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HISTÓRIA DO G.R.E.S. UNIDOS
DE PADRE MIGUEL
A Unidos de Padre Miguel, uma das agremiações da Zona Rural, em seu primeiro desfile na Praça Onze em 1959, se torna campeã e adquire o direito de se apresentar entre as grandes, em 1960. Entretanto, a má colocação que obteve, a fez retornar "A poeira", isto 6, as categorias inferiores. Em 1963, novamente obtém uma boa colocação no grupo intermediário e sobe para o Grupo 1, para outra vez retornar (no ano seguinte) ao Grupo 2, após uma apresentação infeliz.
Dessa forma vem apresentando-se esta simpática e querida escola de samba, que supera os poucos recursos de que dispõe, com o entusiasmo na hora do desfile. |
FICHA TECNICA
CARNAVAL 2007 - SINOPSE DO ENREDO
" UNIDOS PELOS CAMINHOS DA FÉ,
DESBRAVANDO CARNAVAIS..."
JUSTIFICATIVA DO ENREDO
Fundado em 12 de novembro de 1957, época
do surgimento de grandes escolas de samba, que fizeram suas histórias
nos trazendo hoje lembranças dos antigos carnavais e dos grandes
bailes carnavalescos. Sendo batizado com o nome de Unidos da rua D, mais
popularmente conhecido como Boi Vermelho, e hoje unido de Padre Miguel.
Lá vem minha Unidos celebrando
os seus 50 anos, junto com a comunidade que acredita nos caminhos de sua
fé. Fé que inspira e conforta seus corações
cheios de esperança. Gente sofrida que tudo o que tem na vida é
o sacrifício da promessa cumprida.
De um jeito ou de outro a fé acompanha
este povo, sendo ele: São Jorge o cristão, ou mesmo Ogum
o santo guerreiro que no candomblé celebra a força. Exemplo
de luta, força e esperança de um povo. Gente pro que der
e vier, abençoada por uma manifestação de fé
sagrada e profana. Quem já viu os populares autos de fé,
e alma engalanada de um país inteiro, seleiro cultural de folclore
brasileiro. Miscigenação de raças e credos, numa
união de fé e esperança nas suas crenças e
costumes.
Unidos, tu és minha raiz, o meu
cantar, a minha diretriz.
Unidos por um santo guerreiro, com homens
e mulheres que nasceram sublimes, crentes e devotos de um manto vermelho
de amor, doce e clemente... e branco da cor do canto... Aqui estendemos
nossos olhares à sua infinita grandeza, fonte de tantas belezas
desses divinos imperadores que fazem de um samba uma oração.
Vem minha Unidos! Do batuque do negro
a cada canção, com seu estandarte, exaltar a arte, acendendo
a luz da imaginação desse encontro mágico e universal
chamado carnaval! Traz a alegria do samba no pé, aqui tu és
o nosso povo, aqui tu és encanto de fé...
Ser um eterno folião neste mundo
é encorajar minha alma e responder com toda a minha fé:
- eu sou vermelho e branco, sou UNIDOS DE PADRE MIGUEL e acredito na minha
fé. Seja ela através das festas cristãs ou na passarela
exaltando nosso padroeiro. O futuro aponta para uma nova era, uma era
de muito samba e carnaval. E como não é proibido sonhar,
acreditamos nos nossos sonhos, e hoje estamos aqui após 50 anos
relembrando os saudosos carnavais, voltando a ocupar um lugar na maior
apoteose do carnaval. Or gulhosos vêm mostrar nosso povo, que pelos
caminhos de sua fé lutou, acreditou e persistiu. Aqui mostraremos
nosso povo. Que sorri, sofre, mas nunca desiste. E quando chega o carnaval
mais uma vez estamos juntos, com guerreiros que somos. Cheios de fé
e esperança buscando inspiração em nosso padroeiro
e guerreiro: São Jorge, o desbravador, capitão do Império
Romano. Que morreu por acreditar na sua fé e não nos deuses
pagãos do Imperador Diocleciano.
Com seu testemunho, este grande santo
nos convida a seguirmos Jesus sem renunciar ao bom combate. Baseados neste
ato de coragem e fé, hoje nosso povo segue os passos de nosso padroeiro,
e incansável nunca perde a esperança, pois ela alimenta
a fé que existe em nós. Chegamos ao fim sem nos esquecermos
então dos ideais que nos trazem mais uma vez aqui para comemorarmos
mais uma batalha vencida. O Ato de fé nos faz sonhar e transformar
sonhos no mais puro carnaval.
SINOPSE DO ENREDO
1º SETOR
Quando se pensa em carnaval, logo vêm à mente a imagem de
grandes desfiles, bailes carnavalescos, blocos, fantasias e personagens
com Arlequim, Pierrô e Colombina. Apesar de serem figura características
do baile de Veneza, sempre estarão presentes em nossos carnavais.
Como nos inesquecíveis “Bailes de Pierrôs” de
Eneida de Moraes. Época do crescimento do carnaval carioca, com
o auge das folias e blocos de rua, e principalmente pelo surgimento de
novas escolas de samba. Dentre elas, a Unidos de Padre Miguel, que trouxe
como símbolo o Boi Vermelho e por ele tornou-se conhecida. Com
a força na sua comunidade que luta e defende o pavilhão
e as cores de sua agremiação, sem desanimar com as dificuldades.
Orgulhosa, vêm comemorar na Sapucaí 50 anos de luta, alegrias,
tristezas, glórias, lágrimas, suor, muita fé, devoção
e esperança.
2º SETOR
Fé e devoção muito forte e presente nas famílias
carentes da Vila Vintém. Que tentam através de suas crenças
e religiões, transmitir paz e alegria, por meio de orações,
procissões, romarias e festas. Vindas da miscigenação
de raças, culturas e costumes de diferentes regiões, transformam
a favela num caldeirão de conhecimentos. Podem ser facilmente percebidas
nas festas cristãs, mais características nos subúrbios.
Essas comemorações mostram devoção a Deus
e aos santos festeiros. Dentre muitas festas posteriores ao carnaval,
a primeira, considerada a mais importante, é a Páscoa, que
só passou a ser considerada uma festa cristã após
a última ceia. Na chamada Semana Santa os fiéis celebram
a ressurreição de Cristo.
As festas juninas ganharam força no Brasil, ainda que não
sejam de origem cristã, e têm grande aceitação
popular e não menos religiosa. Oriundas da Europa, onde nos meses
de junho e julho gregos e romanos homenageavam os deuses da colheita com
grandiosas fogueiras, cantorias e danças, estas festas foram difundidas
durante a ocupação romana, chegando assim a Portugal e posteriormente
ao Brasil. Com o advento do cristianismo substituíram-se os deuses
pelos santos da fé católica, como Santo Antônio, São
Pedro e São João. Adaptando as vestes e gastronomia à
moda brasileira, caracterizando-se em cada região. Assim como as
danças, no Brasil, temos as quadrilhas juninas.
Continuando nos festejos, não podemos esquecer, uma das datas mais
esperadas pelas crianças. O dia de São Cosme e São
Damião, com farta distribuição de doces. Muito freqüente
nas áreas carentes e centros espíritas. Nascidos Acta e
Passio na Síria, filhos de família rica cristã, se
formaram em medicina. Praticavam-na dizendo “Nós curamos
as doenças em nome de Jesus Cristo e pelo seu poder”. Perseguidos
e mortos pelo Imperador Diocleciano, viraram santos milagrosos após
a morte e apareceram materializados ajudando crianças que sofriam
violências. Por isso são considerados protetores de creches,
orfanatos e das doceiras e padroeiros dos médicos e farmacêuticos.
De todas essas festas a mais familiar é a celebração
do Natal, comemoração do nascimento de Cristo. Todos se
reúnem e comemoram com muita fé e união, a vinda
do filho de Deus. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas
feitas pelos três Reis Magos ao menino Jesus. Assim como este, outros
rituais foram adaptados.
3º SETOR
Quando se fala em rituais, é muito difícil não associá-lo
aos tambores dos terreiros de candomblé oriundos dos ancestrais
africanos. Há o costume de se fazer oferendas aos orixás
em verdadeiros rituais de fé, herdadas dos filhos da África
Ocidental que enriqueceram nosso país com músicas, danças,
batuques, cultos religiosos e divindades.
Ogum, protetor de todos os guerreiros divindade ioruba, bastante cultuado
no Brasil por ser associado à luta, à conquista. É
a figura do astral que depois de Exu, está próxima dos seres
humanos. Imparcial com a capacidade de exercer a justiça ditada
por Xangô. É muito mais paixão que razão: aos
amigos, tudo. Inclusive o doloroso perdão: aos inimigos, a cólera
implacável, a raiva destruidora mais forte. A relação
de ogum com militares vem da sua figura de comandante supremo iorubá,
como sincretismo realizado com São Jorge, que é padroeiro
da Unidos de Padre Miguel. Nasceu na antiga Capadócia, mas foi
criado na Palestina. Onde foi promovido a capitão do exército
romano por sua dedicação e habilidades com armas –
qualidades que levaram o Imperador a lhe conferir o título de conde.
Por essa época, o Imperador Diocleciano tinha plano de matar todos
os cristãos. Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou
fazê-lo perder a fé, torturando-o de várias maneiras.
Não tendo êxito, Diocleciano mandou degolar o jovem, da mesma
maneira que fez com Cosme e Damião, em 23 de abril de 303. A devoção
a São Jorge rapidamente tornou-se popular. Seu culto se espalhou
e, por ocasião das Cruzadas, teve grande penetração
no Ocidente. Verdadeiro guerreiro da fé, venceu terríveis
batalhas contra Satanás. Por isso sua imagem mais conhecida é
a montado num cavalo branco, vencendo um grande dragão.
4ºSETOR
É com essa devoção a seu padroeiro, aos santos e
aos orixás, que a Unidos de Padre Miguel, junto com o carnavalesco
Edson Pereira apresenta para o carnaval 2007 um enredo que levará
a avenida, a luta, a garra e a força desse povo que não
se deixa abater e que tenta resgatar a história dos seus carnavais,
cantando o passado, o presente dos seus 50 anos de glória, e não
deixando de pensar no futuro através de nossas crianças,
com muita fé e devoção à São Jorge,
que estenderá o seu escudo e suas poderosas armas, defendendo com
a sua força e com sua grandeza, o G.R..E.S. Unidos de Padre Miguel.
Viva Ogum, nosso santo guerreiro!
Viva São Jorge, nosso padroeiro!
Que eles nos iluminem com muita fé e axé, para mostrarmos
na avenida o nosso melhor carnaval, com o batuque da nossa bateria e a
benção dos orixás.
Salve nosso pai Ogum!
Salve a comunidade da Vila Vintém!
Salve a Unidos de Padre Miguel!
G.R.E.S. UNIDOS DE PADRE MIGUEL
SEDE: RUA MESQUITA, 8 - PADRE MIGUEL
Tel.:021 3291-1309 / FAX 3159-6424
CORES: VERMELHO E BRANCO
ENREDO: UNIDOS PELOS CAMINHOS DA FÉ,
DESBRAVANDO CARNAVAIS...
PRESIDENTE: ROBERTO SILVA
CARNAVALESCO: EDSON PEREIRA
BARRACÃO:
DIRETOR DE CARNAVAL:
AUTOR DO ENREDO: EDSON PEREIRA
AUTOR DO SAMBA ENREDO: Tuninho
do Traylle, Marquinho do Cavaco, Gúle, Diego Rodrigues, Fernando
Mansinho, Fernando Piá e Leco da Alerj
INTÉRPRETE DO SAMBA: Edson Carvalho
FIGURINISTA: EDSON PEREIRA
DIRETOR DE BARRACÃO:
DIRETOR DE HARMONIA: Jorge Aldir Silva
da Cruz
DIRETOR DE BATERIA: José Carlos
de Oliveira (Mestre Coé)
RESP. ALA DAS BAIANAS: Maria Jabete
da Silva
RESP. ALA DAS CRIANÇAS: Adailson
dos Santos
RESP. GALERIA VELHA GUARDA: Ademar
Mendes (Pestana)
RESP. COMISSÃO DE FRENTE: Michel
de Castro Cordeiro
PRIMEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
Mestre Sala: Jeferson do Nascimento Silva
Porta Bandeira: Helida Roberta Pinheiro Gallego Nipo
da Silva
Nome da Fantasia: Pierrô e Colombina
SEGUNDO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
Mestre Sala: Fábio Rodrigues Cavalcanti
Porta Bandeira: Sheila Narciso de Araújo
Nome da Fantasia: Fé e Esperança
TERCEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
Mestre Sala: Wagner Carreira de Souza
Porta Bandeira: Fernanda Alexandrina dos Santos
Nome da Fantasia: Divino Espírito da Luz
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