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HISTÓRIA DO G.R.E.S.
ACADÊMICOS DE SANTA CRUZ
Fundação- 18 de Fevereiro de 1959
Endereço- Rua do Império, 573, Santa Cruz, Rio de Janeiro - RJ
Fundadores- Abílio C. de Souza, José Ramos Cordeiro, Altamiro de Oliveira e outros
Afilhada da Unidos de Bangu e madrinha
da Unidos do Uraiti, a Acadêmicos de Santa Cruz desfilou em 1960,
1961 e 1962 na própria localidade. Em 1962, filiou-se à
Confederação da Escolas de Samba. Seu primeiro desfile na
cidade foi no dia 2 de dezembro de 1962, por ocasião do 1°
Congresso do Samba. Em 1963, disputou o carnaval na Praça Onze
(Grupo 3) e foi campeã. Em 1965, a Acadêmicos de Santa Cruz
foi campeã do Grupo 2, por ocasião do carnaval do IV Centenário.
Disputou por três anos o concurso principal das escolas de samba
em 1966, 1970, 1985 e voltou mais algumas vezes ao Grupo principal, para
disputar o Carnaval. Em 1989, a escola ganhou o desfile do segundo grupo
e subiu para o Grupo Especial, no ano seguinte. Fez um belíssimo
desfile, mas os jurados, certamente por causa da escola não ter
a mesma tradição de outras, a colocaram novamente no 2º
Grupo.
Em 1991, no transcorrer do desfile, houve uma queda de energia elétrica
na Avenida, e a Santa Cruz não conseguiu desfilar. Logo após,
ganhou na justiça o direito de desfilar entre as grandes escolas
em 1992. No Grupo Especial, a escola se houve muito mal, e terminou na
última colocação, já que não estava
preparada para desfilar entre as grandes. A decisão da justiça
saiu na sexta-feira de carnaval, ou seja, dois dias antes do desfile.
Em 1993, a escola tirou o 4ºlugar no Grupo 1.
No ano de 1994, a Santa Cruz tirou o 7ºlugar, injustamente. O carnaval
de 1994 foi o que apresentou o resultado mais vergonhoso da história,
com toda certeza. A Santa Cruz jamais merecia ter tirado a sétima
colocação, assim como outras escolas também receberam
posições absurdas. Em 1995,mesmo fazendo um bom desfile,
não passamos do quinto lugar.
A agonia acabou em 1996, quando a Santa Cruz arrebentou na Sapucaí
e ganhou o desfile do Grupo 1A, garantindo o direito de desfilar em 1997
entre as grandes escolas, que é o seu lugar. Mas, infelizmente,
a história de 1990 se repetiu. Com um belíssimo samba, fomos
rebaixados ficando a apenas 1 ponto da União da Ilha.
Credenciados por termos feito um belo desfile em 1997, e pelo tema, "O
exagerado Cazuza nas terras de Santa Cruz", mais uma vez nossa escola
era a favorita para vencer o carnaval do Grupo 1A em 1998. Não
decepcionamos, ganhamos todos os prêmios de melhor escola do Grupo
1A, mas isso não foi suficiente para vencer. Os jurados tiveram
inclinações fortes para o Império Serrano, que venceu
o desfile, mesmo sem convencer. Em 1999, infelizmente não repetimos
as boas performances de 1997 e 1998, e, mesmo assim, terminamos numa honrosa
quarta colocação, com o tema "Abraham Medina em Noite
de Gala".
No carnaval de 2000, a Santa Cruz entrou na avenida para defender o seu
enredo Brasil, do extrativismo à reciclagem, 500 anos de riquezas,
e tirou a sua pior colocação nos últimos 6 anos.
Tirou a sexta colocação, perdendo o título para o
Império Serrano e para a Paraíso do Tuiuti, que debutará
em 2001 no Grupo Especial.
Em 2001, a história foi um pouco diferente. A verde e branco da
Zona Oeste não conseguiu subir, mas dessa vez fez bonito na Sapucaí.
Com o enredo "Mário Lago; na rolança do tempo, uma
vida de histórias" a Santa Cruz ficou em terceiro lugar, à
frente de duas das maiores escolas de samba do Rio (Vila Isabel e Estácio
de Sá) e apenas perdendo a vaga no Grupo Especial por apenas um
ponto para a melhor escola da noite daquele sábado, a São
Clemente. A Unidos do Porto da Pedra venceu o desfile.
FICHA TECNICA
CARNAVAL 2008 - SINOPSE DO ENREDO
"DA ABERTURA DOS PORTOS
A CIDADE DO PORTO, ITAGUAÍ - UMA HISTÓRIA REAL "
G.R.E.S. ACADÊMICOS DE SANTA
CRUZ
Presidente administrativo:
MOYSÉS ANTONIO COUTINHO FILHO - ZEZO
Data da Fundação: 18 de fevereiro de 1959
Cores: verde e branco
Sede administrativa: Rua do Império, 573 - Santa
Cruz RJ
Quadra de ensaios: Rua do Império, 573 –
Santa Cruz RJ
Tel.: 9965-9958 / 2419-3736 / 3395-0229
Enredo: “ DA ABERTURA DOS PORTOS À CIDADE
DO PORTO, ITAGUAÍ – UMA HISTÓRIA REAL”.
Carnavalesco(s): Rosele Nicolau Jorge, Fran-Sérgio,
Munir Nicolau Jorge e Ricardo Denis.
Autor(es) do enredo: Rosele Nicolau Jorge Coutinho
Bibliografia:
• D. João VI no Brasil – Lima, O . Editora Topbooks
• Indústria, trabalho e cotidiano no Brasil – Decca,
M.A.G – Ed. Atual
• Documentos de História do Brasil – De Cabral aos
anos 90 – Prori, M.Del – Ed. Scipione
• Textos e Documentos de História – Freitas, G. –
Ed. Plátano
• Nas trilhas da História – Alves, Kátia Corrêa
Peixoto – Ed. Dimensão
• História – Passado Presente – Carmo, Sonia
Irene da Silva do – Ed. Atual
• Santa Cruz – Fazenda jesuítica, real, imperial –
Freitas, Benedicto de – Asa Artes Gráficas
Diretor Geral de Harmonia: Valdemir Rodrigues de Paula
- MICA
Outros Diretores de Harmonia: Edmilson, José Luiz, Cachimbo e Canjica.
Intérprete Oficial: Davi do Pandeiro
Outros Intérpretes: Vitor, Adriano, Célio Silva e Vitor
Diretor Geral de Bateria: Rafael Queiroz e Luiz Gustavo
Outros Diretores de Bateria: Xangô, Geco e Marcão.
Total de componentes: 220
Presidente da Ala das Baianas: Marília Vianna
Total de componentes: 100
Ala das Crianças:
Responsável: Antonio Carlos Sampaio
Total de componentes: 120
Galeria Velha Guarda
Presidente: Neuza Maria de Oliveira
Total de Componentes: 25
Outras informações:
JUSTIFICATIVA DO ENREDO
Divulgando feitos e fatos do passado, o GRES Acadêmicos
de Santa Cruz veste a “fantasia real” para exaltar a monarquia
que escreveu na História o futuro do nosso país.
Através do enredo “Da Abertura dos Portos à cidade
do porto, Itaguaí – uma história real”, a Santa
Cruz comemora, com a alegria do carnaval, os duzentos anos da chegada
da majestosa família ao Brasil, apresentando as grandes realizações
de D.João VI, sua contribuição política e
cultural e a trajetória de um município que, desde a colonização
de nossas terras, esteve entrelaçado nesse contexto histórico
e participou do seu desenvolvimento, abrigando hoje o Porto de Itaguaí
- o maior da América Latina.
SINOPSE DO ENREDO
No início do século XIX a Europa foi sacudida
por uma longa e violenta guerra. Napoleão, imperador da França
e temido general, organizou um poderoso exército, invadiu vários
países e colecionou vitórias. Bom estrategista, Napoleão,
para derrotar os ingleses, obrigou outras nações a fecharem
os portos à Inglaterra, que ficaria isolada e enfraquecida comercialmente.
Entretanto, Portugal e Inglaterra eram velhos aliados e realizavam muitos
negócios. Os portugueses, então, decidiram contrariar tal
ordem, enfurecendo Napoleão, que ordenou a seu exército
a conquista de Portugal.
Houve pânico em Lisboa quando se soube da notícia de uma
invasão francesa. Naquele momento, os portugueses não estavam
em condições de enfrentar um inimigo tão forte.
Depois de muitas discussões e debates, ficou estabelecido que a
família real, liderada pelo príncipe regente Dom João,
deveria partir imediatamente para o Brasil, que nessa época era
uma colônia portuguesa.
A Corte, a salvo do outro lado do oceano, asseguraria a independência
de Portugal.
BRASIL – O DESTINO REAL
No dia 29 de novembro de 1807, dezenas de embarcações
zarparam de Portugal, repletas de nobres, funcionários do palácio,
burgueses, bagagens, animais, recordações, sonhos...
A incerteza do futuro, o temor aos mistérios do mar, a desolação
de deixar a terra natal e o alívio de escapar dos exércitos
napoleônicos embarcaram com os quinze mil portugueses que cruzariam
os mares a caminho do Brasil.
A grande esquadra real, numa viagem difícil, enfrentou tormentas,
avarias, perigos e calmarias durante o trajeto. O episódio é
considerado até hoje uma das maiores epopéias da história
lusitana.
Finalmente, depois de quase dois meses no mar, as naus que conduziam a
rainha D. Maria I, seu filho, o príncipe D.João, a esposa
Carlota Joaquina e os descendentes reais chegaram a Salvador em 22 de
janeiro de 1808, embora o destino original fosse o Rio de Janeiro.
Durante sua breve estada entre os baianos, a família real foi acolhida
com alegria e muito festejada pela população. A admiração
cresceu ainda mais quando, em 28 de janeiro de 1808, Dom João assinou
a Carta Régia, decretando a abertura dos portos do Brasil ao comércio
direto com todas as nações amigas, quebrando o monopólio
português.
A Abertura dos Portos, além da importância histórica,
representa um dos momentos marcantes para as relações estrangeiras.
A partir desse período, o Brasil passou a ocupar espaço
entre os países desenvolvidos, tornando-se uma voz relevante na
esfera internacional.
ATOS E FATOS
A chegada da família real ao Rio de Janeiro deu-se
em 7 de março de 1808, causando curiosidade e euforia.
A população se espremia nas ruas estreitas, ovacionando
os novos ilustres moradores, que transformaram a cidade no centro das
atenções políticas da época, pois passou a
ser a capital do reino português. Apesar dos transtornos causados
pela transferência de tantos portugueses, o Brasil e especialmente
o Rio de Janeiro se beneficiaram bastante com a vinda da família
real e as providências tomadas por D. João VI. Os bailes
e festas coloriam os salões; as ruas foram alargadas e iluminadas;
indústrias foram implantadas; foram criados o Banco do Brasil,
o Jardim Botânico, Escolas de Ensino Superior, A Biblioteca Real,
Academias Militar e Naval e a Real Academia de Belas Artes.
D.João VI lançou as sementes do nosso desenvolvimento político,
social e cultural, erguendo os alicerces para uma futura emancipação
e administração independente do Brasil.
Mas nem só de trabalho vivia a Realeza. Em seus períodos
de descanso e lazer, a família real desfrutava da beleza e da tranqüilidade
da imensa Fazenda de Santa Cruz, onde realizava festejos dançantes
e saraus, além de passear pelas aldeias das cercanias. Dentre essas
aldeias, Itaguaí, que também pertencia à fazenda,
destacou-se por sua exuberante paisagem e por ser ponto de passagem obrigatória
para todos os que se dirigiam às províncias de Minas Gerais
e São Paulo, transformando-se num cenário importante para
as mudanças no país. Pelas terras de Itaguaí, cientistas
estrangeiros buscavam mais conhecimento; nobres ilustravam seus diários
com a pitoresca natureza e aventureiros se lançavam, sonhando com
ouro e riquezas. A aldeia foi elevada à Vila de São Francisco
Xavier de Itaguaí em 5 de julho de 1818 e sua crescente trajetória
faz parte do engrandecimento do país.
No decorrer da História, a família real enfrentou momentos
de crise, incertezas, lutas, alegrias e glórias que tornaram maior
o desejo de permanecer no Brasil. Porém, Portugal exigia a volta
de D.João VI, coroado rei após a morte de sua mãe,
D. Maria I. O retorno era inevitável. Então, a realeza entristecida
despediu-se das terras brasileiras e do povo hospitaleiro que tão
calorosamente a acolheu, mas deixou o príncipe regente, D.Pedro
I, como Imperador do Brasil, para conduzir os interesses da Coroa. D.
Pedro I esteve com freqüência em Itaguaí, já
que somente passando pela localidade se chegava a Minas Gerais e a São
Paulo, através do histórico Caminho das Calçadas,
trecho construído pelo trabalho escravo, que cruzava as serras
e ainda hoje é existente.
Numa das viagens a São Paulo, em 1822, acompanhado pelos dragões,
guardas da cavalaria Real, D.Pedro seguiu decidido para o ato da Independência
do Brasil, tornando-se o referido caminho conhecido como Estrada da Independência.
Neste Caminho existia uma fonte, onde D.Pedro I saciava a sede da tropa
e dos cavalos. No local foi erguido um chafariz, hoje tombado pelo Patrimônio
Histórico.
Ao abdicar do trono, D.Pedro deixou gravado no coração dos
seus filhos o amor a terra. D.Pedro II e as princesas usufruíam
das paisagens itaguaienses, onde se sentiam seguros e tranqüilos.
Semeando cultura, D. Pedro II fundou em Itaguaí, em 1880, uma das
bibliotecas mais antigas do Brasil, onde inúmeros exemplares, preservados
até hoje, atestam sua inestimável doação de
livros.
Berço de vultos históricos como Quintino Bocaiúva,
Barão de Teffé, Luis Murat e tantos outros, Itaguaí
foi administrada por nobres influentes que a fizeram prosperar. Progressivamente,
foi se transformando em cidade, com estabelecimentos comerciais, solares,
ruas e logradouros.
DO SOLO FÉRTIL BROTA A RIQUEZA
Desde que o Brasil foi descoberto, o governo português
tinha a preocupação de colonizar as terras brasileiras para
protegê-las de outros invasores. Ao mesmo tempo, pretendia que essas
terras gerassem riqueza.
Com a chegada da família real e a abertura dos portos, o açúcar,
um dos produtos mais caros e apreciados na Europa, pôde ser comercializado
com mais sucesso.
O plantio da cana-de-açúcar foi incentivado e encontrou,
nas várzeas de Itaguaí, o solo fértil onde esta cultura
se transformou na principal atividade econômica. Na região
foi instalado um grande engenho que também produzia e exportava
café, farinha e aguardente, conferindo prosperidade e divisas às
terras de Itaguaí.
Depois da Independência do Brasil, a cidade desenvolveu enormemente
sua agricultura, atraindo imigrantes japoneses que se especializaram no
plantio de milho, quiabo, goiaba, tomate, laranja e banana. A produção
era tão extensa que abastecia todo o Rio de Janeiro e boa parte
do país.
Ainda hoje a cidade de Itaguaí é famosa por seus produtos
agrícolas e alimenta a população carioca.
O FUTURO É AGORA
Pouco a pouco, Itaguaí foi crescendo e se desenvolvendo.
Até a década de 60, viveu um período de estabilidade
econômica e demográfica motivada pela economia agrícola.
A passagem da antiga Rodovia Rio – São Paulo por seu território,
as obras de saneamento e a implantação de indústrias
pela Companhia Siderúrgica Nacional, a CSN, trouxeram a aceleração
do progresso ao município. A taxa de urbanização
disparou, impulsionada pelo forte incremento populacional.
A expectativa da construção de um pólo siderúrgico
nas proximidades da cidade, composto principalmente pela Companhia Siderúrgica
do Atlântico (CSA) fará de Itaguaí o maior agregador
econômico e de empregos da região sudeste.
Ao mesmo tempo em que caminha em direção ao futuro, o Município
trabalha em prol de melhores condições de vida para a população,
dando a crianças e adolescentes uma educação de qualidade
e uma cultura mais ampla.
Conservando suas tradições, Itaguaí comemora com
entusiasmo as datas cívicas, religiosas e os festejos populares.
Integrando o calendário oficial da cidade, a EXPO – Exposição
Agropecuária, Industrial e Comercial de Itaguaí é
hoje um dos maiores acontecimentos do Brasil, atraindo produtores rurais,
companhias de rodeio e expositores industriais e comerciais de todo o
território nacional.
Os concorridos Jogos de Verão abrem a temporada de calor incentivando
a saudável prática esportiva.
Também não pedem ser esquecidos os animados carnavais, herança
da monarquia portuguesa, que trazem ao município foliões
das cidades próximas e turistas em busca da alegria e diversão
locais.
Com um passado escrito nas páginas da História, hoje, Itaguaí
– a cidade do porto vive dias de glória e progresso.
Com implantação do Complexo Portuário, o maior da
América Latina, a gigantesca circulação de navios,
mercadorias e divisas tornará o município conhecido internacionalmente
e fará de Itaguaí a cidade onde o futuro é agora.
ROTEIRO DO DESFILE
Setores da Escola
1o SETOR
Nome: BRASIL – O DESTINO REAL
Numeração das alas: 1, 2, 3, 4, 5
2o SETOR
Nome: ATOS E FATOS
Numeração das alas: 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12
3o SETOR
Nome: DO SOLO FÉRTIL BROTA A RIQUEZA
Numeração das alas: 13, 14, 15, 16, 17
4o SETOR
Nome: O FUTURO É AGORA
Numeração das alas: 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25
ROTEIRO DO DESFILE
Alas
Descrição das Alas
Figurinista(s): Fran-Sérgio e Rosele Nicolau
Nº Nome da Fantasia Nome da ala Descrição Resp. pela
ala
MISTÉRIOS E DESAFIOS
Comissão de Frente
Representa os monstros marinhos que povoavam o imaginário da Corte
Portuguesa.
Na época, acreditava-se que os mares estavam repletos de seres
misteriosos que desafiavam os navegantes.
1Carlos Muvuca
MAR DE TORMENTAS E CALMARIAS
COMUNIDADE
Simboliza o vasto mar que conduziu a Família Real ao Brasil. Ora
calmo, ora tempestuoso,o mar fez dessa viagem uma epopéia lusitana
magistral.
2Bira
NOBRES E BURGUESES A CAMINHO DO BRASIL
FÂS
DA SANTA CRUZ
Representa os incontáveis portugueses que vieram para o Brasil
junto com a Família Real, em busca de um porto seguro.
3Gileno
A CHEGADA À BAHIA
AZULÃO IMPERIAL
Representa a chegada da Família Real a Salvador, onde foi recebida
com festas e muito entusiasmo, depois de quase dois meses no mar.
4 Jamil
A CARTA RÉGIA
COMUNIDADE
Uma das primeiras e mais importantes providências de D. João
ao chegar ao Brasil foi a abertura dos portos às nações
amigas. Através da assinatura da Carta Régia, o comércio
se expandiu.
5 Ditão
O COMÉRCIO ENTRE
AS NAÇÕES AMIGAS
COMUNIDADE
Depois da Abertura dos Portos e a conseqüente quebra do monopólio
português, o Brasil passou a comercializar diretamente com as nações
amigas, recebendo em seus portos grande quantidade de produtos europeus.
6 Ruth
A CORTE NO
RIO DE JANEIRO
SUPERMERCADOS
GUANABARA
No dia 7 de março de 1808, a Corte Portuguesa chegou ao seu destino
original – o Rio de Janeiro.
A cidade se transformou no centro das atrações políticas
da época e passou a ser a capital do reino português. A realeza
teve contato com uma nova cultura, descobrindo as cores e sabores de uma
cidade tropical.
7 Glorinha e
Fernanda Querido
OS BAILES DA CORTE
GUARACAMP
Com a transferência da Corte Portuguesa para o Rio de Janeiro, a
cidade viveu dias de festas e saraus. Os bailes animavam os salões,
coloridos com a paisagem tropical.
8 Fátima
O JARDIM BOTÂNICO
ALEGRIA
O Rio de Janeiro muito se beneficiou com a chegada da Família Real.
D. João, no intuito de incentivar a cultura,
tomou providências que engrandeceram a cidade.
O Jardim Botânico aclimatou diversas espécies vegetais
Trazidas da Europa,
especiarias e as famosas
palmeiras, símbolo do local.
9Mônica
e
Betinho
REAL ACADEMIA DE
BELAS ARTES
COMUNIDADE
Representa uma das mais importantes providências culturais tomadas
por D. João.
10Jô
DRAGÕES DA
INDEPENDÊNCIA
BATERIA
D. João VI, ao retornar a Portugal, deixou seu filho, o príncipe
regente D. Pedro, como Imperador do Brasil. D. Pedro I, muitas vezes esteve
em Itaguaí, passagem obrigatória para Minas Gerais e São
Paulo, através do “Caminho das Calçadas”.
Numa dessas viagens, acompanhado pelos Guardas da Cavalaria Real, os Dragões,
Dom Pedro seguiu decidido para o ato da Independência do Brasil.
11 Pedro Paulino
INDEPENDÊNCIA
E ALEGRIA
PASSISTAS
Representa a alegria de
um país independente.
12 Vladimir
e
Cláudio Júnior
BIBLIOTECA
E
CULTURA
PROFESSORES
NO SAMBA
D. Pedro I, ao abdicar do trono, transmitiu a seus filhos o amor a terra.
D.Pedro II e as princesas sentiam-se tranqüilos na paisagem itaguaiense.
Semeando cultura, D. Pedro II fundou em Itaguaí uma das mais antigas
bibliotecas do Brasil.
13 Macumbinha
A CANA-DE-AÇÚCAR
COMUNIDADE
Representa as extensas plantações de cana-de-açúcar
existentes em Itaguaí que, durante longo tempo, tornaram-se a principal
atividade econômica, gerando riqueza para o país.
14 Ângela
PRODUTOS DE
EXPORTAÇÃO
COMUNIDADE
Representa os produtos produzidos e exportados por um grande engenho existente
em Itaguaí.
15 Artur
IMIGRANTES
JAPONESES
SOL NASCENTE
Simboliza os inúmeros imigrantes japoneses que se estabeleceram
em Itaguaí atraídos pelo desenvolvimento da agricultura.
16 Isabel
AS VASTAS
PLANTAÇÕES
BAIANAS
Representa as extensas plantações de Itaguaí, cuja
produção abastecia todo o Rio de Janeiro e boa parte do
país.
17 Marília
e
Eliane
ESPANTALHOS
GUARACAMP
Símbolo das plantações, os espantalhos eram vistos
em toda a região, servindo para afastar os pássaros e garantir
boa colheita.
18 Edu
AS INDÚSTRIAS
COMUNIDADE
Simboliza a implantação das indústrias que aceleraram
o progresso e trouxeram o desenvolvimento a Itaguaí.
19 Lú
ESCOLA DE MÚSICA
ACADEMIA FITNESS
Representa a qualidade da educação dada a crianças
e jovens itaguaienses, uma vez que o município prioriza e possui
uma das poucas escolas de música gratuitas do país.
20 Alice
AS FESTAS TRADICIONAIS
PÉS-DE-VALSA
Representa as festas populares tradicionalmente comemoradas em Itaguaí.
21 Jacira dos Santos
EXPO
CRIANÇAS
Representa a Exposição Agropecuária, Industrial e
Comercial de Itaguaí, que hoje é um dos maiores eventos
do país, atraindo produtores rurais, companhias de rodeio e expositores
industriais e comerciais de todo o território nacional.
22 Antonio Carlos
e
Lúcia
OS GUARDIÕES
VELHA-GUARDA
Simboliza a população mais madura do município, mantenedora
e transmissora das tradições locais.
23 Neuza
PAIXÃO
VERDE E BRANCA
COMPOSITORES
Simboliza a alegria e o entusiasmo que acompanham as tradições
itaguaienses.
24 Cláudio Brow
CARNAVAIS
ZONA SUL
Herança da monarquia portuguesa, os alegres carnavais fazem de
Itaguaí ponto de encontro de turistas e foliões de todo
o Rio de Janeiro.
25 João Pedro
OPERÁRIOS DO PORTO
ENERGIA
Representa a implantação do maior complexo portuário
da América Latina, Itaguaí, a cidade do porto, assiste hoje
a uma gigantesca circulação de navios, mercadorias e divisas,
tornando o município conhecido internacionalmente.
Alemão
ROTEIRO DO DESFILE
Alegorias
Descrição das Alegorias
1o ALEGORIA
Nome: CARAVELAS AO MAR
descrição: Representa uma das caravelas
que conduziu a Família Real com destino ao Brasil, enfrentando
tormentas e calmarias.
Autor: Fran-Sérgio, Ricardo Denis, Munir Nicolau
e Rosele Nicolau
Principais destaques: João Batista e Bruna Bee
número da ala anterior à alegoria: 1
2o ALEGORIA
Nome: A CORTE COLORINDO O RIO DE JANEIRO
descrição: A chegada da Realeza ao Rio de
Janeiro deu novo colorido à cidade. As carruagens despertavam a
curiosidade do povo e os salões se enfeitavam com os bailes e saraus,
enquanto D. João providenciava melhorias na cidade tropical.
Autor: Fran-Sérgio, Ricardo Denis, Munir Nicolau
e Rosele Nicolau
Principais destaques: Luís Carlos
número da ala anterior à alegoria: 5
3o ALEGORIA
Nome: O SUSTENTO VEM DA TERRA
descrição: Representa a agricultura em Itaguaí,
cujos produtos agrícolas abasteciam todo o Rio de Janeiro e boa
parte do país. Ainda hoje o município alimenta a população
carioca.
Autor: Fran-Sérgio, Ricardo Denis, Munir Nicolau
e Rosele Nicolau.
Principais destaques: Bira
número da ala anterior à alegoria: 12
ROTEIRO DO DESFILE
Alegorias
4o ALEGORIA
Nome: INDÚSTRIAS TRAZEM O PROGRESSO
descrição: Representa a implantação
das indústrias siderúrgicas que levaram o progresso a Itaguaí.
Autor: Fran-Sérgio, Ricardo Denis, Munir Nicolau
e Rosele Nicolau
Principais destaques: Charuto
número da ala anterior à alegoria: 17
5o ALEGORIA
Nome: O PORTO DE ITAGUAÍ
descrição: Simboliza o maior porto da América
Latina, onde a circulação de navios e mercadorias é
enorme.
Autor: Fran-Sérgio, Ricardo Denis, Munir Nicolau
e Rosele Nicolau
Principais destaques: Otávio
número da ala anterior à alegoria: 25
ROTEIRO DO DESFILE
Mestre Sala e Porta Bandeira
1o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Número da ala anterior ao casal: Comissão
de Frente
Nome do Mestre Sala: Eduardo belo
Nome da Porta Bandeira: Cíntia Ribeiro
Nome da Fantasia: Os Mistérios do Mar
Outras Informações: O casal representa os
seres mágicos e misteriosos que povoavam a imaginação
de todos os navegantes da época.
2o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Número da ala anterior ao casal: 14
Nome do Mestre Sala: José Mauro
Nome da Porta Bandeira: Taísa
Nome da Fantasia: Tributo aos Imigrantes Japoneses
Outras Informações: A fantasia exalta os
imigrantes japoneses que muito contribuíram para o desenvolvimento
da agricultura em Itaguaí.
3o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Número da ala anterior ao casal:
Nome do Mestre Sala:
Nome da Porta Bandeira:
Nome da Fantasia:
Outras Informações:
SAMBA-ENREDO
Presidente da Ala dos Compositores: Cláudio Alves
Mesquita
Autores do Samba-Enredo: Melo, Foca, Hipólito,
Lelê, Marcio Bombeiro, Marcelo Borboleta, Charuto, Ditão,
Valdir e Fernando de Lima.
Letra
Singrou no mar, em tormentas
Numa epopéia magistral
Buscando um porto seguro para a família Real
Pisa em terras brasileiras
Os portos se abrem às nações estrangeiras
E no Rio de Janeiro
D.João trouxe o progresso. Que luxo! Que transformação!
E na fazenda uma aldeia encanta a realeza
Sua exuberante beleza fez surgir
São Francisco Xavier de Itaguaí
Vai Santa Cruz, daqui pra lá, de lá pra
cá
No Caminho das Calçadas
Com dragões a cavalgar
Linda na Avenida a desfilar
Da terra que se tira o sustento
O alimento do trabalhador
O cultivo evoluiu e o imigrante atraiu
Rega, minha paixão por essa terra
Que tantas indústrias encerra
Com seus encantos seduziu
Meu Brasil
Vai verde e branco vai
Rumo ao porto e mostra ao meu país
Itaguaiense guerreiro, de mil culturas herdeiro
Terra de gente feliz.
Rosele Nicolau Jorge Coutinho
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Nome do Responsável pelo material:
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Assinatura Data
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