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HISTÓRIA DO A.R.E.S. VIZINHA FALADEIRA A AGREMIAÇÃO RECREATIVISTA ESCOLA DE SAMBA VIZINHA FALADEIRA FOI FUNDADA NA DÉCADA DE 20 E REGISTRADA EM 10 DE DEZEMBRO DE 1932. SEU NOME SURGIU COMO IRONIA À DUAS MORADORAS, MAIS CONHECIDAS E FALADEIRAS DA VIDA ALHEIA, NO BAIRRO DO SANTO CRISTO. A VIZINHA FALADEIRA PARTICIPOU PELA PRIMEIRA VEZ DOS DESFILES OFICIAIS EM 1934, COM O ENREDO "MALANDRO REGENERADO", QUE PARA A SURPRESA DE TODOS, TROUXE 12 LIMOUSINES, COM VÁRIAS PESSOAS RICAMENTE VESTIDAS, FORMANDO A COMISSÃO DE FRENTE, APRESENTANDO ROUXINHA, A PRIMEIRA PORTA BANDEIRA NEGRA DO CARNAVAL. SEMPRE APRESENTANDO INOVAÇÕES EM SEUS DESFILES A VIZINHA FALADEIRA, FOI A PRIMEIRA ESCOLA DE SAMBA A CRIAR A FIGURA DO CARNAVALESCO, ALTEROU A FORMA DOS ESTANDARTES, TRANSFORMANDO EM BANDEIRA, ILUMINOU O DESFILE E INTRODUZIU O SURDO DE RESPOSTA NA BATERIA. EM 1939, POR REQUERIMENTO DA "VIDA COMO PODE" (ATUAL PORTELA), ALEGANDO ENREDO DE ORIGEM ESTRANGEIRA, A "VIZINHA FALADEIRA" FOI DESCLASSIFICADA COM UM BELÍSSIMO DESFILE QUE TEVE COMO TEMA: "BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES. NO ANO SEGUINTE A VIZINHA SE APRESENTOU COM O PRIMEIRO SAMBA DE PROTESTO DAS ESCOLAS DE SAMBA, QUE DIZIA QUE A ESCOLA ESTAVA INDO EMBORA, MAS QUE UM DIA VOLTARIA PARA OCUPAR O SEU LUGAR NO CARNAVAL. MANTENDO TODO O RÍTMO E ALEGRIA, QUANDO NOSSA ESCOLA AVISTOU A COMISSÃO JULGADORA. 50 ANOS DEPOIS DE FICAR COM A BANDEIRA ENROLADA, SUAS CORES: AZUL, VERMELHA E BRANCA, VOLTARAM A REPRESENTAR NOSSA ESCOLA NOS DESFILES. A VIZINHA FALADEIRA ESTÁ SENDO RESGATADA, POR UM GRUPO DE PESSOAS ILUSTRES E DE BOA VONTADE, AGREGANDO OS TRABALHADORES DO PORTO E OS MORADORES DOS BAIRROS DA SAÚDE, SANTO CRISTO, MORRO DO PINTO, PROVIDÊNCIA, ALÉM DE PESSOA DA ZONA SUL, QUE COMEÇAM A DESCOBRIR A ESCOLA. FICHA TECNICA CARNAVAL 2006 - SINOPSE DO ENREDO "ADORÁVEL LOUCURA NA CIDADE DO ENCANTAMENTO" JUSTIFICATIVA O Rio de Janeiro – a Cidade Maravilhosa ou Cidade do Encantamento - é internacionalmente conhecida pelos seus deslumbrantes cenários, pelo charme e beleza de seu povo e pelo glamour de festas e lugares fantásticos. Glamour é magnetismo, encanto pessoal. Glamour é a qualidade de fascinar, de atrair. É também uma combinação de charme e aparência. Poucas palavras definem tão bem a Cidade do Rio de Janeiro que continua atraindo e encantando gente dos mais diversos lugares do Brasil e do mundo. Nossa referência será o Edifício Chopin. Um lugar, não de sonhos simplesmente, mas onde tudo é possível. Um lugar que faz e produz glamour, cujo código de imagens, assume diversas formas. Através dele, a Vizinha Faladeira dará um passeio a tradicionais redutos de charme e beleza e contará com muito glamour, porque o Rio de Janeiro tornou-se uma espécie de capital das inovações: o endereço de novidades e pólo lançador de comportamentos que respingam para o resto do país e para o mundo. O grande desafio será revelar a adorável loucura e magia desta cidade, com poesia, ritmo e encantamento do Rio de Janeiro. O bailado maravilhoso e envolvente de nossa sereia, rainha que reina absoluta nas partituras da Bahia da Guanabara, dará o tom inicial deste carnaval. A emoção no entanto, logo se vestirá de glamour e exaltará em versos todo o prazer de reverenciar o belo nas pontas dos pés. Carnavalesco: Severo Luzardo Filho SETOR I "A Noite dos Sonhos" O Rio de Janeiro é uma cidade deslumbrante! A mais bela do mundo. Uma natureza fantástica. Com gente e lugares de encantamento raro. Festas e cenários de sonhos. E não é de hoje que esse glamour se faz presente em nossa cidade maravilhosa. O último Baile do Império, ocorrido em 09 de novembro de 1889, 6 dias antes da Proclamação da República, foi oferecido pelo Visconde de Ouro Preto à nação chilena e aos comandantes e oficiais, através do encouraçado “Almirante Cochrane”, que se encontrava atracado na Baía de Guanabara, o evento acontecia como forma de agradecimento à recepção do navio brasileiro, quando este chegou a Valparaíso, no Chile. D. Pedro II, D. Teresa Cristina, Princesa Isabel e o Conde D’Eu recepcionaram os convidados no corpo central da edificação, transformada em jardim das mil e uma noites. Para fazer da ilha um jardim de sonho dentro de quatro salões imperiais, foram gastos "rios de dinheiro", segundo o colunista Escragnolle Doria, da revista Eu Sei Tudo. De acordo com o Jornal do Comércio em sua edição de 11 de novembro de 1889, a Ilha Fiscal e o cais Pharoux foram transformados num cenário encantado, onde demoiselles vestidas de fadas e sereias recepcionavam os convivas. A chegada à Ilha foi feita por embarcações ornamentadas com bandeirinhas do Chile e do Brasil e lanterninhas venezianas. As roupas das mulheres eram adquiridas nas lojas sofisticadas da Rua do Ouvidor, no centro do Rio. Os cabelos, penteados por cabelereiros franceses da Casa A Dama Elegante, no mesmo endereço. Já os homens abusavam das brilhantinas inglesas da Fritz Marck and Co. nos cabelos e nos bigodes. Nessa noite, calcula-se que estiveram presentes ao evento mais de 5.000 pessoas. Essa atmosfera de esplendor também encontramos no período dos cassinos que faziam a ventura e a desventura de seus freqüentadores. O Cassino Atlântico, o Cassino de Copacabana e o Cassino da Urca, com seus jogos de bacará, campista, roleta e carteado atraíam a sociedade sofisticada da época, brindando-a, ainda, com a apresentação de célebres artistas nacionais e estrangeiros. Carmen Miranda, por exemplo, começou no Cassino da Urca, cantando músicas de Assis Valente e Ari Barroso. Era dos grandes espetáculos musicais que aconteciam em suas dependências. Com cenários deslumbrantes, também o Hotel Glória faz parte de uma paisagem única, descortinando a Baía de Guanabara e o Pão de Açúcar. Inaugurado em 1922, com pompa e circunstância, pelo presidente Epitácio Pessoa. Mobiliário de época, tapetes persas, obras de arte, enfim, todo o glamour para festas inesquecíveis como os tradicionais bailes de carnaval com concursos de fantasias. Ao longo de boa parte do século XX, o endereço de glamour ficou concentrado em um trecho específico da cidade, inicialmente um grande areal deserto, que depois, e cada vez mais, ganharia o título da mais famosa praia do mundo. Fala-se, é claro, de Copacabana. Tudo começou em Copacabana: do banho de mar aos esportes de praia; da descoberta do telão da sétima arte aos primeiros acordes de bossa nova; do rinque de patinação ao cabaré Mère Louise, o mais famoso de sua época, no atual Posto 6, ainda nas primeiras décadas do século. Copacabana trouxe ainda para o Brasil o encanto e a sofisticação do hotel Copacabana Palace e seu vizinho, o Edifício Chopin, que se tornou um lugar que faz e produz glamour. Inaugurado em 1923, esse elegante e imponente hotel é o mais tradicional e luxuoso do Rio de Janeiro. Narcisa Tamborindeguy é uma personagem fascinante da história destes dois prédios que une bom gosto, qualidade e estética. Uma relação marcada por grandes ocasiões que celebram a alegria de viver e a realização de sonhos. Moradora do Chopin desde que nasceu, Narcisa constrói seu universo fora dos padrões estabelecidos e se torna espelho para o inconsciente coletivo. Ela é adorada em todas as camadas e lugares sociais, um símbolo de glamour de nossa cidade. Desde pequenina freqüenta os espaços do vizinho hotel como extensão de sua casa. Narcisa foi musa inspiradora de Zeka Marques, genial criador do Baile de Gala de Carnaval, no Golden Room do Copacabana Palace. Um dos mais tradicionais e refinados bailes de nossa sociedade. A primeira versão ganhou o nome de Arabesco, e foi inspirada nos famosos balés russos onde a musa adentrou triunfal vestida de Turandot Art Decó, usando coroa de ouro e brilhantes feita na Áustria. Este baile se tornou famoso no mundo inteiro e a cada carnaval, o Golden Room do Copacabana Palace será preparado para refletir a beleza da arte. SETOR II "Um Rio de Encantos" Como boa carioca, Narcisa em seu livro “Ai, que loucura”, dá uma dica de passeios pelos lugares charmosos da cidade, onde o olhar atento e o paladar aguçado, redescobrem as maravilhas do Rio. Passear pelas charmosíssimas ruas de paralelepípedos de Santa Tereza onde o ar é sempre fresco e dar uma olhada nos vários ateliers de artistas da redondeza, pode ser uma encantadora opção. O Rio antigo não deixa a saudade bater. Os diversos endereços tradicionais ainda resguardam o glamour dos tempos áureos quando a cidade foi a mais bela capital do país. Nada, portanto, é mais atual que visitar o velho Centro ou perambular pelos históricos restaurantes da Lapa, o berço do samba carioca. Além de toda a atmosfera e dos pitorescos bate-papos, encontra-se ali uma cozinha autêntica que sobrevive há mais de um século. Os pratos lendários continuam tão apreciados como antes. Grandes receitas que conquistaram fama nacional nasceram no Rio de Janeiro e ainda podem ser saboreadas nos bares e restaurantes mais tradicionais da cidade, como o filet à Oswaldo Aranha, a sopa Leão Veloso, o filet à moda francesa e a genial feijoada. Sabemos que o Rio é o lugar onde mais se come feijoada em todo o país. Possui inclusive dias marcados para ser apreciada. Chega a ser curioso que, em uma cidade tão quente, as pessoas gostem tanto do prato e também do caldinho de feijão, muito popular nos restaurantes e bares. O interessante da feijoada é seu prestígio em todas as classes sociais e ganhou reconhecimento internacional. Retrato vivo da Belle Époque carioca e marco da valorização da gastronomia na cidade, a Confeitaria Colombo guarda, ainda hoje, muito do seu estilo Art Nouveau do início do século. Seus famosos espelhos belgas, suas molduras e vitrines em jacarandá, as bancadas de mármore italiano, os lustres, o piso e o belo mobiliário permanecem intactos, do mesmo jeito como foram admirados por renomadas personalidades que ajudaram não só a escrever a história do nosso país, como a fazer da Colombo uma das grandes atrações do Rio de Janeiro. Nada como uma tarde de domingo com muito glamour no Jockey Club do Rio, com direito ao principal páreo do ano. De todos os Grandes Prêmios realizados nos diversos hipódromos brasileiros, o Grande Prêmio Brasil, tornou-se a prova de maior expressão do turfe nacional, além de ser conhecida mundialmente. Em dia de sua realização, o Hipódromo da Gávea recebe mais de 50.000 pessoas, além da presença da nata da sociedade carioca e celebridades, com direito a grande parte do contingente feminino de chapéu e pessoas elegantemente vestidas. Os hóspedes do Edifício Chopin, sejam do exterior ou do nosso país, devem fazer obrigatóriamente uma programação no Teatro Municipal. O Teatro Municipal do Rio de Janeiro, possivelmente o mais belo teatro do país, foi inaugurado a 14 de julho de 1909 e tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico em 1973. O projeto arquitetônico, de estilo eclético, é de autoria de Francisco Oliveira Passos, com a colaboração de Charles Garnier. O desenho do prédio foi inspirado no da Ópera de Paris. Todo o material na construção foi importado da Europa: mármores, ônix, bronze, cristais, espelhos, mosaicos, vitrais, maquinaria do palco. O Teatro ostenta uma ornamentação requintada com bronzes dourados, vitrais, lustres de cristal, mosaicos, colunatas e escadarias de mármore. É um delírio ver as brasileiras Ana Botafogo ou Márcia Haydée, a orquestra sinfônica, o corpo de baile dançando óperas brasileiras como Macunaíma, O Guarani, e que fazem a fama internacional de bons espetáculos de nossa cidade. SETOR III "O Champanhe do Chopin" Edifício Chopin: um lugar, não de sonhos simplesmente, mas onde tudo é possível. Um lugar que faz e produz glamour, cujo código de imagens, assume diversas formas. O edifício contém uma lista que inclui membros da realeza, estrelas do cinema e do teatro, da música e do esporte, bem como de líderes políticos e do mundo empresarial que ajudaram a manter o glamour e elegância de nossa cidade maravilhosa. Os retratos de Narcisa, pois são elegantemente retratados em sua coluna social. Esse prédio é um ícone da cidade do Rio, onde já moraram famosos como Pelé, e foi visitado por reis, príncipes e grandes empresários que mudaram o destino de nossa sociedade nas últimas décadas. Hoje tem ilustres moradores como Ana Bentes Bloch (viúva do falecido Adolfo Bloch, dono da TV Manchete), Regina Marcondes Ferraz Gama, Humberto Saade entre outros... Quando se fala em animação e entusiasmo, é difícil chegar aos pés dos cariocas André Ramos e Bruno Chateaubriand. Jovens, simpáticos e educadíssimos, eles abalam as estruturas do Edifício Chopin, com festas regadas a muito Champanhe Don Perignon e caviar. Receber muita gente (de preferência conhecida) é a principal arma dos rapazes, que juntos buscam deixar sua marca de glamour na noite carioca. Sua festa Cabaret, com ambientação no início do século passado, tornou-se um grande encontro de celebridades, políticos, empresários e muitos artistas nacionais e internacionais. Também o Chopin se rende aos projetos sociais. Liderados por Narcisa Tamborindeguy, vários moradores colaboram com a manutenção do orfanato Lar de Narcisa, onde a preocupação é com o bem estar e o futuro de crianças desamparadas. Este gesto se traduz na melhor forma de compartilharmos e querermos uma sociedade justa para todos. E o ano novo chega brilhando em Copacabana. Réveillon em Copacabana: o céu e o mar, a beleza do calçadão, o frescor da brisa marinha. A Festa. Os fogos. A Fé. No último dia de cada ano, a Princesinha do mar curva-se diante da Rainha das Águas. As areias claras da praia de Copacabana servem como palco para uma comemoração que atrai pessoas de toda parte do mundo, de todos os credos e de todas as raças, para, com as bênçãos de Iemanjá, despedir-se de um ano que finda e saudar o novo ano que chega. As roupas brancas dominam. As garrafas de champanhe espocam, acompanhando os fogos de artifício, cascata do Forte e cascata do Hotel Meridian onde a cada ano o espetáculo se renova em cores e formas. Um olho na praia, outro no Edifício Chopin. O pessoal do Chopin celebrizou-se pelas suas festas no réveillon. O prédio tem 23 apartamentos com frente para o mar e na noite do dia 31, todos os seus andares recebem convidados especiais. Não há nada que se compare ao glamour do reveillon do Chopin. Festas particulares para todos os lados - onde o luxo, o requinte e a criatividade são destaques. Cascatas de bolas brancas e canhões de papéis laminados. Um luxo! Gente famosa, reis, rainhas, príncipes, duques, embaixadores, artistas, vivendo clima de esperança por novos e bons tempos para o País. Os olhos do mundo voltados para nossa cidade e para o glamour de nossa sociedade. SETOR IV "Gargalhadas ao Vento" Mas, naturalmente simples, o Rio de Janeiro também consegue ser encantador e glamouroso. Nenhum outro lugar no mundo, a natureza merece nosso brinde e reverência como aqui. Cai a tarde em Ipanema. O sol, ainda um adolescente saltitante, brinca de pique-esconde atrás do Morro Dois Irmãos rajando o céu de um vermelho que se esmaece em laranja para logo além se pintar em púrpura, emocionando-nos com sua beleza e fazendo com que procuremos, dentro de nós, o mais belo que temos para oferecer: um simples aplauso... aplausos em agradecimento à natureza pelo que, espontaneamente, ela nos doa. A cerimônia se repete todo dia. No começo da noite, quando o sol acaba de cumprir o seu trajeto habitual e desaparece lá pelos lados do Vidigal, os banhistas da Zona Sul se levantam da areia e aplaudem de pé. Os moradores já estão acostumados com o ritual, que passou a ter como adeptos, jornalistas do mundo inteiro divulgando essa maravilhosa carioquice e turistas extenuados por tanta beleza. Beleza como a Bossa Nova que encanta o mundo como um símbolo de cultura refinada de nossa sociedade. Nosso mais nobre produto nacional, a Bossa Nova nasceu da mistura do samba com o jazz. A Bossa Nova nasceu na Avenida Atlântica, na casa de Nara Leão, onde a partir de 1956, jovens da classe média, como: Roberto Menescal, Ronaldo Boscoli, Carlinhos Lira e outros, em torno de cervejas e sanduíches se reuniam para cantar. Foi assim que a nata carioca da zona sul juntou as raízes africanas da América do Norte com as da América do Sul, criando o mais delicioso movimento que já passou pela MPB... Porém o fato que marcou o aparecimento da Bossa Nova foi o disco gravado por Elizete Cardoso, em 1958, Canção do amor demais, cujo acompanhamento era feito pelo violonista João Gilberto, com uma nova forma rítmica, uma batida diferente, logo batizada de Bossa Nova. João Gilberto tornou-se depois cantor e o papa da Bossa Nova, reconhecido no mundo inteiro. E se o encantamento também pode estar nas coisas simples, vamos resgatar a nossa própria história para mostrarmos que o internacional, grandioso e o maior espetáculo da terra que é o carnaval, está repleto de glamour. A Agremiação Recreativista Escola de Samba Vizinha Faladeira, foi fundada na década de 30, e tornou-se famosa por ser considerada a mais rica e inovadora escola de samba. Era uma agremiação com um forte poder financeiro, que revolucionou os desfiles. Seus integrantes eram pessoas que tinham dinheiro. Em 1934, com o enredo “Malandro Regenerado”, a escola trouxe 12 luxuosas limusines, com pessoas bem vestidas, formando a comissão de frente e foi delirantemente aplaudida. Para o carnaval de 1935, foram contratados os irmãos Garrido, os melhores cenógrafos da época. O enredo foi “Samba na Primavera”onde apresentou o primeiro carro alegórico utilizado numa escola de samba: um caramanchão sobre rodas. A comissão de frente veio montada a cavalo. Mais uma vez o sucesso foi extraordinário. Em 1936, o público e a imprensa aguardavam mais novidades. A Vizinha apresentou o enredo “Ascensão do Samba na Alta Sociedade”. Suas fantasias eram inigualáveis. Pela primeira vez desfilou uma ala de damas, com sombrinhas. A bateria veio de malandros, com seus instrumentos de barrica francesa. Uma sofisticação, já que as outras escolas traziam instrumentos pesados e de má qualidade de som. “Uma só bandeira” foi o enredo de 1937, o luxo e o esplendor das sedas só foram superados pelas 40 gambiarras que a escola trouxe, iluminando a Praça Onze com as luzes flamejantes dos lampiões de carbureto. Foi um grande contraste com as co-irmãs, iluminadas com velas e lamparinas. Com justiça, sagrou-se campeã. Em 1939, a Vizinha Faladeira trouxe o maior carnaval da década de 30. O enredo “Branca de Neve e os 7 Anões” teve, pela primeira vez no carnaval, uma ala infantil, fantasiada de anões, e apresentou, também pioneiramente, destaques luxuosos, em cima dos carros. A consagração foi total. Nesse espírito de encantamento, mostramos que o Rio de Janeiro é sim uma cidade glamourosa, com lugares divinos e uma gente maravilhosa. O carioca, conquistador do seu tempo, do seu mundo. As crianças conquistadoras do amanhã, da esperança. O sonho de uma cidade justa. Assim mesmo o homem surpreende com momentos mágicos. Sonha com um universo lúdico! Sonha com um mundo melhor! Um mundo em paz consigo mesmo. Um mundo onde a paz universal torna-se sua maior conquista, tornando acesa a chama da esperança nos corações e mentes de toda a humanidade. O Mundo de mão dadas neste carnaval,
mostrando que o maior de todos encantos, esta por vir!
A.R.E.S. VIZINHA FALADEIRA SEDE: RUA ORESTE, 13 - SANTO CRISTO FUNDAÇÃO: 10/12/1932 Tel.: 2223-1555 CORES: AZUL, VERMELHO E BRANCO
CARNAVALESCO: SEVERO LUZARDO
FILHO DIRETOR DE CARNAVAL: Idelfonso
(INDIO) FIGURINISTA: Severo
Luzardo Filho RESP. GALERIA VELHA GUARDA: Lúcia
Maria SEGUNDO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
Henrique e Zozelane
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