CARNAVAL 2008

HISTÓRIA DO G.R.E.S. ACADÊMICOS DA ROCINHA

           Originária de três blocos carnavalescos da Rocinha, a nova agremiação se apresentou pela primeira vez como escola de samba, disputando uma vaga no grupo de Acesso.
            O desfile foi em Madureira, na Avenida Intendente Magalhães. A escola teve como carnavalesco Joãosinho Trinta e fez uma boa apresentação obtendo o título de campeã.

A formação da Escola:

            Haviam três blocos carnavalescos na Rocinha. O mais antigo chamado Império da Gávea nas cores azul e branco, sua quadra funcionava no atual estabelecimento da escola (Rua Bertha Lutz, 80) e tinha 22 anos de formação. O segundo bloco chamava-se Sangue Jovem, suas cores eram o vermalho e branco, sua sede era na Estr. da Gávea, 250 e tinha 14 anos de formação. E o terceiro e mais jovem era o Unidos da Rocinha, nas cores verde e branca, funcionava na escola Paula Brito, porque não tinha quadra e tinha 6 anos de formação.
            A Rocinha passou por uma fase turbulenta. Todos ganhavam uma micharia para fazer o carnaval. As mesmas pessoas que desfilavam em um bloco desfilavam nos outros também.
            Então resolveram entrar em um consenso e formar uma Escola de Samba. Regulamentaram a Escola que passou a se chamar G.R.E.S. Acadêmicos da Rocinha, com as cores verde, azul e branco e com data de fundação de 31/03/88.

FICHA TECNICA

CARNAVAL 2008 - SINOPSE DO ENREDO

       "ROCINHA É MINHA VIDA... NORDESTE É MINHA HISTÓRIA!

 

Presidente administrativo: MAURICIO DE ARAÚJO MATTOS

Data da Fundação: 30/03/1988

Cores: Verde, azul e branco

Sede administrativa: Rua Bertha Luiz, 80 - São Conrado

Quadra de ensaios: Rua Bertha Luiz, 80 - São Conrado

Tel.: 021(xx) 2589-0437

Enredo: "ROCINHA É MINHA VIDA... NORDESTE É MINHA HISTÓRIA!"

Carnavalesco(s): Fábio Ricardo

Autor(es) do enredo: Fábio Ricardo

Bibliografia:

Livro Autor Editora Ano da
Edição Páginas
Consultadas
História da Sociedade Brasileira. ALENCAR, Francisco
Ao livro Técnico
1981
Todas

Brasil: Histórias, Costumes e Lendas.
ARAÚJO, Alceu Maynard
Três
1987 Todas
Dicionário do Folclore Brasileiro: CASCUDO, Luís da Câmara
INL
1954
-

Cangaceiros e Fanáticos: Gênese e Lutas FACO, Rui
Civilização Brasileira 1963 Todas

Diretor Geral de Harmonia: Jorge Mariano

Outros Diretores de Harmonia: Valines Oliveira, Rony Lutero, Darlan

Intérprete Oficial: Anderson Paz

Outros Intérpretes: Marcelo Mello, Bonaud, Vander Timbalada, Dinorá da Bahia, Zezé Amizade.

Diretor Geral de Bateria: Pato Roco
Outros Diretores de Bateria: Natanael Ferreira, Humberto Ferreira, Fabio da Silva Oliveira, Paulo Roberto dos Santos, Ronaldo Ribas Ramos, Rozenildo Ribas Ramos, Fábio dos Santos Martins, Luiz Fernando da Silva Oliveira, Herlon Eduardo Lopes.

Total de componentes: 2.500

Presidente da Ala das Baianas: Ismael
Total de componentes:80

Ala das Crianças:
Responsável: Lú
Tota de componentes: 80

Galeria Velha Guarda
Presidente: Carlão
Total de Componentes: 40

Outras informações:

JUSTIFICATIVA DO ENREDO

Protagonista no cenário da cultura popular brasileira, o povo nordestino pela sua irrecusável altitude e significação na vida do país, constitui algo mais cultural, religioso, transcendental e até revolucionário do que geográfico. Nordestinos, simplesmente por serem nordestinos e aliados a uma massa de nordestinos que constituem a “Nação Nordestina” em plena capital do carnaval: o bairro Rocinha na Gávea no Rio de Janeiro, o enredo “Rocinha é minha vida. Nordeste é minha história”. Justifica-se no consciente imaginário, no estado de espírito positivo, na folia, nas lutas heróicas e incansáveis, nos caminhos da fé e na cultura popular desse povo vitorioso, imaginoso e criativo. Um povo que fez do Nordeste um dos maiores celeiros de cultura do país e, como não bastasse, o transformaram em um grande poema épico de fulgurações intensas, erguido ao longo de sua História.

Contudo o G.R.E.S. Acadêmicos da Rocinha se encanta. E nas asas da imaginação a Borboleta da Rocinha voa e pede passagem para contar e cantar numa linguagem popular, a saga dessa gente; com a magia de seus encantos, num rico mar de luzes e cores. É carnaval! A Rocinha em homenagem, não só desfila a saga nordestina, como também os transformam... Falar de Nordeste é falar da Rocinha, de um povo aventureiro, de uma “Nação Nordestina” em plena capital da cidade do Rio de Janeiro.

Num ato de virtude a Borboleta do G.R.E.S. Acadêmicos da Rocinha os coroam numa significação especial, aqui, os nordestinos são “Reis do Nordeste”. E traz para o carnaval 2008 este enredo que contemplará o saber e a riqueza, a imaginação e a beleza, de uma das regiões mais significativas do Brasil, o Nordeste brasileiro numa festa de quem chega se encanta e, junto canta “Rocinha é minha vida. Nordeste é minha história”.

SINOPSE DO ENREDO

A Borboleta da Rocinha voa e vai buscar num tempo iluminado, puro e sem pecado, a andança de um destino... O enredo do seu samba pra cantar a saga do povo nordestino.
Pousa e anuncia: “Rocinha é minha vida. Nordeste é minha História”. Numa só celebração, de Zumbi ao Rei do Baião, a Rocinha apresenta os Reis do Nordeste da capital ao sertão.
Brilha no céu a estrela guia, nas cores da folia, uma nobre gente. Três Reis Magos peregrinaram lá das bandas do Oriente, sob a régia um destino: anunciar o nascimento do Deus menino. É o auto de um povo pacato, feliz e abençoado, que na dança e no canto chega pra dá o seu recado. Tem cantoria é festa do reisado.
Vencendo o lamento e escondendo a dor, da África reis e rainhas aportam em solo brasileiro sem nenhum valor. Uma vida, um engano, em “terra de homem branco” dia e noite, noite e dia: escravo não era “gente”, nem tão pouco “inteligente” era mercadoria, usufruto da nobre “fidalguia”.
Tanta amargura; meio a opressão, um ato de bravura! A festa do negro se faz no congado: o Rei Congo é coroado. É canto e dança pra todo lado é maracatu batendo tambor sob o luxo de seus bordados, sem choro e sem dor, com muito brilho e muita cor.
Tem batuque, tem gira de fé. O negro é Rei nos terreiros de candomblé. Culto sagrado, que faz da reza um canto, a cada pai de santo, um axé. Obá sarava! Mas quem pode com mandinga não carrega patuá. Peço licença ao Ketu, ao Jejê e ao Nagô, para louvar o Orixá da justiça, nosso Rei Xangô.
Em cada canto soa um grito de esperança ou de agito, nossa reação. Cada qual com sua verdade, Zumbi e mil palmares reagiam, aquilombados, contra a atrocidade em nome da Liberdade.
Povo aguerrido, por ser simples morria mais, como devia de acontecer. “Pobres mascates, e até alfaiates entravam na guerra sem saber”. Da revolta praieira uma tradição, eclode na região pernambucana a Insurreição. Levante, guerra, balaiada, revolução. Miscigenaram-se num só princípio de unidade geral ganharam um só corpo, virando uma só gente, unidos a uma Conjuração. Armados da palavra a tiros de espingarda, difícil situação, índios, brancos, negros lutavam contra a tal opressão.

Em Canudos é gente sofrida, que tudo que tem na vida é o sacrifício da promessa cumprida. Na bonança todos – homem, mulher, velho e criança – tinham absoluta confiança, cantavam em romaria e se admiravam do sermão daquele guia. Lute pela paz ele dizia, e mais adeptos adquiria... “A História nunca provou se era santo ou embusteiro. Só se sabe que tinha o nome de Antônio Conselheiro”.
Devoto e afilhado de Cícero Romão, sujeito precavido, numa batalha, nunca se dava por vencido. Em qualquer situação, no braço ou no facão, a cada passo era Lampião: o Rei do Cangaço.
Nordeste, terra abençoada onde a fé faz sua morada. Terra bendita, de um misticismo religioso, de um deus de carne e osso: Padim Padre Ciço. Vem gente de tudo que é canto, devoto, promesseiro até romeiro, pedir a benção do tal pastor de Juazeiro.
Com a seca fica a lembrança, de que com o tempo tudo muda. Era um Deus nos acuda! Mas da cidade grande provinha à esperança de alguma ajuda. Foram muitos os “Severinos” que ganharam o mundo em desatino... Num flagelo peregrino, retirantes, nordestinos como sou... Que a arte pelas mãos de Portinari, os consagrou.
Na fé o caminho é traçado. Os nordestinos conquistam o seu reinado; como herança da peregrina travessia, afinal, nunca se viu nada igual, a Rocinha é uma “Nação Nordestina” em plena capital do carnaval.
Do sertão a capital, os filhos do agreste reinventam o “mundo das artes” de uma forma sábia e magistral. No forró e no artesanato, num encanto de um poema, nas telas de cinema, tudo cultura, como em toda literatura, nordestina é sua assinatura.
Artistas, músicos, repentistas, cineastas, escritores... Não há aquele que não preste atenção, na letra de uma simples canção e leva consigo até mesmo a Asa Branca, que bateu asas do sertão. A essa altura nos conduz à leitura de um conto de amor doce e clemente, “A Pedra do Reino” de Ariano Suassuna. Que, pois eu lhe digo sem ter medo de errar, que se trata de um livro que conta à história do povo desse lugar, do encontro entre o erudito e o popular.

As imagens ultrapassam as fronteiras da criação. Atrevido é aquele que diz não conhecer, o que no sertão se conhece desde de menino, a arte no barro de mestre Vitalino. Do lado de cá, vindo da Paraíba e da Bahia, conhecido como a “Sétima Arte”, aos olhos do povo é nordestino o nascimento do “cinema novo”. Ação! “Deus e o diabo na terra do Sol” um filme de Glauber Rocha narrando o sertão.
A Borboleta da Rocinha cumpriu o seu destino... No encontro ou na despedida, faz um samba, uma oração... Dessa terra prometida, de sorrisos serenos que brilham no cais; após um aceno repleto de paz, bate forte o coração. A Rocinha ascende às luzes da imaginação e estende na Avenida a sua maior paixão... É verde, azul e branco as cores de seu manto, que num encontro mágico e universal chamado carnaval, canta a riqueza do agreste e num vôo celeste, celebra os “Reis do Nordeste”.

Carnavalesco: Fábio Ricardo
Pesquisa e texto: Marcos Roza

ROTEIRO DO DESFILE
Setores da Escola

1o SETOR

nome: Auto do Reisado
numeração das alas: 2

2o SETOR

nome: Presença Africana
numeração das alas: 6

3o SETOR

nome:Lutas, Conquistas e Liberdade
numeração das alas: 6

4o SETOR

nome: O Reinado da Fé
numeração das alas: 7

5o SETOR

nome: Reis do Nordeste
numeração das alas: 8

ROTEIRO DO DESFILE
Alas
Descrição das Alas

Figurinista(s):
Nº Nome da Fantasia Nome da ala descrição Responsável pela ala

Um Lugar ao Sol
Comissão de
Frente Um infinito paraíso tropical, banhado pela luz dourada do SOL, que brilha o ano inteiro e reluzindo sobre o nosso astro rei o povo do Nordeste brasileiro.
Luciana Yegros
1
Brincantes do Reisado
Ala de Passo Marcado
É festa nordestina! É a “Cantoria do Nordeste” que festeja a folia do Dia dos Reis, representado por brincantes do reisado, ranchos e ternos nordestinos.
Ana Formighelli
2
Rocinha
Grupo Rocinha
Rocinha: uma Nação Nordestina.
Escola
3
Nações Africanas
Ala das
Baianas
As diferentes etnias africanas que edificaram no Nordeste o culto dos orixás, seus dialetos, seus costumes, suas danças e crenças.

Escola
4
Rei do Congo e a Rainha Ginga
1º Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira Auto do Congo: folguedo afro-brasileiro em que se destacam as tradições históricas e os usos e costumes tribais de Angola e do Congo.

5
Servos da Corte
Guardiões do 1º Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira
Os servos da corte africana à coroação do rei e da rainha africanos no Auto do Congo nordestino.

Descrição das Alas

Figurinista(s):
Nº Nome da Fantasia Nome da ala descrição Responsável pela ala
6
Cortejo da Congada
Os antigos cortejos dos reis de Congo, em que chefes tribais africanos trazidos para o Brasil reproduziam gestos da nobreza européia para mostrar sua força e seu poder, apesar da escravidão...

7
Maracatu
A tradição africana marcada pelos sons dos tambores reboantes dos maracatus nordestinos.

8
Candomblé Culto religioso introduzido no Brasil pelos negros escravos – negros jeje-nagôs – entre os séculos XVI e XIX com o misticismo e o poder espiritual de seus orixás: Xangô, Oxum, Oxumaré, Ogum, Iemanjá, Nanã, entre outros – que representam, por si só, um verdadeiro culto africano.

9 Rei dos Palmares A nossa reação: Zumbi e mil palmares reagiam, aquilombados, contra a atrocidade em nome da Liberdade.

10 Guerra dos Mascates O conflito entre as duas cidades – Olinda e Recife – que ocorreu em 1710, levando Recife à categoria de Vila, libertando-se de Olinda.


Descrição das Alas

Figurinista(s):
Nº Nome da Fantasia Nome da ala descrição Responsável pela ala
11 Revolução Praieira O grito do “liberalismo radical” no Nordeste contra o domínio conservador no Brasil Império.

12 Conjuração Baiana O movimento de libertação à exploração de Portugal no Brasil: o fim da escravidão, igualdade para todos, comércio livre e a proclamação da República.

13 Canudos A luta pela paz: lema do beato Antonio Conselheiro e de seu séqüito de romeiros.

14 Cangaceiros de Lampião O justiceiro, que na bala ou no facão, a cada passo no Nordeste era Lampião: o Rei do Cangaço.

15 Beatos Velha Guarda Os peregrinos nordestinos que buscam a justiça eterna.

16 Caminhos da Fé Ala das Crianças Os ‘ bens’ aventurados nordestinos que encontram alegria na benção de Deus.

17 Penitentes Os que temem a Deus, de joelho ou de pé, sempre andam nos caminhos da fé.


Descrição das Alas

Figurinista(s):
Nº Nome da Fantasia Nome da ala descrição Responsável pela ala
18 Reinado da Fé Ala da Bateria O místico religioso nordestino, a fé misteriosa que faz delirar, coletivamente, a massa sertaneja.

19 Estrelas da Fé Ala das Passistas A fé do povo nordestino, que faz do Nordeste uma terra bendita e abençoada.

20
Santos e Promessas O instrumento da fé que brota nos corações nordestinos e fecunda a possibilidade de novos caminhos...

21 Romeiros de Juazeiro Os peregrinos romeiros que em canto e oração, na missa do chapéu, pedem a benção com amor no coração ao Pastor de Juazeiro, aquele também conhecido como Cícero Romão.

22 Rei do Baião Luis Gonzaga que da cultura nordestina mostrou pro mundo como se dança e se canta o baião.

23 Pedra do Reino O conto de amor doce e clemente que conta à história do povo nordestino, entre o erudito e popular.


Descrição das Alas

Figurinista(s):
Nº Nome da Fantasia Nome da ala descrição Responsável pela ala
24 Arte dos Artesões Os “artesões multiplicadores” da obra de Mestre Vitalino... Que do barro a arte representam a história do Nordeste no Brasil.

25 Deus e o Diabo na Terra do Sol 2º Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira A obra cinematográfica de Glauber Rocha, que sintetiza a vida e a história do sertão brasileiro.

26 Forrozeiros Abram alas são os forrozeiros nordestinos que acabaram de chegar.

27
Repentistas da Alegria A Rocinha é minha vida. Nordeste é minha história! Que canta e conta a história do povo nordestino... Com a alegria apresenta a Rocinha: nossa Nação Nordestina!

28 Retirantes da Alegria O povo nordestino: paraibanos, maranhenses, baianos, cearenses, pernambucanos, rio-grandenses, alagoanos, piauienses e os sergipanos. O Nordeste é minha vida! Salve os nordestinos rocienses.

29 - Ala de Compositores Voz da Comunidade

ROTEIRO DO DESFILE
Alegorias

Descrição das Alegorias

1o ALEGORIA

Nome: FESTA DE REIS

descrição: A Folia é folguedo e folguedo é Reisado... Nessa festa sem recato coroa o povo nordestino. Numa celebração sagrada e profana, a estrela guia a fé que ara os corações brasileiros e fecunda à possibilidade de novos caminhos.

Autor: FÁBIO RICARDO

Principais destaques:Nilcemar Pires

número da ala anterior à alegoria: 2

2o ALEGORIA

Nome: FESTA DO CONGO

descrição: Os tambores anunciam: hoje é dia de Festa! Tem coroação do Rei Congo e da Rainha Ginga na folia do carnaval. Num rito de fé tem gira de candomblé. É axé pra todo lado, tem maracatu que chega pra dá o seu recado, com o luxo de seus bordados, trazendo a presença africana no seu gingado.

Autor: FÁBIO RICARDO

Principais destaques: Isabele Matoso

número da ala anterior à alegoria: 8

ROTEIRO DO DESFILE
Alegorias
3o ALEGORIA

Nome: FESTA DO CANGAÇO

descrição: Desde das atitudes e imposições dos homens brancos, aos filhos de tupã, ou até mesmo aos negros aquilombados, formou-se uma senha de identificação lingüística, uma forma aguda e total. Foi nesse Nordeste que homens com suas formas de linguagens, expressões diretas e atuantes desembocavam em batalhas sangrentas, fomentados pelo desejo de liberdade e de criação. Preservavam seus mistérios e eternizavam suas conquistas... É das matas indígenas ao cangaço, das senzalas a revolução, que a Borboleta da Rocinha ecoa, nesse palco iluminado, a voz crítica e revolucionária das lutas e as batalhas que fizeram do Nordeste esta Nação.

Autor: FÁBIO RICARDO

Principais destaques: D’ Stefano

número da ala anterior à alegoria: 14

4o ALEGORIA

Nome: REI DA FÉ

descrição: A fé nordestina. Abençoada por “anjos artesanais” celebra as celestiais lembranças de Juazeiro do Norte. Em canto e oração segue numa missão, mostra a origem divina de homens em redenção: beatos, romeiros, devotos de São Benedito ou afilhados de Padre Cícero Romão.

Autor: FÁBIO RICARDO

Principais destaques: Thiago Martins

número da ala anterior à alegoria: 21

ROTEIRO DO DESFILE
Alegorias
5o ALEGORIA

Nome: NAÇÃO NORDESTINA

descrição: Os peregrinos retirantes, de uma inviolável crença, conquistam o seu Reinado; como herança da peregrina travessia, com destino à cidade grande. A Rocinha se constitui, no âmbito sócio-cultural, como uma “Nação”, uma “Nação Nordestina” em plena capital do carnaval.

Autor: FÁBIO RICARDO

Principais destaques:Pedrina Poubel, Anderson Ferreira

número da ala anterior à alegoria: 28

ROTEIRO DO DESFILE
Mestre Sala e Porta Bandeira

1o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira

Número da ala anterior ao casal: Baiana (Ala nº 3)

Nome do Mestre Sala: Daniel Elegância

Nome da Porta Bandeira: Alessandra Chagas

Nome da Fantasia: REI CONGO E RAINHA GINGA

Outras Informações:

2o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira

Número da ala anterior ao casal: A Arte dos Artezões (Ala nº 27)

Nome do Mestre Sala: Valley Martins

Nome da Porta Bandeira: Thayane Loureiro

Nome da Fantasia: DEUS E O DIABO NA TERRA DO SOL

Outras Informações:

3o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira

Número da ala anterior ao casal:

Nome do Mestre Sala:

Nome da Porta Bandeira:

Nome da Fantasia:

Outras Informações:

SAMBA-ENREDO

Presidente da Ala dos Compositores:

Autores do Samba-Enredo:

Letra

Luz da imaginação riscou o céu de poesia
A borboleta encantada na avenida iluminada
Faz festa e anuncia
Mostra a saga de um destino, que esse povo peregrino, sonhou
E hoje a Rocinha é meu nordeste e meu irmão
Um pedacinho lá no meu sertão
Eu danço Congo e Maracatu
Nesse reisado encontrei você
O meu tambor tem axé
No Rei Xangô tenho fé
Pro mau olhado figa de Guiné

Lutas em cada canto uma esperança uma razão
Zumbi valente não se rende a opressão
E vai buscar a liberdade
Já dizia Antônio Conselheiro, lute pela paz em comunhão
Cabra da peste era Lampião, na fé de Padre Cícero Romão
Tem Romaria lá no Juazeiro
Vou pagar promessa ao meu padroeiro
Hoje sou mais um rei, trago a herança do agreste na canção
Artistas repentistas, escritores
Eis o meu samba em forma de oração

 

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Nome do Responsável pelo material:

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Assinatura Data

Símbolo:  
 
   
 
CARNAVAL 2008