HISTÓRIA DO G.R.E.S. BOI DA ILHA DO GOVERNADOR

O Boi da Ilha do Governador foi fundado como bloco (então denominado Boi da Freguesia) em janeiro de 1965. Durante anos foi uma das mais tradicionais concorrentes aos títulos da Riotur. Seguindo o passo de vários blocos , em 1988, afiliou-se à Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. De lá para cá, oscilou entre os grupos B e D. No carnaval de 2000, obteve o quarto lugar no Grupo B e, com isso, conquistou o direito de desfilar  no Grupo A em 2001.

FICHA TECNICA

CARNAVAL 2006 - SINOPSE DO ENREDO

" O AMANHÃ"

JUSTIFICATIVA DO ENREDO

Para o Carnaval de 2006 o G.R.E.S. BOI DA ILHA DO GOVERNADOR resolveu reeditar o samba-de-enredo internacionalmente conhecido e imortalizado, apresentado pelo G.R.E.S. U\NIÃO DA Ilha do Governador no ano de 1978, “O AMANHÔ. Desta forma, irá prestar homenagem, em primeiro lugar, a João Sérgio, compositor do referido samba e um dos fundadores do Boi da Ilha, fundada em janeiro de 1965. Homenageará, também, a Carnavalesca e Artista Plástica Maria Augusta, autora do Enredo que deu origem ao Samba referido. A União da Ilha, Escola de Samba vizinha à Boi da Ilha, que apresentou honrosamente o tema no carnaval carioca de 78, e a toda comunidade insulana que, com força, arte e garra, elevam o bairro ao mais alto topo do Carnaval do Rio de Janeiro.
Através dos sonhos, forma mais antiga de presságio do homem, o Boi abrirá as cortinas místicas da vida, onde o humano é plenamente valorizado. Seja nas artes adivinhatórias, ou simplesmente na véspera de um amanhã onde o respeito mútuo, a fraternidade, o amor, o afeto e a fartura de coisas boas sejam o alicerce para a convivência entre os povos e as pessoas.
O que será o amanhã? Esta é a pergunta que devemos fazer às nossas crianças. Mas, elas somente saberão responder se nós as ensinarmos.

SINOPSE DO ENREDO

Os oráculos são tão antigos quanto a própria humanidade sendo que inicialmente suas primeiras formas de manifestação teriam sido as contestações dadas pelas divindades, pela boca das pitonisas (advinhas) e dos sacerdotes do “paganismo”, às consultas feitas diante de seus ídolos. Também se dava o nome de oráculo a uma figura ou imagem que representava a divindade para o qual as respostas eram pedidas. O mais famoso dos oráculos era o de Delfos: também eram renomados os de Claros, Ammon, Seraís, Heliópolis e alguns outros. Sábios da antiguidade, principalmente a grega, admitiam que os oráculos eram expressados por “demônios”, palavra que os antigos cristãos tomaram no sentido de “diabo” e não naquele de “gênio” ou “divindade”, como deve ser entendido.
Isto porque a palavra que deu origem, na terminologia atual a “demônios”, deriva do grego Daemon. Este termo não é demônio ou o diabo, como entendem os autores eclesiásticos. Tal termo significa: deus, divindade, gênio (bom ou mau), destino ou fortuna; e, no plural, sombras dos mortos, segundo obras herméticas originais e nos clássicos antigos. O Daemon de Sócrates é a parte incorruptível do homem, ou melhor, o verdadeiro homem interno, ou seja, o Ego racional divino.
Os Daimons são os espíritos guardiões da raça humana, “aqueles que moram nas proximidades dos imortais e dali velam pelos assuntos humanos”, segundo a expressão de Hermes.
Com relação aos oráculos podemos afirmar que a maior parte deles tinham um caráter equívoco ou de ambigüidade, de modo que, por seu duplo sentido, podiam ser interpretados de diversas maneiras, segundo foi demonstrado em numerosos exemplos da História Antiga, como o expresso no seguinte verso latino: Credo equidem Eacidas Romanos vincere posse, que tanto podia significar que os romanos podiam vencer aos eácidos, como estes podiam vencer os romanos. Não se deve confundir estes oráculos com as predições que, durante o “furor profético”, são feitas por algumas pessoas dotadas de alto grau de espiritualidade.

Vivemos em Três Mundo

Todos os seres inteligentes, tanto os homens como também alguns dos animais superiores, vivem em três mundos de tempo; o passado, o presente e o futuro. Naturalmente, o presente é óbvio. Algumas pessoas, porém, pensam que vivemos somente no presente, o que, do ponto de vista evolutivo espiritual seria o ideal. Entretanto, uma breve reflexão provará que tal não acontece. Na verdade, nós agimos somente no presente, mas, na memória, vivemos no passado. Na verdade, o pretérito exerce poderosa influência em nossa existência presente porque nossos atos e os acontecimentos em que nos envolvemos anteriormente criaram esse nosso presente. Nossos pensamentos de hoje e nossa inclinação para esta ou aquela linha de conduta são o produto de todas as nossas experiências pregressas, até o momento da ação. Isto também acontece com cães, cavalos e alguns outros animais que têm tido longa convivência com o homem. Pois recordam tanto as atenções como as negligências de que foram alvos, e sua conduta é influenciada de conformidade com isso.
Da mesma forma, porém em menor escala, vivemos no futuro. Ele também exerce influência sobre as nossas ações de hoje, mas, naturalmente, não tão grande quanto à dos padrões de hábito estabelecidos no passado. Lemos a previsão do tempo e decidimos que devemos levar um casado para sair de casa. Compramos um bolo porque esperamos visitas para o jantar. Economizamos dinheiro para os dias que virão. Fazemos seguro de vida e de propriedades. O futuro nos influência de mil formas. E influencia também alguns animais. Não me refiro ao cão que enterra um osso ou ao esquilo que armazena nozes. Estes são instintos básicos. Todavia, o cão que vai até a para de ônibus para encontrar o dono que volta do trabalho está pensando no futuro e, de acordo com seus modestos limites, está profetizando.
Serão os oráculos os responsáveis pelas respostas referentes as nossas perguntas em relação ao nosso futuro ou essas respostas estão mais próximas do que imaginamos? Se tais respostas estão no coração de cada um de nós, nos cosmos em uma entidade mística ou em algum elemento da natureza, não convém aqui discutirmos. O que nos importa, e muito, é de saber que o desejo de seve prever o futuro é tão antigo quanto à existência do homem. Sua forma mais antiga de previsão, o sonho, remota a existência humana. Data-se de um período indefinido onde nossa espécie desenvolveu-se tão grandemente, no aspecto físico e mental de seu cérebro, que trousse para nosso mundo as versões do inconsciente expressadas em forma de figuras nas paredes das cavernas. Hoje, a oniromancia, nome dado a ciência de interpretação dos sonhos, é fruto de estudos de especialistas que cada vez mais aprofundam nesta forma premonitória presente em todas as pessoas, independente de credo, cultura ou religião.
Já no homem civilizado, cada povo desenvolveu suas formas de se prevê o futuro. Cabe-nos, aqui, abordarmos os principais meios utilizados para este fim e que são os mais usados em nosso país.
Na Grécia antiga os oráculos (divindades gregas), respondiam aos consultores as perguntas dos consulentes. Já para os negros africanos, o empírio era a própria natureza representada pelo ar, terra, água, fogo e a matéria viva, como as matas e os animais, dando origem aos Orixás. O jogo de búzios é um dos métodos mais utilizados no Brasil trazidos pelos negros africanos, além, é claro, das consultas em terreiros com entidades dos vários ramos do espiritismo.
O povo do antigo Egito, com sua forma especial de ver o mundo, desenvolveu técnicas especiais de se prever o futuro. Fosse através do culto aos mortos, que protegiam os integrantes de suas famílias e os respondiam a perguntas sobre o futuro, ou através da busca de respostas a seus sacerdotes, muito procurados pelos faraós, suas famílias e pelo alto escalão do império egípcio. Este povo nos deixou como herança o baralho egípcio, muito utilizado para consultas praticamente em todas as regiões do Brasil.
A se falar de baralhos, na Idade Média e Moderna, os naipes, retirados do Tarô dos Boêmios, se expandiram por todo o velho mundo. Antes, utilizado apenas como jogo de azar, no séc. XVII, a partir de suas 56 cartas foi criado o jogo de cartas tradicional. Hoje é uma das formas mais conhecidas da arte adivinhatória em vários países.
Povo nômade, possivelmente de origem indiana, cujos grupos se disseminaram pela Europa e outros continentes e que vive sobretudo do artesanato e da quiromancia (arte de ler as mãos), o povo cigano é o mais místico de todos os povos existentes no planeta. No Brasil, o Baralho Cigano é utilizado em todas as regiões como fonte de adivinho por grande parte de consultores.
A origem do Baralho Cigano Lenormand tem duas versões. Na primeira delas, este magnífico jogo de cartas estaria relacionado ao Petit Lenormand. Este baralho composto de 36 cartas foi criado por Anne Marie Adelaide Lenormand, uma francesa nascida na cidade de Alençon, em 1772.
Na segunda versão, o Baralho Cigano Lenormand, teria sido descoberto e propagado por este povo mágico que são os ciganos. Através do seu modo singular de vida migrando de um lugar para outro, eles popularizaram seu jogo de cartas com figuras singelas e de fácil entendimento. Foi desse mesmo modo, que este povo nômade, nos presenteou com a expansão de muitas outras artes adivinhatórias, como a Quiromancia, por exemplo.
Nos séculos XV e XVI, os cabalistas e os alquimistas, basearam-se, também, nas cartas de Tarô dos Boêmios e criaram os 22 arcanos maiores inspirando-se nas 22 letras números do alfabeto hebraico. Os 22 arcanos maiores mais os 56 arcanos menores, as espadas, os paus, os ouros e as copas do Tarô dos Boêmios formam o Tarô.
Segundo os amantes do esoterismo, a origem dos tarôs perde-se na "noite dos tempos".
Uma linha pontilhada parece remeter às imagens da Idade Média dos Templários, aos primeiros cabalistas judeus, em seguida aos gnósticos e iniciados gregos.
Muito provavelmente os Arcanos Maiores foram criados com um objetivo metafísico, seja para preservar conhecimentos perigosos de serem mencionados por escrito, ou tidos como secretos pelos alquimistas, seja para conservar conhecimentos dos Templários, o que explicaria o número 22, de origem hebraica e oriental.
Os 22 Arcanos Maiores, numa desordem aparente, reconstituem um caminho interior.
Na sabedoria oriental, tudo no mundo é compostos pelos elementos opostos Yin e Yang. Esses elementos transformam-se uns nos outros e estão em eterno movimento. A melhor maneira de agir é seguir as leis da natureza.
Quanto a Astrologia Chinesa, são ainda misteriosas as origens exatas dos doze animais: Rato, Boi, Tigre, Coelho, Dragão, Serpente, Cavalo, Carneiro, Macaco, Galo, Cão e Porco. Mas esses animais continuam importantes para o Horóscopo Chinês e seu significado é muito mais amplo do que simplesmente representar a tendência geral do ano ou as possibilidades de felicidade ou infortúnio que nos aguardam. Os doze animais que são os signos da astrologia chinesa são considerados como um reflexo do próprio Universo.
Os chineses medem a passagem do tempo com ciclos de sessenta anos. Os doze animais astrológicos aparecem cinco vezes durante o ciclo de sessenta anos, surgindo de forma ligeiramente diferente a cada vez.
Numerologia é a ciência que estuda os números e as vibrações numéricas de forma a interpretar suas influências na vida de um indivíduo.
A numerologia foi idealizada a partir de um conjunto de técnicas criadas por Pitágoras em 600 a.C. e sua técnica principal é a confecção de um mapa contendo características exclusivas do indivíduo chamado Mapa Numerológico Natal que é elaborado a partir da data de nascimento e o nome de nascimento.
Na numerologia aborda-se aspectos particulares do indivíduo, o nome a ser utilizado nos cálculos é o nome de registro e a data de nascimento completa. O nome, através da tabela Pitagórica, é transformado em números, o resultado desta transformação em vibrações numéricas mostra detalhes sobre a personalidade do indivíduo e a Data viria a mostrar os relacionamentos de uma vida, com a família, com o sucesso, espiritualidade, profissionalismo e diversos outros fatores não menos importantes.
O Mapa Numerológico Natal é nada mais do que todos estes cálculos agrupados de forma a causar entendimento do mais leigos no assunto. Neste mapa, estudamos e entendemos os momentos de transformações e mudanças que caracterizam o processo evolutivo de um indivíduo, seguindo, o principio básico da Numerologia que é revelar ao ser humano as influências que sofre dos números nas mais diversas áreas de sua vida, orientando-o de forma apurada nas soluções previstas e causando assim uma forma de vida mais equilibrada.
A numerologia pode orientar em relacionamentos afetivos, decisões empresariais e até na busca de elevação espiritual.
Já a Astrologia, é o estudo das influências planetárias e o seu efeito no Mundo, e em tudo nele. A Astrologia está usualmente limitada ao ser humano - à sua natureza, aos seus assuntos, ainda que o mapa pode ser delineado para qualquer evento. O horóscopo é uma impressão digital ou um padrão do sistema solar para um determinado momento no tempo. E é a partir daqui que o astrólogo baseia a interpretação ou delineação, indicada pela natureza do Sol, Lua e Planetas.
O horóscopo natal é o mapa delineado para o momento do nascimento, para ver e compreender a natureza e a roupagem da alma do recém-nascido, assim que assume lugar no veículo físico ou corpo. A alma é um ponto focal de energia cósmica, e os padrões do céu - delineados no horóscopo - são os propósitos da alma no seu conhecimento e destino.
A Astrologia aponta o caminho para o desenvolvimento da Alma e crescimento. As forças e fraquezas são espelhadas no horóscopo. A vida é uma oportunidade dada à alma para uma maior elevação. Porque o céu está em constante movimento e porque este é muito ordenado e exato, é possível projetar as posições do Sol, Lua e Planetas para qualquer momento. Os astrólogos usam esta informação para delinear os horóscopos e "preverem" as "influências" para alma nesse momento. Os astrólogos usualmente não predizem eventos do presente para o futuro. Eles podem apenas dizer o que pode acontecer, ou ter acontecido, mas não o que vai acontecer - um pouco como a previsão meteorológica; também muitos médicos fazem previsões e a Astrologia é uma ferramenta usada para focar capacidades.
Ao longo dos anos os astrólogos desenvolveram inúmeras técnicas para expandirem a sua "arte", com uma variedade de serviços que apenas podem ser avaliados através do mérito e proveito da técnica. A Astrologia pode oferecer muito; é imperativo que cada indivíduo esforce-se para obter o que é seu por direito nesta curta vida e para considerar cada conselho com bastante cuidado.
No Brasil, são estes os principais métodos de se prever o futuro. E voltando a forma mais antiga de presságio, o sonho, esperamos por um futuro mais humano, com mais amor entre os homens, sem fome... Um mundo de paz, fraternidade e de respeito mútuo. E a Boi da Ilha deseja a todos um amanhã com muita fartura de coisas boas e muita folia.

                                      G.R.E.S. BOI DA ILHA DO GOVERNADOR

SEDE:   RUA PIO DUTRA, 279 - FREGUESIA - ILHA DO GOVERNADOR

FUNDAÇÃO: 15/01/1965

Tel.: 021(xx)2482-4329 / 21 9276-9479

CORES: VERMELHO PRETO E BRANCO

ENREDO: O AMANHÃ

PRESIDENTE: Eloy Eharaldt

CARNAVALESCO: ROBERTO DE OLIVEIRA e LETÍCIA FIUZA

BARRACÃO:  AVENIDA BRASIL, 1818 - CAJU

DIRETOR DE CARNAVAL:

AUTOR DO ENREDO:  ROBERTO DE OLIVEIRA e LETÍCIA FIUZA

AUTOR DO SAMBA ENREDO: Maria Augusta

INTÉRPRETE DO SAMBA: CADINHO DA ILHA

VEJA A LETRA DO SAMBA ENREDO

FIGURINISTA:  ROBERTO DE OLIVEIRA e LETÍCIA FIUZA

DIRETOR DE BARRACÃO:

DIRETOR DE HARMONIA: Luiz Carlos Carmo do Nascimento

DIRETOR DE BATERIA: TOQUINHO

RESP. ALA DAS BAIANAS: Tia Bené

RESP. ALA DAS CRIANÇAS: Tia Zélia

RESP. GALERIA VELHA GUARDA: Roberto Pereira Gomes

RESP. COMISSÃO DE FRENTE: Júlio Nascimento

PRIMEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Marcos Henrique dos Santos, (Marquinho Sorriso) e Mariana Santos de Lima

SEGUNDO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Jean Luiz Alves dos Santos e Jéssica da Silva Barcellos

TERCEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Matheus Oliveira da Silva Freitas e Lais Lopes Peçanha de Moraes

 
Símbolo: