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HISTÓRIA DO G.R.E.S. DIFICIL É O NOME ESTAMOS
AGUARDANDO DADOS HISTÓRICO DA AGREMIAÇÃO
FICHA TECNICA CARNAVAL 2006 - SINOPSE DO ENREDO " OLUBAJÉ A FESTA DA LIBERTAÇÃO"(OBALUAYÊ DEUS DA CURA) HISTÓRICO Nanã teve três filhos: Obaluayê,
Oxumaré e Ossain. Obaluayê, o mais velho, nasceu todo deformado
com o corpo coberto de chagas purulentas e com aspecto medonho. Ao ver
aquela criança “monstruosa”, Nanã tomou pavor
de seu próprio filho e o abandonou a sua própria sorte. O OLUBAJÉ E começa a festa do Olubajé ...! Durante esta festa, que é uma homenagem, iremos pedir a proteção de Obaluayê para que ele nos ajude a encontrar o caminho da libertação. As YAÔS lavarão o chão para a chegada dos orixás para a festa e as EKEDIS darão auxílio a estes orixás durante sua permanência na festividade. Todos os orixás estarão presentes, exceto Xangô e Logun Edé, que segundo os preceitos não participam do Olubajé. Cada orixá deixará uma característica sua como presente para o povo, pois a união destas forças nos aliviará o sofrimento. Ogum nos dará a força e
a perseverança; Oxalá, nosso pai trará a fé, a esperança e a caridade, que unidos a sabedoria e ao conhecimento de Obaluayê serão a contribuição dos deuses para encontrarmos os caminhos para a saúde. O Olubajé culminará com as oferendas para Obaluayê, pois elas são uma forma de reverenciar ao orixá e junto a elas colocarmos os nossos pedidos de proteção. O Olubajé para nós não
é somente uma festa, mas é também uma forma de oração
a Obaluayê, a oração de um povo sofrido que procura
novas forças e novas esperanças. A LIBERTAÇÃO E Obaluayê se compadece de seu povo
nos dá a direção e o caminho para encontrarmos a
saída para todos os males que estamos passando. Como senhor do
ORIN (sol) faz com que sua luz nos ilumine e nos mostre a saída
para a cura de várias doenças e a forma de combater os males
que infectam o mundo. JUSTIFICATIVA Apesar do Brasil atualmente viver o espetáculo do crescimento da economia, com a geração de empregos, buscando uma melhor distribuição de renda, a saúde continua um caos e a desigualdade social permanece, surgindo um sentimento de frustração, decepção e desencanto que nós leva a duvidar da existência de um futuro melhor. Milhões de brasileiros vivem na indigência. Faltam-lhes: comida, saneamento básico, habitação, educação,... Não bastasse tudo isso, nosso povo ainda padece de várias doenças ( Hanseníase, Doença de Chagas, Malária, Esquitossomose ou Barriga D’água, Tuberculose, Hepatite, etc.), e ultimamente assiste o ressurgimento de doenças antes extintas de nosso território e o aparecimento de outras com características epidêmicas (Cólera, Dengue, AIDS e Febre Amarela). Para completar, assistimos a falência do sistema de atendimento público hospitalar e os serviços médicos privados conveniados com o INSS cobrando pelo que fizeram, não fizeram ou que ainda vão fazer. Como podemos ter vida sem saúde ? Assim, como toda a nação, estamos perplexos, paralisados e apáticos. Pouco ou nada temos feito além de buscar explicações e culpados para a nossa crise. O que se pode fazer ? Neste dia de festa, podemos recorrer a nossa espiritualidade e dedicar um ritual a Obaluayê, o orixá da vida e da saúde, pedindo para que nos ajude a encontrar um caminho e que ele seja mais digno e menos tortuoso; para que os profissionais da saúde conquistem a dignidade e as condições de trabalho devidas para cumprir seus ideais e suas missões; que os nossos governantes reconquistem a credibilidade e cumpram com suas responsabilidades de homens públicos e que, juntos possamos buscar a libertação. Em um momento em que a crença do homem no próprio homem está se tornando cada dia mais difícil, é hora de mostrarmos que isto ainda é possível, e a crença no Orixá nos levará à crença no homem e a crer que a saúde no Brasil ainda precisa de força, muita força, união e ... principalmente fé, esperança e dignidade. E este, é o carnaval de 2006 que a G.R.E.S. Difícil é o Nome irá apresentar, um tema atual, pois, não nos prendemos apenas em mostrar um preceito afro-religioso, mas temos a preocupação de unir a espiritualidade com o político-social e mostrar um pouco da situação brasileira, pois, cremos que fazer carnaval não é apenas mostrar fantasias, alegorias e contar histórias, pois, carnaval é cultura e acreditamos que passando na Passarela do Samba com um enredo político-social-religioso não estaremos somente fazendo carnaval, mas, também fazendo história através da maior manifestação popular do nosso povo e da nossa cidade. Boa Sorte para nós e para o Brasil, pois, nós merecemos. AXÉ II - INTRODUÇÃO O Olubajé é uma das festas do candomblé para homenagear um orixá. E nestes tempos difíceis, onde a saúde no Brasil está tão abandonada, onde temos milhares de pessoas morrendo pelo mal atendimento médico-hospitalar e sem dinheiro para comprar remédios. Neste final de século vemos, também, a aparição de novas e o ressurgimento de antigas doenças, que vão tomando um volume crescente, tornando-se epidemias, que dificilmente são controladas, cabe a nós perguntar: será que estamos recebendo um castigo por todas as atitudes que a humanidade vem tomando ? Não sabemos. Mas é hora de, na festa do Olubajé, que é um preceito ao orixá da saúde e da doença, da vida e da morte que é Obaluayê, tentar nos redimir de nossas atitudes e pedir sua benção, para ajudar este povo sofrido a encontrar os caminhos para a libertação de todos os males que nos cercam, e ter certeza que ele nos ajudará. III - A LIBERTAÇÃO E Obaluayê se compadece de seu povo
nos dá a direção e o caminho para encontrarmos a
saída para todos os males que estamos passando. Como senhor do
ORIN (sol) faz com que sua luz nos ilumine e nos mostre a saída
para a cura de várias doenças e a forma de combater os males
que infectam o mundo. Tel.:021(xx) 2482-1683 / 2289-6256 CORES: VERMELHO E BRANCO ENREDO: "OLUBAJÉ A FESTA DA LIBERTAÇÃO"(OBALUAYÊ DEUS DA CURA) PRESIDENTE: Helio Baraçal Grande CARNAVALESCO: PAULO MENEZES DIRETOR DE CARNAVAL: Comissão
de Carnaval AUTOR DO SAMBA ENREDO: Deni Poeta, Joel José, Paulo Roberto, Jair Sapateiro INTÉRPRETE DO SAMBA: Sidnei de Pilares FIGURINISTA: PAULO MENEZES DIRETOR DE HARMONIA: NILTOM FIGUERAS DIRETOR DE BATERIA: JORGILEI OLIVEIRA (MESTRE DICO) RESP. ALA DAS BAIANAS: MARLENE RESP. ALA DAS CRIANÇAS: MARCIA
VIEIRA RESP. COMISSÃO DE FRENTE: Roberto/Elaine PRIMEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
PIERRE E VANESSA
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