HISTÓRIA DO G.R.E.S. DIFICIL É O NOME

ESTAMOS AGUARDANDO DADOS HISTÓRICO DA AGREMIAÇÃO

FICHA TECNICA

CARNAVAL 2006 - SINOPSE DO ENREDO

" OLUBAJÉ A FESTA DA LIBERTAÇÃO"(OBALUAYÊ DEUS DA CURA)

HISTÓRICO

Nanã teve três filhos: Obaluayê, Oxumaré e Ossain. Obaluayê, o mais velho, nasceu todo deformado com o corpo coberto de chagas purulentas e com aspecto medonho. Ao ver aquela criança “monstruosa”, Nanã tomou pavor de seu próprio filho e o abandonou a sua própria sorte.
Yemanjá, a mãe do mundo, vendo aquilo, se apoderou da pobre criança, resolveu criá-la e assim o fez ... Cuidou Dele, tratou de suas feridas e Obaluayê tornou-se o grande orixá BABÁ YONÃ (pai da quentura).
Por isso Obaluayê é o dono das doenças. Especialmente das febres, doenças de pele, de lepra e todas as grandes pestes.
Obaluayê, por ter vencido todas as doenças, passou a ser considerado o médico dos orixás, chamado de ONIXEGUN (médico), por ter o poder da cura e se tornou também o dono da vida e da morte.
Dizem que Obaluayê se cobre com IKÔ (palha da costa) para que ninguém veja sua feiura – outros dizem que é para que ninguém veja sua beleza. Mas é muito mais que isso, ele é o dono do mistério da morte, por isso deve ficar oculto. Mas ele também é o dono do ORIN (sol) e, por isso, dono da vida.

O OLUBAJÉ

E começa a festa do Olubajé ...!

Durante esta festa, que é uma homenagem, iremos pedir a proteção de Obaluayê para que ele nos ajude a encontrar o caminho da libertação.

As YAÔS lavarão o chão para a chegada dos orixás para a festa e as EKEDIS darão auxílio a estes orixás durante sua permanência na festividade. Todos os orixás estarão presentes, exceto Xangô e Logun Edé, que segundo os preceitos não participam do Olubajé.

Cada orixá deixará uma característica sua como presente para o povo, pois a união destas forças nos aliviará o sofrimento.

Ogum nos dará a força e a perseverança;
Oxossi seu conhecimento da fauna;
Ossain seu conhecimento da flora;
Oxumaré nos dará o poder da transformação;
Oxum nos dará a força do amor e a fertilidade;
Iansã a energia;
Iemanjá a fraternidade;
Nanã a solidariedade;
Os Erês a alegria e a espontaneidade e

Oxalá, nosso pai trará a fé, a esperança e a caridade, que unidos a sabedoria e ao conhecimento de Obaluayê serão a contribuição dos deuses para encontrarmos os caminhos para a saúde.

O Olubajé culminará com as oferendas para Obaluayê, pois elas são uma forma de reverenciar ao orixá e junto a elas colocarmos os nossos pedidos de proteção.

O Olubajé para nós não é somente uma festa, mas é também uma forma de oração a Obaluayê, a oração de um povo sofrido que procura novas forças e novas esperanças.
ATOTÔ !

A LIBERTAÇÃO

E Obaluayê se compadece de seu povo nos dá a direção e o caminho para encontrarmos a saída para todos os males que estamos passando. Como senhor do ORIN (sol) faz com que sua luz nos ilumine e nos mostre a saída para a cura de várias doenças e a forma de combater os males que infectam o mundo.
Mas esta direção depende muito mais de nós, pois é preciso conquistarmos a nossa libertação através de uma consciência maior e para um entendimento de que muitos dos males que nos aflige são causados pelo nosso imobilismo e que unidos em torno do mesmo ideal podemos ter uma vida melhor e padecer menos.
E á a hora da chegada de Oxalá, que chega trazido pelos mestres de Obaluayê, que atendendo seu pedido vem nos dar sua bênção, trazendo a paz e a prosperidade para um novo caminho. Mostrando-nos que só conseguiremos atingir nossos objetivos se cultivarmos a solidariedade, a humildade e o amor ao próximo como princípios básicos da vida, pois sem vida não há saúde e sem saúde não há vida.

JUSTIFICATIVA

Apesar do Brasil atualmente viver o espetáculo do crescimento da economia, com a geração de empregos, buscando uma melhor distribuição de renda, a saúde continua um caos e a desigualdade social permanece, surgindo um sentimento de frustração, decepção e desencanto que nós leva a duvidar da existência de um futuro melhor.

Milhões de brasileiros vivem na indigência. Faltam-lhes: comida, saneamento básico, habitação, educação,... Não bastasse tudo isso, nosso povo ainda padece de várias doenças ( Hanseníase, Doença de Chagas, Malária, Esquitossomose ou Barriga D’água, Tuberculose, Hepatite, etc.), e ultimamente assiste o ressurgimento de doenças antes extintas de nosso território e o aparecimento de outras com características epidêmicas (Cólera, Dengue, AIDS e Febre Amarela). Para completar, assistimos a falência do sistema de atendimento público hospitalar e os serviços médicos privados conveniados com o INSS cobrando pelo que fizeram, não fizeram ou que ainda vão fazer.

Como podemos ter vida sem saúde ?

Assim, como toda a nação, estamos perplexos, paralisados e apáticos. Pouco ou nada temos feito além de buscar explicações e culpados para a nossa crise.

O que se pode fazer ?

Neste dia de festa, podemos recorrer a nossa espiritualidade e dedicar um ritual a Obaluayê, o orixá da vida e da saúde, pedindo para que nos ajude a encontrar um caminho e que ele seja mais digno e menos tortuoso; para que os profissionais da saúde conquistem a dignidade e as condições de trabalho devidas para cumprir seus ideais e suas missões; que os nossos governantes reconquistem a credibilidade e cumpram com suas responsabilidades de homens públicos e que, juntos possamos buscar a libertação.

Em um momento em que a crença do homem no próprio homem está se tornando cada dia mais difícil, é hora de mostrarmos que isto ainda é possível, e a crença no Orixá nos levará à crença no homem e a crer que a saúde no Brasil ainda precisa de força, muita força, união e ... principalmente fé, esperança e dignidade.

E este, é o carnaval de 2006 que a G.R.E.S. Difícil é o Nome irá apresentar, um tema atual, pois, não nos prendemos apenas em mostrar um preceito afro-religioso, mas temos a preocupação de unir a espiritualidade com o político-social e mostrar um pouco da situação brasileira, pois, cremos que fazer carnaval não é apenas mostrar fantasias, alegorias e contar histórias, pois, carnaval é cultura e acreditamos que passando na Passarela do Samba com um enredo político-social-religioso não estaremos somente fazendo carnaval, mas, também fazendo história através da maior manifestação popular do nosso povo e da nossa cidade.

Boa Sorte para nós e para o Brasil, pois, nós merecemos.

AXÉ

II - INTRODUÇÃO

O Olubajé é uma das festas do candomblé para homenagear um orixá. E nestes tempos difíceis, onde a saúde no Brasil está tão abandonada, onde temos milhares de pessoas morrendo pelo mal atendimento médico-hospitalar e sem dinheiro para comprar remédios. Neste final de século vemos, também, a aparição de novas e o ressurgimento de antigas doenças, que vão tomando um volume crescente, tornando-se epidemias, que dificilmente são controladas, cabe a nós perguntar: será que estamos recebendo um castigo por todas as atitudes que a humanidade vem tomando ?

Não sabemos.

Mas é hora de, na festa do Olubajé, que é um preceito ao orixá da saúde e da doença, da vida e da morte que é Obaluayê, tentar nos redimir de nossas atitudes e pedir sua benção, para ajudar este povo sofrido a encontrar os caminhos para a libertação de todos os males que nos cercam, e ter certeza que ele nos ajudará.

III - A LIBERTAÇÃO

E Obaluayê se compadece de seu povo nos dá a direção e o caminho para encontrarmos a saída para todos os males que estamos passando. Como senhor do ORIN (sol) faz com que sua luz nos ilumine e nos mostre a saída para a cura de várias doenças e a forma de combater os males que infectam o mundo.
Mas esta direção depende muito mais de nós, pois é preciso conquistarmos a nossa libertação através de uma consciência maior e para um entendimento de que muitos dos males que nos aflige são causados pelo nosso imobilismo e que unidos em torno do mesmo ideal podemos ter uma vida melhor e padecer menos.
E á a hora da chegada de Oxalá, que chega trazido pelos mestres de Obaluayê, que atendendo seu pedido vem nos dar sua bênção, trazendo a paz e a prosperidade para um novo caminho. Mostrando-nos que só conseguiremos atingir nossos objetivos se cultivarmos a solidariedade, a humildade e o amor ao próximo como princípios básicos da vida, pois sem vida não há saúde e sem saúde não há vida.

                                      G.R.E.S. DIFICIL É O NOME

SEDE:   AVENIDA DOM HELDER CÂMARA, 6990 - PILARES

Tel.:021(xx) 2482-1683 / 2289-6256

CORES: VERMELHO E BRANCO

Fundação: 31/03/1973

ENREDO: "OLUBAJÉ A FESTA DA LIBERTAÇÃO"(OBALUAYÊ DEUS DA CURA)

PRESIDENTE: Helio Baraçal Grande

CARNAVALESCO: PAULO MENEZES

BARRACÃO:  AVENIDA BRASIL, 1500

DIRETOR DE CARNAVAL: Comissão de Carnaval

AUTOR DO ENREDO:  PAULO MENEZES

AUTOR DO SAMBA ENREDO: Deni Poeta, Joel José, Paulo Roberto, Jair Sapateiro

INTÉRPRETE DO SAMBA: Sidnei de Pilares

VEJA A LETRA DO SAMBA ENREDO

FIGURINISTA: PAULO MENEZES

DIRETOR DE BARRACÃO: 

DIRETOR DE HARMONIA: NILTOM FIGUERAS

DIRETOR DE BATERIA: JORGILEI OLIVEIRA (MESTRE DICO)

RESP. ALA DAS BAIANAS: MARLENE

RESP. ALA DAS CRIANÇAS: MARCIA VIEIRA

RESP. GALERIA VELHA GUARDA: NILTON DA SILVA

RESP. COMISSÃO DE FRENTE:  Roberto/Elaine

PRIMEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: PIERRE E VANESSA

SEGUNDO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:  WAGNER E JANAINA

TERCEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:  

Símbolo:  
 
   
 
CARNAVAL 2006