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HISTÓRIA DO G.R.E.S. CAPRICHOSOS DE PILARES
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Formado por
uma população humilde e trabalhadora, Pilares,
bairro do subúrbio do Rio, vizinho a Del Castilho,
Thomaz Coelho, Inhaúma, Engenho de Dentro e Cachambi,
tem como moldura os morros do Urubu, Engenho da Rainha e as
favelas Fernão Cardin e Rato Molhado.
Em 1949, insatisfeitos com o carnaval apresentado pela Unidos
de Terra Nova, os sambistas da área fundaram a Caprichosos
de Pilares.
Em 1982, o carnavalesco Luiz
Fernando Reis faz um inesquecível carnaval no grupo
1-B e leva a escola para o grupo principal, onde vai desenvolver
enredos plenos de críticas políticas (desde
então), conquistando o status de grande escola de samba.
Durante o desfile da escola
no ano seguinte, já no grupo principal, ocorreu uma
queda de luz, o que causou o não-julgamento da escola.
Em 1984, a Caprichosos apresentou o enredo "A visita
da corte da nobreza do riso a Chico Rei, num palco nem sempre
iluminado", da autoria de Luiz Fernando Reis, e conquistou
o terceiro lugar de domingo, participando assim do supercampeonato
da inauguração da Passarela do Samba.
A Marquês de Sapucaí
delirou ao som do inesquecível refrão: "Tem
bumbum de fora pra chuchu/qualquer dia é todo mundo
nu", durante o desfile da Caprichosos de Pilares de 1985.
Apesar de ter conquistado o povão e de ter feito um
lindo Carnaval com o enredo "E por falar em saudade",
também de Luiz Fernando Reis, a escola ficou apenas
numa injusta quinta posição.
Seus fundadores foram Walter
Machado, Ferminiano Romão da Silva, Oscar Pedro de
Alcântara, Amarildo Cristiano, João Cândido
e Sebastião Benjamim.
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FICHA TECNICA
CARNAVAL 2007 - SINOPSE DO
ENREDO
" COM
TODO O GÁS, A CAPRICHOSOS ACENDE A CHAMA DO CARNAVAL"
A "Estamos no século
das luzes
Não podemos duvidar
Anda gás
Por toda parte,
Para nos alumiar..."
Rasga-se o chão da passarela
e dele surgem imensos "gasodutos azuis" carregando em
seu interior um gás especial. É o gás do carnaval
impulsionando a comunidade da Caprichosos de Pilares a brilhar nesse
desfile magistral. Os dutos correm do subúrbio carioca e
levam para a Marquês de Sapucaí sonhos e fantasias
de um povo humilde e festeiro, verdadeiro retrato do brasileiro.
No carnaval de 2007 a Caprichosos
de Pilares parte em busca do encontro com a sua história,
com as suas tradições. Leva novamente para a avenida
um enredo enraizado nas raízes nacionais. É mais um
carnaval patriota, ufanista, calcado na ideologia de um grande sonhador.
Na segunda metade do século
XIX chega ao Brasil a idéia do gás. O povo clamava
por melhorias na iluminação precária das ruas
da corte. Um gaúcho chamado Irineu Evangelista de Souza,
por muitos conhecido apenas como Barão de Mauá vence
em 1849 a concorrência para levar a iluminação
a gás às ruas da capital do império.
Mauá começa então
o sonho de modernização do Brasil. O Rio de Janeiro
torna-se pioneiro na iluminação a gás na América
do Sul. Ele funda a Companhia de Iluminação a Gás
e em 1852 constrói a primeira fábrica de gás
do Brasil.
Por se tratar de uma novidade não
encontra em terras brasileiras profissionais preparados para tal
serviço e traz então da Inglaterra engenheiros, mecânicos
e operários especializados no trabalho com gás. Os
estrangeiros sofrem com a nova terra e muitos acabam vítimas
da Febre amarela.
O povo acompanhava surpreso a construção
da fábrica e os preparativos do Barão. Boatos cortavam
as ruas e vielas alarmando a todos contra a possível explosão
dos reservatórios de gás. O medo gerou protestos contra
o sonho de Mauá, mas, no entanto em 1854 ele inaugurava os
primeiros lampiões a gás do Rio de Janeiro.
A data escolhida foi 14 de março,
seria um presente de aniversário para a Imperatriz Tereza
Cristina, mas uma forte chuva levou nas águas o desejo do
Barão. A inauguração teve que ser adiada em
11 dias, então em 25 de março eram inaugurados os
primeiros 637 lampiões a gás.
A nova data tratava-se de uma homenagem
ao aniversário da Constituição do Império.
O povo surpreendia-se nas ruas com os novos meios de iluminação
e comemoravam de forma carnavalesca a luz gerada do gás.
Até dezembro daquele ano foram inaugurados mais lampiões
de vidros coloridos nas ruas da capital do império.
O Rio de Janeiro perdia o mau cheiro
dos lampiões a base de óleo de peixe, e ganhava o
romantismo dos "profetas" e "seresteiros" que
começavam a ocupar os postes da cidade. Durante as manhãs
dezenas de pessoas dirigiam-se aos gasodutos na intenção
de inalar os gases que dali saíam. Muitos médicos
defendiam que aqueles gases eram excelentes para os pulmões.
Com o passar do tempo a cidade que
anos depois se tornaria maravilhosa ganhava novo estilo de vida.
Eram inaugurados os primeiros clubes sociais, e também os
primeiros cassinos, os teatros começavam a ganhar mais movimento,
já que os homens e mulheres da sociedade perdiam o medo de
andar pelas ruas durante a noite.
Todos se perguntavam: Como viveram
tanto tempo na escuridão?
O tempo passou e o Barão
acabou vendendo a Companhia de Iluminação a gás
para os ingleses, que continuaram com os projetos de melhorias e
desenvolvimento para a iluminação da cidade.
O Brasil segue com suas história
e transformações. Abole a escravidão, deixa
de ser monarquia e transforma-se em república. Em 1912 a
iluminação a gás chega ao seu auge atingindo
quase todas as regiões, no entanto, por ironia do destino
naquele mesmo ano começa a sua queda, já que a luz
elétrica ganha grande vulto. As ruas vão perdendo
o seu romantismo.
O Rio de Janeiro começa a
ser remodelado, ganha ares parisienses nas mãos de Pereira
Passos. Osvaldo Cruz erradica a febre amarela e a varíola.
A cidade pioneira da iluminação a gás na América
do Sul inspira-se na cidade luz.
Em 1937 Getúlio Vargas assume
o poder e dá início ao Estado Novo. Deposto do cargo
e reempossado nos braços do povo em 1950 Getúlio proporciona
ao brasileiro inúmeras melhorias nas condições
de vida e de trabalho. Seu estilo populista e nacionalista levou
aos limites as suas atitudes. Getúlio, assim como o Barão,
era um inovador e um sonhador.
Antes do seu trágico suicídio
Getúlio tem a chance de criar a Petrobrás e estatizar
o petróleo nacional. Ele recebe apoio até mesmo de
forças contrárias a sua administração.
A campanha "O Petróleo é Nosso", herdada
de seu antecessor Marechal Dutra, acarreta adesões de todas
as camadas da sociedade.
O sonho da auto-suficiência
em petróleo custou, mas hoje é uma realidade, e o
mais importante é que com a auto-suficiência em petróleo,
o país conseguiu autonomia na produção do GLP
(Gás Liquefeito de Petróleo), o conhecido gás
de botijão. A auto-suficiência do Brasil não
para por aí, a Bacia de Campos, no Rio de Janeiro torna-se
também auto-suficiente em produção de gás
natural.
O gás entra na vida das pessoas
com mais força do que no século passado. Esse importante
produto não fica de braços cruzados com o surgimento
da luz elétrica e impulsiona a criação de fogões,
ferros, aquecedores, chuveiros. Torna-se uma das principais fontes
de energia para fábricas e hospitais. Transforma-se em combustível
para os automóveis.
Campanhas a favor do gás
natural convocam a população para adesão a
esse novo combustível. Principalmente os táxis cariocas
aderem e encontram no novo combustível uma série de
benefícios. Além do preço barato, melhor rendimento
do carro e menor poluição.
Nos últimos tempos vemos
no povo certo grau de preocupação. Nações
amigas, nações irmãs, brigam pelo direito de
serem donas do gás. Os países do MERCOSUL, parceiros
políticos e econômicos durante tanto tempo, travam
uma queda de braços pelo direito na comercialização
do gás. Brasil, Bolívia, Venezuela e Argentina buscam
para si as melhores condições no tratamento e exploração
do gás.
Apesar da preocupação
o Rio de Janeiro não tem com o que se alarmar, a Bacia de
Campos o confere status de grandeza perante a briga entre os gigantes.
Para os cariocas a garantia de gás por muito tempo é
certa, e, para os sambistas existe um gás que não
se apaga - o gás do carnaval.
A Caprichosos deixa de lado essas
guerras governamentais, e de seu gasoduto, instalado em Pilares,
produz o gás do carnaval. Ele hoje abastece a avenida e prova
que pelo menos no carnaval a única guerra é pela alegria.
Entre pompons, confetes e serpentinas os componentes brincam e mantém
acessa a chama do carnaval.
Uma chama azul, que mesmo nas adversidades
não se apaga!
Marcos Januário
G.R.E.S. CAPRICHOSOS DE PILARES
FUNDAÇÃO: 19/02/1949
SEDE: Rua Faleiros, 01 - Pilares
- Rio de Janeiro - RJ
CEP: 20771-090
QUADRA: Rua Faleiros, nº.
01, Pilares
Tel.: (0xx 21) 2269-9347/ 9605-0009
/ 8765-4368
CORES: Azul Royal, Azul Turquesa
e Branco
ENREDO: COM TODO O GÁS, A CAPRICHOSOS ACENDE
A CHAMA DO CARNAVAL
PRESIDENTE: Paulo Cardoso de Almeida
CARNAVALESCO: Marcos Januário
BARRACÃO: Av. Venezuela, 202 , Gamboa
DIRETOR DE CARNAVAL: Athayde Pereira
AUTOR DO ENREDO: Marcos Januário
AUTOR DO SAMBA ENREDO: Aurélio
Proença, Paulo Aparício, Mário Gordo, Célio
Cebolinha, Baixinho.
INTÉRPRETE DO SAMBA: Clôves
Pê
VEJA
A LETRA DO SAMBA ENREDO
FIGURINISTA: Marcos Januário
DIRETOR DE BARRACÃO: Marcelo
Ramos
DIRETOR DE HARMONIA: Jorge Leroy
Lamoza
DIRETOR DE BATERIA: Mestre Alexandre
e Mestre Zumbi
RESP. ALA DAS BAIANAS: Vera Lúcia
RESP. ALA DAS CRIANÇAS: Maria
Alice
RESP. GALERIA VELHA GUARDA: Senhor Nicinho
RESP. COMISSÃO DE FRENTE: Vânia
Reis
PRIMEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira
Mestre Sala: Peixinho
Porta Bandeira: Andréia
Nome da Fantasia: Pilares Produtora de Gás
S.A.
SEGUNDO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
Mestre Sala: Sandro
Porta Bandeira: Fernanda
Nome da Fantasia: A chama que aquece
TERCEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira:
Mestre Sala: Wallace
Porta Bandeira: Raíssa
Nome da Fantasia: A essência do gás
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