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HISTÓRIA DO G.R.E.S. INDEPENDENTE DA PRAÇA DA BANDEIRA
A escola de samba Arrastão de São João passou a se chamar Independente da Praça da Bandeira, porque, em 2001, se juntou com um Bloco (de mesmo nome), na Localidade de Praça da Bandeira, no Município de São João de Meriti, e não, na famosa Praça que todos nós conhecemos, próximo ao Estácio e a Vila mimosa.O Bloco sempre foi muito mais forte que a escola, em São João de Meriti, por isso, a diretoria da agremiação, optou pela união das duas agremiações.
FICHA TECNICA
CARNAVAL 2008 - SINOPSE DO
ENREDO
" VIAGEM FANTÁSTICA
AO MUNDO DO CIRCO: SEJA DE LONA OU SOCIAL"
G.R.E.S. INDEPENDENTE DA PRAÇA DA BANDEIRA
Presidente administrativo: FRANCISCO PEREIRA DE
MELO (DOM CHICO)
Data da Fundação: 02 DE MAIO DE 2002
Cores: VERDE,AZUL E BRANCO
Sede administrativa: RUA CLEMENTE PEREIRA LEANDRO
LT 25 QD 32
Quadra de ensaios: RUA CLEMENTE PEREIRA LEANDRO
LL 25 QD 32
Tel.: 021(xx)3757-9033 / 021(xx)8817-5775
/ 8612-4821
Enredo: VIAGEM FANTASTICA AO MUNDO DO CIRCO SEJA
DE LONA OU SOCIAL
Carnavalesco(s): RICARDO PAULINO E HUMBERTO ABRANTES
Autor(es) do enredo: RICARDO PAULINO E HUMBERTO
ABRANTES
Bibliografia:
Pesquisa internet
Alice viveiros de Castro
•
Diretor Geral de Harmonia: ZECA HARMONIA
Outros Diretores de Harmonia:G
AGUINHO,ANDRE, KAKARECO,DEDE E OUTROS
Intérprete Oficial: LELEU
Outros Intérpretes: PINGO SARGENTO, BEIÇO ROSA, CELSO
DAMASIO, RICARDINHO,TIAGO,NEGRO DINHO E EDMILSON SOBRINHO
Diretor Geral de Bateria: MESTRE GELEIA
Outros Diretores de Bateria: BROA, FLAVIO,RATA, RICARDO BUDA
Total de componentes:
Presidente da Ala das Baianas: TIA CLELIA
Total de componentes: 40 COMPÓNENTES
Ala das Crianças:
Responsável: CRISTIANE DE SOUZA
Total de componentes: 40 componentes
Galeria Velha Guarda:
Presidente: WILSON NASCIMENTO
Total de Componentes:
Outras informações:
Escola de Samba fundada em maio de 2002, após
a fusão da Escola de samba Arrastão de São
João e o Bloco carnavalesco Independente da Praça
da Bandeira.
Tem como principal parceiro a Casa da Cultura de São João
de Meriti. Através desta parceria vários projetos
sócio-culturais são desenvolvidos na quadra da escola,
como por exemplo:
Mestre sala e porta bandeira mirim
Passistas mirins
Ritmistas mirins
Aderecistas
Chapeleiros
Arame
Costureiras
JUSTIFICATIVA DO ENREDO
Respeitável público, sejam bem-vindo
ao maior espetáculo da terra. O circo independente da Praça
da Bandeira esta armado, entre e venha participar de uma viagem
fantástica neste mundo de beleza e fantasia. A aventura começa
a quase cinco mil anos atrás, lá pelas bandas da china.,onde
guerreiros juntaram artes circenses, a sua agilidade,flexibilidade
e força. O Imperador os visitantes com um show dando origem
assim ao festival da primeira lua onde se apresentavam alguns acrobatas,
contorcionista e equilibristas.
No picadeiro ou na arena o circo sempre atraiu multidões.
Na Roma antiga as apresentações nos anfi-teatros eram
dominados pelos artistas. O circo era máximo em Roma. Surge
o Coliseu e o que se seguiu não foi bonito, não. Gladiadores
desafiando leões e depois matando cristãos. Perdida
a beleza e graça o circo saiu do coliseu e foi para a praça
e não parou por aí., o circo seguiu a estrada desafiando
o perigo e fazendo palhaçadas. As pinturas nas pirâmides
mostravam malabaristas, que dividiam os desfiles para os Faraós
com ferozes animais e paradistas. Já na Índia são
milenares e sagradas as artes do contorcionismo, salto e dança.
Sempre acompanhados de música e canto. Na Grécia equilibristas
e contorcionistas participavam de eventos esportivos, enquanto os
satíricos, entretiam a platéia. O artista tem que
ir aonde o povo esta e os de circo foram.. Através dos séculos
os artistas circenses se apresentavam em festas, praças,
feiras e igrejas. Em feiras populares, barracas exibiam fenômenos,
habilidades incomuns, truques mágicos e malabarismos. Nesta
época vários grupos de saltimbancos percorreram a
Europa especialmente na Inglaterra , França e Espanha,em
exibições de destreza a cavalo, combates simulados
e provas de equitação. Na Europa o circo se modernizou,
criado por um oficial da cavalaria inglesa o anfi-teatro do Astrey
começou como um espetáculo de equitação
e com o tempo se juntou aos cavaleiros outras atrações,
como saltimbancos, equilibristas, saltadores e um palhaço.
Este último não sabia montar, entrava no picadeiro
montado ao contrário, subia de um lado e caia do outro, passava
por baixo do cavalo. Logo o palhaço tomou conta do picadeiro,
se tornado figura importante no espetáculo. Controlando todo
este batalhão de artistas o velho oficial no centro do picadeiro
dava ordens como um general no quartel. Alo! Minha gente, o Royal
Circus chegou, dando origem ao nome circo, copiado até hoje
por todos da Europa e das Américas.
Os ciganos trouxeram as artes circenses para o Brasil, em suas tendas
e festas havia exibições artísticas, incluindo
teatro de bonecos, suas apresentações nas cidades
em que passavam incluíam a doma de ursos , ilusionismo e
exibições com cavalos. O circo que chegava seguia
para o interior pelo rio da prata até Buenos Aires. Nas periferias
não importava o tamanho,, o povão queria era sentir
a emoção e ver de uma forma não literal, o
circo pegar fogo. Ou seja a habilidade do malabarista a destreza
do trapezista e não ver o truque do ilusionista. E o palhaço
o que é? Salve Carequinha, o maior palhaço brasileiro,
ele e outros tantos espalhados por este país. Aonde o circo
passava emocionava, os vôos do trapezistas. A coragem do engolidor
de facas, o mestre de cerimônias. Quem nunca sonhou em ir
embora com o circo. Pegar a estrada, conhecer o mundo, colocar a
cabeça na boca do leão, saltar do trapézio
ou fazer palhaçada.
Senhoras e Senhores vemos no picadeiro central o circo brasileiro,
com sua ginga e malandragem, sem perder a alma do circo verdadeiro.
Hoje se aprende a ser artista de circo na escola, ou melhor na escola
de circo, que passa a magia de encantar multidões para as
próximas gerações. No novo milênio o
circo se renova e mostra a sua face social, sob a lona de um novo
circo crianças aprendem uma profissão, companheirismo
e cidadania. A Escola de samba Independente da Praça da Bandeira,
transforma a Sapucaí, numa praça, cobre com uma lona
e chama o mestre de cerimônia para animar a massa. O cantor
equilibrista guia a escola na avenida, a passista hipnotiza a todos
com sua magia, a bateria faz malabarismos sem perder a harmonia
e os componentes saltimbancos desfilam com graça e alegria,
pois no circo ou na vida somos todos artistas.
E é por isso, pela alegria, descontração, história
e modernidade que o G.R.E.S. Independente da Praça da Bandeira
levará para a Sapucaí no carnaval 2008 a história
do circo de lona e do circo social. Pois somente com a preservação
da história e a continuidade da arte circense é que
poderemos manter viva a nossa memória circense.
SINOPSE DO ENREDO
Viagem Fantástica ao mundo do circo, seja
de lona ou social.
Primeiro Setor: A Origem – A Arte Circense.
A arte circense surgiu na china há 5 mil
anos. Os chineses usavam a acrobacia, o contorcionismo e o equilibrismo
para desenvolver a agilidade, a flexibilidade e a força de
seus guerreiros. Na Dinastia Han, no reinado do Imperador Wu Di
ou Wu Ti (140- 87 a. C.) o imperador resolveu promover uma série
de apresentações acrobáticas para homenagear
visitantes estarangeiros. A partir daí, ficou determinado
que todos os anos seriam realizados espetáculos do gênero
no Festival da Primeira Lua.
2500 a. C. pinturas de malabaristas e paradistas também foram
encontrados nas Pirâmides do Egito. Ali a profissão
de domador surgiu, para atender a mania dos Faraós, que adoravam
exibir animais ferozes em seus desfiles militares.
300 a C. na Grécia, as paradas e os números de força
eram modalidades olímpicas e os Sátiros, os primeiros
palhaços, já faziam o povo gargalhar.
Segundo Setor – Povos que formaram o circo.
O circo nasceu na Roma antiga, naquela época
consistia em uma área dividida em pista, arquibancada e cavalarias,
onde ocorriam corridas de cavalos, combate de gladiadores, brigas
entre homens e animais e duelos entre bichos. Por isso o local recebeu
o nome Circus que quer dizer “ Lugar onde competições
acontecem”.
Em 40 a C. foi construída em Roma uma arena chamada Coliseu
para apresentação de excentricidades, como animais
exóticos e engolidores de fogo. Ele foi concluído
em 90 d C. e tinha capacidade para 100 mil espectadores. Porém
com a perseguição aos cristãos, o local passou
a sediar espetáculos sangrentos, em que homens eram lançados
vivos as feras. Isto diminuiu o interesse pela arte circense, mas
mesmo assim, grupo de artistas mambembes continuaram se exibindo
em mercados e praças.
Na Índia, os números de contorção e
saltos fazem parte dos milenares espetáculos sagrados junto
com danças, música e canto. No séc. XVIII,vários
grupos de saltimbancos percorriam a Europa, especialmente na Inglaterra,
França e Espanha Eram freqüentes as exibições
de destreza a cavalo, combates simulados e provas de equitação.
O primeiro circo europeu moderno, o Astley´s Anphytheatre,
foi inaugurado em Londres por volta de 1770 por Philip Astley, um
oficial inglês da cavalaria britânica. O Circo de Astley
tinha um picadeiro com uma espécie de arquibancada perto.
Construiu um anfiteatro suntuoso e fixo, pois ficaria permanentemente
no mesmo lugar. Organizou um espetáculo eqüestre, com
rigor e estrutura militares, mas percebeu que para segurar o público
teria que reunir outras atrações e juntou saltimbancos,
equilibristas, saltadores e palhaços. O palhaço do
batalhão era um soldado campônio e que acaba sendo
o clown, que em inglês origina de caipira. O palhaço
não sabia montar, entrava no picadeiro ao contrário,
caia do cavalo, subia de um lado, caia do outro, passava por baixo
do cavalo. Como fazia muito sucesso,começaram a desenvolver
novas situações. Ao longo dos anos, Astley acrescentou
dança com laços e malabarismo. Este primeiro circo
funcionava como um quartel, o uniforme o rufar dos tambores, as
vozes de comando para execução dos números
de risco. O próprio Astley dirigia e apresentava o espetáculo,
criando assim a figura do mestre de cerimônias. Seu espetáculo
foi visto por gente de todo o mundo, pois Londres era muito visitada.
E em 50 anos houve um rápido desenvolvimento do circo no
mundo.
Terceiro Setor: O Circo no Brasil.
No Brasil, antes mesmo do circo de Astley, já
haviam os ciganos que vieram da Europa, onde eram perseguidos. Sempre
houve ligação dos ciganos com o circo. Entre suas
especialidades incluía-se a doma de ursos , o ilusionismo
e as exibições com cavalos. Há relatos que
eles usavam tendas e nas festas sacras, havia bagunça, bebedeiras
e exibições artísticas, incluindo teatro de
bonecos. Eles viajavam de cidade em cidade e adaptavam seus espetáculos
ao gosto da população local. Números que não
faziam sucesso na cidade eram tirados do programa. O circo com suas
características, em geral itinerantes existe no Brasil a
partir do fim do séc. XIX. Desembarcavam em um porto importante,
faziam seu espetáculo e partiam para outras cidades, descendo
pelo litoral até o Rio da Prata, indo para Buenos Aires.
Instalando-se na periferia das grandes cidades e voltado para as
classes populares, sua modernização não se
deu em termos de espaço e equipamentos. Investe no elemento
humano, suas destrezas, habilidades e criatividade. Por isso os
palhaços são as figuras centrais, dependendo deles
o sucesso do circo. O Circo brasileiro tropicalizou algumas atrações.
O palhaço brasileiro tropicalizou algumas atrações.
O palhaço brasileiro falava muito ao contrário do
europeu que era mais mímico. Era mais conquistador e malandro,
seresteiro, tocador de violão, com um humor mais picante.
O circo moderno só chegou ao Brasil a partir de 1830. Incentivados
pelos ciclos econômicos do café, borracha e cana de
açúcar, grandes companhias européias vinham
apresentar-se nas cidades brasileiras. Foram estas companhias que
ajudaram a formar as primeiras famílias de circo que passaram
a ser as responsáveis pelo desenvolvimento do circo moderno
no Brasil. Eram realmente famílias com laços consangüíneos
que sustentavam esta atividade. Pai , avô, filho, sobrinhos
e netos eram responsáveis por tudo, desde a infra-estrutura
e montagem do circo até o espetáculo. Sempre foram
mantidos os números clássicos, como o do engolidor
de fogo ou o da corda bamba, mas foram criadas também novas
atrações, já enquadradas a cultura do povo
brasileiro.
A primeira grande mudança na relação do circo
foi a familiar. Agora os pais preferem que seus filhos se dediquem
aos estudos, ao invés de se dedicarem apenas a arte circense.
Os pais passaram a perceber que seus filhos continuariam trabalhando
no circo, mas agora como proprietários de uma empresa e não
apenas como artistas. Esta atitude acabou trazendo duas conseqüências
, a primeira diz respeito a visão que estes novos empresários
tem do circo. Menos sentimentais, para eles o circo é um
negócio que tem que dar lucro. A segunda é que para
suprir a demanda de artistas, já que as famílias circenses
agora cuidavam da administração, surgiram as escolas
de circo que formam novos artistas. Eles não fazem parte
da família. A relação é apenas de patrão
e empregado. Igual a um funcionário, que trabalha em troca
de salário. Hoje estas mudanças se refletem em vários
circos brasileiros, como Beto carrero, Circo Garcia, Orlando Orfei,
Circo Vostok e outros. As velhas famílias que faziam de tudo
ainda continuam no circos, mas agora na administração
de verdadeiras empresas.
Quarto Setor: O Circo Social
Atualmente, paralelamente aos circos itinerantes
e tradicionais que ainda existem , a arte circense também
se aprende em escolas. Por uma mudança de valores, muitos
circenses colocaram seus filhos para estudar e fazer um curso universitário.
As novas gerações estão trabalhando mais na
admiistração dos circos. Surge um novo movimento que
pode ser chamado de circo contemporâneo. Não há
uma data precisa de seu surgimento, mas pode-se dizer que o movimento
começou no final dos anos 70, em vários países
simultaneamente. Na Austrália com o “ Circus OZ”
1978, e na Inglaterra com os artistas de rua fazendo truques com
fogo, andando em pernas de pau e mágicas. Na França,
a primeira escola de circo é a Escola Nacional de Circo Annie
Fratelline. Annie era descendente da maior família de palhaços
franceses. “ Os Fratelline” A escola surge com o apoio
do governo francês em 1979. Ligados a escola ou não
começaram a surgir vários grupos. No Canadá,
os ginastas começaram a dar aulas para alguns artistas performáticos
e a fazer programas especiais para a televisão e em ginásios
em que os saltos acrobáticos eram mais circenses. Em 1981
criou-se a primeira escola de circo para atender a demanda dos artistas
performáticos.
Em 1982, surge em Quebec, o Club dês Talous hants, grupo de
artistas em pernas de pau, malabaristas e pirofagistas. É
este grupo que em 1984 realiza o primeiro espetáculo do Cirque
du Soleil. Em decorrência do grande sucesso no Canadá,
eles receberam apoio do gopvwerno para a primeira turnê nos
Estados Unidos. A segunda turnê em 1990 é assistida
por 1.300.000 espectadores no Canadá e excursiona por 19
cidades americanas. Surge a grande empresa de espetáculos
que atualmente esta em cartaz com oito espetáculos diferentes
no mundo, em três continentes, com mais de 700 artistas contratados.
Voltando um pouco na história é importante mencionar
a influência da ex- URSS. Em 1921 o novo governo soviético
resolve criar uma escola de circo e convidam o prestigiado diretor
de teatro Vsevolod Meyherhold para dirigi-la. O contato entre os
tradicionais do circo e a vanguarda do teatro resulta na criação
de uma escola que coloca o circo num patamar de arte. Dança
clássica e teatro fazem parte do currículo. È
criado uma forma de espetáculo com temas e uma apresentação
inteiramente novas. São criados novos aparelhos, diretores
são chamados para dirigir os espetáculos, músicos
fazem composições especiais e sob medida. A primeira
escola que se instalou no Brasil chamava-se Piolin, em São
Paulo, no estádio do Pacaembu, em 1977. Em 1982 surgiu a
Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro, onde jovens de todas
as classes sociais tem acesso as técnicas circenses. Formados,
os ex-alunos vão trabalhar nos circos brasileiros ou no exterio,
ou formam grupos que se apresentam em teatros, ginásios e
praças. Atualmente a Intrépida Trupe, Os Acrobáticos
Fratelli, os Parlapatões, Patifes e Paspalhões, a
Nau de Icaros, O Circo Mínimo, O Circo Escola Picadeiro,
Linhas Aéreas e o Teatro do Anônimo, entre outros formam
o circo contemporâneo Brasileiro .
A Intrépida Trupe quase em sua totalidade foi formada por
alunos da Escola Nacional de Circo. Misturam teatro e dança,
com o humor dos palhaços em números acrobáticos.
Realizado sempre criações coletivas para as quais
convidam profissionais da dança ou do teatro para a função
de coreógrafo ou diretor. Pioneira na atualização
das técnicas circenses em uma linguagem contemporânea,
o chamado novo circo, a Intrépida Trupe prima pelo apura
técnico e pela inventividade de suas encenações.
Desde o primeiro trabalho, funciona como uma escola, capacitando
continuamente integrantes.
Dentro desta nova fase do Circo, também vamos encontrar um
grupo que se auto intitula besteirologistas (especialistas em besteiras)
Consiste em um grupo de artistas treinados que se vestem de palhaços
e visitam os hospitais, levando alegria as crianças internadas,
seus pais e profissionais da saúde que atuam no local. O
ator Wellington Nogueira dou o grupo em 1991. Ele conheceu este
tipo de terapia em 1988 ano em que entrou para o Clown Care Unit
O Grupo criado e liderado pelo norte americano Michael Christensen
em 1986 em nova York foi pioneiro no trabalho de palhaços
em hospitais. O Primeiro Hospital a ser atendido no Brasil foi o
hospital da criança (Antigo Hospital e Maternidade Nossa
Senhora de Lourdes) em São Paulo. Em 2005 os Doutores da
Alegria já atuavam em 10 hospitais na capital paulistana,
Rio de Janeiro e Recife. Até 2005, 350 mil crianças
e adolescentes, 500 mil familiares e 10 mil profissionais de saúde
já haviam sido visitados pelos palhaços médicos..
Possuem um centro de pesquisas que estuda o alcance das ações
promovidas no tratamento e recuperação dos pacientes.
No Rio de Janeiro encontramos o Projeto Circo Social Baixada, uma
iniciativa proposta pela casa da Cultura em parceria com a ONG ,
se esta rua fosse minha, cujo principal objetivo é contribuir
para a transformação social e intelectual de crianças
e jovens a partir do ensino| aprendizagem da arte circense e de
ferramentas pedagógicas da educação popular.
A instituição desenvolve atividades educativas, culturais,
esportivas e sociais e atende atualmente duas mil crianças
e jovens, de 3 a 24 anos. Foi criada em um grupo de lideranças
comunitárias, artistas e intelectuais do município
que apostaram na melhoria de vida da região buscando cidadania
e direitos sociais a dimensão cultural.
O Se essa Rua fosse minha – SER – foi o projeto criado
em 1991 por Herbert de Souza (Betinho) tendo como sócios
fundadores quatro organizações não governamentais:
FASE, IBASE, IDAC, ISER, e o objetivo do projeto era lançar
uma ampla campanha de mobilização da sociedade e do
poder público em torno da questão dos meninos e meninas
de rua e ao mesmo tempo iniciar uma ação sócio-educativa
de inclusão e garantia de direitos.
O SER foi pioneiro na implementação das técnicas
circenses, lançando as bases do conceito de circo social.
O trabalho desenvolvido nas ruas, para além do fortalecimento
de habilidades sociais como autonomia e protagonismo, dá
concretude ao sonho desses meninos e meninas de rua, voltado para
a construção de projetos de saída das ruas.
A Implementação das técnicas circenses foi
feita a partir da observação das atitudes que os meninos
e menias desenvolviam neste “ estar nas ruas” como por
exemplo, a linguagem corporal, em sua dimensão física
e simbólica enquanto instrumento de resistência, trocas
e brincadeiras, desenvolvidas e passadas, de uns para os outros,
num processo informal de ensino/aprendizagem centrado no lúdico.
E assim, a partir da observação e registro da importância
Vital, Social e Cultural do Circo na história da Humanidade
foi desenvolvido em 4 setores nosso enredo, que busca na formação
de novos artistas circenses o caminho para a consciência social
e a lembrança de que:
“Fazer sorrir ainda é o melhor remédio para
não deixar a tradição circense acabar”
ROTEIRO DO DESFILE
Setores da Escola
1o SETOR
nome:Origens Circenses
numeração das alas:
Comissão de Frente
Ala 1 – Domadores Egípcios
Ala 2 - Adoradores de Wu Di – Coreografado
2o SETOR
nome: Povos que formaram o circo
numeração das alas:
Ala 3 – Romanos
Ala 4 – Hindus
Ala 5 -Gregos
Ala 6 - Inglaterra (baianas)
3o SETOR
nome: O Circo No Brasil
numeração das alas:
Ala 7 – Ciganos
Primeiro Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Ala 8 – Mágicos ( Bateria)
Ala 9 – Partner – (Passistas)
Ala 10 – Escolinha Mestre sala e porta bandeira
Ala 11 – Passistas mirins
Ala 12 – Palhaços (Ala das Crianças)
Ala 13 - Cortejo circense
4o SETOR
nome:Circo Social – Casa da Cultura
numeração das alas:
Ala 14 - Palhaço Social
Ala 15 - Se essa rua fosse minha
Segundo Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Ala 16 – Intrépida Trupe
Ala 17 - Doutores da Alegria
Ala 18 – Departamento Feminino
Ala 19 – Compositores
Ala 20 – Velha Guarda
Ala 21 - Solitário artista do asfalto.
ROTEIRO DO DESFILE
Alas
Descrição das Alas
Figurinista(s):
Nº Nome da Fantasia Nome da ala descrição Responsável
pela ala
Guerreiros Chineses Comissão de Frente Esta fantasia representa
guerreiros chineses no desfile militar do Festival da Primeira Lua
Drica Rodrigues
1 Domadores Egípcios Ala da Comunidade Representa os primeiros
domadores de animais. Claudinho
2 Adoradores de Wu Di Guerreiros do Villar Representa o povo chinês
em adoração ao imperador. Cláudio Massena
3 Gladiadores Romanos Ala da Comunidade Alusão aos gladiadores
romanos. Maria Jose
4 Hindus Ala Cultura Jovem Bailarinos Hindus Viniciu e Anderson
5 Gregos Raio de Luz Alusão as modalidades olímpicas.
Sergio Augusto
6 Baianas Alusão as Damas inglesas. Tia Clélia
7 Ciganos Amigos do Independente Homenagem ao povo cigano. João
Carlos
8 Mágicos Representa os grandes mágicos Mestre Geléia
9 Partner Representa a sensualidade das partners circenses no apoio
aos artistas Simar e Maurício
10 Escolinha MSPB A fantasia faz uma alusão aos circos modernos
e seus incríveis artistas. Débora Viana
11 Passistas mirins Representa as crianças nascidas dentro
dos circos. Joana Dàrc
12 Palhaços Ala das crianças Homenagem ao palhaços
brasileiros. Cristiane de Souza
13 Cortejo circense Ala Tamos juntos Ala mista. Estas fantasias
representam vários aparelhos circenses. Baú da Caipira
14 Palhaço social Ala explode coração Homenagem
aos grandes palhaços e as novas gerações de
palhaços. Ratinho
15 Se essa rua fosse minha Ala da cultura Representa os malabarista
circenses Marco Antonio
16 Intrépida Trupe Ala da Comunidade Alusão aos modernos
figurinos usados pela intrépida em seus espetáculos.
Alcione
17 Doutores da Alegria Ala da Comunidade Palhaço. Homenagem
a este fantástico grupo de atores palhaços. Maria
Adelaide
18 Departamento Feminino Educar para viver Maria da Penha
19 Compositores Gilson Novaes
20 Velha Guarda Lord Inglês – Homenagem a Philip Astley
– Primeiro Mestre de cerimônia circense. Wilson Nascimento
21 Solitário do asfalto Representa os meninos de rua –
artistas circenses atuando nas ruas de nossas cidades.
ROTEIRO DO DESFILE
Alegorias
Descrição das Alegorias
1o ALEGORIA
Nome: Origens Circenses
descrição: Esta alegoria faz uma homenagem
a origem da arte circense. Criada há mais ou menos cinco
mil anos na china esta arte seguiu através dos séculos
e ate hoje faz a alegria de platéias pelo mundo inteiro.
Tem como escultura principal a figura de um dragão, símbolo
maior do povo chinês.
Autor: Humberto Abrantes e Ricardo Paulino
Principais destaques
Rogério Lima – Representando o Imperador
Wu Di
número da ala anterior à alegoria:
02
Adoradores de Wu Di – Ala coreografada
2o ALEGORIA
Nome: Povos que formaram o circo
descrição: Esta alegoria faz uma homenagem
aos povos que formaram o circo. Romanos, Hindus, Gregos e Ingleses.
Destaque para o Coliseu Romano, esculturas greco-romanas.
Autor: Humberto Abrantes e Ricardo Paulino
Principais destaques
Rodrigo Silva de Souza
Fantasia – Gladiador Romano
número da ala anterior à alegoria:
Ala 06 – Ala das Baianas
3o ALEGORIA
Nome: Circo Brasil
descrição: Esta alegoria faz uma homenagem
ao circo Brasileiro. Artistas em vários aparelhos circenses
mostram o brilhantismo de nossos artistas no domínio da arte
circense. Destaque para a escultura do palhaço, artista irreverente
neste palco iluminado.
Autor: Humberto Abrantes e Ricardo Paulino
Principais destaques
Maurício – Palhaço – O
Rei do picadeiro
número da ala anterior à alegoria:
ala 12
cortejo circense.
ROTEIRO DO DESFILE
Alegorias
4o ALEGORIA
Nome: Casa da Cultura – Circo Social
descrição: Esta alegoria faz uma homenagem
a Casa da cultura O trabalho social desenvolvido pelas casas de
cultura para a preservação da arte circense e conseqüentemente
a formação de novos artistas e a inclusão social.
Autor: Humberto Abrantes e Ricardo Paulino
Principais destaques
Sylvio – Representa o palhaço futurista
número da ala anterior à alegoria:
Ala 17
Doutores da Alegria.
5o ALEGORIA
Nome:
descrição:
Autor:
Principais destaques
número da ala anterior à alegoria:
ROTEIRO DO DESFILE
Mestre Sala e Porta Bandeira
1o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Número da ala anterior ao casal: Ala 7 -
Ciganos
Nome do Mestre Sala: SANDRO SORRISO
Nome da Porta Bandeira: PRISCILA COSTA
Nome da Fantasia: Esplendor da Família Imperial
Outras Informações:
2o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Número da ala anterior ao casal: Ala 14 –
Se essa rua fosse minha.
Nome do Mestre Sala: JHONY KISS
Nome da Porta Bandeira: AMANDINHA
Nome da Fantasia: Circo Brasil. Alegria e Modernidade
Outras Informações:
3o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Número da ala anterior ao casal:
Nome do Mestre Sala:
Nome da Porta Bandeira:
Nome da Fantasia:
Outras Informações:
SAMBA-ENREDO
Presidente da Ala dos Compositores: GILSON NOVAES
Autores do Samba-Enredo: René Siqueira, Samuka
e Tarzan
Letra
Hoje tem espetáculo, o nosso show vai começar
Vem num sonho fantástico, na emoção viajar
Lá no Oriente, a arte circense floresceu
Em Roma continua sua história
Um palco de glórias, o coliseu
Enfim, outras culturas vão se unir no picadeiro
E a multidão vai aplaudir
Palhaços, trapezistas, domadores
Brilhando sob a luz dos refletores
Mostram toda a sua expressão
Neste solo tropical,
Ciganos pioneiros
Desta arte universal
Hoje eu quero gargalhar, quá, quá,
quá
Chegou o rei do picadeiro
Sagaz , malandro e seresteiro
Salve o talento do palhaço brasileiro
Que magia, um delírio de felicidade
Luzes, cores, fantasias, a encantar toda cidade
Fez escola buscando primazia, é internacional é terapia
Na baixada um projeto social
A Casa da Cultura abraçando o ideal
No sinal fechado uma criança, malabarista da esperança
Ah! Se essa rua fosse minha
Infâncias eu mandava resgatar
Para aprender a lição, a arte no coração
E o futuro não será de ilusão
Sou artista irreverente neste palco iluminado
Alegrando tanta gente, nosso circo esta armado
Seja de lona ou social
A Independente vai brilhar no carnaval
RICARDO PAULINO E HUMBERTO ABRANTES
....................................................................................
Nome do Responsável pelo material:
FRANCISCO PEREIRA DE MELO___________________________________
__18___/_12___/_2007____
Assinatura Data
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