CARNAVAL 2008

  HISTÓRIA DO G.R.E.S. ARRANCO

Nos idos de 50, havia um bloco carnavalesco no subúrbio do Engenho de Dentro que por onde passava, empolgava e atraia muita gente. Era um Bloco de sujos, que desfilava no subúrbio Onde o Bloco passava “arrancava” as pessoas de suas casas e era uma grande festa quando esse Bloco passava. É por esse motivo que ficou decidido que o nome da nova agremiação seria ARRANCO.
             O primeiro desfile do antigo bloco de sujos, Sociedade Recreativa Carnavalesca Arranco, foi organizado em 1965 (antes o Bloco desfilava pelas ruas do Engenho de Dentro) na Praça Onze, passando a desfilar no primeiro grupo da Federação dos Blocos Carnavalescos da Cidade do Rio de Janeiro até a sua transformação em Escola de samba.  Onde o Bloco passava “arrancava” as pessoas de suas casas e era feita uma grande festa.  O Sr. Oscar Alves de Azevedo (falecido em 1994) foi fundador do bloco, que surgiu em 31/12/1948.
             Em 21 de março de 1973, o bloco se transformou em escola de samba. A imprensa não gostou da atitude dos dirigentes em transformar o famoso Bloco em Escola de Samba. Muitas pessoas diziam que essa transformação não seria uma boa para a Agremiação.
             A vitoriosa Portela foi convidada para ser a madrinha do Arranco. Como a cores da Portela é azul e branca, o Arranco adotou essas cores e adotou como símbolo o Falcão, “primo” da águia, que é o símbolo da Portela.
             Em 1978, participou do desfile principal, retornando em 1989, com a responsabilidade de abrir o desfile com o enredo. "Quem vai querer".
             São fundadores da escola: Aynarim Manaya da Costa – Mazola,  Claudir de Andrade (falecido),  Carlos Pertusier F. da Silva (falecido), Djalma Ayres de Lima (falecido), Eros Mendes, Hélcio Guimarães Costa,  Hélcio de Aguiar, Jocelyn Freitas (falecido),  Joubert Albuquerque Nascimento (falecido), Luiz Carlos P. Maciel , Oscar Alves de Azevedo (falecido),  Reinaldinho F. Martins,  Sebastião Pereira, Walmir da Costa Neves e  Walter José da Silva.
             O Arranco tem como lema: "Na ilusão desta Avenida, o Arranco é todo amor!"

FICHA TECNICA

CARNAVAL 2008 - SINOPSE DO ENREDO

" ANDANÇAS E FOLIAS"



                                               G.R.E.S. ARRANCO

Presidente administrativo: Walter Ribeiro

Data da Fundação: 21/03/1973

Cores: Azul e Branco

Sede administrativa: Rua Adolfo Bergamini, nº 196 - Engenho de Dentro - Rio de Janeiro - RJ - Brasil

Quadra de ensaios: Rua Adolfo Bergamini, nº 196 - Engenho de Dentro - Rio de Janeiro - RJ - Brasil

Tel.: 021(xx)

Diretor Geral de Harmonia: Carlson Renato Ribeiro

Intérprete Oficial: Juan Espanhol & Sylvio Paulo
Compositores: Lequinho, Rodrigo Maia, Harkley Souza e Wando Orelha
Participação Especial: Júnior Fionda, Fadico e Igor Leal.

Diretor Geral de Bateria: Mestre Luciano
Total de componentes: 200

Presidente da Ala das Baianas: Filhinha
Total de componentes: 60

Ala das crianças
Responsável: Caren
Total de componentes: 60

Galeria Velha Guarda
Presidente: Sergio
Total de componentes: 40

Enredo: ANDANÇAS E FOLIAS

Carnavalesco(s): Severo Luzardo Filho

Autor do enredo: Severo Luzardo Filho

Assistente: Edu de Souza

Bibliografia:

Alvarenga, Oneyda - Música Popular Brasileira. Porto Alegre, Ed. Globo, 1960.

Andrade, Mário - Danças Dramáticas Brasileiras. São Paulo, Martins Ed., 1962 - 3 vols.

Araujo, Alceu M. - Folclore Nacional. São Paulo, Ed. Melhoramentos, 1964, 3 vols.

Benjamin, Roberto - Congos da Paraíba. Série Cad. de Folclore 18, Rio, Funarte,1977.

Brandão, Theo - Autos e Folguedos Populares de Alagoas. Maceió, Ed. do Autor, 1963.

Carneiro, Edison - Folguedos Tradicionais. Rio, Ed. de Conquista, 1979.

Cascudo, Luis da C.- Dicionário do Folclore Brasileiro. Rio, INL, 1979.

Chegança. Série Cadernos de Folclore nº 14. Rio, Funarte, 1976.

Dantas, Beatriz G. - Taiera. Série Cadernos de Folclore nº 4. Rio, Funarte, 1976.

Fernandes, José L. - Congadas Paranaenses. Série Cad. Folclore nº 19, Rio, Funarte.

Folguedos Natalinos. Maceió, Ed. do Autor, 1974.

Frade, Cáscia - (Coord.) - Guia do Folclore Fluminense. Rio, Presença Ed., 1986.

Guerra Peixe, Cesar - Maracatus do Recife. São Paulo, Irmãos Vitale, 1980.

Laytano, Dante. Folclore do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, Martins Livreiro, 1984.

Lima, Rossini T. - Folguedos Populares do Brasil. São Paulo, Ed. Ricordi, s/data.

Martins, Saul - Folclore em Minas Gerais. Belo Horizonte, UFNG, 1991.

Neves, Guilherme S. - Ticumbi. Série Cadernos de Folclore nº 12, Rio, Funarte, 1976.

Pimentel, Altimar - Barca da Paraíba. Série Cad. Folclore nº 25, Rio, Funarte, 1978.

Soares, Doralécio - Boi-de-mamão. Série Cad. Folclore nº 27, Rio, Funarte, 1978.

Outras informações:

Diretor de Carnaval: Walmir da Costa Neves

Diretor de Patrimônio Guilherme Maia

Vice de Patrimônio: João

Diretor Social e Divulgador: Magno

Diretor de Secretaria: André Magliari

Vice de Secretaria: Marquinho (Quiquito)

Diretor Dep. Feminino: Marilda

Vice. Dep. Feminino: Caren Neube

Vice de Marketing: Jorge Ripper

Vice de Dep. Financeiro: Gloria Ripper

Assessoria de Imprensa e Comunicador: Pedrinho Samboteco

JUSTIFICATIVA DO ENREDO

“Desde a mais alta antiguidade a dança esteve sempre presente. Entre os povos não letrados existe uma série de danças, como as de caça, de máscaras, guerreiras, nupciais, de iniciação, fúnebres, medicinais, de colheitas, religiosas, lúdicas, etc.

As manifestações populares tradicionais, representadas através das danças e músicas folclóricas, são mantidas pela tradição e transformadas pela dinâmica cultural. Por sua pluralidade cultural representam a fé, a religião, a vida cotidiana, as diferenças étnicas, a relação do sagrado-profano e acima de tudo, a identidade cultural do povo no qual está inserida.

No Brasil, onde cerca de 500 danças diferentes foram assinaladas, desde os rincões gaúchos às selvas amazônicas, a diversidade cultural extrapola fronteiras geográficas. Desta forma, uma mesma manifestação pode ser encontrada em diversas regiões e pode ser representada em diferentes épocas do ano com variações locais quanto à sua expressão coreográfica, rítmica e funcionalidade.

Os passos, o gestual, as expressões corporais sagradas e profanas de nossas danças, compõem um conjunto de coreografias que traduz, expressa e recria a alma coletiva do povo brasileiro.

Com o enredo Andanças e Folias, o G.R.E.S Arranco do Engenho de Dentro quer registrar valores da nossa cultura na dança onde encontramos, em constante mutação, uma mistura incomum de marcas da colonização européia com elementos indígenas e africanos.”

Severo Luzardo Filho
Carnavalesco

SINOPSE DO ENREDO

SETOR I

"A dança é a mãe de todas as linguagens."

Muitas danças com devoções religiosas foram trazidas pelos portugueses e ficaram presentes em nossa sociedade.

A Folia de Reis é uma dessas danças religiosas, e chegou ao Brasil no século XVIII com a finalidade de divertir o povo, mas passou a ter um caráter mais religioso. Um grupo de cantadores e instrumentistas percorre a cidade entoando versos de porta em porta em busca de oferendas.

A Folia do Divino foi instituída pela Rainha D. Izabel, e veio para o Brasil no século XVI. Sua importância chegou a tal ponto que o Imperador escolhido para presidir a festa, passou a gozar de privilégios majestáticos.

Também de devoção religiosa temos o Terno de São Benedito (acontece durante a procissão e festejos à Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia) e a Dança de São Gonçalo (diz a lenda que São Gonçalo a organizou para reabilitação das prostitutas, com as quais dançava a noite toda e, no outro dia, extremamente cansadas, não pecavam). É considerada dança de votos de solteironas que desejam se casar.

SETOR II

"O corpo diz o que as palavras não podem dizer."

No início de nossa colonização, a Igreja desenvolvia planos ambiciosos de evangelização da América Latina. Nessa cruzada ao Novo Mundo, os padres jesuítas desempenharam um papel importante na tentativa de implantar uma sociedade estruturada com base na fé católica. A música e a dança foram muito exploradas como estratégias pedagógicas, e de comunicação, para transmitir a mensagem cristã aos índios. Assim surgiram latentes várias danças como o Sairé: a mais antiga dança da cultura popular da Amazônia que resiste há mais de 300 anos, mantendo intacto o seu simbolismo.

Manifestação característica da herança indígena, os Caboclinhos contam durante o Carnaval as glórias dos nossos antepassados.

Calcadas, sobretudo na visão de um “índio idealizado", o Caiapó e a dança do Carimbó – a mais extraordinária manifestação de criatividade artística do povo paraense criada pelos índios Tupinambás - apresentam incomparável valor folclórico.

Na Dança das Máscaras, os índios Carajás do rio Araguaia, representam animais, com máscaras por eles criadas, mas não são imitações do animal. O que se representa, é apenas indicado por uma propriedade, um ornamento ou uma pluma.

SETOR III

"E que seja perdido o único dia em que não se dançou."

A dança no Brasil é uma dessas coisas espetaculares. É como o céu que fica tão carregado de estrelas que dá a impressão que não vai agüentar tudo! Cada estrela cadente enorme, riscando o céu de alto a baixo, vagarosas, bem distante do compasso das danças que vemos por aqui.

Nessas danças, temos a influência de vários povos que marcaram a nossa história. Dos portugueses nós herdamos o Tamboril, a Ciranda, que é uma dança típica das praias de Pernambuco e as Pastorinhas. Dos franceses herdamos a Quadrilha e os Fandangos com passos e marcações inspirados na corte européia e que continuam a animar nossos bailes e festas populares.

O Frevo nasceu das marchas, maxixes e dobrados. As bandas militares do século passado teriam dado sua contribuição na formação do frevo, bem como as quadrilhas de origem européia.

As influências européias também despertaram a criação do Baião e do Xaxado, que é uma dança criada no Sertão pernambucano, muito praticada pelos cangaceiros da região, como comemoração de vitórias. O nome é devido ao barulho das sandálias dos cangaceiros contra a areia do sertão.

O Baião teria nascido de uma forma especial dos violeiros tocarem lundu na zona rural do Nordeste estruturando-se em seguida como música de dança. Esse gênero foi muito divulgado pelo trabalho de Luiz Gonzaga.

A Dança Pau de Fitas é uma tradição milenar originária do meio rural que aparece em alguns países como a Espanha, Inglaterra e outros da Europa.

Como dança dramática o Bumba-meu-boi adquire através dos tempos, algumas características dos autos medievais. Ao espalhar-se pelo país, o bumba-meu-boi recebe outros nomes, ritmos e formas de apresentação.

Dessa forma, também o encontramos como Boi-Bumbá ou Pavulagem; Boi Calemba ou Bumbá; Boi de Reis, Boi Surubim e Boi Zumbi; Boi Janeiro, Boi Estrela do Mar; Mulinha-de-Ouro; Boi de Mourão ou Boi de Mamão; Bumba ou Folguedo do Boi; Boi-de-Reis e ainda Boi de Jacá e Dança do Boi.

SETOR IV

E a dança que danço, não me dá descanso,
se quero parar, ainda mais avanço !

Os africanos, que aportaram aqui na condição desumana de escravos, prestaram significativa contribuição à construção material do Brasil. A cultura africana também agregou aos elementos nativos uma força própria, que se faz sentir com vigor na música, na dança, e no comportamento do povo brasileiro.

Uma das mais antigas e belas realizações do alto espírito de criatividade do povo africano, a “Dança do Lundu”, tendo o amor sensual como motivação, foi proibida durante anos em virtude de exagerada deturpação que a tornou obscena. Alguns núcleos de escravos, continuaram a cultivá-la e nas últimas décadas do século XIX, deu origem à primeira dança urbana genuinamente brasileira - o Maxixe.

Os Congos ou Congadas denunciam influência africana. São lutas de africanos, buscando sua autonomia contra os portugueses. Não foi, contudo, importado da África. Surgiu no Brasil, invenção dos escravos negros e que depois originaria o Maracatu (termo africano que significa dança ou batuque, no qual um grupo de adeptos sai fantasiado às ruas para fazer saudações aos orixás, em um cortejo carnavalesco onde cruzam as ruas dançando).

Surgidos em 1885 e considerados as mais antigas entidades a participarem do Carnaval, o desfile dos Afoxés é ritmado pelos atabaques, agogôs e xequerês. São entidades carnavalescas que usam trajes de inspiração africana e se apresentam cantando e dançando no ritmo "Ijexá".

O Samba de Coco é uma dança cuja origem está associada à formação de quilombos, onde se reuniam os negros fugitivos das senzalas, já o Jongo formou-se nas terras por onde andou o café. Estruturado em torno de uma fogueira que ajuda a manter a afinação dos tambores, acontece hoje em praças públicas e é uma dança do mesmo tronco do Batuque: ambos ancestrais do Pagode e do Samba. O samba é um símbolo da identidade brasileira e construído por uma cultura popular que o legitima. “Ele não é nem do morro, nem da cidade -- como diz o samba de Noel Rosa. É brasileiro.”Dele, surgiram o Samba-enredo, de partido alto, Samba-canção, Samba-exaltação, Samba de breque, Samba de gafieira e o Sambalanço.

O samba se harmonizou no bater dos tambores. Misturou-se, se enriqueceu, se ritmou e, então, ficou mulato assim, extasiando as multidões.

Hoje é um forte traço de união. É linda a sua história. E a história deste samba é a mesma história desta Nação.

E como é bom sambar, descontrair nos carnavais, pular nos blocos, nos salões, na emoção que faz chorar, faz sorrir, faz sofrer, e faz vibrar.

ROTEIRO DO DESFILE
Setores da Escola

1o SETOR

"A dança é a mãe de todas as linguagens."

Neste setor, mostramos que muitas danças com devoções religiosas foram trazidas pelos portugueses e ficaram presentes em nossa sociedade até os dias de hoje. Também registramos a utilização da dança pela Igreja como instrumento para catequização.

COMISSÃO DE FRENTE: “FOLIA DE REIS”
A Folia de Reis é uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII. Em Portugal, em meados do século XVII, tinha a principal finalidade de divertir o povo, enquanto aqui no Brasil passou a ter um caráter mais religioso do que de diversão.
O MESTRE dono de conhecimentos sobre a manifestação, é quem comanda os foliões e carrega o estandarte..

1ª Porta Bandeira: Rainha Izabel de Portugal e 1º Mestre Sala: Carlos V
A Folia do Divino foi instituída pela Rainha D. Izabel, e veio para o Brasil no século XVI. Sua importância chegou a tal ponto que o Imperador escolhido para presidir a festa, passou a gozar de privilégios majestáticos.
Carlos e Isabel casaram sem se conhecer e amaram-se depois de se conhecerem.
Carlos, atencioso e meigo, deu a Isabel, por divisa, "as três graças, tendo uma delas uma rosa, símbolo da sua formosura, um ramo de murta como símbolo do amor e a terceira uma coroa de carvalho simbolizando a fecundidade".

Ala N. 01 – “FOLIA DO DIVINO”
A Folia do Divino foi instituída pela Rainha D. Izabel, e veio para o Brasil no século XVI. Sua importância chegou a tal ponto que o Imperador escolhido para presidir a festa, passou a gozar de privilégios majestáticos. Constituiu-se de um grupo de cantores e instrumentistas que portando a bandeira do Divino, visitam as casas onde são recebidos devocionalmente.

Ala N. 02 – “DANÇA DE SÃO GONÇALO”
Dança de São Gonçalo (diz a lenda que São Gonçalo a organizou para reabilitação das prostitutas, com as quais dançava a noite toda e, no outro dia, extremamente cansadas, não pecavam). É considerada dança de votos de solteironas que desejam se casar.

2o SETOR

"O corpo diz o que as palavras não podem dizer."

A música e a dança foram muito exploradas como estratégias pedagógicas, e de comunicação, para transmitir a mensagem cristã aos índios.
Nesta troca de culturas, passamos a conhecer as riqueza das danças indígenas de nosso imenso território.

Ala N. 03 – “SAIRÉ”
É a mais antiga dança da cultura popular da Amazônia. A festa, que é uma procissão dançada, resiste há mais de 300 anos, mantendo intacto o seu simbolismo e essência.

Ala N. 04 – Baianas – “CABOCLINHOS”
Manifestação característica da herança indígena, os Caboclinhos mostram durante o Carnaval as danças e lendas que contam a glória dos nossos antepassados.

Ala N. 05 – “CAIAPÓS”
São denominações de folias com temática indianista, calcadas, sobretudo, na visão de um "índio idealizado".

Ala N. 06 – “CARIMBÓ”
A mais extraordinária manifestação de criatividade artística do povo paraense criada pelos índios Tupinambás, apresentam incomparável valor folclórico.

Ala N. 07 – “DANÇA DAS MÁSCARAS”
Na Dança das Máscaras, os índios Carajás do rio Araguaia, representam animais, com máscaras por eles criadas, mas não são imitação plástica do animal. O que se representa, é apenas indicado por uma propriedade, um ornamento ou uma pluma.

3o SETOR

"E que seja perdido o único dia em que não se dançou."

A dança no Brasil é uma dessas coisas espetaculares. É como o céu que fica tão carregado de estrelas que dá a impressão que não vai agüentar tudo! Cada estrela cadente enorme, riscando o céu de alto a baixo, vagarosas, bem distante do compasso das danças que vemos por aqui.
Nessas danças, temos a influência de vários povos que marcaram a nossa história.
As influências européias também despertaram a criação e a absorção de novas coreografias em nossa sociedade.

Ala N. 08 – “TAMBORIL”
Nessas danças, temos a influência de vários povos que marcaram a nossa história. Dos portugueses nós herdamos o Tamboril. A característica desta dança é o seu traje. Os dançarinos usam chapéus cobertos de fitas.

Ala N. 09 – “PAU-DE-FITAS”
A Dança Pau de Fitas é uma tradição milenar, originária do meio rural que aparece em alguns países como: a Espanha, Inglaterra e outros da Europa.

Ala N. 10- Ala das Crianças – “CIRANDA”
Nessas danças, temos a influência de vários povos que marcaram a nossa história. Dos portugueses nós herdamos a Ciranda, que é uma dança típica das praias de Pernambuco.

Ala N. 11 – “FANDANGOS”
Dos franceses herdamos a Quadrilha e os Fandangos com passos e marcações inspirados na corte européia e que continuam a animar nossos bailes e festas populares.

Ala N. 12 – “FREVO”
O Frevo nasceu das marchas, maxixes e dobrados. As bandas militares do século passado teriam dado sua contribuição na formação do frevo, bem como as quadrilhas de origem européia.

Destaque: Rainha da Bateria: “Dança das cores”

Ala N. 13 – Bateria – “XAXADO”
As influências européias também despertaram a criação do Baião e do Xaxado, que é uma dança criada no Sertão pernambucano, muito praticada pelos cangaceiros da região, como comemoração de vitórias. O nome é devido ao barulho das sandálias dos cangaceiros contra a areia do sertão.

Ala N. 14 – Passistas – “PASTORINHAS”
Foi introduzida no Brasil no século XVI, pelos jesuítas. Hoje, as Pastorinhas são acompanhadas de uma bandinha. As moças portam pandeiros primitivos, só com o arco enfeitado de rosas e fitas coloridas.

Ala N. 15 – “QUADRILHA”
A Quadrilha era inicialmente uma dança aristocrática de origem francesa, mas que apresentava influência de antigas danças folclóricas da Inglaterra. Veio para o Brasil pelas mãos dos mestres de orquestra de danças francesas.Assimilada por todo o país, a quadrilha passou a sofrer as influências regionais, daí surgindo muitas variantes.

Ala N. 16 – “BUMBA-MEU-BOI”
Surgiu da colonização das terras do Piauí em fins do século XVIII. Como dança dramática, o Bumba-meu-boi adquire através dos tempos, algumas características dos autos medievais. Ao espalhar-se pelo país, o bumba-meu-boi recebe outros nomes, ritmos e formas de apresentação.

4o SETOR
E a dança que danço,não me dá descanso,
se quero parar, ainda mais avanço !

Os africanos, que aportaram aqui na condição desumana de escravos, prestaram significativa contribuição à construção material do Brasil. A cultura africana também agregou aos elementos nativos uma força própria, que se faz sentir com vigor na música, na dança, e no comportamento do povo brasileiro.

Ala N. 17 – “LUNDU”
Uma das mais antigas e belas realizações do alto espírito de criatividade do povo africano, a “Dança do Lundu”, tendo o amor sensual como motivação, foi proibida durante anos em virtude de exagerada deturpação que a tornou obscena.

Ala N. 18 – “CONGOS E CONGADAS”
Comumente aparecem na forma de préstitos (cortejos), os participantes cantando e dançando, em festas religiosas ou profanas, homenageando, de forma especial, São Benedito.

Ala N. 19 – “MARACATU”
Representa um cortejo real de tradição afro-brasileira, que desfila, especialmente, pelas ruas do Recife por ocasião do carnaval. Ele se origina das antigas festas de coroação de reis negros, nomeados de reis do Congo, dos fins do século XVII.

Ala N. 20 - “IJEXÁ”
Ritmo de origem, africana tocado e dançado nos terreiros de candomblé de todo o Brasil. Seus componentes usam trajes afros ou entidades do candomblé, e cantam músicas geralmente em dialetos africanos.

Ala N. 21 – Baianinhas - “BATUQUE”
Dança cuja origem está associada à formação de quilombos, onde se reuniam os negros fugitivos das senzalas.

Ala N. 22 – “JONGO”
O Jongo formou-se nas terras por onde andou o café. Estruturado em torno de uma fogueira para manter a afinação dos tambores, acontece hoje em praças públicas.

Ala N. 23 – Velha Guarda – “AFOXÉS”
Surgidos em 1885 e considerados as mais antigas entidades a participarem do Carnaval, o desfile dos Afoxés é ritmado pelos atabaques, agogôs e xequerês. São entidades carnavalescas que usam trajes de inspiração.

Ala N. 24 - “SAMBA-ENREDO”
O samba se harmonizou no bater dos tambores. Misturou-se, se enriqueceu, se ritmou e, então, ficou mulato assim, extasiando as multidões.
Hoje é um forte traço de união. É linda a sua história. E a história deste samba é a mesma história desta Nação.

ROTEIRO DO DESFILE
Alas

Figurinista(s): Severo Luzardo Filho
Nº Nome da Fantasia Nome da ala descrição Responsável pela ala
Folia de Reis Comissão de Frente A Folia de Reis é uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII. Alexandre
1 Folia do Divino Comunidade Constituiu-se de um grupo de cantores e instrumentistas que portando a bandeira do Divino, visitam as casas onde são recebidos devocionalmente. Valmir
2 Dança de São Gonçalo Comunidade É considerada dança de votos de solteironas que desejam se casar. Sinésio
3 Sairé Comunidade É a mais antiga dança da cultura popular da Amazônia, resiste há mais de 300 anos, mantendo intacto o seu simbolismo. Valmir
4 Caboclinhos Baianas Motram as danças e lendas que contam a glória dos nossos antepassados indígenas. Filhinha
5 Caiapós Comunidade São denominações de folias com temática indianista, calcada, sobretudo, na visão de um "índio idealizado". Helio
6 Carimbó Queridos Amigos Extraordinária manifestação de criatividade artística do povo paraense criada pelos índios Tupinambás. Maurício
7 Dança das Máscaras Comunidade Índios Carajás do rio Araguaia, representam animais, com máscaras por eles criadas.
Valmir
8 Tamboril Comunidade A característica desta dança é o seu traje. Os dançarinos usam chapéus cobertos de fitas. Renatinho
9 Pau-de-Fitas Grupo de Dança Tradição milenar, originária do meio rural que aparece em alguns países como: a Espanha, Inglaterra e outros da Europa. Bira Dance
10 Ciranda Ala das Crianças Dos portugueses nós herdamos a Ciranda, que é uma dança típica das praias de Pernambuco. Karen
11 Fandangos Coreografada Dos franceses herdamos os Fandangos com passos e marcações inspirados na corte européia. Xuxu
12 Frevo Comunidade O Frevo nasceu das marchas, maxixes e dobrados. Renatinho
13 Xaxado Bateria Criada no Sertão pernambucano, muito praticada pelos cangaceiros da região, como comemoração de vitórias. O nome é devido ao barulho das sandálias na areia do sertão. Mestre Luciano
14 Pastorinhas Passistas Foi introduzida no Brasil no século XVI, pelos jesuítas. As moças portam pandeiros de rosas e fitas coloridas. Magno Magnífico
15 Quadrilha Grupo de Dança De origem francesa, mas com influência de antigas danças da Inglaterra. Assimilada por todo o país, passou a sofrer as influências regionais. Sampaio
16 Bumba-meu-boi Arranquistas graças a Deus Surgiu da colonização das terras do Piauí em fins do século XVIII. Julio
17 Lundu Comunidade Uma das mais antigas e belas realizações do alto espírito de criatividade do povo africano.
Valmir
18 Congos e Congadas Amigos do Sérgio Comumente aparecem na forma de cortejos, em festas religiosas ou profanas, homenageando, de forma especial, São Benedito. Sérgio
19 Maracatu Passo Marcado Representa um cortejo real de tradição afro-brasileira, a partir dos fins do século XVII. Eduardo
20 Ijexá Comunidade Ritmo de origem, africana tocado e dançado nos terreiros de candomblé de todo o Brasil.
Alexandre
21 Batuque Baianinhas Dança cuja origem está associada à formação de quilombos, onde se reuniam os negros fugitivos das senzalas. Renatinho
22 Jongo Comunidade Estruturado em torno de uma fogueira para afinação dos tambores, acontece hoje em praças públicas. Valmir
23 Afoxés Velha Guarda Surgidos em 1885 e considerados as mais antigas entidades a participarem do Carnaval. Penha
24 Samba-Enredo Comunidade O samba se harmonizou no bater dos tambores. Misturou-se, se enriqueceu, se ritmou e, então, ficou mulato assim, extasiando as multidões.
Renato

ROTEIRO DO DESFILE

1o ALEGORIA

“Cruzada ao Mundo Novo”

descrição:

“No início de nossa colonização, a Igreja desenvolvia planos ambiciosos de evangelização da América Latina. Nessa cruzada ao Novo Mundo, os padres jesuítas desempenharam um papel importante na tentativa de implantar uma sociedade estruturada com base na fé católica. A música e a dança foram muito exploradas como estratégias pedagógicas, e de comunicação, para transmitir a mensagem cristã aos índios.”

Autor: Severo Luzardo Filho

Execução: Panamenho

Principais destaques:

Destaque central: Maurício D’Paula

Destaques laterais: Beto e Marcos

Número da ala anterior à alegoria: Ala 02

2o ALEGORIA

“Danças da Natureza: manifestações vitais de nossos Índios.”

descrição:

“A população nortista recebeu grande influência das três raças formadoras de nossa etnia, com destaque para o índio, criando uma cultura riquíssima, onde as celebrações populares tradicionais tomam grande significado.
A fauna e a flora amazônica são uma fonte inspiradora inesgotável para esta cultura.
A difícil realidade de sobrepujar os obstáculos e desafios da floresta faz dos habitantes da Amazônia um povo vitorioso, que reflete nas suas festas, danças, lendas e mitos toda a alegria e felicidade de viver em harmonia com a floresta.
As Danças Indígenas, com movimentos que àquela tribo simbolizam manifestações vitais, como a reverência aos deuses, a fecundação, o nascimento e a morte, a colheita, caça e a pesca, são algumas vezes expressas através dos elementos naturais fogo, água, terra e ar ou de outros seres, sagrados ou não, que segundo sua cultura indígena, nestes elementos ou através deles existem!
São marcantes movimentos representando à tribo, seus fundamentais momentos da vida... Mo(vi)mentos!

Autor: Severo Luzardo Filho

Execução: Panamenho

Principais destaques:

Rodrigo e Marcos Leroy

Destaque Central: Claudinha

Número da ala anterior à alegoria: Ala N. 07

3o ALEGORIA

“O folclore alegre e colorido das danças Nordestinas”

descrição:

“As danças populares mais caracteristicamente nordestinas são alegres e coloridas. São as que mais se fizeram ao contato da terra e da gente.
Outras muitas com caráter nordestino também foram no entanto transplantadas de outras terras.
Quer negra, quer de influência índia ou portuguesa.
A maior característica das danças do Nordeste é a alegria que enaltece a sua cultura, enchendo de sons as festas e danças da mais vibrante região brasileira.
Peculiares da região também são as festas e ritos religiosos, enriquecendo e fortalecendo, dessa forma o folclore nacional.”

Autor: Severo Luzardo Filho

Execução: Panamenho

Principais destaques

Destaque Principal: Karen

Destaque Central: Lênida

Número da ala anterior à alegoria: Ala N. 16

ROTEIRO DO DESFILE

4o ALEGORIA

“No bater dos tambores, o samba conta a história desta nação”

descrição:

“O negro influenciou na formação de danças e cantos.
Trouxe-nos também os seus instrumentos que se congregaram na nossa orquestra popular, principalmente nas danças puramente africanas em que são imprescindíveis e a que muitas dão nome.
A dança, principalmente, que os negros nos trouxeram com caráter religioso é que se tem mantido na mais rigorosa pureza.
O samba se harmonizou no bater dos tambores. Misturou-se, se enriqueceu, se ritmou e, então, ficou mulato assim, extasiando as multidões. Hoje é um forte traço de união.
É linda a sua história. E a história deste samba é a mesma história desta Nação.
E como é bom sambar, descontrair nos carnavais, pular nos blocos, nos salões, na emoção que faz chorar, faz sorrir, faz sofrer, e faz vibrar.”

Autor: Severo Luzardo Filho

Execução: Panamenho

Principais destaques

Destaque Principal: July July

Destaque na frente: Loreta

Destaques Laterais: Eduardo e Cristiano

Número da ala anterior à alegoria: Ala N. 24

ROTEIRO DO DESFILE

Mestre Sala e Porta Bandeira

1o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira

Número da ala anterior ao casal: Comissão de Frente

Nome do Mestre-Sala: Wanderli

Nome da Porta-Bandeira: Fernanda

Nome da Fantasia:

1ª Porta Bandeira: Rainha Izabel de Portugal
A Folia do Divino foi instituída pela Rainha D. Izabel, e veio para o Brasil no século XVI. Sua importância chegou a tal ponto que o Imperador escolhido para presidir a festa, passou a gozar de privilégios majestáticos.

1º Mestre Sala: Carlos V
Carlos e Isabel casaram sem se conhecer e amaram-se depois de se conhecerem.
Carlos, atencioso e meigo, deu a Isabel, por divisa, "as três graças, tendo uma delas uma rosa, símbolo da sua formosura, um ramo de murta como símbolo do amor e a terceira uma coroa de carvalho simbolizando a fecundidade

2o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira

Número da ala anterior ao casal: Ala N. 15

Nome do Mestre Sala: Márcio

Nome da Porta Bandeira: Débora

Nome da Fantasia: “A dança que vem do coração”

“Quando se ama, o corpo toma leveza e a paixão inspira uma dança muito sensual de entrega que se pode chamar de “dança que vem do coração”.
Casais apaixonados rodopiam nos salões, nas ruas, nas praças...
Nosso casal de trará uma coreografia apaixonante para a avenida, representando todos os casais apaixonados deste carnaval.”

SAMBA-ENREDO

Autores do Samba-Enredo: Lequinho, Rodrigo Maia, Harkley Souza e Wando Orelha
Participação Especial: Júnior Fionda, Fadico e Igor Leal.

Letra

Libera a pista que o Arranco vem aí
Quem quiser pode aplaudir
Balança o corpo a alegria é geral
Hoje tem festa no meu carnaval

Conta a história que a dança
Fez história no Brasil
Na Folia ela foi religiosa
Em cada passo, cada gesto
Do seu povo refletiu
Meu corpo é a mais pura expressão
Transmitindo emoção

Tem caiapó, carimbó, xaxado e boi-bumbá
Nesta festa popular
Pisando forte na avenida o sentimento
De um só corpo em movimento

Herança
Por onde eu passo alguém sempre a dançar
Lembrança que a memória não vai apagar
Lundu, tem maxixe e maracatu
Firma o batuque que eu quero sambar
Pra mostrar todo seu valor
O Arranco é todo amor

Minha alegria é viver dançando
E dançando vou te seduzir
São dois pra lá, dois pra cá
Venha ser meu par até o dia clarear

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Nome do Responsável pelo material: Valmir da Costa Neves

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Assinatura Data

Símbolo:  
 
   
 
CARNAVAL 2008