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HISTÓRIA
DO G.R.E.S. UNIÃO DA ILHA DO GOVERNADOR
O Grêmio Recreativo Escola
de Samba União da Ilha do Governador foi fundado em 7 de
março de 1953. Seus fundadores foram Maurício Gazelle,
Joaquim Lara de Oliveira (o Quincas), Orphylo Bastos e mais 59 sócios.
A idéia de criar uma escola de samba, na Ilha do Governador,
mais especificamente no bairro do Cacuia, nasceu numa terça-feira
de carnaval, dia 5 de março de 1953.
Os amigos Maurício
Gazelle, Quincas e Orphylo estavam na Estrada do Cacuia, principal
local de desfile do carnaval da Ilha do Governador, assistindo a
apresentação de pequenas escolas de samba e blocos
de vários bairros da Ilha, quando decidiram que o bairro
do Cacuia deveria ter uma escola de samba que o representasse.
Ao terminar o desfile o grupo se juntou a outros amigos do time de futebol União Futebol Clube, levando-lhes a idéia. Dois dias depois, (7 de março de 1953), no armazém de Maurício Gazelle, eles fundaram a escola de samba União, hoje União da Ilha do Governador. Suas cores são azul, vermelho e branco.
A madrinha da União da Ilha é a escola de samba Portela, daí a Ilha ter em seu brasão o desenho da Águia, símbolo da Portela. A colocação da Águia no brasão da União da Ilha foi idéia sugerida por Natal, um dos mais tradicionais presidentes portelenses. O autor do desenho do brasão da bandeira foi Edson Machado.
A União da Ilha tem uma das mais tradicionais ala de compositores. Destaca-se entre os nomes de seus poetas populares o do saudoso Didi (Adolfo de Carvalho Baeta das Neves, procurador da República). Didi foi vencedor de samba-enredo em várias escolas, assinando sempre com pseudônimo ou, em outras ocasiões, dispensando sua assinatura nas composições.
Didi, ganhou 24 sambas-enredos, número superior aos também compositores recordistas Paulão Brasão, Silas de Oliveira e David Correia.
A União da Ilha iniciou suas apresentações no Cacuia. De 1954 a 1959 foi vencedora dos desfiles do lugar. Em 1960 ao ser registrada na Associação das Escolas de Samba do Estado da Guanabara a União da Ilha foi desfilar no 3º grupo das agremiações, na Praça Onze, conquistando o terceiro lugar. Em 1961 foi classificada em segundo lugar indo para o segundo grupo. Passou ao grupo 1, mais tarde chamado de grupo especial, no carnaval de 1974. Em seu primeiro desfile, entre as mais tradicionais escolas de samba da cidade, foi a nona colocada.
Um dos presidentes da escola cuja a presença foi de extrema importância foi o senhor Jucy Curvello (in memória), pois foi o presidente que pôs a União da Ilha no Grupo Especial; Foi no ano de 1974 com o enredo "Lendas e Festas da Yabás", onde permaneceu até o ano de 2001.
De 1977, com o enredo Domingo, a 1980, quando tirou em segundo lugar com o enredo Bom, Bonito e Barato, a União da Ilha fez grandes desfiles se consagrando definitivamente como uma das escolas de samba mais simpáticas do grupo especial.
E a União já chegou arrebentando: sagrou-se campeã por seis anos seguidos, de 54 a 59, no carnaval da Ilha do Governador. Com vontade de alçar maiores vôos, entrou na Associação das Escolas de Samba, passando a desfilar no carnaval carioca. A decisão de 'atravessar o mar' e chegar ao Rio se faria presente na maioria dos sambas da escola, que sempre faz referência à marcha dos componentes da Ilha rumo à Sapucaí. Confira alguns sambas que trazem esses versos:
"Vou me libertar no perfume desse mar" (2000)
"Assim a Ilha vem pra festa atravessando o mar azul" (1999)
"Eu vou nas ondas desse mar" (1995)
"Minha alegria vem nas ondas desse mar" (1994)
"Sob o clarão da poesia, cruzo o mar da alegria" (1993)
"Sonhando o mar atravessei" (1990)
"O menino iluminado hoje atravessa o mar" (1988)
"Novamente cruza o mar a alegria" (1987)
"A minha alegria atravessou o mar" (1982)

Sambas cantados pelo grande intérprete Aroldo Melodia!
A Ilha manteve-se algum tempo entre o segundo e o terceiro grupos e, em 75 quando sagrou-se campeã, passou a desfilar no grupo principal. No fim da década de 70, a Ilha começou a mostrar seu diferencial. Com enredos como "Domingo", "O Amanhã", "O que será?", "Bom, bonito e barato" e "É hoje" a escola levou para a Sapucaí desfiles leves, baratos e animados. Esta seria a marca registrada da União da Ilha, mantida até hoje. Suas fantasias costumam ser leves, sem grandes esplendores, facilitando o desfile para o componente. A escola também consegue estabelecer uma ótima comunicação com o público, sendo consideradas uma das mais simpáticas do carnaval carioca.
O último bom resultado da Ilha foi obtido em 94, com Abrakadabra, em que chegou em 4º lugar, sua última participação no Desfile das Campeãs. Desde então, não vem obtendo boas colocações. Em 2000, com "Pra não dizer que não falei das flores", a União da Ilha chegou em 8º lugar, abordando um dos períodos mais nebulosos dos 500 anos do Brasil: a ditadura militar, de 64 a 85. No ano de 2001, a escola obteve o 13º lugar do Grupo Especial, sendo assim rebaixada ao Grupo de Acesso A em 2002, onde fez um desfile muito entusiasmado e eufórico, que conteve erros que foram corrigidos pela nova direção da escola em 2003, Carnaval que ficou conhecido como o "Ano do Milagre", que, inexplicavelmente, nos tirou o retorno ao Grupo Especial, causando comoção na escola e surpresa de todos os veículos de comunicação que nos dava a certeira vitória. Mas esse milagre não nos assaltou a vontade se sermos sempre os melhores, e com a determinação de competência de nosso presidente, estaremos em 2006 no fazendo uma inesquecível apresentação no Grupo Especial!
FICHA TECNICA
CARNAVAL 2008 - SINOPSE DO
ENREDO
"É HOJE O DIA"
G.R.E.S. UNIÃO DA ILHA
DO GOVERNADOR
Presidente administrativo: MÁRCIO ANDRÉ
Data da Fundação: 07/03/1953
Cores: AZUL, VERMELHO E BRANCO
Sede administrativa: ESTRADA DO GALEÃO, 322, ILHA DO GOVERNADOR
Quadra de ensaios: ESTRADA DO GALEÃO, 322, ILHA DO GOVERNADOR
Tel.: 021(xx) 3396-4951
/ 9919-3324 / 3396-5610
Enredo: É HOJE O DIA!
Carnavalesco(s): JACK VASCONCELOS
Autor(es) do enredo: JACK VASCONCELOS
Bibliografia:
*Samba de Enredo “É Hoje”, Didi e Mestrinho.
G.R.E.S. União da Ilha do Governador. Rio de Janeiro: Top
Tape música ltda, 1981.
ARAÚJO, Hiram. “Carnaval: Seis Milênios de História”.
Rio de Janeiro: Gryphus, 2003.
CASCUDO, Luís da Câmara. “Made in África”.
Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1965.
ENEIDA. “História do Carnaval Carioca”. Rio de
Janeiro: Civilização Brasileira, 1958.
FERREIRA, Felipe. “O Livro de Ouro do Carnaval Brasileiro”.
Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
LAN (pseudônimo). “As Escolas de Lan” / Ilustrações
de Lan (Lanfranco Vaselli); texto de Haroldo Costa. Rio de Janeiro:
Novas Direções, 2001.
MORAIS FILHO, Melo: “Festas e Tradições Populares
no Brasil”. São Paulo, EDUSP, 1979.
MOURA, Roberto. “Tia Ciata e a Pequena África no Rio
de Janeiro”. Rio de Janeiro, FUNARTE, 1983
RIO, João do. “As religiões no Rio”. Rio
de Janeiro: José Olympio, 2006.
Diretor Geral de Harmonia: DAVI LENIE
Outros Diretores de Harmonia:
KIKO, ROBERTO CORREIA, PAULO ROBERTO, ALBERTO DE OLIVEIRA, WILSON
BICUDO, VALDO ROSA, ALANILDO, TIO HÉLIO, MELO, DANONINHO,
MÁRCIO, COSME, HUASCAR E MAJESTADE.
Intérprete Oficial:ITO MELODIA
Outros Intérpretes:
ROGER LINHARES, NANDO PESSOA, JORGE TROPICAL.
Diretor Geral de Bateria:MESTRE RIQUINHO
Outros Diretores de Bateria:
ORELHA, MARCO RUSSO, ALFREDO, XULA WALDECIR E BAM-BAM-BAM.
Total de componentes:250
Presidente da Ala das Baianas:TIA NOÊMIA
Total de componentes:80
Ala das Crianças:
Responsável: CARLA REGINA
Tota de componentes:80
Galeria Velha Guarda
Presidente:WALTER CERQUEIRA
Total de Componentes:75
Outras informações:
A comissão de frente é coreografada por Handerson
Big e é composta por 15 (quinze) homens, nenhum bailarino
profissional. O coreógrafo faz sua estréia na agremiação
já tendo passado por outras escolas como a Unidos da Ponte
e União da Jacarepaguá coreografando suas comissões
de frente, sendo premiado com o Samba-Net de melhor comissão
de frente do Grupo B em 2005 pela Unidos da Ponte.
JUSTIFICATIVA DO ENREDO
Antes de lançarmos qualquer
tipo de olhar, é preciso saber que nossa proposta de enredo
para o carnaval de 2008 não é uma reedição
do enredo levado para a avenida em 1982, mas uma reedição
do samba-de-enredo do mesmo ano e de autoria dos compositores Mestrinho
e Didi, considerado um dos maiores e melhores sambas-enredo da história
do carnaval. Portanto, não é de nosso intuito estabelecer
qualquer tipo de comparação ou semelhança com
o desfile citado realizado há mais de duas décadas.
Com base nos versos do samba-enredo “É hoje”,
traçamos o histórico do nascimento e criação
do chamado “dia do desfile das escolas de samba”, é
este o tal “dia” que o samba mencionado se refere e
que é o objeto central de desenvolvimento do nosso enredo;
desde as origens africanas de seus elementos até a preparação
do espetáculo do desfile das agremiações. Dia
este no qual todos os envolvidos (componentes ou torcedores) gritam
anciosos: -É hoje o dia!
SINOPSE DO ENREDO
É HOJE O DIA!
Mas afinal, que dia é esse? Que dia é esse que nos
faz tremer, suar frio e o coração bater mais forte?
Que nos faz sofrer sem dor? Que nos faz temê-lo e, ao mesmo
tempo, ansiar pela sua excitante chegada? Que dia é esse
que nos extrai o sangue, o suor e até mesmo nossas lágrimas?
Que faz nossa individualidade ser completamente absorvida pelo êxtase
coletivo?
“A minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante no maior show da terra*”
Ilha, uma extensão de terra cercada de água por todos
os lados. Por isso, todos os anos, a minha alegria atravessa o mar
e ancora na passarela para fazer seu desembarque fascinante no carnaval!
Foi também atravessando o mar que os negros africanos nos
trouxeram sua alegria – é claro que não nos
referimos às condições degradantes a qual foram
submetidos no processo de escravidão, e sim ao caráter
festivo dos povos africanos – e ancoraram por aqui toda a
sua ancestralidade cultural.Artífices de “mãos
cheias” que talham, trançam, esculpem, pintam e forjam
como poucos. Além das tradições plásticas,
orais como o “griot” (pai do enredo) que narra as histórias
de seus antepassados, e musicais como seus batuques, ritos e instrumentos.
Música para a magia, para a fé, para o amor, para
a guerra, para os homens conversarem com seus deuses...Tambores,
atabaques e afins, unindo-se aos cânticos e louvores. Suas
Nações e dinastias vindas de várias partes
da África, clamando por Olorum ou por Alá, fizeram
o desembarque fascinante de suas culturas para lançar em
nossa terra a semente que germinaria o maior show do planeta.
“Será que eu serei o dono dessa festa?
Um Rei no meio de uma gente tão modesta*”
Espalhando seus cantos, danças e crenças, a força
do trabalho negro embalou nosso mestiço país menino.
Das sonoras noites nas senzalas nasce o lundu misturado aos bate-coxas
e umbigadas, estimulando a imaginação dos moradores
da casa-grande. Com a chegada gloriosa do batismo cristão,
ganhou-se o domingo para as festas e batucadas após a santa
missa matinal, bem alinhados em roupas coloridas e vistosas. Festejos
negros em homenagem a santos católicos florescem e, desta
união sincrética, vão aparecer cerimônias,
autos e embaixadas.Coroações de Reis e Rainhas com
seus séqüitos reais, misturando hierarquia africana
com monarquia portuguesa em cortejos processionais. Muitos continham
dramatizações e encenações em seu desenvolvimento,
contavam e cantavam alguma história, como um enredo. Modelos
estes, aliás, seguidos até hoje como formato de desfile
pelas escolas de samba.
“Eu vim descendo a serra, cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera, hoje é dia do riso chorar*”
E o “cortejo” virou preferência na organização
da brincadeira de carnaval, em resposta à bagunça
agressiva do antigo entrudo português que emporcalhava as
pessoas e a cidade. Grupos e comunidades se reuniam para desfilar
fantasiados pelas ruas. Espocam as Sumidades, Cordões e Ranchos
carnavalescos.As “procissões” continuam, com
o povo fantasiado tocando seus instrumentos, cantando e dançando,
para misturar de vez as raças e classes. As turmas e famílias
com fantasias unificadas inspirariam o surgimento das chamadas “alas”
e as exibições das luxuosas e engenhosas alegorias
das Grandes Sociedades influenciariam as escolas de samba na construção
de seus “carros alegóricos”, além de nos
presentear com a tradição das “comissões
de frente” como os mestres de cerimônia dos desfiles.
“Levei o meu samba pra mãe de santo rezar
Contra o mau-olhado carrego o meu patuá
Acredito ser o mais valente nessa luta do rochedo com o mar*”
Sob as densas fumaças perfumadas dos incensos, rezado, benzido
e iluminado pelas velas de cera dos barracões de fé,
o nosso bom e velho samba é filho legítimo dos terreiros
das religiões afro-brasileiras, com seus Orixás e
entidades, herdando o misticismo, a musicalidade e a tradição
dramática de seus pontos e louvores. Marginalizado e perseguido,
é gerado, alimentado e escondido nos fundos das casas das
“tias baianas” na Praça Onze. Mas o samba vencerá
as dificuldades e ganhará força com o aparecimento
das primeiras “escolas de samba”, que traduzirão
em seus desfiles o histórico da influência e da resistência
cultural negra na miscigenação de nosso povo.
“É hoje o dia da alegria
E a tristeza nem pode pensar em chegar*”
“É hoje!”. Assim exclamavam os negros nos preparativos
dos antigos congos. Os foliões exclamam excitados para o
grande momento, único e decisivo, para o qual se preparam
o ano inteiro: o desfile de sua escola do coração.
Revivem-se as tradições dos antepassados com todos
os seus elementos se agrupando para compor uma só festa.
Das casas simples, das ruas de asfalto ou do alto dos morros, sai
a nobreza do samba. Trabalhadores esquecem das dificuldades do cotidiano
e têm seus dias de reis e rainhas, ou damas e fidalgos; homens
e mulheres, jovens e velhos, ricos e pobres, comungam a santidade
deste momento ancestral que corre nas veias de todos nós.
Da comissão de frente à velha guarda, a expectativa
para a hora da explosão de euforia num misto de honroso dever
e satisfação pessoal. A felicidade é insulana
e alegria é sinônimo de União da Ilha do Governador,
famosa pelos desfiles coloridos e memoráveis que traçaram
o caráter apaixonantemente feliz da escola. É hoje
o dia! A azul, vermelha e branca evoca seu passado glorioso rumo
a mais uma conquista na construção de um futuro de
vitórias. Caramba, segura a marimba que lá vem a Ilha!
“Diga, espelho meu, se há na avenida alguém
mais feliz que eu?*”
Duvido.
Jack Vasconcelos (carnavalesco)
ROTEIRO DO DESFILE
Setores da Escola
1o SETOR
nome: “PELO MAR”
descrição do setor: Todos os carnavais, nossa alegria
atravessa o mar para ancorar na passarela. O mar que envolve o bairro
da Ilha do Governador, tão azul quanto o azul em nosso pavilhão,
tão profundo quanto nossa paixão vermelha pela União
da Ilha e tão cintilante quanto o branco de nossa paz de
espírito por estarmos na escola que amamos.
numeração das alas: 1 e 2.
2o SETOR
nome: “RAÍZES”
descrição do setor: Foi também atravessando
o mar que os negros africanos nos trouxeram sua alegria –
é claro que não nos referimos às condições
degradantes a qual foram submetidos no processo de escravidão,
e sim ao caráter festivo dos povos africanos – e ancoraram
por aqui toda a sua ancestralidade cultural. Suas Nações
e dinastias vindas de várias partes da África, clamando
por Olorum ou por Alá, fizeram o desembarque fascinante de
suas culturas para lançar em nossa terra a semente que germinaria
o maior show do planeta.
numeração das alas: 3, 4, 5, 6 e 7.
3o SETOR
nome:“FESTAS BARROCAS”
descrição do setor: Espalhando seus cantos, danças
e crenças, a força do trabalho negro embalou nosso
mestiço país menino. Das sonoras noites nas senzalas
nasce o lundu misturado aos bate-coxas e umbigadas.Com a chegada
gloriosa do batismo cristão, ganhou-se o domingo para as
festas e batucadas após a santa missa matinal, bem alinhados
em roupas coloridas e vistosas. Festejos negros em homenagem a santos
católicos florescem e, desta união sincrética,
vão aparecer cerimônias, autos, embaixadas e folias.
numeração das alas: 8, 9, 10, 11 e 12.
4o SETOR
nome:“CORTEJOS CARNAVALESCOS”
descrição do setor: E o “cortejo” virou
preferência na organização da brincadeira de
carnaval, em resposta à bagunça agressiva do antigo
entrudo português que emporcalhava as pessoas e a cidade.
Grupos e comunidades se reuniam para desfilar fantasiados pelas
ruas, abrindo alas para a folia.
numeração das alas: 13, 14, 15, 16 e 17.
5° SETOR
nome:“MEU SAMBA”
descrição do setor: O samba, com seus diferentes estilos,
se consolida como expressão cultural do carioca. Mas seus
adeptos serão alvo de preconceito e discriminação.
Contudo, a repressão só o fortalecerá e ele
vencerá a luta do “rochedo com o mar”. Verdadeira
voz do morro e do povo, o samba vencerá as dificuldades e
ganhará força com o aparecimento das primeiras “escolas
de samba”, que traduzirão em seus desfiles o histórico
da influência e da resistência cultural negra na miscigenação
de nosso povo.
numeração das alas: 18, 19, 20, 21 e 22.
6° SETOR
nome:
“É HOJE O DIA!”
descrição do setor: “É hoje!”.
Assim exclamavam os negros nos preparativos dos antigos congos.
Os foliões exclamam excitados para o grande momento, único
e decisivo, para o qual se preparam o ano inteiro: o desfile de
sua escola do coração. Da comissão de frente
à velha guarda, a expectativa para a hora da explosão
de euforia num misto de honroso dever e satisfação
pessoal. Revivem-se as tradições dos antepassados
com todos os seus elementos se agrupando para compor uma só
festa.
numeração das alas: 23, 24, 25, 26 e 27.
ROTEIRO DO DESFILE
Alas
Descrição das Alas
Figurinista(s): Jack Vasconcelos
Nº Nome da Fantasia Nome da ala descrição Responsável
pela ala
Cavalos Marinhos Comissão de Frente A União da Ilha
do Governador é uma escola à beira-mar devido a condição
de ilha do seu bairro de origem. E se o enredo se inicia nele, a
comissão de frente vem representando o animal que simboliza
esta característica geográfica da agremiação
no pavilhão azul, vermelho e branco insulano: o cavalo marinho.
Handerson “Big”
1 Mar de Almirante Velha Guarda Pretendendo navegar em “mares
de Almirante”, a União da Ilha do Governador abre o
desfile com a velha-guarda da escola, que com sua experiência
nos inspira e nos guia a vencer o enfrentamento deste verdadeiro
mar revolto que é a competição Walter Cerqueira
2 Rainhas do Mar Baianas Tudo começa na água. A vida
começa na água. As mães baianas dão
vida às escolas de samba. O mar envolve e protege a União
da Ilha do Governador. O mar veste as “senhoras-rainhas”
de nossa agremiação, inundando a avenida de alegria
e limpando os caminhos para o desfile da escola. Tia Noêmia
3 Feiticeiros Passo Marcado O conhecimento místico dos sacerdotes
africanos trazidos escravizados para o Brasil disseminou rituais
mágicos e religiosos, como os cultos aos Orixás; estes
de origem totêmica e familiar, tendo por base a alma da natureza
e seus elementos. Ledy Rolzst
4 Oráculo Comunidade As forças superiores são
sempre solicitadas para a solução de problemas do
cotidiano, e a prática da magia é sempre adotada em
busca das soluções. O oráculo dos búzios
é feito através da interpretação dos
segredos contidos nos diferentes Odù. Edú, Ana Paula
e Fátima
5 Guerreiros Canta Ilha Os escravos africanos trazidos para o Brasil
pertenciam a vários grupos étnicos, como os Bantu,
Yoruba, Ewe e Fon. evoluíram diversas "divisões"
ou nações, que se distinguem entre si principalmente
pelo conjunto de divindades veneradas, música e língua
sagrada usada nos rituas. Marcelo Guimarães
6 Máscaras Amigos da EISA Formas mais conhecidas da plástica
africana, representando um disfarce para a incorporação
dos espíritos e a possibilidade de adquirir forças
mágicas. As máscaras têm um significado místico,
importante na arte africana sendo usadas nos rituais e funerais,
transformando o corpo de quem a carrega e conservando sua individualidade.
Dirley dos Santos e Adriano Amaral
7 Totens Comunidade De caráter coletivo tribal e religioso,
personifica os deuses, objetos ou animais cultuados por uma aldeia
ou grupo. Alênio e Amanda
8 Brincantes das Folias e Embaixadas Sacode quem pode Folias de
vários tipos, pomposas Embaixadas, procissões festivas,
louvores cantados e dançados homenageiam santos católicos
como São Benedito e Nossa Senhora do Rosário, considerados
padroeiros dos negros, em manifestações populares
sincréticas. Jorge Santos
9 Anjinhos de Reis Crianças Em louvor aos “Santos Reis
Magos”, a Folia de Reis é um culto de origem portuguesa
ligado aos festejos natalinos que ganha contornos de origens africanas,
como as fortes batidas e um clímax de entonação
vocal, com a conversão religiosa de negros que formarão
muitos grupos e “ternos”, acentuando o sincretismo miscigenado.
Carla Regina
10 Pajens dos Cortejos Alegrilha O pálio que é transportado
pelo Escravo, ou Pajem, que o gira entre suas mãos lembrando
o movimento da Terra, figura os cortejos de Reis e Rainhas africanos
vestidos de monarquia branca. O uso deste tipo de guarda-sol é
costume árabe, ainda hoje presente em certas regiões
africanas. Eliane
11 Reis Congueiros Feitiço da Ilha A presença de reis
africanos é uma constante nas várias manifestações
de origem negra no folclore-religioso brasileiro, como nos Congos,
Maracatus, Cucumbis e suas variantes. A influência européia
em uma manifestação ,que inicialmente era só
de negros ,pode ser evidenciada nas solenidades que ocorrem nas
Igrejas, e principalmente o padrão de Império:composição
da Corte, dos soberanos, comprimentos aos Reis e coroas. Maria da
Graça
12 Rainhas das “Nações” Rainha Njinga
Todo Rei vem acompanhado de sua Rainha. O maracatu nasceu nos terreiros
de candomblé quando os escravos reconstituíam a coroação
do Rei do Congo. Os portugueses chamavam aos "infiéis"
de nação, nome que acabou sendo assumido pelos próprios
negros, passando a autodenominar de Nações a seus
agrupamentos. Arilene e Alexandre
13 Cordões, Blocos, Bandas e Bandos Xodó da Ilha O
carnaval carioca começou a se transformar a partir da criação
de bailes carnavalescos e a introdução dos costumes
europeus, mais “civilizados” em relação
ao violento Entrudo português. Nas ruas, o povo fantasiado
tocando seus instrumentos, cantando e dançando, mistura de
vez as raças e classes. As turmas e famílias com fantasias
unificadas vão inspirar o surgimento das chamadas “alas”.
Dinaléa Prata
14 Ranchos Carnavalescos Bateria De origem marcadamente popular,
a criação dos Ranchos sofreu influência nordestina,
que se caracterizou por incorporar ao Carnaval elementos de procissões
religiosas de tradição negra e de manifestações
folclóricas típicas do Dia de Reis, usando marchas
e maxixes como música, tocadas por uma orquestra. Mestre
Riquinho
15 Promenades Passistas Para exibir suas ricas fantasias ao povo,
elegantes foliões promoviam passeios em grupos, ou promenades,
aos moldes do então já quase extinto carnaval romano
deslumbrando a população. Landes Maria e Suelen
16 Estandartes e Pavilhões Malandrinhos Os estandartes são
os pais das bandeiras das agremiações de hoje. Reunindo
as características individuais de cada grêmio, são
empunhados em todas as manifestações grupais de carnaval.
Ricardo Maia
17 Mascarados Samba-Charme A elite carioca copiou o carnaval francês,
fazendo com que a moda dos Bailes de Máscaras, Bailes à
Fantasia ou Bals Masqués fosse rapidamente seguida. Robson
Vasconcellos
18 Meu Barracão Comunidade A população dos
morros cariocas enfrentaram a rejeição social produzindo
arte, música, samba. O ritmo adquiriu sua diversidade artística
e estabeleceu, na zona urbana, como um movimento de inegável
valor social. Mário e Ruth
19 Violão e Pandeiros Pura Amizade União simbólica
de dois instrumentos musicais para traduzir a fusão do “samba
do morro”, representado pelos pandeiros, com o “samba
do asfalto”, representado pelo violão. Claudia Helena
20 Seu Guarda Tropical O samba será duramente perseguido
e seus adeptos serão alvo de preconceito e discriminação,
sendo comum a repressão policial aos sambistas. Ricardo Ribeiro
21 Poetas do Samba Compositores Com a formação das
primeiras escolas de samba surge o samba enredo, também chamado
de samba-de-enredo; gênero musical que conta a história
que se pretende levar para o desfile da agremiação
e composto pelos chamados “poetas” das escolas. Carlinhos
Fuzil
22 Rezado e Benzido Raízes Devido a ligação
direta com os cultos de magia afro-brasileiros, o samba carrega
uma alta carga de misticismo e superstição. Signos
e símbolos desta influência estão presentes
na sua estrutura musical e no comportamento dos sambistas em geral.
Cidália
23 Meu Pavilhão Comunidade O pavilhão de cada escola
de samba é que há de mais sagrado dentro de cada entidade.
Todas respeitam suas cores e símbolos, que variam de acordo
com sua história individual. Razão de nossa paixão
pela União da ilha, empunhamos orgulhosos nosso brasão
azul, vermelho e branco, como verdadeiros cavaleiros em defesa de
nossos símbolos. Rosa
24 Operários da Folia Emergente da Folia Homenagem aos trabalhadores
dos barracões das escolas de samba. Carpinteiros, ferreiros,
escultores e empasteladores tem seus instrumentos de trabalho lembrados
na figura dos palhaços, fantasia tradicional nos marcantes
desfiles da escola nos anos setenta e oitenta que traçaram
o perfil brincalhão da agremiação que perdura
até os dias de hoje Paulo Monteiro
25 Costurando e Adereçando a Folia Ala da Xuxu Visão
poética dos aderecistas e costureiras que dão vida
aos “riscos” e croquis das fantasias e adereços
das escolas de samba. A proposta desta ala é reproduzir uma
parte da sensação de caos dos ateliês e barracões
proporcionado pela variação de cores e tipos de materiais
utilizados nos trabalhos, por isso, a ala, propositalmente, não
apresenta uma unidade padronizada em seu cromatismo e adereçamento.
Tania Mara
26 Nobreza Insulana Pipa Avoada Alta nobreza de sangue azul, vermelho
e branco, os componentes da União da Ilha do Governador são
famosos por sua alegria descontraída, suas fantasias multi-coloridas
e irreverentes. Por isso a ala não apresenta, propositalmente,
uma unificação no conjunto cromático individual
das fantasias. Mr. Paull
27 Reis da Folia Comunidade Todos somos reis nos quatro dias de
reinado da fantasia. Na competição dos desfiles das
escolas de samba, saímos de nossas casas e barracões,
descemos os morros e ladeiras para sermos coroados os reis dessa
festa. E somos mesmo. Todos nós. Luis Carlos e Dudu
ROTEIRO DO DESFILE
Alegorias
Descrição das Alegorias
1o ALEGORIA
Nome: ATRAVESSANDO O MAR
descrição: A alegoria
traz elementos marinhos, reais e míticos, para compor o cenário
de beleza e mistério que o mar exerce, e sempre exerceu,
no imaginário coletivo. Por excelência, a sua travessia
sempre representa a transposição de um mundo para
outro, de um ponto de que se parte a um outro no qual não
se estava. Em nosso enredo pode ser: da realidade cotidiana para
a fantasia carnavalesca traduzida na chegada dos nosso insulanos
para o desfile ou a travessia e chegada da cultura negra em nosso
país que inicia nossa história.
Autor: Jack Vasconcelos
Principais destaques:
Alexandre Coutinho. Fantasia: Netuno
Sandro Piná. Fantasia: Reino das Águas
Cristiano Morato. Fantasia: Ser Aquático
Nedinho Vilar. Fantasia: Alegoria Marinha
Dejanilton Melo. Fantasia: Alegoria Marinha
Janice Fernandes. Fantasia: Fantasia Marinha
Marcia Grassano. Fantasia: Fantasia Marinha
número da ala anterior à
alegoria: 2.
2o ALEGORIA
Nome: RAÍZES AFRICANAS
descrição: Tambores,
atabaques e afins, unindo-se aos cânticos e louvores. Artífices
de “mãos cheias” que talham, trançam,
esculpem, pintam e forjam como poucos. Além das tradições
plásticas, orais e musicais como seus batuques, ritos e instrumentos.
Música para a magia, para a fé, para o amor, para
a guerra, para os homens conversarem com seus deuses. Escudos, marfins,
leões e esculturas formam um cenário que traduz a
força e a riqueza do povo e do solo africano, num misto de
tribalidade guerreira e nobreza Real.
Autor: Jack Vasconcelos
Principais destaques:
Fábio Lima. Fantasia: Rei Africano
Maurício Lopes: Fantasia: Sacerdote Africano
Kleyton Heller. Fantasia: Guerreiro Africano
Carla Costa. Fantasia: Jóias Africanas
Helena. Fantasia: Sacerdotisa Africana
número da ala anterior à
alegoria: 7.
3o ALEGORIA
Nome: FESTAS BARROCAS
descrição: Coroações
de Reis e Rainhas com seus séqüitos reais, misturando
hierarquia africana com monarquia portuguesa em cortejos e procissões.
Muitos continham dramatizações e encenações
em seu desenvolvimento como um “enredo”. Modelos estes,
aliás, seguidos até hoje como formato de desfile pelas
escolas de samba. Muitos grupos de negros aproveitavam-se da relativa
liberalidade reinante para conseguir autorização policial
para se apresentarem durante a época dos festejos carnavalescos.
A alegoria mistura o estilo barroco com a tropicalidade brasileira
para simbolizar a miscigenação de etnias e costumes.
Autor: Jack Vasconcelos
Principais destaques:
Paula Capaz. Fantasia: Rosário Barroco
Ademilson Cunha. Fantasia: Reisados e Congados
Graziela Klue. Fantasia: Festa Barroca
Aline Pinto. Fantasia: Festa Barroca
Rodrigo Jerônimo. Fantasia: Rei de Fitas
Adilson Santos. Fantasia: Rei de Fitas
número da ala anterior à
alegoria: 12.
ROTEIRO DO DESFILE
Alegorias
4o ALEGORIA
Nome: PRÉSTITOS CARNAVALESCOS
descrição: Os Grandes
Clubes Carnavalescos e as Grandes Sociedades contavam com a participação
de artistas plásticos e cenógrafos, em sua maioria
vindos do teatro, para a confecção de seus estandartes
e carros alegóricos sendo os primeiros núcleos de
geradores de profissionais que se dedicavam a produção
dos desfiles de carnaval., os chamados Técnicos. A acirrada
competição dos desfiles exigiu uma sofisticação
crescente na realização plástica dos cortejos.
A alegoria, em tons claros de ouro e prata, dá um tom nostálgico
aos faustosos e lendários desfiles antigos.
Autor:Jack Vasconcelos
Principais destaques
Rogéria Meneguel. Fantasia: Mascadas
Mônica Carvalho. Fantasia: Musa dos Fenianos
Leandro Fonseca. Fantasia: Arlequim
Ludmila de Aquino. Fantasia: Colombina
Samyle Cunha. Fantasia: Musa dos Tenentes do Diabo
Luiz Tanuz. Fantasia: Tenentes do Diabo
número da ala anterior à
alegoria: 17.
TRIPÉ
Nome: MÃE-DE-SANTO
descrição: O nosso bom
e velho samba é filho legítimo dos terreiros das religiões
afro-brasileiras, com seus Orixás e entidades, herdando o
misticismo, a musicalidade e a tradição dramática
de seus pontos e louvores. Marginalizado e perseguido, o samba é
gerado, alimentado e escondido nos fundos das casas e terreiros
de fé das lendárias “tias baianas”, mães-de-santo
e do samba.
Autor:Jack Vasconcelos
número da ala anterior ao tripé:
22.
5o ALEGORIA
Nome: COMUNIDADE: É HOJE O DIA!
descrição:Das casas simples,
das ruas de asfalto ou do alto dos morros, sai a nobreza do samba.
Trabalhadores esquecem das dificuldades do cotidiano e têm
seus dias de reis e rainhas, ou damas e fidalgos; homens e mulheres,
jovens e velhos, ricos e pobres, comungam a santidade deste momento
ancestral que corre nas veias de todos nós. A felicidade
é insulana e alegria é sinônimo de União
da Ilha do Governador, famosa pelos desfiles coloridos e memoráveis
que traçaram o caráter apaixonantemente feliz da escola.
Autor: Jack Vasconcelos
Principais destaques
Guina. Fantasia: Céu Insulano
Augusto Melo. Fantasia: Rei da Alegria
Edimilson Araújo. Fantasia: Espírito Folião
Claudia Bouças. Fantasia: Foliã Fantasiada
Andréia Guimarães. Fantasia: Folia
Mônica Aires. Fantasia: Folia
número da ala anterior à
alegoria: 27.
ROTEIRO DO DESFILE
Mestre Sala e Porta Bandeira
1o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Número da ala anterior ao casal:
5.
Nome do Mestre Sala: ROGERINHO
Nome da Porta Bandeira: PRISCILA ROSA
Nome da Fantasia: Ourivesaria
Outras Informações: Ouro,
bronze, marfim, diamantes... A fantasia representa a riqueza e sofisticação
dos trabalhos de ourivesaria dos povos africanos.
2o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Número da ala anterior ao casal:
24.
Nome do Mestre Sala: GUGA
Nome da Porta Bandeira: NATÁLIA
Nome da Fantasia: “Riscos”
e Croquis
Outras Informações: A
fantasia faz uma homenagem aos desenhistas, projetistas e figurinistas
que trabalham na idealização dos desfiles das escolas
de samba. Suas criações e projetos embelezam e fazem
dos desfiles um verdadeiro espetáculo.
SAMBA-ENREDO
Presidente da Ala dos Compositores:
CARLINHOS FUZIL
Autores do Samba-Enredo:
DIDI e MESTRINHO
Letra
A minha alegria atravessou o mar
E ancorou na passarela
Fez um desembarque fascinante no maior show da terra
Será que eu serei o dono dessa festa?
Um “Rei” no meio dessa gente tão modesta?
Eu vim descendo a serra
Cheio de euforia para desfilar
O mundo inteiro espera
Hoje é dia do riso chorar
Levei o meu samba pra mãe-de-santo
rezar
Contra o “mau-olhado” carrego o meu patuá
Acredito ser o mais valente
Nessa luta do rochedo com o mar
É hoje o dia da alegria!
E a tristeza nem pode pensar em chegar
Diga espelho meu
Se há na avenida alguém mais feliz que eu?
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Nome do Responsável pelo material:
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Assinatura Data
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