HISTÓRIA DO G.R.E.S. INDEPENDENTE DA PRAÇA DA BANDEIRA
A escola de samba Arrastão de São João passou a se chamar Independente da Praça da Bandeira, porque, em 2001, se juntou com um Bloco (de mesmo nome), na Localidade de Praça da Bandeira, no Município de São João de Meriti, e não, na famosa Praça que todos nós conhecemos, próximo ao Estácio e a Vila mimosa.O Bloco sempre foi muito mais forte que a escola, em São João de Meriti, por isso, a diretoria da agremiação, optou pela união das duas agremiações.
FICHA TECNICA
CARNAVAL 2005 - SINOPSE DO ENREDO
" Josué de Castro
– Ecoa um grito a fome, pela cidadania e pela paz na terra"
Desenvolveremos
este enredo sobre JOSUÉ DE CASTRO de forma atemporal. A cronologia
e a biografia de JOSUÉ DE CASTRO será utilizada ao
longo do enredo, na medida que para nós os eixos que estruturavam
o seu pensamento, são demasiadamente atuais, na medida que
para ele, as desigualdades sociais se constituem na base geradora
da fome em paises subdesenvolvidos, como é o caso do Brasil.
Neste
sentido, JOSUÉ DE CASTRO representará para nós
aquela figura que primeiro teve a capacidade de destampar a panela
da pobreza e mostrar a todo mundo que não havia nada dentro
dela. O Cordel de Chico Julião sintetiza um pouco do nosso
pensamento
“Josué
de Castro foi
Quem destapou a panela
Da pobreza e da miséria
Pra ver o que havia nela
E nela não havia nada”
(Chico Julião, cordel,1993)
A
partir de observações empíricas ainda em sua
infância: denominada cientificamente mais tarde por ele como
o “Ciclo do Caranguejo” JOSUÉ DE CASTRO escolheu
o problema da “FOME” como sua bandeira de luta. Assim
descreve
“Cedo
me dei conta deste estranho mimetismo: os homens se assemelhando
em tudo, aos caranguejos, arrastando, agachando-se como caranguejos
para poderem sobreviver. Parados com os caranguejos na beira d’água
ou caminhando para trás como caminham os caranguejos... Não
foi na Sorbone ou em qualquer outra universidade sábia que
travei conhecimento com o fenômeno da fome. O fenômeno
se revelou espontaneamente a meus olhos nos mangues do Capibaribe,
nos bairros miseráveis da cidade do Recife: Afogados, Pina,
Santo Amaro, Ilha do Leite... no mangue tudo é, ou será
caranguejo”
Numa
época em que debater, falar e escrever sobre a temática
da “FOME” era assunto bastante delicado e tido como
um tema proibido, ao publicar “Geografia da Fome” sua
obra-prima, e marco na teoria da fome como fenômeno social.
Ele denuncia, sugere soluções e traz a tona um dos
maiores males da humanidade – a desigualdade e a exclusão
social.
“Trata-se
de um silêncio premeditado pela própria alma da cultura,
foram os interesses e os preconceitos de ordem moral e de ordem
política e econômica de nossa chamada civilização
ocidental que tornaram a fome um tema proibido ou, pelo menos, pouco
aconselhável de ser abordado publicamente.”
Foi
mergulhando em seus meandros, denunciando, estudando e pesquisando
suas causas, propondo ações e iniciativas, numa incessante
luta algoz de banir de nosso planeta esse terrível fenômeno
que se chama “FOME”, que esse ilustre brasileiro, ficou
conhecido e reconhecido no mundo inteiro.
JOSUÉ
DE CASTRO, o seu pensamento, sua luta de combate a “FOME”
a miséria e a pobreza; e os desdobramentos deste fenômeno
diagnosticado por ele será o ícone e fio condutor
no desenvolvimento deste enredo.
De
grande relevância será o fato da contemporaneidade
do discurso de JOSUÉ DE CASTRO, em sua obra, diante das questões
que envolve a problemática da fome.
Como
um intelectual que estava a frente de seu tempo, JOSUÉ DE
CASTRO estruturou a problemática da FOME em cinco pontos
centrais:
•
Em correlação com o sistema agrário na divisão
de terra no Brasil, os latifúndios, êxodo rural e migração
• Interligado as questões do meio ambiente, ecologia
e poluição quando poucos ainda discutiam sobre o assunto.
• Classifica o subdesenvolvimento como um produto do desenvolvimento
e afirma: “fome e subdesenvolvimento são a mesma coisa”
• Não falava só da fome de comida: aquela substancial;
mas da fome de fome de saber, de conhecimento de liberdade
• Naquela época já entendia que a paz mundial,
só poderá ser obtida através do combate a fome
e a miséria. “Há dois caminhos a nossa frente:
o caminho do pão e o caminho da bomba.”
Após
mais de setenta anos de um de seus primeiros ensaios – publicado
no início da década de 40: o “Inquérito
Sobre as Condições de Vida das Classes Operárias
no Recife” o conjunto de sua obra continua contemporâneo,
íntegro, abrangente e guia mestra para qualquer pensador:
seja ele pesquisador, artista ou articulador que aborde o tema “FOME”.
Como
forma de evidenciar e constatar a contemporaneidade de seu pensamento,
seu discurso e suas idéias, no decorrer do desenvolvimento
deste enredo, utilizaremos vários trechos e citações
das obras de artistas, pensadores e articuladores pós JOSUÉ
DE CASTRO que abordaram temática da “FOME”.
Este
enredo utilizará a expressão artística, literária
e plástica, como forma de fazer ecoar o grito da cidade e
do campo, do asfalto e da favela, de homens e mulheres, idosos e
crianças, negros e índios, contra a fome e as desigualdades
sociais e pela paz. O sentimento passado por JOSUÉ DE CASTRO
era de um novo mundo, onde todos os povos pudessem viver em harmonia,
onde todos e todas fossem portadores de direitos humanos fundamentais,
enfim que todos e todas vivessem em paz.
O
nosso enredo se encerra com a afirmação de que o Brasil
tem fome de direitos, numa sociedade com tantas desigualdades vamos
para avenida afirmando que se pelos menos os nossos governantes
cumprissem a Constituição, sobretudo, o seu Art. 6º
a realidade seria outra.
G.R.E.S. INDEPENDENTE DA PRAÇA DA BANDEIRA
SEDE: RUA CLEMENTE PEREIRA LEANDRO, 25 - PRAÇA
DA BANDEIRA - SÃO JOÃO DE MERITI
FUNDAÇÃO: 26/03/1976
Tel.: 021(xx)2651-2308 / 021(xx)2757-2207
CORES: BRANCO, VERDE e AZUL
ENREDO: " Josué de Castro – Ecoa um
grito a fome, pela cidadania e pela paz na terra"
PRESIDENTE: HELIO RICARDO LEITE PORTO
CARNAVALESCO: AMARILDO MELLO
BARRACÃO:
DIRETOR DE CARNAVAL: DOM CHICO
AUTOR DO ENREDO: Prof. HELIO PORTO e AMARILDO MELLO
AUTOR DO SAMBA ENREDO: TOINHO DO VILAR, JURANDIR
JB, GIL VALENTE e DILL DA BAIXADA
INTÉRPRETE DO SAMBA: TICO
DO GATO
FIGURINISTA: ROBSON ALAMEDA
DIRETOR DE BARRACÃO: JORGUINHO MOREIRA
DIRETOR DE HARMONIA: SERGUINHO HARMONIA
DIRETOR DE BATERIA: MESTRE GELEIA
RESP. ALA DAS BAIANAS: TIA CLEIA
RESP. ALA DAS CRIANÇAS: RICARDO PAULINO
RESP. GALERIA VELHA GUARDA: NASCIMENTO DO
VILAR
RESP. COMISSÃO DE FRENTE:
PRIMEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: CRISTIANE
e ALEXANDRE
SEGUNDO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: PRISCILA
e DOUGLAS
TERCEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: |