HISTÓRIA DO G.R.E.S. ALEGIA DA ZONA SUL

         O Grêmio Recreativo Escola de Samba Alegria da Zona Sul conta com os mesmos carnavalescos, Oswaldo Luiz (DECO) e Carlos André Wendos desde o ano de sua fundação, 1992, e, tendo uma mesa diretora voltada também para a comunidade, procurando da melhor maneira amenizar e tornar acessível o preço de suas fantasias, faz permanecer no samba quem nasceu nele, sem trair sua maior habilidade, a de receber ternamente todos, inclusive os novos componentes. E com um casamento desse, abençoados pela organização e garra, que Escola não poderia se dar bem?

       O GRES Alegria da Zona Sul antes de sua fundação, já trazia consigo um vasto histórico de vitórias. Afinal, os Blocos de enredo Alegria de Copacabana e Unidos do Cantagalo alternavam entre si o primeiro e o segundo lugar. Talvez por isso a comunidade resolveu unir os dois Blocos, e formar uma Escola de Samba vencedora, apta a transpor as categorias (grupos) necessários para o ingresso no esplendoroso Grupo Especial.

        Em 1993, seu primeiro ano na Associação das Escolas de Sambas do RJ, por causa da grande tribulação que a ocasião exigia, o Alegria conseguiu se manter no grupo E, em seu primeiro ano livrou-se da desclassificação apresentando na Avenida o enredo "Sou Mais Carioca", onde falava dos 100 anos de Copacabana, 50 anos do personagem Zé Carioca e do ano 1 de nossa Agremiação.

          No ano seguinte, já consolidado como Escola, o Alegria da Zona Sul alcança seu primeiro campeonato, com o enredo "Na Dança das Cores: Preto Não é Cor, Mas Negro é Raça", apresentando em seu desfile um apanhado dos significados das cores e enaltecendo a raça negra.

          Em 1995, embora com força de um recém título, e no grupo D, o Alegria não desfilou; mas no ano seguinte, 1996, como que ressurgido das cinzas, o Alegria, penalizado pela Associação, disputa novamente no Grupo E, e alcança seu bi-campeonato, com o enredo "Olha que Coisa Mais Linda Mais Cheia de Graça", contando a história e comemorando o centenário do bairro Ipanema.

         Em 97, o Grêmio que amarga mais uma vez distúrbios em sua comunidade, quase não desfila, mas apresenta-se com o enredo "Capoeira, Um Ballet á Brasileira" - dizendo a origem e força dessa luta e dança; e apesar dos problemas, consegue uma boa apresentação, que lhe rendeu o vice-campeonato e o consecutivo acesso ao grupo C

        Em 1998, superando as dificuldades próprias da 2a Escola a desfilar em seu grupo, o Alegria fez um desfile que lhe rendeu o 7o lugar no podium, com o enredo "Mulher Negra é Cultura Mundial", enaltecendo a importância e força da mulher negra desde os primórdios da humanidade, mantendo-se no mesmo grupo.

       Em 1999, o Alegria apresenta-se fantasticamente com o enredo "Alegria, Seu Signo no Zodíaco", na Avenida Rio Branco, apresentando os signos e colocando nossa Escola como o signo da euforia. Mas, por motivos que a própria razão desconhece, amargou um penúltimo lugar, e desceu para o grupo D.

         No ano 2000, o Alegria vence e sobe novamente para o grupo C com o enredo "Negro Quem És ? ", .

Em 2001, com o enredo "Brasil um País de Todas as Raças", mostrando as etnias que estiveram em nosso país até mesmo antes do descobrimento dos portugueses e a miscelânea que é o povo brasileiro, o Alegria da Zona Sul é campeão na Av. Rio Branco, classificando-se para o desfile no grupo B na Marquês de Sapucaí.

       Em 2002, o Alegria surpreendeu a todos mais uma vez; e com um desfile empolgante mostrou que seu lugar é na Apoteose do Samba. Foi a segunda Escola a desfilar na terça feira de carnaval, e mesmo sob fatalidades relevantes abrilhantou o desfile, conseguindo a 6a colocação com o enredo "O Sonho Dourado de Percy", mostrando a saga do coronel inglês Percy Fawcett, desaparecido no interior do sertão brasileiro quando buscava a entrada para o Eldorado.

         Em 2003, com o enredo "Festa no Quilombo: na Coroação de um Rei Negro", nossa Escola apresentou, num sonho de folião, o que teria sido a festa de coroação de Ganga Zumba, o primeiro rei de Palmares, quando, os mocamos homenagearam o entronado com danças afro-brasileiras, o que nos rendeu a esperada ascensão para grupo A, ou melhor, para o grupo de acesso ao Grupo Especial (o das renomadas Escolas de Samba).

         Em 2004, nosso Grêmio apresenta na Avenida dos Desfiles o enredo "Dorival Caymmi, o Mar e o Tempo nas Areias de Copacabana", onde se aproveita da originalidade de ser o bairro que o cantor e compositor Caymmi escolheu para viver e completar seus 90 anos de idade.

          Falar em samba de raiz é, de fato, lembrar daqueles cuja história se confunde com a própria história do samba: o pessoal da velha guarda, as baianas, a bateria e os compositores, em sua maioria gente da comunidade que a Escola zela para manter, mesmo com as portas abertas para novos componentes. As comunidades do Cantagalo, Pavão e Pavãozinho também são redutos desse samba de resistência. Os ensaios da Escola são realizados na quadra, sito a rua Saint Roman, Estrada do Cantagalo, e com a proximidade do carnaval, também no calçadão de Copacabana.

        Não bastasse a simpatia que cultiva com os sambistas, o Alegria vai além, abraçando as Escolas co-irmãs, ilustrando que a disputa é tão somente na hora do desfile. Sua afinidade com o Salgueiro é tanta que, durante alguns anos, as alegorias da Alegria da Zona Sul foram feitas no barracão da vermelho-e-branco,no bairro de Santo Cristo

FICHA TECNICA

CARNAVAL 2006 - SINOPSE DO ENREDO

" A ALEGRIA É SHOW DE BOLA"

Vamos dar um “show de bola” no desfile de nossa escola. Em nenhum momento teremos "bola fora". Visto que nosso enredo, este ano, é sobre a bola. A bola que é do espaço, no big-bang da criação, que numa explosão cria astros, planetas e constelação.

São bolas por todo o universo, espalhadas na imensidão, onde iluminadas bolas de fogo, queimam pela vastidão, tem o sol que aquece a Terra, a "bola azul" em rotação; esfera em movimento entre a luz e a escuridão; as trevas que trazem a lua cheia de mistérios, beleza e a solidão; lua clara, lua negra, de São Jorge ou do dragão. "Rola" na pré-história o que o homem quis contar; lua, sol, e Estrela "é bola" nas cavernas a pintar; observa e rola a pedra até a roda rodar, "rola bola" para humanidade fazer a engrenagem girar, para um mundo que é uma bola, poder se movimentar.

A sapiência "passa a bola" para a antiguidade chegar onde sábios e filósofos a bola vão estudar; egípcios, gregos, persas e romanos criam as teorias, da esfera que gira no cosmos, e é "bola" por simpatia. Nas voltas que a bola dá, e rola sem esperar; China, Japão ou Índia o prazer veio mostrar, transformando a bola em esporte, chutando pra lá e pra cá, o lazer descansa a alma quando a bola começa a rolar. Roda, gira, rola a bola nos caminhos da criação, o homem que cria "asas" na bola que é o balão, o sonho vira realidade, chegando ao avião, que logo vira foguete viajando pela imensidão.

Nas viagens que faz o homem por água, terra, céu e mar foi a procura de um novo mundo que veio a acreditar em que o mundo nada chato é uma bola, uma "bola a girar", a esfera no espaço, sustentada pelo ar. O ar que vira bolhas, envolvidos em sabão, que é brinquedo de criança no parque de diversão. Criança que veio da bola, o ventre que guarda a paixão, a barriga redonda a grávida, anuncia a criação.

A bola ainda faz a festa, vira bexiga, é um balão, nos festejos de aniversário alegram a decoração. Os docinhos em forma de bola ilustram a situação. A uva, o café, a laranja, a jabuticaba e o Melão. A cereja, melancia, goiaba são bolas como limão.

Gostos da natureza, saboreados pela multidão. Como a água que veio da fonte; a fonte que é mineral, e que hoje é bebida gelada, com gás ou natural. O gás que sai em bolinhas, na água, no refrigerante, no champagne ou na cerveja; que desce redondo e refrescante. Redondo da diversão, do lazer e da distração: no bingo, no bicho, na loto eu vejo a bola girar. A sorte sai em bolinhas, dezena, centena ou milhar. Combinam a sorte no jogo, e no amor? Azar...nem pensar! Assim, penso em "te dar bola" e me deixo conquistar. O lazer vira esporte, no jogo de futebol, basquete ou beisebol. De bilhar, de pingue-pongue, de meia ou de voleibol. Que busca o caminho da paz; a paz que vem em medalhas brilhantes como a luz do sol.

Vejo o ouro de nossa bandeira, sob a imensidão, guardarem um globo celeste, onde brilha uma constelação, um cruzeiro de estrelas, compõem o nosso brazão, onde a mata é o verde que veste o nosso imenso rincão. A paz que some do mundo, vira guerra e desilusão; a "bola murcha" da bola que é bala: bola da bala de canhão. A bola que vira grilhão, e prende a humanidade ao medo da destruição. Mas, o canhão não é só bomba, o circo pode mostrar; dele dispara um homem para a criança alegrar.

É a alegria do palhaço que nos faz delirar ao ver o seu nariz de bola, tentando se disfarçar. Adestrando a foca festeira que rola a bola no ar, equilibrando-a no focinho antes de mergulhar; lembrando os malabaristas que fazem peripécias com a bola; e com ela alimentam a nossa ilusão que sai de dentro da cartola. Ilusão que veste magia. Magia da "bola de cristal", que mostra a previsão, de futuro do carnaval, e a Alegria é a "bola da vez", é campeã do carnaval.

Um carnaval "bola cheia" onde tem o cordão. O Cordão do Bola Preta símbolo da diversão, da Cidade Maravilhosa em mais uma celebração. 86 aniversários desde sua fundação. O Rei Momo, o rei bola, alegre corteja a ilusão; carnaval a festa de Momo, um sonho, pura emoção! Alegria é Show de Bola, o enredo de nossa Escola que encanta o folião; levando para a avenida a certeza de vitória no coração.

Comissão de Carnaval

Divisão do Enredo
Primeiro Setor: A bola e o Big-Bang da criação.
(a bola: a explosão e a criação do universo)

Segundo Setor: A bola na mitologia, na magia, no esoterismo e na religião.
(a bola: no Olimpo, para os indígenas, para os negros, para os orientais e para os brancos ocidentais)

Terceiro Setor: A bola na história e na ciência.
(a bola: na história, na filosofia, na sociologia, na astronomia, na astrologia, na física, na química e na biologia)

Quarto Setor: A bola na diversão, no esporte, no lazer e na cultura.
(a bola: nas atividades esportivas, de lazer, nos jogos de azar ou sorte, nos brinquedos, nas brincadeiras infantis, na comida, na bebida, na moda e nos festejos populares)

Comissão de carnaval:

Marcus Vinícius de Almeida – Idéia do enredo e direção da comissão.
Oswaldo Luiz (Déco) & André Wendos – Roteiro, divisão e sinopse do enredo – Criação e desenvolvimento das fantasias, carros alegóricos e do enredo.
Marco Antônio - Criação e desenvolvimento das fantasias - Desenvolvimento do enredo.
Roberto Brito - Engenharia, projetos e confecção das estruturas dos carros alegóricos.
Daniel de Paula – Supervisão da qualidade e gerenciamento do trabalho de atelier e barracão.
Marcelo Nasseh & Vinícius Pastor – Aplicação da computação gráfica no desenvolvimento das peças do desfile - Gerenciamento do trabalho de atelier e barracão.


                         G.R.E.S. ALEGRIA DA ZONA SUL

SEDE: RUA SAINT ROMMAN, 176 - ESTRADA DO CANTAGALO

Tel.: 021(xx) 2294-1747

FUNDAÇÃO: 28 DE JUNHO DE 1992

CORES: VERMELHO, BRANCO E OURO

ENREDO:  " A Alegria é Show de Bola" 

PRESIDENTE:   SERGIO EDUARDO DE ALMEIDA

CARNAVALESCO: OSVALDO LUIS ( DÉCO), CARLOS ANDRÉ E MARCO ANTÔNIO

BARRACÃO:  PRAÇA MARECHAL HERMES, 63 c - SANTO CRISTO

DIRETOR DE CARNAVAL: Marcus Vinícius de Almeida

AUTOR DO ENREDO: Comissão de Carnaval

AUTOR DO SAMBA ENREDO: Henrique Balanshow, Valtinho BV, Augustinho Santos, Mará, Dário Lima, André do Cavaco, Xande, J. Júnior, Doum, Gago, Glorioso e Tadeu.

INTÉRPRETE DO SAMBA: CIGANEREY

VEJA A LETRA DO SAMBA ENREDO

FIGURINISTA: Marco Antônio

DIRETOR DE BARRACÃO: Marcus Vinícius de Almeida

DIRETOR DE HARMONIA: JOSÉ GONÇALVES FERREIRA (SASSÁ)

DIRETOR DE BATERIA: BALI

RESP. ALA DAS BAIANAS: MARTA SANTOS CAMINHA

RESP. ALA DAS CRIANÇAS: ADELAINE DE OLIVEIRA SANTOS

RESP. GALERIA VELHA GUARDA: AILA NEIA DA SILVA PIEDADE

RESP. COMISSÃO DE FRENTE: Irídio Mendes

PRIMEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: MARIA ELENA e CHIQUINHO

SEGUNDO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Liliane e Felipe

TERCEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:

Símbolo: