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CARNAVAL
2008
HISTÓRIA DO G.R.E.S.
UNIÃO DE JACAREPAGUA
A União de Jacarepaguá nasceu da fusão de duas famosas
escolas de samba que existiam na localidade de Jacarepaguá: Corações
Unidos de Jacarepaguá, na época representada por Aloysio
Domingos da Cruz e Vai se quiser, que tinha como presidente Júlio
Pinto. Os grandes incentivadores desta fusão foram Joaquim Casemiro
da Silva (o famoso Calça Larga, do Salgueiro), Hermes Rodrigues,
Ministrinho, Lourival Cassado, todos da Mangueira e Expedito Silva, da
Portela.
Foi a primeira
escola de samba a receber a visita de um chefe de Estado, pois esteve
lá o Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira.
De 1957 a 1965,
apesar de não conseguir boas colocações, manteve-se,
a escola, no desfile principal. A partir de 1966, não mais conseguiu
sair dos grupos intermediários e inferior.
FICHA TECNICA
CARNAVAL 2008 - SINOPSE DO ENREDO
MIQUIÉ
- "MACAÊ", SOU A PRINCESINHA DO ATLÂNTICO, CAPITAL
MACAÉ
G.R.E.S. UNIÃO DE JACAREPAGUA
Presidente administrativo: REINALDO BANDEIRA DA COSTA
Data da Fundação: 15 DE NOVEMBRO DE 1956
Cores: VERDE E BRANCO
Sede administrativa: ESTRADA INTENDENTE MAGALHÃES,
445 - CAMPINHO
Quadra de ensaios: ESTRADA INTENDENTE MAGALHÃES,
445 - CAMPINHO
Tel.:
021(xx)7820-0034 /9207-4491 / 3390-2825 / 3357-1112
Enredo: “MIQUIÉ” – “MACA
Ê”, SOU A PRINCESINHA DO ATLÂNTICO, CAPITAL MACAÉ
Carnavalesco(s): WAGNER ALMEIDA
Autor(es) do enredo: WAGNER ALMEIDA
Bibliografia: www. macae.rj.gov.br, Centro Histórico
da Cidade de Macaé (vídeo gravado pelos historiadores da
cidade)
•
Diretor Geral de Harmonia: ITAMAR
Outros Diretores de Harmonia: FERREIRA, BIRA, ALEXANDRO, CONRADO
Intérprete Oficial: RHYCHAHS
Outros Intérpretes: AUGUSTO CESÁR, DELSINHO UNIÃO,
WAGUINHO UNIÃO
Diretor Geral de Bateria: MARCUS VINICIUS (MARQUINHOS)
Outros Diretores de Bateria: HIDELBRANDO, RAPHAEL, VINICIUS, JUNIOR, LÉO,
CÉLIO
Total de componentes: 150
Presidente da Ala das Baianas: ADENAIR
Total de componentes: 50
Ala das Crianças:
Responsável: AMANDA MATTOS
Total de componentes: 50
Galeria Velha Guarda
Presidente: GEORGINA
Total de Componentes: 20
Outras informações:
JUSTIFICATIVA DO ENREDO
Cantar este enredo é falar de uma potencia nacional
que cresce de olho no futuro. Assim é Macaé, a 182 quilômetros
do Rio, um dos municípios que mais se desenvolveram no estado nos
últimos 20 anos, apoiando o nosso país a alcançar
até o ano de 2015, as 8 Metas do Milênio proposta pela ONU.
Com quase 200 mil habitantes, a cidade está entrando em uma nova
era. O município aproveita o ciclo do petróleo, responsável
pelo seu crescimento, e constrói o seu futuro. Localizada entre
duas importantes capitais Rio de Janeiro e Vitória.
Em alto-mar, está a mola mestra da economia de Macaé. Retirado
de profundidades de quase dois mil metros, o petróleo movimenta
um contingente de 46 mil pessoas na exploração e produção
nas 45 plataformas da Petrobrás na Bacia de Campos.
Macaé é referência nacional e internacional para os
negócios. Esta situação vem a ser conseqüência
de uma série de eventos ocorridos nos setores da indústria
(energia, principalmente) e de negócio (incremento do comércio,
Feira Brasil Offshore, entre outros), mas também decorre da qualidade
do gerenciamento dos recursos públicos e da preocupação
com a qualidade de vida. Para atrair mais negócios, a Prefeitura
construiu em 2003 o Centro Municipal de Convenções Jornalista
Roberto Marinho (Macaé Centro), o mais moderno do Estado do Rio
e o segundo em dimensões, sendo superado apenas pelo Riocentro.
A cidade investe em obras de saneamento básico, a maioria da população
tem esgoto tratado, também investe na área de saúde
com a construção do Hospital Municipal, referência
na região dos lagos.
Com 116 unidades de ensino e quatro unidades de atendimento aos portadores
de necessidades especiais, a cidade tem uma das menores taxas de analfabetismo
do estado (7,3%). São aproximadamente 52 mil alunos matriculados
em escolas, creches e unidades de atendimento especializado.
O investimento na área educacional é um grande fator que
vai ajudar a população a se preparar para o futuro. Pensando
nisso, a prefeitura já começou as obras de construção
do Complexo Universitário, que vai abrigar a Universidade Municipal
de Macaé.
Os programas de saúde do município também são
prioridades. Nos últimos anos, foram instalados 24 módulos
do Programa Saúde da Família. O sistema funciona tão
bem que a cidade foi apontada como modelo nacional.
Outro setor explorado é o turismo, tanto de negócios como
de lazer. Cercado de belezas naturais, o município tem um grande
potencial principalmente nos distritos da região serrana, como
Glicério e Sana. A cidade também investe na Preservação
do Meio Ambiente, no Esporte, na Qualidade de Vida, na Cultura e em diversas
áreas Sociais.
Por tudo que a cidade de Macaé representa para o nosso Brasil,
em relação à auto-suficiência, crescimento
e o desenvolvimento sustentável é que a Grêmio Recreativo
Escola de Samba União de Jacarepaguá, resolveu trazer para
o carnaval de 2008, este grande tema, no afã de aumentar o enriquecimento
da cultura e para o conhecimento de todos os participantes deste grande
espetáculo – “O carnaval”.
Carnavalesco – WAGNER ALMEIDA
Cantar este enredo é falar de uma potencia nacional
que cresce de módulos do Programa Saúde da Família.
O sistema funciona tão bem que a cidade foi apontada como modelo
nacional.
Outro setor explorado é o turismo, tanto de negócios como
de lazer. Cercado de belezas naturais, o município tem um grande
potencial principalmente nos distritos da região serrana, como
Glicério e Sana. A cidade também investe na Preservação
do Meio Ambiente, no Esporte, na Qualidade de Vida, na Cultura e em diversas
áreas Sociais.
SINOPSE DO ENREDO
1ª parte
A colonização
A atual cidade Litorânea de Macaé tem uma
história bastante antiga, inicialmente ficou conhecida como “Princesinha
do Atlântico”. Essas terras faziam parte da Capitania de São
Tomé, indo do Rio Itabapoana ao Rio Macaé, sendo batizada
de Baía de Salvador.
As descobertas de sambaquis na Praia de Imbetiba, comprovam que esta região
que mistura a serra e o mar gera excelentes condições ao
turismo por possuir 40 KM de litoral com praias propícias aos esportes
aquáticos. Estas descobertas reafirmam que esta região foi
povoada por tribos selvagens a milhares de anos atrás. Quando os
primeiros colonos chegaram ao local, encontraram duas tribos rivais: os
Tupinambás e os Goytacazes.
O nome escolhido para a cidade, segundo pesquisadores, tem origem no vocábulo
indígenas, a palavra “Miquié” – que significava
“Rio dos Bagres”, o peixe mais abundante da região,
mas a versão mais comum diz que o nome escolhido para cidade vem
do termo “Maca ê” – que entre os nativos significa
Macaba doce, por extensão “coco doce”, produzido pela
palmeira Macaíba, abundante na região.
Hoje já existe um acordo entre tupinólogos de que o mais
provável é que o termo provenha do popular e delicioso “coco
de catarro”, ou seja, do fruto da Macabaíba, a imponente
“Phoenix Dactylifera”, que sobre um campo azul ornamenta a
bandeira que representa a cidade.
Seu povoamento se deu no século XVII, com início no ano
de 1580, quando Portugal encontrava-se sob o domínio da Espanha,
o então ministro espanhol em Londres, o estadista Gondomar, alertou
o governo de Madri quando soube da pretensa invasão de aventureiros
ingleses. Sem recorrer à luta, o hábil diplomata conseguiu
fazer com que os ingleses desistissem da investida. Mesmo assim, o governo
espanhol, tomou providências para defender a terra, ordenando ao
governador-geral do Brasil Gaspar de Souza que estabelecesse de cem a
duzentos índios Tupinambás numa aldeia sobre o Rio Macaé,
defronte à Ilha de Sant’Anna, para evitar invasões
de inimigos e que fundasse um povoamento semelhante sobre o rio Leripe
(hoje Rio das Ostras), onde os inimigos cortavam as madeiras colorantes
de Pau-brasil, principais mercadoria contrabandeada. Criou-se uma aldeia
de índios catequizados, assim nasceu Macaé.
No ano de 1615, inicia-se a conquista dos Goitacazes do
Norte, com um triste episódio. Os habitantes da nova vila exigem
a destruição dos nativos da vizinhança e espalham
em seus campos roupas de doentes de varíola, a fim de contaminá-los.
A medida desumana não traz qualquer vantagem aos feitores. O índio
continua arredio se mostrando ainda "intratável". Só
com a ameaça de pirataria na região surge o interesse no
povoamento de Macaé. O filho de Araribóia, Amador Bueno,
chefiou o povoado que corresponde hoje à cidade de Macaé.
O outro núcleo primitivo se estabeleceu na Freguesia de Neves,
onde o missionário Antonio Vaz Ferreira conseguiu catequizar os
índios que campeavam às margens dos Rios Macaé, Macabu
e São Pedro. A colonização oficial, feita pelos jesuítas,
só teve início em fins de 1630, quando eles começaram
a erguer a Capela de Sant’Anna, um engenho e um colégio num
lugar posteriormente conhecido como a Fazenda dos Jesuítas de Macaé.
A dominação dos Goitacás, e o possível acesso
às suas planícies, foram conquistas obtidas pelo trabalho
conjunto dos jesuítas João de Almeida, João Lobato
e, principalmente, Estevão Gomes, capitão-mor de Cabo Frio.
Rico senhor do Rio de Janeiro, Gomes conseguiu apaziguar
os selvagens, por ter-lhes prestado ajuda na época da epidemia
provocada pelos colonizadores. Em 1695, um dos sucessores dos Sete Capitães,
Luis de Barcelos de Machado, construiu a Capela de Nossa Senhora do Desterro,
num lugar posteriormente conhecido como Freguesia do Furado.
Apesar de todos esses esforços de colonização, até
o fim do Século XVII, Macaé continuou desprotegida. Nas
ilhas de Sant’Anna instalou-se um centro de piratas franceses que,
em 1725, saqueavam todo o litoral. Roubavam embarcações
e assaltavam os que traziam gados e mantimentos para a cidade do Rio de
Janeiro.
Com a expulsão dos jesuítas, em 1795, por ordem do Marquês
de Pombal, a localidade recebeu novos imigrantes vindos para ocupar as
terras já apaziguadas. O povoado progrediu, surgiram novas fazendas
e engenhos.
No início do século XIX, o povoado estava
às vésperas de seu segundo centenário, mas seu desenvolvimento
esbarrava na falta de autonomia administrativa, concedida, finalmente,
em 29 de julho de 1813, quando o Príncipe Regente D.João
elevou o povoado à categoria de Vila de São João
de Macahé.
Com o território desmembrado de Cabo Frio e Campos, Macaé
torna-se município em 25 de janeiro de 1814. Passagem terrestre
obrigatória entre o Rio de Janeiro e Campos, Macaé foi sede
do registro criado pelos viscondes de Asseca, com a função
de cobrar imposto, e fiscalizar tudo o que saía da Paraíba
do Sul, mantendo o território sob ferrenha opressão.
Exatamente 33 anos mais tarde em 15 de abril de 1846,
a lei provincial nº 364 eleva a Vila São João de Macaé
à categoria de cidade, e ainda no século XIX foi construído
um importante sistema viário, o que permitiu a Vila receber os
foros da cidade. O período áureo de Macaé impulsionado
pela monocultura da cana-de-açúcar declinou, quando o porto
de Macaé perdeu sua importância em conseqüência
da implantação da Via Férrea.
Nos anos 20, impulsionado pela cultura do café,
o município, experimenta certo crescimento.
Em 1862 já circulava o primeiro jornal, o "Monitor
Macaense". Com o crescimento da produção dos engenhos
de açúcar de Campos, o governo imperial se dá conta
da necessidade de auxiliar o seu escoamento, pois o porto de São
João da Barra já ultrapassara sua capacidade. Inicia-se,
então, em 1872, a construção do canal Campos - Macaé,
atravessando restingas, num trajeto de 109 quilômetros, utilizando
como porto marítimo a enseada de Imbetiba. Nascia um importante
porto para a economia fluminense, que seria palco de uma intensa agitação
comercial no fim do período imperial. A criação da
via férrea trouxe novo impulso, com as companhias concessionárias
das Estradas de Macaé, do Barão de Araruama, do ramal de
Quissamã e da Urbana de Macaé. Mais tarde chegaram os trilhos
da Estrada de Ferro Leopoldina.
Em 1910, o governador do Estado do Rio de Janeiro, Alfredo
Baker, criou a Prefeitura Municipal de Macaé, entregando sua administração
ao niteroiense Silva Marques. A população macaense não
aceitou a imposição, impedindo a posse e levando o caso
à Justiça, que impugnou o prefeito.
Ainda em 1938, a Comarca de Macaé passa a constar de dois termos:
Macaé e Casimiro de Abreu. Vinte anos depois, a lei 3.386 constitui
a Comarca de Macaé de um só termo, o município de
Macaé, composto pelos distritos de Macaé, Barra de Macaé,
Carapebus, Quissamã, Córrego do Ouro, Cachoeira de Macaé,
Glicério e Sana. Mais tarde seriam incorporados os distritos de
Vila Paraíso, Frade, Parque Aeroporto e Imboassica. As principais
lavouras do município são: a cana-de-açúcar,
laranja, tomate, café, mandioca, banana, feijão, batata-doce,
milho, arroz e abacaxi. A pecuária também é bastante
desenvolvida.
De sua arquitetura colonial, Macaé conserva apenas a Igreja reformada
de Sant’Anna e o Forte Marechal Hermes, de 1651. A lenda diz que
essas duas construções se uniam por um túnel, feito
pelos jesuítas, onde eram escondidos tesouros.
De sua arquitetura colonial, Macaé conserva apenas a Igreja reformada
de Sant’Anna e o Forte Marechal Hermes,
2ª parte
O Poder da Terra
Em Moçambique, colônia de expansão
dominada pela metrópole portuguesa, desde os séculos XV
– XVI, um dos principais produtos de exploração era
o escravo. Naqueles anos de intensa exploração do Brasil,
os Dioulas africanos não paravam de trazer negros capturados no
interior. Entre eles, estava um prisioneiro ilustre das guerras intertribais,
o líder político, militar e espiritual de sua tribo: Carukango,
chefe e feiticeiro. Embora atarracado e meio corcunda, foi vendido a um
traficante brasileiro que acondicionou num tumbeiro e o submeteu a 80
dias de viagens, entre a África e o Brasil mais especificamente
em Macaé.
O tumbeiro aportou na ilha de Sant’Anna para a quarentena. Nela,
além dos cativos do Estrela de Macahé, entre os quais Carukango,
havia outras centenas de negros trazidos de Angola, da guiné, do
Congo e até um pequeno grupo islamizado, os malês que seguiam
para a Bahia, mas tiveram sua rota alterada por um ataque de piratas e
uma tempestade de cinco dias.
Depois de trinta dias de quarentena, várias mortes, duas tentativas
de frustradas fugas, muitos maus tratos e tortura, o grupo que veio da
África com Carukango foi aos poucos sendo levado de escuna para
a Imbetiba em Macahé, e de lá, para os leilões de
escravos no centro do vilarejo. No alto de um patíbulo, cerca de
dez escravos e escravas eram vistoriados de cada vez, embora Carukango
fosse coxo e meio corcunda, era um líder, um chefe e feiticeiro,
e poderia agir, assim, como escravo, e servir de interlocutor entre seus
donos e os demais cativos. Pensando assim, Francisco Pinto, fazendeiro
na freguesia de Nossa Senhora das Neves, foi o arrematador que adquiriu
Carukango.
Carukango não atendeu as expectativas de seu novo dono, sequer
aprendeu a “Língua Portuguesa”, não abandonou
suas crenças, estabeleceu liderança sobre os outros escravos
da fazenda, resistiu ao trabalho com sabotagem e negligências, não
havia castigos que os fizessem mudarem de comportamento.
Numa noite, a porta da senzala foi aberta por dentro, o cão que
guardava a entrada havia sido envenenado, e só os escravos velhos
não fugiram. Na fuga, assaltaram o armazém que havia na
fazenda, roubaram ferramentas, facões, alguns alimentos e corda.
A reação dos feitores e dos patrões de nada valeu,
mataram a tiro alguns escravos, feriram outros, mas nada adiantou.
Os fugitivos evadiram-se para o cume das montanhas da Serra do Deitado,
lá encontraram em platô suficientemente grande para abrigar
uma comunidade quilombola, onde havia um abrigo coletivo em forma de barracão
e plantações diversas: de milho, cana-de-açúcar,
feijão, mandioca, inhame, favas, palmito, maxixe, além de
frutas, da caça existente na região e raízes das
florestas dos arredores.
Como as populações marginalizadas tinham acesso a aceitação
nos quilombos de todo o Brasil, não era difícil que indígenas,
ainda existentes, mantivessem contato com os negros, e até agregassem
aos quilombos. Goytacazes, Coroados, Puris, Garulhos e Sacurus, índios
da região, talvez tivessem contato e até feito parte do
grupamento quilombola.
Alguns meses após da fuga de Carukango e os escravos da fazenda
de Francisco Pinto, outras fugas em massa ocorreram em diversas fazendas
da região, sendo que os atritos entre feitores e proprietários
contra os fugitivos tornava-se cada vez mais intensos e perigosos para
ambos os lados, gerando o massacre de um dos irmãos de Francisco
Pinto e seus familiares.
Os ataques propiciaram grande número de fugas e saques, tornando
o quilombo maior e mais forte. Num ataque frustrado a fazenda de seu antigo
dono, Carukango foi identificado como líder, e até mesmo
ferido à bala, conseguindo escapar. A partir daí, percebendo
a fraqueza, realizaram petições às autoridades vizinhas,
chegaram até ao Chefe do Distrito Militar da Capitania do Espírito
Santo, o Coronel Antônio Coelho Antão de Vasconcellos que
juntamente com as outras forças militares, a população
da região e em especial a família Pinto, em milícias
armadas a ferro e fogo, foram sucessivamente repelidas nos confrontos
dentro das florestas e nas montanhas, especialmente por desconhecerem
o terreno e não conseguirem surpreender os quilombolas.
Um novo plano foi elaborado, após a captura de um quilombola, que
sob tortura, confessou a exata localização do quilombo,
até que finalmente, atingiram o platô onde se localizava
o quilombo. No alto do platô, o cenário impressionava a todos.
Plantações diversas cobriam a terra, ao contrário
das propriedades dos fazendeiros da região, ao centro uma enorme
casa de pau-a-pique com telhado de palha abrigava a todos e, na defesa
do quilombo, cerca de duas centenas de quilombolas, seminus, de todos
os sexos e idades apresentavam-se armados de foices, alfanges, lanças
e poucas armas de fogo. A batalha foi desproporcional, as milícias,
bem armadas e numerosas, já iniciavam o massacre dos quilombolas,
quando Carukango surgiu do interior da construção paralisando
o confronto. Carukango vestia-se com um manto religioso, trazia no peito
um enorme crucifixo de ouro, aproximou-se dos milicianos e repentinamente,
sacou uma pistola de dois canos, disparando e matando o filho mais moço
de Francisco Pinto; a seguir Carukango foi linchado pelas tropas e os
quilombolas que não foram massacrados, cometeram suicídio
se atirando dos penhascos e furnas.
Para que seu exemplo não fosse seguido, o corpo de Carukango foi
exibido nas fazendas e na Freguesia das Neves.
A cabeça, espetada numa lança, foi colocada na estrada de
maior movimento da região, a Estrada do Farumbongo, onde permaneceu
até decompor-se por completo.
Como podemos perceber a história de Carukango, tem seu inicio na
Ilha de Sant’Anna que nos reserva uma impressionante lenda:
A Lenda da Ilha de Sant’Anna
Contam que um pescador Francês sonhava em fazer das Ilhas de Macaé
uma colônia de pesca. Mas esse sonho era muito difícil de
realizar e enquanto sonhava, rezava a Sant’Anna, pedindo ajuda.
Nesse tempo, a imagem de Sant’Anna estava no santuário, numa
pequena colina, onde os padres Jesuítas pretendiam construir uma
Igreja. Pois bem, dizem que um dia os padres chegaram para visitar a imagem
da Santa, e… nada, havia sumido. Dez dias se passaram… Veio
então um pescador lá da Ilha devolvendo a imagem e dizendo
que ela havia aparecido de repente na ilha. Passou-se um tempo e a imagem
desapareceu de novo. Não estava na colina, nem na Ilha do Francês.
Noventa dias se passaram. Uma manhã os fiéis foram rezar
e a Santa estava lá, quietinha no altar. Aí, criou-se a
maior confusão, cada um dizia uma coisa; Conversa vai, conversa
vem, não é que a imagem da Santa fugiu mais uma vez para
a Ilha? Bem, para resumir a história, a Ilha ganhou o nome da Santa
e a Igreja foi construída na colina. Mas mesmo assim, só
para ter certeza, construirão a Igreja de costas para a Ilha, para
que a imagem da Sant’Anna não olhasse para a Ilha, sentisse
saudades e resolvesse dar uma outra escapulidinha.
3ª PARTE
A Riqueza Vem das Águas
Toda a população tem conhecimento da maldição
que pairava sobre a Cidade de Macaé. Nos anos 50 uma família
inteira foi assassinada, um fazendeiro rival conhecido pelo nome de Motta
Coqueiro foi acusado formalmente pela chacina, para piorar sua situação,
o acusado era considerado um vadio, foi capturado depois de uma enorme
perseguição. No dia 16 de abril de 1854, o Imperador assina
a Pena Capital de Motta Coqueiro, o mesmo subiu ao patíbulo, para
ser enforcado em plena praça pública, mais exatamente na
Praça da Luz, onde hoje funciona o Colégio Estadual Luiz
Reid, logo depois surgiram evidências que ele era inocente. Este
fato serviu para que o Imperador assinasse a suspensão da Pena
de Morte no Brasil no ano de 1855, prevalecendo até a Proclamação
da República.
Contam que quando o fazendeiro estava subindo ao patíbulo, lançou
uma maldição contra a cidade de Macaé, dizia que
a cidade de Macaé, durante 100 anos, não alcançaria
seu crescimento e desenvolvimento. Por coincidência e, por mais
incrível que possa aparecer, a Cidade de Macaé só
começou a evoluir depois dos 100 anos da maldição,
com chegada da Petrobrás.
Durante a década de 30, já se instalava no Brasil uma campanha
para a nacionalização dos bens do subsolo, em função
da presença de trustes (reunião de empresas para controlar
o mercado) que apossavam-se de grandes áreas de petróleo
e de minérios, como o ferro. Uma das pessoas que desempenhou papel
chave nesta campanha foi Monteiro Lobato, que sonhava com um Brasil próspero
que pudesse oferecer progresso e desenvolvimento para sua população.
Depois de uma viagem aos Estados Unidos, em 1931, Monteiro Lobato retorna
entusiasmado com o modelo de país próspero que conhecera
passando a defender as riquezas naturais do Brasil e sua capacidade de
produzir petróleo, através de contribuições
de artigos para jornais e palestras para promover a conscientização
popular. Estavam entre seus esforços de luta, cartas enviadas ao
então Presidente Getúlio Vargas, alertando-o sobre os malefícios
da política de trustes para o país e a necessidade de defesa
da soberania nacional na questão do petróleo; recebeu do
governo a concessão de duas companhias de petróleo de exploração
do recurso, além de ter lançado os livros “O escândalo
do petróleo” e do infanto-juvenil, “O poço do
Visconde, Serões de Dona Benta” e “Histórias
de Tia Nastácia”, sobre a descoberta do petróleo.
Nos anos 50, a pressão da sociedade e a demanda por petróleo
se intensificavam, com o movimento de partidos políticos de esquerda
que lançam a campanha "O petróleo é nosso".
O governo Getúlio Vargas responde com a assinatura, em outubro
de 1953, da Lei 2004 que instituiu a Petróleo Brasileiro S.A (Petrobras)
como monopólio estatal de pesquisa e lavra, refino e transporte
do petróleo e seus derivados.
Em meio à crise mundial, o Brasil descobre o campo marítimo
de Ubarana, na bacia de Potiguar (ES) e o campo de Garoupa, na Bacia de
Campos (RJ), em 1974, que marcaria o início de uma segunda fase
dentro da Petrobras, aquela em que a empresa se diferenciaria pela exploração
do petróleo em águas profundas e ultraprofundas. Em função
da bacia de Campos, a produção petrolífera brasileira
chega aos 182 mil barris ao dia, sendo reconhecida até os dias
atuais como a mais produtiva bacia do país e uma das maiores produtoras
de petróleo de águas profundas do mundo. Os primeiros tratados
de risco são assinados em 1975, quando o país abre as portas
para a entrada de multinacionais para explorarem petróleo com a
promessa de trazerem um aporte financeiro que fosse significativo para
o país. Apesar das empresas estrangeiras terem o direito de atuar
em 86,4% das bacias sedimentares (associadas à presença
de jazidas de petróleo) do país, deixando apenas o restante
nas mãos da Petrobras, os contratos não produziram e nem
trouxeram o capital que prometeram.
Fora isso, junte-se o fato da chegada de uma segunda crise do petróleo
que voltaria a mexer com as relações internacionais, em
1978, e o cenário petrolífero brasileiro estaria condenado.
Ao contrário do que se esperava o choque do petróleo e os
preços quintuplicados, sacudiram a indústria nacional, forçando
grandes investimentos na prospecção de jazidas em território
brasileiro para reduzir a dependência externa.
Os primeiros frutos surgiram em 1981, quando a produção
marítima superou a terrestre e, em 1984, quando a produção
brasileira se iguala à importada, com meio milhão de barris
diários.
A promulgação da Constituição em 1988 estabeleceu
o fim dos contratos de risco. Neste momento os geólogos e engenheiros
da Petrobras já utilizavam a tecnologia da sísmica tridimensional
(3D) de maneira rotineira, o que diminuiu o custo exploratório
e trouxe importantes descobertas de gás e petróleo nas bacias
de Santos (SP), do Solimões (AM) e na região do rio Urucu.
Mas somente no ano de 1974, com a descoberta de petróleo na região,
e com a chega da Petrobrás, Macaé passa a viver um novo
momento econômico, marcado fundamentalmente pelo crescimento demográfico,
com sua população chegando a 132.461 mil habitantes, segundo
dados estatístico do ano de 2000. Surge na cidade uma grande quantidade
de mão-de-obra especializada, vinda de várias partes do
mundo, fazendo com que o comércio se expanda.
Esses esforços foram coroados com a descoberta, em 1985, do primeiro
campo gigante do nosso País, batizado de Albacora. A partir daí,
foram descobertas reservas cada vez maiores, como a reserva de Marlim
– hoje a maior do País, que tornou nosso Brasil auto-suficiente.
4ª PARTE
O Crescimento com Qualidade
Em 1971, um grupo de Hipes provenientes do Rio de Janeiro,
instala-se dando origem a um núcleo existente hoje no distrito
de Sana, por ser considerado um local de muita paz harmonia e de forró,
apresenta um trabalho com estrutura para receber os visitantes e não
deixar que os mesmos, larguem para traz os malefícios das grandes
cidades.
A cidade de Macaé tem como Padroeiro São João Batista.
Chega a ser considerada uma das 100 melhores cidades brasileiras para
fazer negócios, é apontada como a cidade que mais se desenvolveu
nos últimos anos e sendo uma das 40 melhores para se investir no
país.
Com um crescimento fabuloso, muitos brasileiros e estrangeiros migraram
para a cidade de Macaé aumentando a grande população
existente naquela cidade, na ambição de uma melhor condição
de sobrevivência e oportunidade de trabalhar.
A predestinação da cidade para receber novos investimentos
e oferecer boas oportunidades de negócios é proporcional
a sua determinação de preservar o meio ambiente e melhorar
a qualidade de vida da população.
O ensino público de Macaé é uma referência
nacional. Foram realizados investimentos maciços na construção
e modernização das unidades escolares e na qualificação
dos profissionais, garantindo um ensino de qualidade.
Pelos serviços prestados à criança e adolescente,
Macaé ganhou no ano de 2002, da UNICEF o título de Município
Amigo da Criança. Por possui uma das menores taxas de analfabetismo
e mortalidade infantil do Brasil.
O investimento em saúde também é uma prioridade do
governo municipal. Além de excelentes resultados alcançados
com o programa Saúde da Família, o município se destaca
nacionalmente nos serviços de prevenção e na área
de saúde bucal.
A cidade está sempre em busca do desenvolvimento turístico
a partir de grandes investimentos na sua infra-estrutura, e na preservação
do seu patrimônio natural e cultural. É rica em belezas naturais,
com 40 Km de praias e ilhas de águas límpidas, lagoas costeiras,
santuários ecológicos como o Parque Nacional de Jurubatiba
e uma região serrana repleta de cachoeiras e corredeiras.
Todos os projetos desenvolvidos pela cidade de Macaé, torna esta
capital co-responsável em elevar o país e impulsioná-lo
a alcançar as 8 Metas do Milênio proposta pela ONU, por um
mundo melhor que no Brasil tem o nome “Nós Podemos”.
Além de uma das maiores exposições agropecuárias
do país, a cidade possui um grande conjunto de construções
arquitetônicas que traduzem importantes momentos históricos
daquela imponente cidade.
Conclusão
É com muita satisfação que a G.R.E.S.
União de Jacarepaguá traz para o seu desfile do Carnaval
de 2008, o Tema Enredo: “Miquié” “Maca ê”,
sou a Princesinha do Atlântico – Capital Macaé.
Cantar a história dessa importante cidade é cantar nosso
País, pois ela possui tudo que existe na nossa Terra Brasil que
é rica também em seu patrimônio natural e cultural,
dentre outras coisas que para descrever, seria necessário todo
o espaço da Av. Marques de Sapucaí.
Para que toda esta história seja retratada no Carnaval de 2008,
com sucesso em nosso desfile no conjunto entre as alegorias, adereços,
fantasias e principalmente, no canto do samba de enredo que em harmonia
com o ritmo cadenciado da bateria, nos trazendo a alegria e a felicidade
de quem sabe ser brasileiro, sempre evoluindo com maestria e empolgação.
Carnaval 2008
Carnavalesco
WAGNER ALMEIDA
As primeiras tentativas de encontrar petróleo no
Brasil, datam de 1864, mas apenas em 1897, na região de Bofete
(SP), foi perfurado o que é considerado o primeiro poço
petrolífero do país, muito embora o que é considerado
o primeiro poço petrolífero do país, muito embora
Estados Unidos, em 1931, Monteiro Lobato retorna entusiasmado com o modelo
de país próspero que conhecera passando a defender as riquezas
naturais do Brasil e sua capacidade de produzir petróleo, através
de contribuições de artigos para jornais e palestras para
promover a conscientização popular. Estavam entre seus esforços
de luta, cartas enviadas ao então Presidente Getúlio Vargas,
alertando-o sobre os malefícios da política de trustes para
o país e a necessidade de defesa da soberania nacional na questão
do petróleo; recebeu do governo a concessão de duas companhias
de petróleo de exploração do recurso, além
de ter lançado os livros “O, de gás e petróleo
nas bacias de Santos (SP), do Solimões (AM) e na região
ajudar a população a se preparar para o futuro. Pensando
nisso, a prefeitura já começou as obras de construção
do Complexo Universitário, que vai abrigar a Universidade Municipal
de Macaé.
Os programas de saúde do município também são
prioridades. Nos últimos anos, foram instalados 24 módulos
do Programa Saúde da Família. O sistema funciona tão
bem que a cidade foi apontada como modelo nacional.
Outro setor explorado é o turismo, tanto de negócios como
de lazer. Cercado de belezas naturais, o município tem um grande
potencial principalmente nos distritos da região serrana, como
Glicério e Sana. A cidade também investe na Preservação
do Meio Ambiente, no Esporte, na Qualidade de Vida, na Cultura e em diversas
áreas Sociais.
Por tudo que a cidade de Macaé representa para o nosso Brasil,
em relação à auto-suficiência, crescimento
e o desenvolvimento sustentável Recreativo Escola de Samba União
de Jacarepaguá, resolveu trazer para o carnaval de 2008, este grande
tema, no afã de aumentar o enriquecimento da cultura e para o conhecimento
de todos os participantes deste grande espetáculo – “O
carnav
ROTEIRO DO DESFILE
Setores da Escola
1o SETOR
nome: A COLONIZAÇÃO
numeração das alas: 1 À 8
2o SETOR
nome: O PODER DA TERRA
numeração das alas: 9 À 15
3o SETOR
nome: A RIQUEZA VEM DAS ÁGUAS
numeração das alas:16 À 19
4o SETOR
nome: O CRESCIMENTO COM QUALIDADE
numeração das alas: 20 À 24
ROTEIRO DO DESFILE
Alas
Descrição das Alas
Figurinista(s): Julio César Almeida
Nº Nome da Fantasia Nome da ala Descrição Responsável
pela ala
Comissão de Frente Representará os pontos fortes do enredo:
os índios, o padroeiro da cidade “São João
Batista”, o esporte praticado no litoral, os jesuítas, os
colonizadores, o petróleo, a cultura através do Teatro Municipal,
o carnaval da cidade “lira”, os preservadores do meio ambiente
do distrito de Sana, as tartarugas marinhas abundantes na cidade e o primeiro
nome dado a atual cidade de Macaé, Princesinha do Atlântico
(sátira). Anderson Big
1 Sambaquis Ala fascinação Representa a comprovação
que a região foi povoada por tribos selvagens a milhares de anos
atrás Wagner
2 Índios Tubinambás Amigos do Fábio Representa uma
das tribos encontradas na região Fábio
3 Índios Goytacaz (pele vermelha) Amigos do Fábio Representa
uma das tribos encontradas na região Fábio
4 Piratas
Amigos da Faculdade Os invasores da terra que se alojaram
na região para saquear nossas mercadorias Wagner
5 Pau-Brasil (principal mercadoria contrabandeada pelos piratas)
6 A Epidemia Ala da comunidade A epidemia, provocada pelos feitore que
espalharam nos campos com roupas dos doentes de varíola. Reinaldo
7 A cultura do café Ala do rei O 1º produto produzido no solo
da região dando uma sinal do crescimento da Cidade. Reinaldo
8 Os Barões do Café Ala da cominudade Os investidores na
cultura do café impulsionando o desenvolvimento Reinaldo
9 Os pescadores Ala do Paulo Uma das principais profissões da região.
Sonhadores devotos de Nossa Senhora de Sant’Anna Paulo
10 Nossa senhora de Sant’Anna Ala das baianas Representado Nossa
Senhora de Sant’Anna, padroeira também dos pescadores. Adenair
11 Os quilombolas Ala da amizade Representa os escravos refugiados que
mantiveram suas tradições, lutando pela liberdade, capacidade
de resgatar a sobrevivência através de suas atitudes por
dias melhores Dejanira
12 Os escravos trabalhadores das fazendas Ala da Marina Demonstra os escravos
que prestavam serviços nas fazendas/terras dos senhores Marina
Barros
13 Cana de açúcar Bateria Representa um dos principais momentos
da evolução da cidade de Macaé Mestre Marcus Vinicius
14 A cachaça Ala de passistas Representando a cachaça, utilizada
na realização do pagamento do trabalho escravo, evitando
desta forma que os mesmo fossem levados ao tronco e a tortura. Thiago
15 Frutos da terra Ala da cominudade Representa fertilidade da terra que
os quilombolas descobriram, desenvolvendo o solo do quilombo mais do que
a própria cidade Reinaldo
16 Contos infantis Ala das crianças Representando e faz uma homenagem
a Monteiro Lobato, citando em seus contos infantis a descoberta do petróleo
(a Boneca Emilia e Visconde de Sabugosa) Amanda Mattos
17 Águas ultraprofundas Ala do Luis Esta fantasia representará
as águas em suas nuances de cores, até que em suas profundezas
surge petróleo
Luis
18 Derivados do petróleo Ala da comunidade Representa alguns dos
nossos objetos utilizados no dia a dias e que são derivados do
petróleo Reinaldo
19 Os Imigrantes e Migrantes Ala do Walmir Representando cidadãos
de outros países e cidades do Brasil que pala falta de oportunidade
e até mesmo de qualificação aumentam a construindo
o número de casas nas comunidades carentes existentes na região.
(são trabalhadores trazendo como adereço a favela) Walmir
20 Os Hipes Ala da Angela Preservadores do meio ambiente do distrito de
Sana Angela
21 Esportes Ala do Walmir Representará todas as modalidades do
esporte praticadas na cidade de Macaé Walmir
22 O carnaval da Cidade Ala da Marina Representa os antigos carnavais
de Macaé, assim como a Lira. Marina
23 Compositores Ala dos compositores Marinho
24 Velha Guarda Velha guarda O manifesto pela preservação
das nossa florestas e meio ambiente Gina
ROTEIRO DO DESFILE
Alegorias
Descrição das Alegorias
1o ALEGORIA
Nome: A chega da Colonização
descrição: Esta alegoria representa a chegada
dos Colonizadores a cidade de Macaé através dos mares, com
a proteção do Deus Netuno, a caravela foi conduzido por
Português, trazendo com eles Jesuítas com o propósito
de catequizar os Índios que povoavam aquela região e alguns
escravos para o trabalho braçal, com a intenção de
proteger o litoral dos invasores piratas.
Autor: Wagner Almeida
Principais destaques : Nelson Matos ( Deus Netuno ), Flávio
Rocha ( Colonizador )
número da ala anterior à alegoria: 1
2o ALEGORIA
Nome: Miscigenação
descrição: O Quilombo de Carukango, a terra
fértil, a luta pela liberdade e a Igreja de Sant’Anna construída
em um morro para que Santa não mais fugisse.
Autor: Wagner Almeda
Principais destaques : Julio César Almeida ( feiticeiro),
Anna Íris ( raça negra), Maurício Brito (raça
negra)
número da ala anterior à alegoria: 8
3o ALEGORIA
Nome: O Progresso
descrição: Este carro representa a descoberta
do petróleo que trouxe o desenvolvimento da Cidade pondo fim aos
“Cem da Maldição de Motta Coqueiro”. Neste carro
faremos também uma homenagem ao grande escritor e nacionalista
Monteiro Lobato que sempre acreditou nas riquezas no nosso solo e lutou
contra o Truste
Autor: Wagner Almeida
Principais destaques: Marilene Mello , Maurício
número da ala anterior à alegoria: 16
ROTEIRO DO DESFILE
Alegorias
4o ALEGORIA
Nome: Nós Podemos
descrição: Representa as 8 metas do milênio
por um mundo melhor proposta pela ONU, as belezas naturais, o esporte,
qualidade de vida, preservação do meio ambiente e a tecnologia.
Autor: Wagner Almeida
Principais destaques: Keila Abrandes
número da ala anterior à alegoria: 22
ROTEIRO DO DESFILE
Mestre Sala e Porta Bandeira
1o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Número da ala anterior ao casal: 12
Nome do Mestre Sala: MARCELINHO
Nome da Porta Bandeira: NANINHA
Nome da Fantasia: representa a raça negra
Outras Informações:
2o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Número da ala anterior ao casal: 17
Nome do Mestre Sala: FELIPE
Nome da Porta Bandeira: WINIE
Nome da Fantasia: representa o ouro negro (petróleo)
Outras Informações:
SAMBA-ENREDO
Presidente da Ala dos Compositores: MARINHO
Autores do Samba-Enredo: LINDOVAL MARINHO DA COSTA, IVANISIA
MARIA FERREIRA LIMA, LUIZ FERNANDO DE ALMEIDA BASTOS, JORGE BUCCOS, FRANCISCO
JOSÉ DO NASCIMENTO RODRIGUES, MÁRIO GIRÃO ALVES,
SÉRGIO LUIZ MOREIRA DA SILVA, CARLOS ALEXANDRE NASCIMENTO DO VALLE
FERREIRA.
Letra
Miquié” “Maca ê”, a princesinha
do Atlântico
Colonizadores e nativos deste chão
Juntos lutaram contra a ambição
Sou forte, tenho raça e atitude
Porque tenho a negritude em minhas veias a correr
Sou quilombola porque tenho consciência
Que a minha resistência é o que me faz viver
Oh! Mãe Sant'Anna! Abençoa essa nossa união
De colonos pescadores, insulanos sonhadores
Que oram pela sua proteção
Injustiçado, Motta Coqueiro amaldiçoou
“cem anos estagnada!”
Uma longa noite Macaé atravessou
Não há mal que dure eternamente
E gradativamente um novo sol veio brilhar
Das águas surge a riqueza que a natureza veio ofertar
E assim jorrou o negro ouro
O rico tesouro, e prosperou
Como bem previu Lobato, o contador de estórias
Que a nossa história profetizou
Qualidade de vida, cultura
Tão importante se tornou para a nação
Feliz cidade com tão bela arquitetura
É nota dez no quesito evolução
Macaé e a União
Com um aperto de mão, vêm mostrar
Que a terra vive, é preciso preservar
Nós podemos, vamos confiar.
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Nome do Responsável pelo material:
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Assinatura
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