com a mão-de-obra escrava para nosso país. O Samba, entre
os povos de Angola, é verbo que significa “cabriolar, brincar,
divertir-se como cabrito”. Essas duas formas se originam da raiz
semba, rejeitar, separar, que deu origem ao seu amplo leque de variantes,
que inclui, entre outras formas, batuque, baiano, coco, umbigada, calango,
lundu e jongo.
No Rio de janeiro, numa região
conhecida historicamente como “Pequena África” - que
se estendia do morro da Conceição - nas cercanias da atual
Praça Mauá - até a Cidade Nova, na vizinhança
do Sambódromo, hoje – viveu Tia Ciata, mulher guerreira que
em sua casa, defendeu e perpetuou as suas tradições, justificando
a “Pequena África”. O samba, assim como outras expressões
da cultura negra no início do século XX, eram proibidas.
Sabendo que os policiais, incumbidos de reprimir as rodas de samba, não
distinguiam a música religiosa da profana, os sambistas aproveitavam
para se reunir, cantar e dançar, quando se encerrava o culto do
candomblé na sua casa. Tia Ciata instituiu a tradição
carioca das`Baianas quituteiras, com tabuleiros fartos de bolos, manjares
e cocadas – comidas de forte fundamento religioso. A partir deste
período, o samba começa a ganhar feição urbana.
Na criação dos pratos da
culinária afro-brasileira, histórias de mitos que misturam
fé, à cura e às oferendas, através da comida
e de plantas e ervas medicinais. A feijoada, feita com o que não
era aproveitado na mesa do branco - como a orelha, o rabo e a pata de
porco, cozidos no feijão preto - até hoje é consumida
desta forma. O mito de não comer manga com leite surgiu quando
os senhores quiseram impedir que seus escravos, que bebiam leite estragado,
não invadissem seus pomares para pegar as mangas. O africano contribuiu
com a difusão do inhame, da cana de açúcar e do dendezeiro,
do qual se faz o azeite-de-dendê assim como os pratos como o angu
e a galinha da Angola – quase todos de origem religiosa. A cozinha
negra fez valer os seus temperos, os verdes, a sua maneira de cozinhar.
Modificou os pratos portugueses, substituindo ingredientes e finalmente
criou a cozinha brasileira. Mas os Nagôs de linha Yorubá
fizeram mais pela nossa cozinha porque eram mais aceitos como domésticos
do que os Bantus de Angola, gente mais forte, submissa e mais aproveitada
para o serviço pesado. Ao Brasil foram trazidos os mais diversos
povos africanos e um sem número de cultos e deuses. A doutrinação
cristã não substituiu as tradições africanas,
que foram passadas com o leite materno. Entre os povos trazidos, no nordeste
temos os Nagôs, que falavam o Yorubá (língua do rei).
Já no sudeste, a predominância foi dos povos Bantus. Por
viverem juntos nas senzalas, ouve uma mesclagem das culturas (roupas,
dialetos, indumentárias, cultos e etc.). Daí nasce o que
chamamos no Brasil Candomblé. As condições históricas
da vinda maciça de africanos yorubanos, fizeram com que a cultura
religiosa desse povo se transformasse numa tradição espiritual
geral dos africanos no Brasil e seus costumes gozassem de franca hegemonia.
Essa prevalência é que talvez tenha determinado o surgimento
dos candomblés chamados “de Angola” e “de Congo”
e a iorubanização das linhas de rituais. O Candomblé
e demais religiões Afro-Brasileiras tradicionais formavam vertentes,
mas, cada uma delas possuía seus fundamentos e com um único
objetivo, a prática da caridade.
Na áfrica, assim como nas comunidades
negras de hoje, o povo Nagô morou em grandes cidades densamente
povoadas e seu sustento era feito através de comércios especializados
de bens e serviços. Cada cidade mantinha sua própria interpretação
das histórias, tradições religiosas, culinária
e estilo de arte, mas, até hoje reconhecem a soberania ritual da
cidade de Ilé Ifé, como o panteão dos deuses Yorùbás,
chamados de Orixás. Para buscar as soluções de seus
problemas da vida cotidiana, os Nagôs estavam sempre consultando
os sacerdotes adivinhos destas cidades, conhecidos como Bàbálawo
- que ordenavam desde decisões reais até os ritos que determinavam
qual Orixá que a criança, ao nascer, deveria seguir durante
toda sua vida. Dentre as divindades Yorubás destacava-se o Ser
Supremo chamado Òlorun e logo abaixo se encontravam outros dezesseis
Orixás principais, que desempenham papéis diferente no destino
dos seres humanos e na constituição do mundo. Algumas das
divindades primordiais fazem parte das histórias dos homens, tendo
existido e vivido na terra como por exemplo Oduduá e, outros, heróis
ou heroínas que deixaram uma impressão importante nas pessoas.
Estas divindades primordiais estão constantemente ligadas aos fenômenos
naturais, como montanhas, colinas e rios que geraram agrupamentos e cidades.
Os mais populares e que se identificam com o enredo, são : Orunmilá
também chamado de Ifá e senhor da adivinhação;
Ogum é o deus das guerras, metais e agricultura; Oxossi o senhor
dos caçadores e das florestas; Ossain o deus da medicina e da flora;
Oyá é a senhora dos ventos, relampejos e ancestrais; Xangô
o deus dos trovões e senhor da justiça divina entre os humanos;
Omulú Obaluaê Filho do Senhor, "varre" as doenças,
impurezas e males sobrenaturais, Oxum a deusa das águas doces e
da fertilidade feminina, Yemanjá senhora do encontro das águas
e mãe da humanidade, Euá guerreira transformadora, dona
da beleza feminina jovem, da música e da alegria, Exu mensageiro
senhor da vitalidade, Yansã a mais impulsiva das companheiras de
Xangô, Orixá das paixões e aventuras, Nanã
a mais velha das mães d’água, a Avó dos Orixás
e a Mãe dos Mortos, Oxumaré o mensageiro dos Orixás
para os mortais, Ibeji Orixá duplo da infância e da alegria
e Logun Edé o príncipe da fartura, riqueza e beleza.
Eis aqui os ingredientes que o Quilombo
do Jacarezinho põe na avenida, para prepararmos juntos uma oferenda
ao povo, cantando e dançando a Mãe África, que nos
trás o alimento para a mente, o corpo e o espírito –
arte, culinária, religiosidade – além da resistência
de um povo. O corajoso Quilombo do Jacarezinho Guerreiro - como os africanos
– não se abateu e vem com toda a força para voltar
a ser destaque do carnaval, mostra que a África é aqui!
Laerte Gulini
G.R.E.S. UNIDOS DO JACAREZINHO
SEDE: AVENIDA DOM HELDER CÂMARA, 2333 - VIEIRA
FAZENDA
Tel.:021(xx)3886-4384 / 021(xx)2261-2350
CORES: ROSA E BRANCO
ENREDO: "JACAREZINHO GUERREIRO MOSTRA QUE A ÁFRICA
É AQUI ! "
PRESIDENTE: LAERTE GOMES DE CARVALHO
CARNAVALESCO: LAERTE GOMES DE CARVALHO
BARRACÃO: Av. Rio de Janeiro, s/n São
Cristovão
VEJA A LETRA DO SAMBA ENREDO
DIRETOR DE CARNAVAL: CELSO DA SILVA
INTÉRPRETE: AILTON SANTOS
AUTOR DO ENREDO: Laerte
AUTOR DO SAMBA ENREDO: ANDERSON, LUIZ CARLOS, MADALENA
E NORMA DO GETÚLIO
FIGURINISTA: MARCELO RESENDE
DIRETOR DE BARRACÃO: EXPEDITO
DOS SANTOS TRINDADE
DIRETOR DE HARMONIA: JESSÉ PEREIRA DE CASTRO
DIRETOR DE BATERIA: SERGIO DE SOUZA PAULA
RESP. ALA DAS BAIANAS: IZABEL DOS SANTOS VIEIRA
RESP. ALA DAS CRIANÇAS: ITALINO ROXOLINO
RESP. GALERIA VELHA GUARDA: DEBORA MARIA DA CONCEIÇÃO
RESP. COMISSÃO DE FRENTE:
PRIMEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: MICHELE
E MAURO
SEGUNDO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: RAISSA E
ÁTILA
TERCEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
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