CARNAVAL 2008

 HISTÓRIA DO G.R.E.S. IMPÉRIO SERRANO

            História todas as escolas de samba têm: foram fundadas por uma pessoa ou por um grupo, enfrentaram dificuldades no começo, cresceram, se firmaram, ganharam títulos... Mas eu não conheço uma história mais bonita que a do Império Serrano, porque ela está ligada ao desejo de justiça, democracia e participação. Tudo começou no Prazer da Serrinha. O nosso pessoal saía nessa escola, comandada por Alfredo Costa. "Seu" Alfredo era o dono, mandava e desmandava, e no carnaval de 46 chegou ao cúmulo de desprezar na hora do desfile o samba Conferência de São Francisco, de Silas de Oliveira e Mano Décio da Viola, que fora ensaiado com antecedência e feito especialmente para "contar" o enredo apresentado pela escola, o que na época era novidade. "Seu"Alfredo cismou, de repente, de mandar cantar um antigo samba de terreiro, No alto da colina, e o resultado foi a péssima colocação da escola, uma das favoritas naquele ano.
O nosso pessoal achou que era demais. Sebastião de Oliveira, o Molequinho, com seus irmãos, compadres e amigos, resolveu fundar uma escola de samba que fosse inovadora em tudo. E principalmente na questão de ninguém poder dar ordens que não admitissem discussão, de ninguém ter de abaixar a cabeça mesmo sem concordar. Adeus, seu Alfredo Costa. Adeus, Prazer da Serrinha. Agora todo mundo vai poder opinar, todo mundo vai querer ser ouvido: nascia o Império Serrano. Era 23 de março de 1947.
Foi na casa da Dona Eulália, na Rua Balaiada, no coração do morro da Serrinha, que a idéia de Molequinho se tornou realidade: saiu reunindo num caderno as assinaturas dos que o apoiavam.

O nome foi sugerido por ele, mas na escolha das cores ele foi voto vencido - era, enfim, a democracia que chegava - e prevaleceu a sugestão do compositor Antenor, pintando de verde e branco o morro da Serrinha, o subúrbio de Madureira e o carnaval carioca.

Para a existência da nova escola foi fundamental o apoio e a experiência de Elói Antero Dias, líder comunitário de grande importância para a consolidação da cultura brasileira em nossa cidade. Como seu genro João de Oliveira, conhecido como João Gradim, irmão de Molequinho e D. Eulália, foi o primeiro presidente da nova agremiação, o Mano Elói, como era chamado, não poupou esforços para que o Império Serrano se impusesse, desde o primeiro momento, como algo novo e diferente.
Mas ninguém poderia prever naquele instante que a escola que nascia iria ser nove vezes campeã do carnaval carioca e assumir uma importância cultural bem maior do que simples resultados de desfiles.
O Império Serrano nasceu sob o signo da liberdade de expressão, de opinião. E esta luta continua até hoje. Todo mundo quer falar, todo mundo briga quando algum candidato a déspota tenta calar a nossa voz. A império-serranidade fala mais alto e ninguém abaixa a cabeça, não. Por isso, nunca tivemos um dono, ou patrono, fenômeno comum hoje em dia e que ajudou tantas co-irmãs a crescerem.
Mas temos muitos donos: os sócios, os freqüentadores, os torcedores, os admiradores desta linda história, que a gente vai escrevendo a cada ano não sem dificuldades - a democracia tem seu preço - mas com muita paixão, que é coisa que não falta neste abençoado pedaço de chão entre Madureira e Vaz Lobo.

FICHA TECNICA

CARNAVAL 2008 - SINOPSE DO ENREDO

" TAÍ, EU FIZ TUDO PRA VOCÊ GOSTAR DE MIM"

 



                                           G.R.E.S. IMPÉRIO SERRANO

 

Presidente administrativo: Humberto Soares Carneiro

Data da Fundação: 23 de março de 1947

Cores: Verde e branco

Sede administrativa: Av. Ministro Edgar Romero, 114 - Madureira

Quadra de ensaios: Av. Ministro Edgar Romero, 114 - Madureira

Tel.: Quadra (21) 2489-8722 / 2489-5696

Enredo: “Taí, eu fiz tudo pra você gostar de mim”

Carnavalesco(s): Márcia Lavia e Renato Lage

Autor(es) do enredo: Márcia Lavia e Renato Lage

Bibliografia:

CASTRO, Ruy. Carmen. S. Paulo: Companhia das Letras, 2005.
CARDOSO Jùnior, Abel. Carmen Miranda, a cantora do Brasil. Sorocaba: Edição particular, 1978.
NASSER, David. A vida trepidante de Carmen Miranda. 2. ed. Rio de Janeiro: Ed. O Cruzeiro, 1966.

*Agradecimentos especiais ao Museu Carmen Miranda, pela consulta ao acervo e orientação.

Diretor Geral de Harmonia: Marcão
Outros Diretores de Harmonia: Serginho, Ferreti, André, Everaldo, Alfredinho, Leo Simpatia

Intérprete Oficial: Gonzaguinha
Outros Intérpretes: Jovaci, André Moreno, Vitor Cunha, Gilmar PQD

Diretor Geral de Bateria: Mestre Átila
Outros Diretores de Bateria: Gilmar, Felipe, João Elis, Sidiclei, Douglas, Eliezer, Walter, Betoven e Alan
Total de componentes: 260

Presidente da Ala das Baianas: D. Eni
Total de componentes: 100

Ala das Crianças:
Responsável: Maria Célia
Total de componentes: 80

Galeria Velha Guarda
Presidente: Sr. Mazinho
Total de Componentes: 80

Outras informações:

Departamento de Carnaval

Vice-presidente de Carnaval: Rachel Valença

Diretor Geral de Carnaval: Waltinho Honorato

Comissão de Carnaval:

Angélica Diniz
Antônio Latorre
Carlos Pereira
Eduardo Schrch Filho (Xuxu)
Fábio França
Fabrício da Cruz
Gerson Tavares
Jener Tonasso
José Paulo Tarlé (Piu-Piu)
Leandro Cardoso
Luciano Vargem
Moisés Almeida
Paulo Roberto Elias
Vitor Monteiro

JUSTIFICATIVA DO ENREDO

Aos 60 anos de existência, o Império Serrano leva para a Avenida a
trajetória de Carmem Miranda, artista que tanto nos encantou.
Nestes anos de glórias, de lutas e sobretudo de muita resistência, o I
mpério sempre se manteve ligado aos temas que contam a história do Brasil.

A própria história da nossa verde-e-branco, nascida em pleno contexto
da redemocratização do país, é um grito de liberdade, palavra imperiosa
na sua conta, de escola de samba sem “dono”, aguerrida e elegante,
sabedora do seu papel na história do samba e consciente de seu lugar
e posição na cultura do nosso país.

E taí Carmem Miranda, que fez tudo para que gostassem dela, e conseguiu.
Caiu no gosto popular quando o rádio ainda engatinhava: ela acertou em
cheio. Carmem interpretou canções que pareciam complementar
uma necessidade, já que preenchiam um espaço lúdico e vital que o
povo brasileiro trazia consigo e que sua arte trouxe à superfície.

Com seu apelo sensual e sua espontaneidade adquirida na vivência das
ruas do centro do Rio de Janeiro, a voz de Carmem parecia portar a sua
própria imagem, um fenômeno explosivo que “ bombou” nas ondas do
rádio e se tornou a primeira cantora campeã de vendas de discos no Brasil.

Aos vinte anos já despontava sua estrela. Carmem firmou um repertório
que se tornaria referência nacional. Foram canções que se fixaram no
imaginário do brasileiro e são recorrentes nos nossos motivos de festa,
de tristezas, de deboche e de exaltação, canções sem as quais
o Brasil teria incompleta sua identidade.

A figura da baiana, definitivamente associada à imagem de um Brasil
ideal para uns ou pouco provável para outros, tornou-se uma marca.
Marca de exportação em que Carmem imprime uma visão da Bahia,
com o auxílio luxuoso de Dorival Caymmi e a formatação carioca
que ela soube muito bem desenvolver, ganhando o mundo.

Mundo que se temperou como ela descreve com suas próprias palavras:
“Vou botar tempero no gosto e no “gôto” daquela boa gente(...).
Nos meus números não vai faltar nada: canela, pimenta, dendê, cominho(...).
Vou levando vatapá, caruru, mungunzá, balangandãs, acarajé(...).”

E, não contente com isso, Carmem cutuca: “E vão comigo seis
baianas repenicadas, isto é, vou levar seis fantasias representando
a gente do Bonfim... Mandei caprichar nesses trajes da nossa terra.
Tenho feito tudo para que a música e a baiana sejam uma bomba por
aquelas bandas.”

Carmem salta para outra esfera, o cinema americano, o mercado
mundial, a política da boa vizinhança, dólares, dores, fama, solidão.
Pagou um preço, mas não arredou o pé, seguiu em frente com um
profissionalismo inegável, sacolejando sempre nossos balangandãs e
legitimando o samba como música nacional, recebendo o merecido
título de Embaixatriz do Samba.

E em matéria de samba o Império Serrano é soberano. Sempre
irradiando canções, verdadeiras pérolas, patrimônio nosso que atravessa
o tempo e se perpetua, assim como as canções que Carmem Miranda
eternizou. Daí o elo inevitável de duas forças que se complementam
no cenário artístico nacional. Império Serrano e Carmem Miranda mais
uma vez unidos, caminhando contra o vento dos modismos, a favor da
beleza e das coisas genuínas, escrevendo mais uma página da história,
elevando a alegria que alegoriza a vida e personagens decorrentes.
Acenando para a estrela ascensionada que ela sempre foi e será,
pleiteando agora que seu brilho possa refletir mais uma vez na coroa
de nossa bandeira, que tanto anseia por brilhar novamente, voltando
ao lugar merecido no pódium do mundo chamado samba.
SINOPSE DO ENREDO

TAÍ, EU FIZ TUDO PRA VOCÊ GOSTAR DE MIM (A Era do Rádio)

Carmem se beneficiou do rádio, embora esse apenas engatinhasse, e timidamente abria espaço para a música popular buscando um encontro com ouvintes.
Dos 21 aos 29 anos, entre 1930 e 1939, fora a maior estrela brasileira do disco, do rádio, do cinema, dos palcos e dos cassinos e recordista em gravações. Com sua incrível expressividade, saltava das canções, tornando-se “presente”, “viva” para quem a ouvisse.
Com ela o carnaval e o samba se tornaram símbolos de nosso país. Carmem descobrira a alegria brasileira.
Em 1930, Taí (Pra Você Gostar de Mim) vendeu 35 mil discos em um ano! E em seis meses de carreira Carmem torna-se a “Rainha do Rádio”.

O QUE É QUE A BAIANA TEM?

Antes de migrar para a indústria do disco, para o rádio e o cinema e tornar-se canção popular nacional, a música popular carioca passou pelo reduto das casas das tias baianas. A presença da baiana torna-se constante na vida da cidade.
Invadem os bailes do Teatro Municipal do Rio e segundo a própria Carmem (...) marinheiros e baianas eram fantasias proibidas por serem vulgares demais.
Mas Carmem através do cinema norte-americano abre espaço para popularizar a figura da baiana em nosso carnaval.

CASSINO DA URCA

No sobe-e-desce das orquestras sempre a tocar, emolduradas pelo clima art déco e cercada de black-ties (traje obrigatório nos sábados), regados a champanhe grátis e ornamentado por orquídeas, assim era o clima dos cassinos. Carmem cantou em vários deles, mas foi no Cassino da Urca que ela marcou época e alçou vôo para a América.

“TO BROADWAY FROM SOUTH AMERICAN WAY”

Seis minutos no palco da revista Streets of Paris foi o que Carmem precisou para conquistar a Broadway. O sucesso alcançado nos night clubs de Nova York foi o passaporte natural para o cinema e as televisões dos EUA. Carmem torna-se a personalidade brasileira que invade esse universo e lidera um seleto grupo de destaque em Hollywood, onde realizou cerca de 14 filmes.

“YES, NÓS TEMOS O SAMBA!”

Carmem era o exemplo de alegria, otimismo e felicidade transbordantes preconizados no carnaval, na festa permanente.
Ainda hoje quando se fala de Brasil no exterior ela é lembrada e o samba vem de carona, provando que não há ditames quando se quer expressar um povo, uma nação. O samba é a “cola” que nos une, que nos “linka” com outras nações e é capaz de transcodificar o que há de mais genuíno em nossa essência luminosa que, quando “toca”, faz brilhar o coração de quem possa apreciá-lo e ouvi-lo.
“O pandeiro do samba, tamborim de bamba” continuará a ecoar em todas as épocas em nosso imaginário, em nossos corações.

Que assim seja.

ROTEIRO DO DESFILE
Setores da Escola

1o SETOR

nome: A ERA DO RÁDIO
numeração das alas: 01 a 06

2o SETOR

nome: O QUE É QUE A BAIANA TEM?
numeração das alas: 07 a 11

3o SETOR

nome: CASSINO DA URCA
numeração das alas: 12 a 15

4o SETOR

nome: IN SOUTH AMERICAN WAY
numeração das alas: 16 a 20

5o SETOR

nome: YES, NÓS SOMOS O SAMBA
numeração das alas: 21 a 25

ROTEIRO DO DESFILE
Alas
Descrição das Alas

Figurinista(s):
Nº Nome da Fantasia Nome da ala Descrição Responsável pela ala
Comissão de Frente
1 Pierrô Comunidade Alusiva à marcha Pierrô apaixonado Departamento de Carnaval
2 Arlequim Quem sabe sou eu Figuras tradicionais do carnaval Lívia Menezes
3 Balancê Ala dos Devotos Alusiva à marcha do mesmo nome, gravada por Carmen Inês Valença
4 Alô Alô Carnaval Ala das Crianças A alegria das marchinas carnavalescasl Maria Célia
5 Piratas Heróis da Liberdade Alusiva à marcha Pirata da Perna de Pau Cosme Dantas
6 Cantores do Rádio Ala das Feras Alusiva à marcha do mesmo nome, gravada por Carmen Eulina da Costa
7 O que é que a baiana tem? Ala das Baianas Homenagem à Bahia D. Eni
8 Balangandãs Ala Ricca Alusiva a um dos elementos mais importantes do clima baiano de Carmen Ricardo Wandeveld
9 Lavagem do Bonfim Ala das Baianinhas Baianinha curta, uma tradição da escola Bruno Teté
10 Senhor do Bonfim Balanço e Alegria Walter paraná
11 Candomblé Bateria Representação de Ogun, orixá protetor do Império Serrano Mestre Átila
12 É de trampolim Comigo Ninguém Pode Contém elementos dos jogos deazar praticados nos cassinos Marly da Costa
13 Trinca Sente a diferença Mistura de jogos de azar e espetáculo Tereza Cerqueira
14 Quadra Ala dos Remédios Mistura de jogos de azar e espetáculo Jorge dos Remédios
15 Coristas Quem Quiser Pode Vir Representa os tradicionais coristas dos shows em Cassinos Reinaldo Fernandes
16 Broadway Representa o esplendor da Broadway
17 Ruas de Paris Família Imperial Homenagem à música Streets of paris, sucesso fulminante de Carmen no exterior Sérgio Roberto Costa
18 Paducah A Noite é Nossa Inspirado no traje usado pelo Bando da Lua no filme do mesmo nome Maurício Costa
19 Touradas em Madri Quem Não é Não se Mistura Alusiva à marchinha do mesmo nome Marivaldo
20 Mamãe eu quero Ala do Grilo Alusiva à marchinha do mesmo nome Dulcinéa Ribeiro
21 Imperianos Vila da Penha Homenagem à escola que homenageou a Pequena Notável em 1972 Humberto Carneiro
22 Banda de Ipanema Amizade Jurema Batista
Grupo Embaixada das Caricatas Embaixada das Caricatas Fantasia livre, em homenagem ao apreço da comunidade gay à Pequena Notável Adagoberto
23 Raízes da África Ala Coreografada da Serrinha Homenagem à negritude, marca distintiva do Império Serrano Gerson Tavares
24 Ala dos Compositores Homenagem à elegância imperiana Chupeta
25 Velha Guarda Homenagem à tradição imperiana Sr. Mazinho

ROTEIRO DO DESFILE
Alegorias

Descrição das Alegorias

1o ALEGORIA

Nome: A Era do Rádio

Descrição: Carro em estilo art déco, que reúne elementos da época de ouro do rádio: o gramofone, o disco 78 rpm e o aparelho de rádio.

Autor: Renato Lage / Márcia Lavia

Principais destaques: Neste carro Carmen Miranda será representada pela atriz Miriam Pérsia, que desfilou como uma das figurações de Carmen em 1972 e nestes 36 anos nunca deixou de desfilar na escola. Esta é a forma de homenagear suaconstante participação na agremiação.

número da ala anterior à alegoria: Ala 01

2o ALEGORIA

Nome: O que é que a baiana tem

descrição: Carro alusivo ao estereótipo criado por Carmen Miranda sobre a figura da tradicional baiana, que a acompanhou durante toda a sua trajetória artística. Ele traz todos os elementos representativos da Bahia, na arquitetura, na religião, na cultura, como homenagem ao estado do Brasil que nos legou as mais caras tradições de ancestralidade. Nele Carmen Miranda será representada por um gigantesco busto em escultura de Poggi, um dos mais renomados artistas do carnaval carioca.

Autor: Renato Lage / Márcia Lavia

Principais destaques: Não há. Os elementos de composição são todos jovens componentes do Império Serrano, oriundos do Morro da Serrinha, seu berço.

número da ala anterior à alegoria: Ala 07

3o ALEGORIA

Nome: Cassino da Urca

descrição: Mostrará o luxo e o esplendor dos cassinos, principal vitrine dos grandes artistas da época. Homenagem ao palco dos primeiros sucessos de Carmen no show-business.

Autor: Renato Lage / Márcia Lavia

Principais destaques: Ana Cristina, representando Carmen em traje de baiana, que a imortalizou.

número da ala anterior à alegoria: Ala 13

4o ALEGORIA

Nome: In South American Way

descrição: Alusivo à carreira internacional de Carmen Miranda, o carro apresenta características do luxo dos espetáculos da Broadway.

Autor: Renato Lage / Márcia Lavia

Principais destaques:

número da ala anterior à alegoria: Ala 19

5o ALEGORIA

Nome: Yes, nós temos o samba

descrição: Carro tropicalista, onde o símbolo da escola – a coroa – se mistura aos balangandãs, guias, frutas e outros elementos de brasilidade, inserindo o Império Serrano no clima desta segunda homenagem à grande cantora, dando início às comemorações do centenário de seu nascimento.

Autor: Renato Lage / Márcia Lavia

Principais destaques: Paulo Santi, representando o Carnaval. Grandes baluartes do Império Serrano emprestarão seu prestígio a esta homenagem.

número da ala anterior à alegoria: Ala 24

ROTEIRO DO DESFILE
Mestre Sala e Porta Bandeira

1o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira

Número da ala anterior ao casal: virão abrindo o desfile, logo após a comissão de frente

Nome do Mestre Sala: Charles

Nome da Porta Bandeira: Danielle do Nascimento

Nome da Fantasia: Figuras tradicionais do carnaval

Outras Informações:

2o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira

Número da ala anterior ao casal: 18

Nome do Mestre Sala: Diego Machado

Nome da Porta Bandeira: Rafaela

Nome da Fantasia: “Eu fui às touradas em Madri”

Outras Informações:

SAMBA-ENREDO

Presidente da Ala dos Compositores: Chupeta

Autores do Samba-Enredo: MARCÃO, MARCELO RAMOS, VANDO DINIZ, CHUPETA, HENRIQUE HOFFMANN, WILLIAM BLACK, NATO E ZÉ PAULO

Letra

Luz, divina luz,
Eu quero ouvir o seu cantar
IMPÉRIO SERRANO é samba,
É Carmen Miranda, é popular
Pequena Notável, de ti eu sou fã
Oh! Deusa dos balangandãs
Na imensidão de um sonho
Viajei na fantasia
No rádio, no cinema, nos cassinos deu um show
A fina flor da boemia

No tabuleiro da baiana tem
Tem requebrado, tem quitute, tem amor
E nesta festa vou sambar também
Com pandeiros, tamborins e agogôs

Sua voz ecoa pelo ar
Ao som de lindas marchinhas
Seu nome atravessou fronteiras
Um buquê de poesias
Se internacionalizou –“Samba ioiô”
Fez o Tio Sam sambar –“Samba iaiá”
Estrela que brilha, tu és maravilha
Num lindo céu azul anil
A portuguesinha que virou rainha
Orgulho deste meu Brasil

Meu IMPÉRIO outra vez
Vem no balanço do seu coração
Eu sou verde-e-branco com muito orgulho
Sou emoção

 

Rachel Teixeira Valença
___________________________________
Nome do Responsável pelo material:

___________________________________ ___30__/_11___/_2007____
Assinatura Data


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