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HISTÓRIA DO G.R.E.S.
ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ
Fundação- 18 de Fevereiro de 1959 Afilhada da Unidos de Bangu e madrinha
da Unidos do Uraiti, a Acadêmicos de Santa Cruz desfilou em 1960,
1961 e 1962 na própria localidade. Em 1962, filiou-se à
Confederação da Escolas de Samba. Seu primeiro desfile na
cidade foi no dia 2 de dezembro de 1962, por ocasião do 1°
Congresso do Samba. Em 1963, disputou o carnaval na Praça Onze
(Grupo 3) e foi campeã. Em 1965, a Acadêmicos de Santa Cruz
foi campeã do Grupo 2, por ocasião do carnaval do IV Centenário.
FICHA TECNICA CARNAVAL 2007 - SINOPSE DO ENREDO "O TEMPO QUE O TEMPO TEM" Justificativa do Enredo Desde os primórdios da civilização, o homem tem demonstrado grande interesse em descobrir, conhecer e desvendar tudo aquilo que lhe parece misterioso. Definir a origem do tempo, conceituá-lo e medi-lo tem sido grande desafio para a humanidade. Por incontáveis milênios, o tempo foi visto como um fluxo calmo e incessante, e a sua passagem foi observada através dos ciclos da natureza. O nascer e o pôr-do-sol, as fases da lua e os movimentos dos astros regulavam os aspectos da vida. À medida que os homens começaram a entender mais plenamente o sentido do tempo, ajustaram o ano à mudança das estações, desenvolveram o calendário e instrumentos para decompor o tempo em unidades menores. Com a sofisticação dos aparelhos destinados a mensurá-lo, o tempo passou a ser o senhor dos homens, regendo nossa sobrevivência. Já não olhamos para o céu; não observamos mais as estrelas. Buscando decifrar o enigma e controlar o tempo, acabamos por desumanizar a vida moderna. Por pensar ansiosamente no futuro, esquecemos de viver o presente. Pensando na relação do homem com o tempo, o GRES Acadêmicos de Santa Cruz transformará em alegria essa história milenar. Ajustando o tique-taque do relógio à cadência do samba, o enredo "O TEMPO QUE O TEMPO TEM" se vestirá de fantasia para cronometrar a magia de um desfile de carnaval. QUANTO TEMPO O TEMPO TEM? Ao estudar as origens do universo, os cientistas muitas vezes conseguem respostas que suscitam novas perguntas. Presumindo que o tempo e o espaço vieram à existência com o big bang, uma questão se torna inevitável: o que existia antes disso ? Enquanto alguns dizem que a solução está nas mãos divinas, outros persistem em cálculos. Segundo modernas teorias científicas, se o tempo teve uma origem, houve um tempo do passado em que ele passou a existir. Esse momento especial é o momento da origem do Universo. "No princípio criou Deus os céus e a terra. A terra, porém, era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, e o espírito de Deus pairava por sobre as águas. Disse Deus: Haja luz; e houve a luz; e viu Deus que a luz era boa; e fez a separação entre a luz e as trevas. Chamou Deus à luz de dia, e às trevas, noite. Disse também Deus: Haja luzeiro no firmamento dos céus... E assim se fez. Fez Deus os dois grandes luzeiros: o maior para governar o dia, e o menor para governar a noite; e fez também as estrelas." (Gênesis) ... E surgiu também o homem que, assombrado com o aparecimento e a ocultação dos astros, de forma espetacularmente regular, passou a ter um ciclo de vida instintivo, recolhendo-se ao pôr-do-sol e levantando-se no instante do seu surgimento. A descoberta feita pelo homem de que ele mesmo, como todas as outras criaturas vivas, nasceu e iria morrer deve tê-lo conduzido intuitivamente a tentar deter a passagem do tempo e compreender o seu mecanismo. O TEMPO NO TEMPO A humanidade conta a passagem do tempo há pelo menos quinze mil anos, quando fazia marcações em ossos e gravetos. Desde a pré-história, o homem ficou deslumbrado pela sucessão dos dias e das noites, pelas fases da lua e pelo posicionamento das constelações no céu. Essas manifestações astronômicas conduziram à consciência do tempo, possibilitando sua medição. O nascer e o pôr-do-sol passaram a definir o dia; as fases da lua, a semana e o mês. Com o desenvolvimento da agricultura, o homem começou a observar mais atentamente os períodos de chuva e seca e, conseqüentemente, verificou que o ciclo das estações se repetia, originando a idéia de ano. A necessidade de organizar-se e marcar momentos específicos levou o homem a idealizar o primeiro relógio de que se tem conhecimento: o relógio de sol, que consistia em um bastão fincado na terra. Iluminado pelo sol, projetava sua sombra no solo, permitindo constatar que o movimento dessa sombra fosse o próprio transcorrer do tempo. Para obter medidas menores e independentes de condições climáticas, Platão, filósofo grego, criou um relógio de água, o Clepsidra - um recipiente por onde a água fluía constantemente, assinalando o tempo de acordo com o nível do líquido. A evolução do relógio seguiu com a ampulheta, relógio de cordas dentadas e outras tantas invenções. Pelos registros históricos, o homem
precisou de milhares de anos até construir um relógio que
funcionasse com precisão. As navegações influenciaram
notadamente o desenvolvimento dos instrumentos de medição.
A Galileu Galilei se deve a contribuição do relógio
de pêndulo. A partir dessa descoberta, a busca por instrumentos
mais precisos não parou de acelerar, mantendo viva a intenção
de contar e dominar o tempo, como um grande desafio à inteligência
humana. O TEMPO ESCRITO NAS ESTRELAS Entalhando marcações em pedras, ossos e cascas de árvores, nossos ancestrais contavam os dias pelo sucessivo nascer do sol. Observando que a lua se mostrava de diferentes formas ao longo de aproximadamente 29 dias, inauguraram uma nova unidade de medida, o mês. A percepção de que a lua levava cerca de 7 dias para ir de uma fase a outra originou a semana. Essa contagem repetitiva concebeu o calendário. Algumas civilizações da antiguidade conseguiram estabelecer brilhantemente as bases do calendário. Os sumérios, predecessores dos babilônios, perceberam que entre um inverno e outro a lua se apresentava cheia doze vezes. Decidiram dividir o ano em doze meses. Os egípcios criaram o primeiro calendário da história da humanidade. Surgiu por volta de 3000 a.C e começava com a enchente do Rio Nilo. O ano tinha 365 dias, divididos em 12 meses de 30 dias e mais cinco dias extras dedicados aos deuses. O calendário egípcio foi reconhecido por astrônomos gregos e se tornou objeto de referência da astronomia durante muito tempo. Entretanto, sofreu diversas alterações em função da precisão e da conveniência dos povos. Os romanos produziram o calendário juliano, dando nomes de imperadores aos meses. O ano teria 365 dias, com um dia excedente em Februarius, de quatro em quatro anos. Os romanos começaram a numerar os anos a partir da fundação de Roma, em 753 a. C. Esse sistema foi longamente adotado, até que no século VI a. C um monge grego sugeriu que se iniciasse a contagem a partir do nascimento de Cristo. Os povos construíam seus calendários de acordo com seus períodos festivos e suas tradições. Atualmente, o calendário ocidental utilizado é o gregoriano, que se baseia no tempo que a Terra demora para completar uma volta ao redor do sol. Um dos mais antigos registros cronológicos é o calendário chinês, dividido em ciclos de 12 anos, onde cada ano recebe o nome de um animal: galo, cão, porco, rato, búfalo, tigre, gato, dragão, serpente, cavalo, cobra e macaco, originando o horóscopo chinês. Há milhares de anos, a noite estrelada oferecia um espetáculo fascinante e, nas constelações o homem desenhava formas de animais e deuses. O céu era visto como uma esfera de cristal repleta de cintilantes estrelas. Para os antigos, o Sol, a Lua e os planetas
eram deuses que se moviam por uma faixa do céu, a quem chamavam
Zodíaco, designando a sorte dos humanos. O passeio dos astros pelo
Zodíaco fez nascer a Astrologia. Assim, fluindo sem cessar, o tempo
até hoje escreve nas estrelas o destino dos homens e assinala sua
passagem. UM TEMPO SEM TEMPO Na história do tempo, muitos filósofos, astrônomos, físicos e cientistas deixaram gravadas as suas contribuições no modo de pensar o tempo. Platão afirmou que o tempo nasceu quando um ser divino colocou ordem e estruturou o caos primitivo. Para Santo Agostinho, havia tempos distintos com existência apenas em nossa consciência; eram impressões provenientes da alma. Em sua tese, Agostinho expressava sua visão de forma fantástica: Não houve tempo nenhum em que não fizésseis alguma coisa, pois fazíeis o próprio tempo. De que modo existem aqueles dois tempos - o passado e o futuro - se o passado já não existe e o futuro ainda não veio ? Quanto ao presente, se fosse sempre presente, e não passasse para o pretérito, não seria tempo, seria eternidade. Isaac Newton definiu o tempo como absoluto, com passagem constante, independente do observador. Mas ninguém foi tão marcante quanto o físico Albert Eintein. Depois de sua Teoria da Relatividade, foi preciso abandonar o conceito de tempo universal idêntico em todos os relógios do mundo, tornando-se, portanto, relativo e associado ao observador. O brasileiro Alberto Santos Dumond também escreveu sua história no tempo, ao sugerir que seu amigo Louis Cartier criasse um relógio de pulso. O advento do relógio mecânico reforçou a idéia de tempo como algo valioso e controlável. À medida que os instrumentos de medição foram ficando mais sofisticados, precisos e ao alcance de todos, foram alterando de maneira gradual a concepção temporal. Cada vez mais se delimita o momento em fatias menores. Com isso, ergueram-se as bases para o surgimento de uma civilização atenta à passagem daquele que comanda a vida - o tempo. Em função de sua produtividade e desempenho, o homem industrializado negocia o seu tempo, pois "tempo é dinheiro". Na era da internet tudo acontece em todos os lugares ao mesmo tempo. Não há fronteiras geográficas nem fuso horário. Mas administrar o tempo na sociedade contemporânea tem sido um desafio. Falta tempo ao nosso tempo. A sensação de que o tempo voa nos faz sofrer a melancolia do passado, onde o tempo do faz-de-conta não se inquietava com o futuro. Com a certeza de que o tempo cura, nos tornamos capazes de enfrentar as adversidades, mas, no transcorrer do tempo, lamentamos sua passagem. Sabemos que ontem é história; o amanhã é um mistério e hoje é uma dádiva, por isso é chamado presente. Ainda assim, não valorizamos esse bem individual. Tempo - Entre todas as coisas do mundo, é a mais longa e a mais curta; a mais rápida e a mais lenta; a mais esquecida e a mais citada. Tempo - Como Cronos, deus da mitologia grega, devora tudo o que é pequeno e vivifica tudo o que é grande. Tempo - Nada é mais longo, pois é a medida da eternidade; nada é mais lento para aquele que espera; nada se faz sem ele. Tempo - Faz esquecer tudo o que é
indigno da posteridade e imortaliza os grandes feitos. Rosele Nicolau Jorge Coutinho G.R.E.S. ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ SEDE: Rua do Império, 573, Santa Cruz, Rio de Janeiro - RJ Tel.: 9965-9958 / 2419-3736 / 3395-0229 CORES: VERDE E BRANCO ENREDO: "O TEMPO QUE O TEMPO TEM" PRESIDENTE: Moisés Antônio Coutinho Filho (Zezo Coutinho) CARNAVALESCO: COMISSÃO DE CARNAVAL BARRACÃO: Rua Rivadavia Correia, 60 DIRETOR DE CARNAVAL: Mario José AUTOR DO ENREDO: Rosele Nicolau , Munir Nicolau , Fran-Sérgio e Ricardo Dennis AUTOR DO SAMBA ENREDO: Fernando de Lima / Ditão / Charuto / Valdir / Marcelo Borboleta. INTÉRPRETE DO SAMBA: Davi do Pandeiro FIGURINISTA: COMISSÃO DE CARNAVAL DIRETOR DE BARRACÃO: Simão Ferreira DIRETOR DE HARMONIA: VALDEMIR RODRIGUES DE PAULA – MICA DIRETOR DE BATERIA: Rafael Queiroz e Luis Gustavo RESP. ALA DAS BAIANAS: Marília Vianna RESP. ALA DAS CRIANÇAS: Antônio Carlos RESP. GALERIA VELHA GUARDA: NEUZA MARIA DE OLIVEIRA RESP. COMISSÃO DE FRENTE: Carlinhos Muvuca PRIMEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Eduardo Bello e Cíntia Ribeiro SEGUNDO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: José Mauro e Taísa de Azevedo TERCEIRO CASAL Mestre-Sala e Porta-Bandeira: S
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