CARNAVAL 2008

HISTÓRIA DO G.R.E.S. ACADÊMICOS DO CUBANGO

Foi na antivéspera dos festejos natalinos de 1959, precisamente no dia 17 de dezembro, que nascia, na cidade de Niterói, a escola de samba Acadêmicos do Cubango.

Aproveitando-se do silenciar dos batuques da Império Serrão, que até aquele momento era a escola reduto dos sambistas dos morros do bairro do Cubango, foi que um grupo de bambas, dentre eles Ney Ferreira e Carlinhos Manga-Espada, decidiram reascender a chama do samba criando uma nova agremiação carnavalesca. A Cubango, portanto, nasce de uma simbiose de sambistas dos morros São Luiz, Mangueirinha, Abacaxi e Serrão que ao romperem com o silêncio deixado pela Império Serrão criam uma escola de samba que fará sua história baseada nas tradições de sua comunidade. Assim sendo, seus dirigentes e componentes fizeram questão de conservar na Cubango aquilo que na linguagem do sambista é fundamental para uma escola de samba: o seu chão, ou seja, a sua comunidade.


Parte de nossa "Ala de Compositores", vendo-se Luis Carlos Gracindo, Heraldo Farias, Maizena, timbó, Chiquinho, Flavinho Macahdo e João Tapê.

A verde e branco de Niterói procurou sempre manter na elaboração de seus carnavais a preservação e a afirmação de sua identidade como escola de comunidade, e isto passou sempre pela defesa e criação de enredos que expressam a cultura da mestiçagem brasileira. A própria denominação Cubango é um exemplo disto, pois tal palavra aparece como derivação “u-bang” da língua indígena, cujo significado seria “terras escondidas”; como também expressa o nome de um rio da Angola, país da África. Presume-se que os escravos vindos de Angola adaptaram o indígena “u-bang” para Cubango. Os primeiros ensaios da Cubango foram realizados em um terreno de propriedade de José Figueiredo, o primeiro mecenas da verde e branco.

Durante os anos de 1960 e 1970 a Cubango realizou seus ensaios nos clubes Fluminense e Fonseca até conseguir no final dos anos 70 definitivamente a sua quadra na Noronha Torrezão. A participação da Cubango nos desfiles de Niterói começa em 1960 quando consolida o seu nomeganhando o tetra campeonato na Academia do Samba, uma espécie de segundo grupo do carnaval, com o enredo “Sonho das Esmeraldas”.

A participação da Cubango nos desfiles de Niterói começa em 1960 quando consolida o seu nome ganhando o tetra campeonato na Academia do Samba, uma espécie de segundo grupo do carnaval, com o enredo “Sonho das Esmeraldas”.


Ney Ferreira, o presidente em 1979, abraçando tia Lourdes, uma das nossas fundadoras.

No carnaval de 1964 fez sua estréia entre as escolas do primeiro grupo, ganhando assim o nome de Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos do Cubango. Neste ano passou na avenida com o enredo “Maurício de Nassau”, conquistando o vice-campeonato.

Seu primeiro título na elite do carnaval de Niterói ocorreu em 1967 com um enredo muito em moda na época: “O Brasil pintado por Debret”. Mas foi em 1972 que ocorreu a grande consagração.Com um desfile impecável, a Cubango consagra o tema “Um rei Congo Sabará” como também o estilo de enredo afro, que passa a ser o mais preterido pela escola a partir daí.

Em 1975, com o título de campeã, a Cubango desfilou na Amaral Peixoto com o enredo “Folclore: riqueza do Nordeste”.Este campeonato foi o primeiro de uma seqüência de cinco títulos. Em 1979, com o enredo “Afoxé”, a Cubango consolidou seu império no carnaval de Niterói. Na década 1970 foram sete títulos em dez dos disputados.

Os anos de 1980 foram marcados por uma transição importante na verde e branco. Em virtude de uma crise econômica e política que atingiu o carnaval de Niterói, a Cubango, prevendo o fim dos desfiles na cidade, que de fato ocorrera nos anos 90, junto com a Viradouro enfrentou o desafio de desfilar na “Cidade Maravilhosa”. As escolas de Niterói seguiriam caminho parecido com o que foi percorrido nos anos 70 pela até então desconhecida escola de Nilópolis, a Beija-Flor, que encantou o Rio de Janeiro e projetou aquele município para o mundo. Nos desfiles no Rio de Janeiro, a Cubango não demorou a afirmar sua posição de grande escola do carnaval. O início não foi fácil, a Cubango teve que passar por todos os grupos de acesso até atingir o Grupo A.

Em 1986, no seu primeiro ano no desfile carioca, a Cubango não decepcionou e foi a campeã do Grupo IV, adquirindo assim o direito de subir para o Grupo III. Em 1987, com o enredo “Ave Bahia cheia de graça”, foi injustiçada.

No destaque, Mãe Tiana, uma de nossas fundadoras;


Toda a crítica especializada, incluindo a do jornal “O Globo”, foi unânime em afirmar ter sido a escola de Niterói a melhor à passar pelo melancólico desfile do Grupo III realizado na Avenida Graça Aranha. A Cubango ficou em quarto lugar, não conseguindo acesso ao Grupo II. Em 1992, com o enredo “Negro que te quero negro”, chegava ao Grupo I.

No carnaval de 2004, surpreendendo à toda crítica que dava como certa sua descida para o Grupo B alegando a limitação do enredo, a Cubango fez um desfile que sensibilizou grande parte da arquibancada da Sapucaí e a maioria dos jurados. Assim a escola alcançou um honroso e surpreendente quinto lugar.

FICHA TECNICA

CARNAVAL 2008 - SINOPSE DO ENREDO

" MERCEDES BATISTA, DE PASSO A PASSO, UM PASSO"

 

                               G.R.E.S. ACADÊMICOS DO CUBANGO

Presidente administrativo: Olivier Luciano Viera (Pelé)

Data da Fundação: 17 de dezembro 1959

Cores: verde e branco

Sede administrativa: Rua Noronha Torrezão 560, Cubango - Niterói

Quadra de ensaios: Rua Noronha Torrezão- 560, Cubango Niterói

Tel.: 2233-8289 / 9836-1570

Enredo: Mercedes Baptista –de passo a passo, um passo.

Carnavalesco(s): Wagner Gonçalves

Autor (es) do enredo: Wagner Gonçalves

Bibliografia:

Melgaço, Paulo. Mercedes Baptista: A criação da identidade negra na dança-fundação palmares - 2007
Costa , Haroldo .Salgueiro -50 anos de gloria.Rio de Janeiro, Recorde, 2003.
Blanc, Aldir, Luis Fernando Vianna, Hugo Sukman. Heranças do samba.Casa da palavra -2004
Matta , Roberto da .Oque faz o Brasil, Brasil?Ed Rocco, 1997.
http://www.feth.ggf.br/Racismo
http://www.Cubango.com.br/front/home.Php#
http://www.salgueiro.com.br/S2008/CA.asp?1963
Samba de enredo – Acadêmicos do Salgueiro, 1963 – Xica da Silva. Autores: Noel Rosa de oliveira e Anescarzinho
O Brasil de Pierre Verger – fundação Pierre Verger
http://www.revista.agulha.nom.br/ag34craveirinha.htm

Diretor Geral de Harmonia: Marlúcia Nunes Cruz

Outros Diretores de Harmonia: Jorginho Harmonia e Machine

Intérprete Oficial: Tiãozinho Cruz
Outros Intérpretes: Júnior Duarte, Diego Nicolau, Vadinho, Thiago, Caisso

Diretor Geral de Bateria:Mestre Ricardinho

Outros Diretores de Bateria:Luciano, Gefferson, Denílson Jacaré, Pará, André, Fabinho, Demilson, Rogerio
Total de componentes:230

Presidente da Ala das Baianas: dona Preta
Total de componentes: 70

Ala das Crianças:
Responsável: Iris
Total de componentes: 70

Galeria Velha Guarda
Presidente: Cássia
Total de Componentes: 30

Coreógrafo da Comissão de Frente: Irídio Mendes
Total de Componentes: 15
Coordenador de Destaques: Carlos Augusto (Guto)

Rainha da Bateria: Júlia

Marinha da Bateria: Fabiene Rocha

Outras informações: obs

Foi consultado também como fonte de pesquisa o documentário “ balé de pés no chão “ de Marianna Monteiro e Lílian Solá Santiago

Local do Barracão: Avenida Rodrihues Alves, 492
Diretor Responsável: Paulo Roberto Santos de Azevedo
Ferreiro Chefe: Gilberto,
Carpinteiro Chefe: Rabicó
Escultor Chefe: Paulo César (PC)
Fibra: Niltinho
Almoxarifado; Lílian

JUSTIFICATIVA DO ENREDO

Segundo nossa visão, Enredo de escola de samba é:

-Uma questão de identidade da Escola para com ela mesma;
-Uma questão de integração da proposta com a receptividade do publico
-Uma questão do homem com sua realidade, seu pensamento e sua rebeldia.

Estudo introdutório:

“... Afinal o dia dela chegou
Dia 2 de fevereiro
Dia de festa no mar
Eu quero ser o primeiro...”

Dorival Caymmi

A identidade de um povo tem e sempre terá sua raiz mais profunda na cultura e na arte. Os Acadêmicos do Cubango, umas das instituições carnavalescas mais empenhadas na conservação de valores de sua comunidade, vêm mais uma vez pontuar o que tem de melhor: "seu chão". Todavia, para abrilhantar a festa, traremos a fundadora da extinta academia de danças étnicas, a bailarina Mercedes Baptista.

“Exemplo não é uma das formas de influenciar e sim a única”

Mercedes com seu "balé de pés no chão" vem com toda a comunidade - Morro do Serrão, Mangueirinha, Abacaxi, São Luis e adjacências - “compor com ciência" e afirmar que para se aprender a pensar é preciso primeiro aprender a dançar. Quem dança com as idéias descobre que pensar é alegria e quem sente tristeza ao pensar e porque só sabe marchar. Saltar sobre o vazio sem ter medo da queda ajuda a reconstruir um novo olhar sobre nossa cultura e origens...

A mãe do balé afro brasileiro vem juntar leves e graciosos passos às danças sagradas dos orixás, e movimentos fortes, ritmados e até hipnóticos aos requebros de nossas mulatas. Os Acadêmicos do Cubango vêm compor uma opera afro-brasileira: teremos negros em movimentos, com intuído de subverter uma realidade. Vamos dançar com as idéias e com os ideais.

O carnaval, que reflete a pluralidade de nossa cultura, se manifesta envolto na nossa batucada, invenções e inverções da nossa arte popular. Uma escola de samba é forte um produto cultural e pontuou a mistura que no início se deu por curiosidade da classe intelectual. Os sambistas (artistas desconhecidos) experimentavam suas artes, antes confinadas em guetos e comunidades, sem espaços de ações. Hoje, no "maior palco no mundo", com Mercedes Baptista os Acadêmicos do Cubango canta e dança, com orgulho, e mostra que o negro no Brasil faz arte e cultura muito bem!

A luta pela defesa da cultura negra despertada pelos estudos antropológicos, etnológicos, etnográficos e sociológicos deflagra o que vamos cantar, faremos coro com Nina Rodrigues, Manoel Quirino, Arthur Ramos, Gilberto Freire, Nunes Pereira, Edson Carneiro e Pierre Fatumbi Verger que discutiram evidenciaram um passo que se tornou efetivo na década de 40 com a liderança de Abdias do Nascimento criando heroicamente o Teatro Experimental do Negro, de onde surgiram vários atores que até hoje brilham com sua arte na TV e no teatro.

Paralelamente o grande poeta Solano Trindade fundou o Teatro Popular Brasileiro e, com Brasiliana, correu o mundo revelando grandes artistas. Neste mesmo período o maestro Abigail Moura fez a Orquestra Afro-Brasileira compondo musica erudita fundamentada na cultura negra e nossa divina Mercedes criava seu Balé afro.

Através da garra de Mercedes Baptista vamos com cadência traçar um paralelo entre arte erudita e arte popular. Seremos investigadores e produtores de nossa arte. E assim que se faz do Brasil, o Brasil!

Os Acadêmicos do Cubango apresentará um grande espetáculo com passos firmes, estabelecendo um dialogo reflexivo com criações artísticas afro-brasileiras. A ebulição social em movimentos e gestos vai fecundar um novo Brasil...

“... mais tropical mais fraternal, mais brasileiro”.

(Gilberto Freire)

SINOPSE DO ENREDO

1º movimento: Devorando sonhos.

Depois de ser sabotada na prova para participar do teste para compor o corpo feminino de baile do Theatro do Municipal, Mercedes Baptista faz a prova com os homens e foi aprovada em 1948.

“Um olhar que vaga entre a ternura e o medo”.

(Solano Trindade)

Abram as cortinas do Theatro Municipal. Com saltos, giros e atabaques Mercedes Baptista faz a evocação todas as forças e energias para que se façam presentes na noite de magia e superação.

Nosso samba dialoga com a divindade e conduz nossa comunidade a uma saga vitoriosa. A garra de seus passos mostra que a ópera também pode ser popular. E a soberania afro que estará presente nos reisados e manifestações diversas pois o negro no Brasil possui base Cultural e hoje é o dia de manifestar toda a alegria e espontaneidade de um país Livre, de um país honrosamente mestiço de cultura híbrida.

Entrelaçando as idéias, apresentaremos pás de deux e pirouethes ao som de chocalhos, repiques, surdos e tamborins, numa mistura de sons e ritmos que fecundaram novos movimentos compondo assim nosso verdadeiro: samba sinfônico.

2º movimento: Onde houver fé haverá vitória.

Mercedes Baptista, e João Alves de Torres Filho, o famoso "Joãozinho da Goméia" propagou uma justa valorização ao legado ancestral. O Babalorixá ajudou e muito, na divulgação do candomblé, fazendo com que ficassem conhecidos os cultos afros, as manifestações dos terreiros de candomblé evidenciavam o refluxo de filosofia de respeito à natureza e o que há entre ela e o homem. Gomeia impôs, ainda que por meio de suas polêmicas, a divulgação e respeitabilidade ao candomblé, validando-o como produto da cultura brasileira, antes desprezada por falta de conhecimento. Hoje a sabedoria fundamentada nos cultos afros desperta interesse de estudiosos e/ou intelectuais de varias áreas do saber e não é nenhum exagero afirmar que é "negra a verdadeira cultura brasileira". Mercedes Baptista sabia que a dança afro vinha do candomblé este encontro com da Gomeia foi fundamental...

3º movimento: Uma parte de arte por parte.

A negritude vitoriosa torna mais efetiva a valorização da nossa cultura. O Jornal, o Teatro, a Orquestra, a Conferência, enfim, o trabalho erudito fundamentado na cultura afro-brasileira, dos quais destacamos Abdias do Nascimento, Abigail Moura, Solano Trindade e nossa bailarina negra Mercedes Baptista.

O dialogo entre o erudito e o popular em busca de uma arte afro-brasileira sem a versão caricatural e estereotipada desvela uma outra face da cultura nacional. Vamos cantar por um Brasil de arte negra qualificada, pois o negro no Brasil desenvolve arte e cultura muito bem!

É a Dança dos negros (o Corta Jaca, o Funeral de Rei Nagô, o Corbarão, o Mondongo, o Jongo e Congo) e Mercedes Baptista no Teatro de Revista.

4º movimento: Trocando o gemido da senzala pela fidalguia do salão.

"E a mulata que era escrava sentiu uma forte uma transformação” •

Lá vem salgueiro! E vem chegando à ala dos importantes. O sol já dava o tom laranja na silhueta da igreja da Candelária e o lendário desfile dos Acadêmicos do Salgueiro apresenta polca em ritmo de samba e escola que nem é melhor e nem pior, mas apenas diferente, dar uma roupagem vanguardista ao grande produto da alma carioca: "o carnaval", que a partir daquele momento fez com que os foliões deixassem capa e espada e as perucas da aristocracia para mostrarem o outro lado da nobreza que era resgatada.A participação do negro no cenário cultural, não mais à margem, mostra a dança mágica de Mercedes Baptista que se fez presente nos Acadêmicos do Salgueiro em parceria com Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues neste momento inesquecível. Surgida no seio da mais alta nobreza, Xica da Silva junto ao Chico Rei compõe um Quilombo, mas agora nos Acadêmicos do Cubango.

5º movimento: Levantai os heróis do novo mundo.

“As minhas mãos colocaram pedras nos alicerces do mundo. Mereço o meu pedaço de chão”.

(Agostinho Neto)

A luta despertada pela defesa da cultura negra atravessa apoteose e começa a pincelar um Brasil vencedor. Cores mais reais se misturam ao verde e branco do manto e evidenciam que uma nação vence quando o respeito esta em vigor. Negros, pardos e todos os cidadãos, que independentes da raça e da quantidade de melanina, se destacam na dança, nas artes plásticas, na literatura, na música, no teatro entre outras atividades culturais.

Hoje encontra através do ímpeto de luta de Mercedes Baptista o que chamamos de primeiro passo para um grande passo. Uma nação que aceita verdadeiras ações de intervenções populares seja ela no carnaval ou mesmo no cotidiano nacional, merece dar vários passos e saltos para o futuro promissor.

Os Acadêmicos do Cubango dará os passos, saltos e os movimentos de um Brasil afro descente que canta com um muito orgulho um novo Brasil muito mais unido. E através do carnaval veremos o que aconteceu e o que irá acontecer, dançaremos afoxé e novamente vamos mostrar que logum é fruto do amor proibido.

ROTEIRO DO DESFILE
Setores da Escola

1o SETOR

nome: opera do povo
numeração das alas:4

2o SETOR

nome:legado ancestral culto a natureza
numeração das alas:4

3o SETOR

nome:cultura e arte negra
numeração das alas:6

4o SETOR

nome:trocando o gemido da senzala pela fidalguia do salão
numeração das alas:4

5º SETOR

nome :heróis do novo mundo
numeração de alas :8

ROTEIRO DO DESFILE
Alas
Descrição das Alas

Figurinista(s): Wagner Gonçalves, Bruno de Oliveira.
Nº Nome da Fantasia Nome da ala descrição Responsável pela ala
“Quero ser tambor” Comissão de Frente Inspirado na poesia de José Craveirinha a comissão de frente apropria-se do instrumento que faz a evocação de forças e energias para que se inicie um ritual sagrado e profano e representa a resistência do negro no Brasil através das manifestações artísticas Irídio Mendes
1 Yaô Primeiros passos Um paralelo ao processo de iniciação aos cultos afros e a entrada do povo no teatro municipal Natali
2 Aida de Verdi Emoção Espetáculo no qual Mercedes já integrando o corpo de baile do teatro municipal teve a participação com sacerdotisa Didi
3 Maracatu do Chico Rei Tuiu Mercedes participa do espetáculo com mucama mor Joaquim Horácio
4 Khatherine Dunham idéiais de liberdade Turma da Barra da Tijuca Mercedes ganha uma bolsa de estudo e em Nova York percebe a importância de valorização da cultura afro e aumenta o repertório Saad e Alexandre
5 Fé- estejamos Amigos da Cubango A resistência da cultura afro se deu muito ao sincretismo sendo assim facilitando a perpetuação desses valores e costumes Ana Zerbine
6 Africanidade União Familiar Os negros vindos da áfrica como escravos fincaram aqui construções identitárias e mantiveram valores e costumes de sua região Magnólia
7 João da Goméia Tudo é Festa João da Goméia impôs mesmo que por meio de suas polemicas a divulgação e respeitabilidade ao candomblé Jane
8 Culto a natureza Legado ancestral Baianas Os cultos afros a divulgação das danças sagradas dos orixás pontuam um refluxo de filosofia de respeito à natureza e oque há entre ela e o homem Dona Preta
9 Cafezal Celebridade Espetáculo montado por Mercedes no qual negros e negras brilharam nos palcos do Brasil e do mundo Angélica e Fernanda
10 Teatro de revistas Vou Levando Mercedes leva aos palcos dos teatros de revista espetáculos com grandes expressões, tais como: corbarão, mondongo, congo jongo mostrando assim a diversidade cultural de nossa nação. Orlando
11 Orquestra afro-brasileira (maestro Abigail Moura) Bateria A orquestra afro –brasileira do maestro Abigail Moura que compôs musica erudita fundamentada na cultura negra Mestre Ricardinho
12 Rainha das mulatas Passistas Em 1948 Mercedes Baptista foi eleita rainha das mulatas pelo teatro experimental do negro Lúcia e Vaninha
13 Solano Trindade o poeta do povo Tudo pode Solano Trindade um poeta da resistência negra por excelência se estivessem entre nos completaria no ano de 100 anos de vida Lilian
14 Abdias do Nascimento sortilégio Empolgação Intelectual de grande importância sobre a questão dos afros descendentes criado do teatro experimental do negro e colaborado do movimento negro unificado Eliane
15 Acadêmicos do Salgueiro Universitários A escola de samba; Acadêmicos do Salgueiro revolucionou a estética do carnaval carioca através dos artistas Fernando Pamplona e Arlindo Rodrigues resgatando personagens negros que enriqueceram a historia do Brasil embora fossem poucos retratados. Neuza Moysés
16 Quilombo dos palmares Nova Força Fernando Pamplona propôs a Arlindo Rodrigues o enredo Quilombo dos Palmares e o os Acadêmicos do Salgueiro encanta a todos e conquista seu primeiro titulo criando uma nova estética nos desfile das escolas de samba Paulo Azevedo
17 Chico Rei Bakulo Enredo de 1964 dos Acadêmicos do Salgueiro, com a participação das coreografias de Mercedes Baptista. Rogério Saturnino
18 Xica da Silva União e Força O carnaval de 1963 foi um marco na própria historia do carnaval, o Salgueiro leva ao conhecimento do publico a historia de Xica da Silva e Mercedes foi responsável pela coreografia de dozes pares de negros que dançavam polca em ritmo de samba apesar da polemica em torna da mesma ter sido acusada de trazer influencias externas para o samba a ala do minueto foi de grande impacto e salgueiro sagra-se novamente campeão Fábio
19 Encontro de academias Brilhos nos Olhos Um dos mais tradicionais grupos de “sambistas” dos Acadêmicos do Cubango vem de vermelho e branco presta uma homenagem à academia tijucana Pool
20 Acadêmicos do Cubango Amigos de Icaraí Com a consagração do impecável desfile de 1972 com o tema “o rei Congo Sabará” a escola pontua suas características com enredos afros Luiz
21 Representar dignidade 1 m/s e p/b mirim Em 1979, com o enredo “Afoxé”, a Cubango consolidou seu império no carnaval de Niterói. Na década 1970 foram sete títulos em dez dos disputados. Sandra
22 A arte de representar dignidade 2 Novos passos Influenciados pelo Teatro experimental do negro hoje temos ações e manifestações que dignifica o trabalho de negros, com o intuito de qualificação e inclusão dos mesmo numa nação mais justa. Dentro os tais destacam: a Cia dos comuns, o Cidan, cia Rubens Barbot. Júlio
23 A esperança continua Crianças Com este tipo de homenagem a Acadêmicos do Cubango expõe o trabalho de Mercedes para a comunidade com o intuído de rever os valores e conceitos de personagem que influenciam diretamente uma comunidade no qual afrodescente que compõe um verdadeiro quilombo urbano Iris
24 Musica black Da Madeira As cores da bandeira pan-africanas simbolizam musicas que mantém, viva influencias e valores de nossos ancestrais. Patrícia
25 Graffite Emoção A arte dos Guetos nas galerias Marcelinho e Fabinho
26 Os acadêmicos Velha guarda e compositores Academia de arte popular produtores e investigadores

ROTEIRO DO DESFILE
Alegorias

Descrição das Alegorias

1o ALEGORIA

Nome:Teatro municipafro –ópera do povo

Descrição: O pomposo theatro municipal do Rio de janeiro com base nos projetos de Alberto Guilbert junta seus ; mármores ônix bronzes cristais á palhas, mamutes, jutas dentes de marfim, tambores, cordas ,sisal para simbolizar a entrada da nossa homenageada. Fragmentos do teatro uniram o erudito e popular e pontuam o Brasil como um país de cultura híbrida.

Autor:Wagner Gonçalves

Principais destaques. (remodelação do clássico)
Amneris -semi -destaques ( femininos ) – Ana Zerbine (1ª Dama)
Ramfis- semi- destaques ( masculinos ) -
Destaque central: a volta triunfal de Radames - Marcelo

número da ala anterior à alegoria: 1

2o ALEGORIA

Nome:Louvar a natureza , legado ancestral

descrição: A curiosidade intelectual de médicos , jornalistas , escritores , etnólogos em muito contribuíram para aumentar a visibilidade social do candomblé , durante boa parte de sua historia os “cultos naturais” foram repudiados pela sociedade contudo o trabalho de Mercedes com base nas pesquisas feitas a visitas aos terreiros de João da Goméia , seguiu-se um processo de gradativa valorização e reconhecimento social da manifestação religiosa e o trabalho da bailarina negra exerceu uma função importante junto a outras formas de produção cultural a alegoria e um monumento erguido com os orixás com elementos naturais e signos de cultura universal .

Autor:Wagner Gonçalves

Principais destaques- a alegoria não terá destaques

número da ala anterior à alegoria: 8

ROTEIRO DO DESFILE
Alegoria

3o ALEGORIA

Nome: Arte negra

descrição:a alegoria destaca o trabalho de Mercedes Baptista , Abdias do Nascimento ,Abigail Moura e Solano Trindade . A partir da década de 40 liderados por Abdias do Nascimento o Brasil descobre que o negro faz arte e muito bem , um grupo de performance simboliza a Orquestra Afro- brasileira ao centro da alegoria um grupo remonta trecho do espetáculo “ Sortilégio” Mercedes desenvolve um trabalho de qualidade com espetáculos afros nos teatros de revista

Autor:Wagner Gonçalves

Principais destaques; José (Central Alto) e Murilo (Central Baixo)
destaque central - Mercedes Baptista no teatro de revista
Sortilégio
Poesia do Solano Trindade
Teatro de Revista

número da ala anterior à alegoria: 14

4o ALEGORIA

Nome:O lendário Desfile

descrição: O sol já dava o tom laranja na silhueta da igreja da Candelária e o lendário desfile dos Acadêmicos do Salgueiro apresenta polca em ritmo de samba e escola que nem é melhor e nem pior, mas apenas diferente, dar uma roupagem vanguardista ao grande produto da alma carioca: "o carnaval", que a partir daquele momento fez com que os foliões deixassem capa e espada e as perucas da aristocracia para mostrarem o outro lado da nobreza que estava sendo resgatada . a igreja da candelária com o minueto a frente sendo cortada pelo sol e a alegoria

Autor: Wagner Gonçalves

Principais destaques ; Paulo César (Central alto; Rose Barreto (central baixo);
destaque central ; o alvorecer
Semi destaques – academia tijucana

número da ala anterior à alegoria: 19

ROTEIRO DO DESFILE
Alegoria

5o ALEGORIA

Nome: levantai os heróis do novo mundo

Descrição: a alegoria e um novo navio negreiro, no qual o albatroz (águia do oceano) será um cisne que conduz o sonho da comunidade de Niterói a dar os passos para um futuro promissor, um navio que atravessa a baia de Guanabara com o objeto de realizar o sonho da escola para que no próximo carnaval figure suas forças e alegria no grupo especial das escolas de samba do Rio de Janeiro.

Autor:Wagner Gonçalves

Principais destaques Mercedes Baptista – o grande cisne
Destaque central – o albatroz Pablo (Central alto)
Semi destaques – guerreiros cubango

número da ala anterior à alegoria: 25

ROTEIRO DO DESFILE
Mestre Sala e Porta Bandeira

1o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira

Número da ala anterior ao casal: 10

Nome do Mestre Sala: Tuninho

Nome da Porta Bandeira: Patrícia

Nome da Fantasia: balé de pés no chão

Outras Informações: inspirado no titulo do documentário de Lílian Solá Santiago e Marianna Monteiro a fantasia em síntese e o trabalho desenvolvido pelos mestres salas e portas bandeiras muitas das vezes surgidos de comunidades menos assistidas, todavia desenvolvem um bailado de nível de profissionais de formação clássica

2o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira

Número da ala anterior ao casal: 06

Nome do Mestre Sala:Gugu

Nome da Porta Bandeira:Gisele

Nome da Fantasia:João da goméia

Outras Informações:

3o Casal de Mestre Sala e Porta Bandeira

Número da ala anterior ao casal:

Nome do Mestre Sala:

Nome da Porta Bandeira:

Nome da Fantasia:

Outras Informações:

SAMBA-ENREDO

Presidente da Ala dos Compositores: Beto Gama

Autores do Samba-Enredo: Arthur Bernardes, Sardinha, Diego Nicolau, Junior Duarte e Carlinhos da Penha.

Letra

 

Jubà Ìbamolé
Pro sonho dessa noite de magia
Abram as cortinas, OH! Municipal,
Pra ópera do povo, o samba em sinfonia!
Onde houver a fé, o axé dos orixás – vitória!
Louvar a natureza, legado ancestral
Negra e verdadeira herança cultural
Viva em nosso carnaval

O violino com batuque do tambor
“Corta-jaca”, Mondongo... me leva!
Ao “pás de deux” no jongo e entrechat no Congo
Início de uma nova era

O Alvorecer
Dourava a corte em sua realeza
Salve a academia tijucana
Onde a negritude era nobreza
A mãe do balé afro com os pés no chão
Revela seu poder de sedução
Vai acontecer,
Florescer cultura popular
Na força dos heróis do novo mundo
A minha academia vai brilhar
O tão sonhado passo avançar

Baila...
Vem fazer parte dessa emoção
Teu manto verde e branco é tradição
CUBANGO, luz da minha vida!!!
Mercedes Baptista. Divina tu és
Ponho a avenida a teus pés!!!

Nome do Responsável pelo material: Wagner Gonçalves

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Assinatura Data

Símbolo:  
 
   
 
CARNAVAL 2008