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Apresentada a nova logomarca das Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016
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ORDEM DOS DESFILES DO CARNAVAL 2011


INFORMATIVO DA AESCRJ


Informativo da AESCRJ.
Virour Uma Revista Com Publicação mensal e distribuição gratuita por todas as agremiações da Associação das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro.

Fique Por Dentro


Voc ê quer saber detalhes sobre, Conjunto Harmônico, Bateria, o Bailado do Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira e Passarela do Samba (Sambodromo).

BAIXE AQUI A FICHA TÉCNICA PARA O CARNAVAL 2011
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Por
Regina Célia Passaes
Colunista:

Outubro - 2010 - UM NOVO OLHAR SOBRE A ESCOLA DE SAMBA
Sou do Vale do Paraíba, mais precisamente da Cidade de Queluz (SP), terra de Natal da Portela. “Vim parar nessa cidade por força das circunstâncias” e aqui construí minha vida. Cresci, estudei e, como não podia ser diferente, me envolvi diretamente com o Carnaval como qualquer cidadão da Cidade do Rio de Janeiro. Me formei no Curso de Gestão de Carnaval da Universidade Estácio de Sá. E, mesmo, antes do Curso, sempre fui participante ativa do Carnaval e pesquisadora do assunto. Hoje me dedico a pesquisar  a Moderna Gestão de uma Escola de Samba e, esse será o assunto que iremos tratar nesta coluna.Hoje, não podemos mais encarar uma Escola de Samba com amadorismo. O samba chegou aos bancos acadêmicos, significando profissionalização. O samba, antes perseguido, freqüenta agora a mais alta nobreza. Dessa forma, não podemos mais ter um olhar amador sobre uma agremiação. A Escola de samba de hoje tem de ser encarada nos moldes empresariais. Mesmo que seja o de uma micro empresa. Não há mais lugar para amadorismos. Os gestores devem ter a visão de gerentes de empresas e, não mais tratar suas Agremiações como um simples aglomerado de pessoas que se juntam para as festividades de Momo.

É preciso seriedade e comprometimento profissional.
                     A partir de agora, em cada assunto da coluna iremos tratar de eficácia, eficiência, captação de recursos, cronogramas de atividades e tudo mais que interessar ao verdadeiro gestor compromissado com a profissionalização. Meu propósito será o de levar aos dirigentes das Escolas de Samba uma maneira moderna,  de maneira a facilitar o seu gerenciamento dentro dos moldes de uma moderna administração de uma Escola de Samba..
                    Até nosso próximo encontro.

Regina Passaes  é  Professora de História, Bacharel em Administração de Empresas e Gestora em Carnaval.

E-mail: reginabaiana@ig.com.br
Novembro - 2010 - A EFICIÊNCIA E A EFICÁCIA DENTRO DA ESCOLA DE SAMBA
Quem vive a administração de uma Escola de Samba sabe muito bem que o nome do jogo é dinheiro. Entretanto, somos sabedores de que os recursos recebidos ficam aquém das reais necessidades. Hoje, independente do grupo ao qual uma escola pertença, o público vai para o desfile para assistir um belo espetáculo plástico. Então, por esse motivo, o gestor de uma agremiação precisa saber gerenciar os recursos disponíveis para o desenvolvimento do trabalho, evitando contrair dívidas para o carnaval seguinte. Começar um carnaval já com dívidas acarreta  problemas futuros difíceis de serem sanados.
                    Para que a falta de recursos seja amenizada é importante elaborar um bom plano de trabalho para as etapas que serão desenvolvidas.
                   A primeira coisa que devemos buscar para uma melhor utilização dos recursos dentro de uma Escola de Samba é a conscientização de que devemos trabalhar direcionados pela eficiência e pela eficácia. Em primeiro lugar devemos estabelecer objetivos a serem alcançados de forma a alocar recursos para atingir uma finalidade previamente determinada. Não se pode desenvolver nenhum trabalho, sem antes estabelecer a  organização de um planejamento com objetivos bem claros a serem alcançados.
                   Dentro de uma organização não comercial, sem fins lucrativos, como é o caso da Escola de Samba,  o gestor precisa sempre ter em mente que seu objetivo maior é alcançar os resultados previstos no planejamento. Por isso é primordial a elaboração de um planejamento antes de começar  qualquer execução de trabalho. Ao final de qualquer trabalho é necessário mostrar que se conseguiu a eficiência e a eficácia no cumprimento dos objetivos propostos inicialmente. Sendo assim, vamos tentar definir o que vem a ser eficiência e eficácia dentro de uma Agremiação.

EFICIÊNCIA: é a maneira mais certa de atingir objetivos com os recursos disponíveis.

EFICÁCIA: é fazer o que deve ser feito, isto é, cumprir os objetivos determinados.

                   Partindo, então, dessas duas definições chegamos a conclusão de que um bom gestor precisa atingir os objetivos propostos utilizando os recursos disponíveis, gastando o mínimo possível e evitando  todo e qualquer  desperdício, ou seja, maximizar resultados reduzindo gastos operacionais ao máximo. Quanto melhor conseguir gerenciar os recursos, dentro dos moldes de eficiência e eficácia melhor será o seu resultado final, proporcionando um ganho para todo o universo que compõe a Agremiação.
                 
                                  
Regina Passaes   Professora de História,  Bacharel em Administração de Empresas e Gestora em Carnaval
e-mail: reginabaiana@ig.com.br

Dezembro - 2010 - ESCOLA DE SAMBA: A NECESSIDADE DE SE PROFISSIONALIZAR PARA NÃO “SAMBAR”
          Já venho, tem um bom tempo, afirmando que a escola de samba deve ser vista com olhos empresariais.

          Inúmeros estudiosos da área de administração comparam a estrutura de uma escola de samba com a estrutura organizacional de uma empresa. E, isso, já é fato.

          Com as decisões tomadas pela Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro já para o Carnaval de 2011 no quantitativo de escolas que descem e que sobem,  não dá mais para adiar a implantação de um modelo empresarial dentro das agremiações.

          Hoje, temos filiadas a LIESA, LESGA e AESCRJ um total de setenta e seis agremiações divididas em seis grupos. Desse total, haverá uma redução para sessenta e duas agremiações até 2014. Sendo assim, 14 agremiações deixaram de fazer parte desses grupos.

          Agora, mais do que nunca, será preciso trabalhar dentro dos moldes de uma administração empresarial. Dificilmente uma agremiação que não estiver enquadrada nos padrões de uma moderna gestão, conseguirá competir com aquelas que investirem no profissionalismo. Nesse momento é importantíssimo que os presidentes saibam escolher as pessoas que ocuparão cargos vitais para o desenvolvimento do trabalho ao longo do ano. É preciso colocar em mente que o trabalho de uma empresa não pára e que o trabalho de uma escola de samba também não pode ser diferente. Um carnaval profissional começa a ser preparado já na quarta-feira de cinzas. Carnaval se desenvolve durante um ano inteiro.

          Sei que muitos dirão que é difícil devido à falta de recursos financeiros, uma vez que as subvenções saem muito tarde. Entretanto, não se pode esquecer que o espaço quadra, quando bem administrado, pode funcionar como uma fonte geradora de recursos e, há ainda a possibilidade de parcerias para a captação de recursos. Um bom gestor não pode ficar de braços cruzados esperando somente pelas verbas públicas para poder dar início ao trabalho.

          Daqui para 2014 o diferencial estará na forma de administrar. Não mais haverá lugar para uma centralização de poder onde o gestor não seja capaz de delegar poderes, sendo a forma mais indicada de gerir aquela fundamentada em um modelo organizacional empresarial voltado para o profissionalismo.

Regina Passaes – Professora de História, Bacharel em Administração de Empresas e Gestora em Carnaval
e-mail: reginabaiana@ig.com.br

Janeiro - 2011 - OTIMIZALÇÃO DE RECURSOS
              Todos nós sabemos que o carnaval se tornou um espetáculo grandioso, onde os gastos com o desfile de uma escola de samba aumentam a cada ano.
Não importa que seja uma escola grande ou pequena, o custo para se colocar um carnaval na rua é o mesmo, pois os materiais empregados são os mesmos, havendo apenas uma diferença entre a quantidade de material utilizada e nas verbas recebidas pelas escolas de samba.
              Quando entramos em uma loja especializada em artigos para carnaval, encontramos por lá compradores de escolas do grupo especial, do acesso e até de cidades do interior e, não há diferença de preço.
               No trabalho de barracão não é diferente. Quem vende ferro ou madeira também não faz essa diferença.
               Para escolas de samba de menor porte, o desenvolvimento do trabalho é uma tarefa bem difícil, pois os recursos financeiros são, quase sempre, muito pequenos. Pois a maioria só conta mesmo com o dinheiro recebido da subvenção.
Então, o que fazer nessa situação?
               A resposta é bem simples e se chama racionalização. É nessa hora que o gestor necessita de um planejamento eficiente, para que tudo se realize de forma satisfatória. Há a necessidade de se calcular os custos com tudo que envolva a confecção do trabalho proposto.
                Colocar um carnaval na rua não implica apenas na compra de materiais. É preciso colocar nessa planilha de custos o trabalho de ferreiros, marceneiros, costureiras e dos demais profissionais que executarão os trabalhos. E, infelizmente, por diversas vezes esses custos não são calculados o que acarreta contratempos quando se chega, na reta final do carnaval.
               Não é nada difícil se ter conhecimento de profissionais de barracão que abandonam o trabalho por falta de pagamento e, até mesmo costureiras que não entregaram fantasias pelo mesmo motivo.
                Um gestor eficaz deve, junto com sua equipe, otimizar  gastos adequados aos recursos disponíveis para que não haja surpresas desagradáveis quando chegar a hora decisiva que é a de colocar sua escola de samba na rua.
               Resumindo: Uma das ferramentas utilizadas para cortar custos e fazer com que a escola de samba tenha mais rentabilidade é a otimização de recursos, ou seja, evitar desperdícios. O diferencial se dará quando os gestores passarem a racionalizar material e mão de obra e, a partir de então,  cortar gastos desnecessários. Otimizar recursos é a melhor forma para nada faltar.

                                                        
Regina Passaes:  Professora de História, Bacharel em Administração de Empresas e Gestora em Carnaval

e-mail: reginabaiana@ig.com.br
Janeiro - 2011 - É HORA DE ARRUMAR A CASA

O Carnaval passou e agora é hora de sentar e começar a arrumar a casa para 2012. O troca-troca de todos os anos já começou. Entretanto, trocar simplesmente carnavalescos, mestres-sala, coreógrafos e outros profissionais não é o suficiente para um bom desfile. O mais importante é arrumar a casa administrativamente. Um bom trabalho começa pelo administrativo e isso muita gente ignora. A maioria dos dirigentes acredita que o troca-troca é a melhor solução. Ledo engano. Se a parte administrativa não estiver “bem das pernas”, o restante também não irá funcionar.
Em artigos anteriores, escrevi que atualmente uma Escola de Samba deve seguir um modelo empresarial. Continuo com o mesmo pensamento. A profissionalização é uma realidade. Não cabe mais para uma Escola de Samba o modelo de economia “familiar”, onde pessoas que nada entendem do espetáculo ocuparem  funções administrativas de vital importância para o sucesso de um trabalho, simplesmente por serem amigos do presidente ou por serem antigos na Agremiação. Cargos como o de Diretor de Carnaval, de Harmonia, de  Departamento Financeiro e outros mais, devem ser ocupados por pessoas que realmente entendam do seu verdadeiro papel a desempenhar. Só que infelizmente ainda encontramos em muitas Agremiações um modelo ultrapassado de gestão onde pessoas ocupam cargos apenas para  que o organograma esteja completo. Essas pessoas são o que chamamos de “Diretores de Camisa” e que na hora do desfile simplesmente passam pela avenida sem contribuir efetivamente para o andamento do trabalho. Muitos não sabem nem cantar o samba, além de desconhecer o próprio enredo.
O trabalho para 2012 está apenas começando e muita coisa pode melhorar. Que o troca-troca de profissionais aconteça. Isso é normal. Entretanto, Senhores Gestores reúnam a sua Diretoria a façam um balanço do Carnaval que passou. Analisem erros e acertos. Elaborem um planejamento para a execução do trabalho e, antes de pensar em trocar de carnavalesco ou mestre-sala, invistam em pessoal qualificado para a Diretoria. Esse é o primeiro passo para o desenvolvimento de um bom trabalho dentro dos moldes de  uma gestão moderna de escola de samba, onde a razão não pode nunca deixar que a emoção venha em primeiro lugar.

e-mail: reginabaiana@ig.com.br

Maio - 2011 - COMISSÃO DE CARNAVAL, UMA FÓRMULA QUE DÁ CERTO
Hoje, encontramos em muitas Escolas de Samba a formação de uma Comissão de Carnaval, composta por vários carnavalescos ou por um carnavalesco e outras pessoas que são responsáveis pelo desenvolvimento do carnaval. Nesses casos, não existe a figura do carnavalesco com plenos poderes e, que em muitas das vezes age de forma centralizadora e seguindo os moldes de um ditador. São várias cabeças pensantes em busca de um único objetivo: o desenvolvimento do trabalho que antecede ao desfile.
Claro que mesmo sendo um conjunto de pessoas, haverá sempre a necessidade de uma liderança e, essa liderança deve existir para nortear os trabalhos a serem desenvolvidos e não para impor linhas de ação. As tomadas de decisões devem acontecer sempre em conjunto, justificando-se, assim, a formação da Comissão de Carnaval.
Com as proporções que hoje atingiu o espetáculo do carnaval, fica complicado para uma única pessoa, no caso um carnavalesco, gerenciar todo o trabalho necessário para se colocar um carnaval na rua. Outra vantagem de se trabalhar com Comissão de Carnaval, é a de minimizar custos e otimizar resultados.
Geralmente os Carnavalescos assumem trabalhos em mais de uma Agremiação (principalmente nos Grupos de Acesso) e isso, torna quase que impossível que ele esteja presente em todos os lugares onde tenha de estar para supervisionar os trabalhos a serem executados quer seja no barracão, no atellier, na quadra ou até na hora de ir as compras. Porém, se ele fizer parte de uma Comissão onde poderes de decisão são previamente delegados aos seus integrantes, com certeza, o trabalho irá fluir de maneira bem mais tranqüila e satisfatória.
O “bloco do eu sozinho” já não atinge resultados satisfatórios.
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